4. BULGULAR VE YORUMLAR
4.4.2.1. Ortak Yüklemli Cümleler
filme “Os Reis de Dogtown”, que conta a história do cara que revolucionou o skate mundialmente.
Aran Carriel, 33; artivista multimídia, comerciante cultural, jornalista.
Qual é o histórico do Cine Extinção? E da Loja “Empório Cultural Extinção”?
O CinExtinção existe desde maio de 2011; sempre gratuito e semanal, no piso superior da loja, sala pequena com lotação de 15 pessoas sentadas confortavelmente em almofadas ou no chão. Cinema mais pessoal, menos convencional.
É às vezes exibido em outros pontos também. A curadoria/escolha dos filmes é minha e a equipe técnica é o Enxame Coletivo.
A loja existe desde novembro de 2003, sempre voltada à contracultura, colecionismo e vestuário alternativo. É a única na cidade especializada em discos de vinil.
Você possui o histórico de filmes exibidos e que já estão programados para serem apresentados?
Geralmente escolho os filmes no mês ou mesmo na semana de exibição. Rodaram até hoje cerca de 40 filmes/sessões até agora.
Como você define o público frequentador do Cine Extinção?
Tão variado quanto a programação e a loja em si; com predominância de jovens entre 18 e 30 anos.
61 De alguma maneira você pensou na formação de um público específico ou em alguma estratégia para atrair determinado público?
Não. Penso bastante na escolha dos filmes – o público pensa se compensa.
Sobre os frequentadores, você nota identificação com as exibições, com a prática cineclubista, com uma oportunidade de prática cultural diferenciada, ou um pouco de tudo isso?
Tem muita gente que nunca havia frequentado tal esquema; apesar do público flutuar, alternar, a maioria volta regularmente. Enxergam e exaltam a alternativa.
Você me disse que as apresentações não são de maneira nenhuma monolíticas, podendo ocorrer intervenções durante o filme, discussões, apresentação, outras possibilidades ou nenhuma delas e apenas a apresentação do filme. Como você definiria o Cine Extinção como um todo e também a partir dos filmes que você escolhe passar?
É uma sala experimental até por não seguir padrões cineclubistas; a discussão é natural, e muitos filmes provocam comentários ou outras inquietações eventuais. Escolho os filmes baseado na minha coleção, no que conheço de novo e com teor menos comercial, de relevância pra mais gente conhecer. É o critério básico.
Além dos filmes exibidos, você mencionou pra mim que também desenvolve alguns curtas e média metragens experimentais. Você já fez ou pensa em realizar uma sessão para exibi-los e abrir para outras pessoas trazerem suas produções? E como isso está ligado a você e a sua loja?
Faço os vídeos do meu antigrupo AUTOBONECO e outras pequenas produções, como o média-metragem que fiz em 2011 com os índios de Avaí/SP (“Memória Nativa Terena”). São exibidos em mostras independentes, escolas e cineclubes do Brasil; outros realizadores podem sugerir seus filmes @ [email protected]. Tudo que eu faço está conectado; arte, cultura, comércio.
Qual formato você costuma ver filmes e exibi-los?
Principalmente formatos digitais (downloads) e DVDs, buscando a melhor qualidade.
62 Você acredita que o Cine Extinção mais do que tudo serve como uma crítica social ao cinema da cidade e a cultura como um todo?
É ação direta e uma alternativa semanal na cidade; os demais meios são saturados e padronizados, não se vive só deles. No CinExtinção você tem uma discreta e efetiva mudança, com filmes que raramente veria no entretenimento tradicional de Bauru.
Enquete;
Diretores favoritos? Filmes favoritos ou cena que te marque no cinema?
Muito mais filmes do que diretores. Agora lembro do Fassbinder, Alejandro Jodorowsky, David Cronemberg, Píer Paolo Pasolini, Rogério Sganzerla, Woody Allen, Jean Cocteau, Kenneth Anger, Luis Buñuel, Richard Kern, Herzog, Dario Argento, Takashi Miike, Alan Resnais, Gaspar Noe, Harmoni Korine, a trupe do Monty Python, François Ozon, Hans Richter, Fernando Arrabal, Peter
Greenaway...
Filmes? Putz, tenho centenas de favoritos, vai por metralhadora giratória: A Terceira Geração (Fassbinder), Fando & Lis, Gêmeos – Mórbida Semelhança, Videodrome, Enter The Void, Possessão (Zulawski), Teorema (Pasolini), A História sem Fim, Viva La Muerte!, Taxi Driver, Jacob’s Ladder, The Devil & Daniel Johnston, Sozinho Contra Todos, Estamira, Abra tu ojos (Almenabar) , Montanha Sagrada (Jodo), Izo (Miike), Brazil – o filme, Stewie Griffin’s History... E a claustrofobia, o mal-estar que me causou O Anjo Exterminador, do Luis Buñuel, também fazem deste um dos meus filmes preferidos. Toda semana vejo filmes novos, é o que lembro agora.
