4.3. OKULÖNCESĠ MÜZĠK EĞĠTĠMĠNDE KULLANILAN
4.3.3. Orff Öğretim Yöntemi
Neste subcapítulo, discorremos a respeito da educação inclusiva e analisaremos a atual conjuntura das escolas regulares de ensino e a proposta de educação inclusiva orientada aos surdos e suas implicações no processo de reestruturação escolar que deve ser assegurado para atender as especificidades da diversidade.
O movimento mundial pela educação inclusiva vem crescendo gradativamente, envolvendo ações políticas, culturais, sociais e pedagógicas em defesa do direito de todos os cidadãos de conviverem no mesmo espaço educativo, aprendendo e participando, sem qualquer tipo de discriminação (MENDES, 2002). A autora ainda afirma que a educação inclusiva é uma reorganização fundamental no sistema educacional, cujas práticas e pressupostos são muito bem definidos e associados a um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos. Esses conjugam a igualdade e a diferença
como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão, dentro e fora da escola, das pessoas com NEE.
Nesse panorama, a educação inclusiva assume um espaço central no debate sobre o papel da escola na superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas públicas passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural, a fim de que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas.
Em outros debates sobre inclusão, verifica-se que o ensino escolar brasileiro tem o desafio de encontrar soluções para o acesso e a permanência dos alunos surdos em suas instituições educacionais. Em Mantoan e Prietro (2006) evidencia-se que o fortalecimento em prol da inclusão escolar é indispensável às escolas públicas e privadas que aderiram ao novo paradigma. Para isso, os autores ressaltam que é necessária uma reestruturação da organização pedagógica, metodológica, avaliativa e curricular, de modo a reconhecer e valorizar as diferenças, sem discriminar e segregar os alunos NEE.
O currículo é um conhecimento particular, historicamente formado a partir do conhecimento do coletivo escolar, que deve ser construído na forma particular de agir, ver, sentir, falar de cada indivíduo (POPKEWITZ, 1994). Existe o currículo fechado que segue orientações restritas e o currículo aberto, que possibilita adaptação e ajustes nas atividades curriculares. No contexto atual, o currículo aberto se aproxima mais da proposta de escola inclusiva, pois possibilita abertura para a criatividade do professor, contribuindo para atender as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais, a exemplo do aluno surdo (BEYER, 2005).
De acordo com Mendes (2002), para atender os alunos com necessidades educacionais especiais com qualidade, a escola deve modificar-se no aspecto político, propondo a construção de uma rede de suportes capaz de formar pessoal e promover serviços na escola, na comunidade, na região.
No aspecto educacional, segundo Mendes (2002), a escola deve prezar pela capacidade de planejar, programar e avaliar programas para diferentes alunos em ambientes da escola regular. A autora também ressalta que no aspecto pedagógico é importante o usar estratégias de ensino que favoreçam a inclusão e descentralize a figura do professor. A escola deve incentivar os professores ao exercício do ensino flexível por meio da efetivação de currículos adaptados, o onde as necessidades educacionais destes alunos, público da educação especial, sejam consideradas no decorrer do processo.
Esses aspectos já eram enfatizados por Renzulli e Reis (1997), ao afirmarem que os alunos aprendem com maior facilidade e prazer quando são ensinados de acordo seus estilos de aprendizagem preferidos. Assim, conhecer e considerar a aprendizagem extraescolar do aluno faz toda diferença no processo de ensino e aprendizagem do aluno surdo.
Diante deste contexto, percebemos um redimensionamento das políticas públicas brasileiras na perspectiva da educação inclusiva em todas as esferas do sistema escolar. Estes impactos educacionais das políticas públicas brasileiras podem ter influenciado na implementação da proposta educacional bilíngue para os surdos no município do Natal/RN (2011) que foram sediadas em algumas escolas municipais de educação infantil, no ensino fundamental das séries fundamentais e finais e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A proposta da educação bilíngue vem sendo essencial para repensar os desafios e perspectivas de ensino e aprendizagem que deve ser assegurado aos alunos surdos. No entanto, para que as escolas municipais assegurem um ensino de qualidade para diversidade, é essencial que o poder público estenda suas ações para além do ingresso, que possa viabilizar a qualidade da permanência dos alunos da educação especial. Em consonância com documentos nacionais, o município reafirma os princípios da educação inclusiva na Resolução nº 05/2009 (BRASIL, 2009), no capítulo III da Proposta Educacional Inclusiva que deve ser instituída pelas escolas. Especificamente nos artigos 8º e 9º desse documento, afirma-se que:
Art. 8º – A proposta educacional inclusiva fundamenta-se no conceito de inclusão, compreendido/traduzido/como um paradigma educacional fundamentado num sistema de valores que reconhece a diversidade como característica inerente à constituição de uma sociedade democrática, por meio da garantia do direito de todos à educação, este viabilizado pelo acesso, permanência e continuidade dos estudos no ensino regular, com qualidade. Art. 9º – Considerando o conceito de educação inclusiva, à qual toda escola brasileira deve se adequar, é condição sine qua non que a proposta político- pedagógico das unidades de ensino municipais apresente uma característica de atuação democrática, marcada pela participação coletiva, colaborativa e dialógica entre os membros de toda a comunidade escolar e desta com a comunidade em geral (BRASIL, 2009, p. 3).
Finalmente, consideramos que as orientações explicitadas nos documentos ainda estão em descompasso com a prática diária das escolas que atendem os alunos com NEE. Nesse contexto, aprofundaremos nossas discussões acerca da proposta de atendimento educacional orientada aos alunos surdos que foi implementada nas escolas municipais.