Danilo Moura, 29 anos, aluno de design e responsável pela Gibiteca Municipal “Aucione Torres Agostinho” e idealizador do projeto “Cine História”.
Qual é o histórico do Cine História e do projeto como um todo?
A ideia do projeto “Cine História” surgiu enquanto eu assistia “Rocky IV”, que tem como tema a Guerra Fria no esporte. Aí, então, conversei com o meu diretor e ele gostou do projeto, embora este seja experimental.
Você possui o histórico de filmes exibidos e que já estão programados para serem apresentados?
63 Em março, foram exibidos “O elo perdido”, “300”, “Gladiador”, “Rei Arthur”, “Caramuru – A invenção do Brasil” e “O homem da máscara de ferro”, contextualizando respectivamente a Pré-História, a Grécia Antiga, o Império Romano, a Idade Média e o Feudalismo, o Descobrimento do Brasil e o Absolutismo Monárquico. Para fechar o primeiro semestre, dois filmes no mês de junho: dia 15, “Carlota Joaquina” (Brasil Colônia) e “Dom Quixote” (Renascimento).
No segundo semestre, segue abaixo o cronograma: 03/08 - A queda da Bastilha (tema: Revolução Francesa) 17/08 - Tempos modernos (tema: Revolução Industrial) 31/08 - Mauá, o Imperador e o Rei (tema: Brasil Império) 14/09 - Policarpo Quaresma (tema: República Velha) 28/09 - Pearl Harbor (tema: II Guerra Mundial e Nazismo) 05/10 - Olga (tema: Estado Novo e Era Vargas)
26/10 - O ano em que meus pais saíram de férias (tema: Ditadura Militar) 09/11 - Rocky IV (tema: Guerra Fria)
23/11 - Diamante de sangue (tema: África no século XX)
30/11 - Guerra ao Terror (tema: Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Como você define o público frequentador do Cine História, sendo que ele é voltado para estudantes?
São os alunos do Ensino Médio.
Quais estratégias você utilizou para atrair o público co Cine História?
Divulgação através da Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Cultura, de panfletagem no campus da Unesp, a fim de atrair os alunos dos cursinhos Primeiro de Maio, Principia e Ferradura Mirim, e da Rádio Unesp.
Sobre os frequentadores, você nota que com o Cine História você alcança os objetivos de educar e aprofundar conteúdos com eles? Ou eles encaram como um momento de lazer em suas rotinas semanais de estudo?
O “Cine História” nada mais é um momento de lazer, já que, no final do filme, o colega, que é formado em História, dá apenas um parâmetro sobre o filme, o que é
64 ficção e o que foi a realidade. A imprensa chegou a divulgar que o “Cine História” promoveria grandes discussões sobre os temas, deturpando o seu objetivo.
O conteúdo pensado para a exibição, desde a escolha do tema até a do filme, é trabalhado de que forma? Existe alguma parceria com professor ou alguém vinculado à Prefeitura que trabalhe em cima de determinados temas?
Eu pesquisei os filmes e seus respectivos temas na Internet. Quando foi para montar o cronograma do projeto, segui a ordem cronológica. Tanto que o primeiro filme foi “O elo perdido”, abordando a Pré-História.
Qual formato você costuma ver filmes e exibi-los?
Eu costumo baixar os filmes geralmente, para exibição no "Cine História". Quando não é possível, eu loco o DVD. Quando eu gosto de filme vou ao cinema, depois acabo torcendo pra passar na TV ou mesmo baixa-lo de quem o compartilha na Internet.
Qual é a principal diferenciação que você notado Cine História para o cinema do Shopping?
A diferença do “Cine História” para o cinema convencional é que podemos exibir filmes mais antigos.
Enquete;
Diretores favoritos?
James Cameron, Daniel Filho, Guel Arraes
Filmes favoritos ou cena que te marque no cinema?
Observação: os filmes abaixo ora eu fiz download, ora assisti na TV aberta.
Caramuru, a invenção do Brasil (2001): a comédia empregada para contar a História do BrasilRocky III – O desafio supremo (1982): a morte do Mickey, treinador de Rocky. Rocky IV (1985): a morte de Apollo e o nocaute imposto por Rocky no último assalto.Titanic (1997): as cenas do naufrágio em diversos ângulos
65 Como você vê a identificação dos alunos com os filmes e como isso ajuda na formação deles?
Em principio o projeto está bem legal porque o filme é um atrativo. O filme nem sempre é histórico, usa-se um motivo histórico, mas o foco dele não acaba sendo a história e, sim, a aventura, o entretenimento. A gente aproveita a apresentação do filme para fazer um paralelo do que seria ficção e do que seria realidade para desmistificar algumas coisas e acrescentar outras coisas para o pessoal que está em fase de vestibular.
Após o filme o que você traz para os alunos?
O nosso objetivo não é dar uma aula é conseguir despertar a atenção para o fato histórico e para a ficção. Por exemplo, para falar do filme 300, nós fazemos uma localização geográfica do mediterrâneo, as divisões de territórios da Grécia essas coisas.
Qual filme ou artista de cinema você se identifica?
Bom, o que tem de legal e normalmente eu tenho trabalhado aqui e escutado é a trilha sonora do Pulp Fiction que eu gosto muito.
Jacira Lopes, 68 anos, funcionária pública aposentada.
Quais tipos de apresentações de cinema a senhora frequenta?
É a primeira vez que eu estou vindo ao SESC. Mas eu vivo no cinema. Eu sou de Porto Alegre e vim visitar minha filha aqui, aproveitei e vim ao cinema. Lá eu vou ao cinema normal, não ao SESC.
O que você procura quando sai de casa para ver algum filme?
Eu não gosto de temas de violência e nem com efeitos especiais. Eu gosto de filmes bem mais temáticos, mais íntimos, sobre comportamento pessoal. Quando eu estiver aqui em Bauru pretendo vir a outras mostras.
Qual filme ou artista de cinema você se identifica?
Cinema Paradiso, O Tempo e o Vento, esse eu vi várias e várias vezes e tenho DVD, tenho tudo.
66 Diana Moreno, 31 anos, Doutoranda em Educação para Ciência. Natural de Bogotá, capital da Colômbia.
Aqui em Bauru ou em Bogotá, quais apresentações de cinema você costuma frequentar?
Eu vou a ciclos diferentes com mais aprofundamento. Quando tem produção nacional, por exemplo, aí eu vou. Eu participo da produção nacional, gosto de coisas que tenham conteúdo. Não gosto de assistir filmes por questão de moda, nem filmes blockbusters.
Como você define esses filmes que não são “questão de moda”?
Você viu que saiu poucas pessoas da sala, não é um cinema para as massas. É diferenciado. Acontece assim como na Colômbia. Frequentam muitos estudantes, pessoas com uma formação diferente.
A produção de cinema na Colômbia como está? Você vê semelhanças com as daqui?
Acontece como no mundo todo. Colocar um filme nacional é muito difícil porque ele vai ter que competir com o cinema estrangeiro. E o nosso cinema tem características próprias, por exemplo, ele retrata um pouco mais da violência que a gente tem, pois nós temos um conflito interno. Assim eles vão trazer esse conteúdo para os filmes, para a nossa realidade, a pobreza e as contradições da sociedade.
E o público?
As apresentações são para publico reduzido. São para as pessoas que gostam mesmo.
Qual filme ou artista de cinema você se identifica?
Não é possível compreender quem são os artistas citados pela entrevistada, muito menos encontrá-los.
67 A senhora costuma ir à quais tipos de cinema aqui na cidade?
Ah, muito pouco. Eu vou ao cinema tradicional, mas muito pouco.
O que a senhora busca nos filmes e o SESC é um local acessível para vir?
Eu gosto muito de cinema de diversão, bem alegre. É a minha primeira experiência no SESC. Aqui é mais ou menos perto da minha casa, eu trouxe minha filha para a ginástica e aproveitei para assistir porque o cinema é uma coisa que eu gosto muito.
O que a senhora achou do filme de hoje? (filme: Entre os Muros da Escola)
Achei muito interessante o filme falando da sala de aula e dos conflitos de aluno com professor. Eu trabalhei 34 anos em escola na secretaria e o filme retrata muito bem isso. São bem assim mesmo esses conflitos dentro das escolas. São muito difíceis.
Qual filme ou artista de cinema você se identifica?
E o vento levou. Esse filme me marcou muito a primeira vez que eu vi.
Pedro Henrique Magnabosco, 21 anos, estudante História na USC.
Quais tipos de cinema você frequenta aqui em Bauru?
Ah o do shopping é difícil. Já venho aqui no Extinção desde o ano passado. Aqui o ambiente é firmeza tem vinil tem música.
Então você frequenta a loja também?
Sim. Eu já frequentava para ver os objetos da loja.
Quais opções de lazer você vai em Bauru?
Ah cara, tem o razoável o suficiente. Tem outros Cineclubes em Bauru, mas eu não conheço muito. E cinema mesmo eu vou de vez em quando. Gosto bastante de shows, de música. Aqui é relativamente perto da minha casa, eu consigo vir aqui de boa. Venho sozinho mesmo.
68 Putz cara, eu curti o documentário dos Ratos de Porão, também um sobre o Punk no Brasil que também passou aqui e tal. São exibições que eu achei bem firmeza.