1.2. BASIN ÖZGÜRLÜĞÜ KAVRAMI VE OLAĞANÜSTÜ HAL DURUMLARINDA
2.1.2.3. Ordu / Askerin Durumu
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Análise de conteúdo da entrevista à educadora de infância A
Dados do entrevistado
Perfil do entrevistado 41 anos, como educadora de infância tem 6 anos de experiencia só em creche.
Perceções do educador sobre a influência da creche no processo de transição da criança Opinião do educador/a
sobre a frequência na creche e a sua influência.
Considera que as crianças devem frequentar a creche.
Considera que as crianças devem frequentar a creche, porque ao ficarem em casa com os avós ou amas o processo de socialização não ocorre como em creche.
Refere ainda que na creche as crianças aprendem rotinas e a respeitar os outros, o que muitas vezes contraria o
egocentrismo próprio destas idades.
“Porque as crianças quando ficam muito tempo com os
avós ou com uma ama não socializam como aqui. Aprendem as rotinas aprendem a respeitar mais cedo o próximo ah aprendem a esperar e como estão numa fase muito egocêntrica a creche contraria um bocadinho esse
egocentrismo.”
Considera que uma criança que frequentou a creche tem uma melhor transição para o pré- escolar.
Refere que é sem dúvida muito importante frequentar a creche, pois possibilita à criança estar em contacto com tudo que vai encontrar posteriormente no pré-escolar.
“Porque já esta habituada às rotinas está habituado a estar
com pessoas que não são de referência familiar, porque já
aprenderam uma série de coisas.”
Considera que as crianças que
frequentaram a creche estão mais dispostas à participação nas atividades.
Considera que esta participação depende de cada criança, mas que por norma como já estão familiarizadas com as atividades é mais fácil a sua participação nas mesmas.
“De certa forma sim, depois vai depender da criança, mas
acho que sim porque já tem acesso a essas atividades muito mais cedo do que uma criança que não frequentou a
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Quais pensa serem as melhores práticas enquanto educadora/o para promover uma melhor transição.
Refere que enquanto educadora de creche privilegia a autonomia da criança, pois assim a criança ao transitar para o jardim-de-infância já sabe fazer uma série de coisas sozinha, com a menor ajuda possível por parte do adulto.
“Assim que é possível é dar o mais autonomia possível e
essa autonomia vai lhes permitir uma transição para o jardim-de-infância muito mais facilitada e quando falamos em autonomia é desde saber calçar-se, saber ir à casa de banho sozinhos, comer sozinhos ah aprenderem a manusear
pinceis, essas coisas.”
Considera o
envolvimento dos pais o elemento importante neste processo.
Considera que os pais devem estar envolvidos em todo o processo educativo dos seus filhos e que a educadora assume-se como uma mais-valia nesse processo.
“Os pais têm de estar sempre envolvidos em qualquer
processo dos seus filhos porque a escola é um sítio onde as crianças passam mais tempo, mas a educação faz parte ou é sempre responsabilidade dos pais, portanto nós somos sempre a mais-valia dos pais mas não a substituição.”
Em que medida a frequência na creche possibilita uma boa transição para o jardim- de-infância.
Refere que a creche é realmente um local que facilita a inserção da criança no meio educativo, e por essa razão ao passar para o jardim-de-infância é algo continuo e que não se inicia ali.
“Facilita muito quando está em creche e passa para o
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Análise de conteúdo da entrevista à educadora de infância B
Dados do entrevistado
Perfil do entrevistado 47 anos, como educadora de infância tem 10 anos de experiência em creche.
Perceções do educador sobre a influência da creche no processo de transição da criança Opinião do educador/a
sobre a frequência na creche e a sua influência .
Considera que as crianças devem frequentar a creche.
Considera que é importante a frequência da criança na creche principalmente a nível da socialização. Salienta que são notórias as diferenças entre as crianças que vêm de casa e as que já estiveram em creche.
“Acho que e muito importante, principalmente a nível da
socialização e consegue-se perceber muito bem a nível de adaptação, uma criança que vem de casa ou uma criança que já está habituada a lidar com outras crianças e a estar
num espaço diferente do de casa.”
Considera que uma criança que frequentou a creche tem uma melhor transição para o pré- escolar.
Refere que é algo que depende de criança para criança, no entanto afirma que na maior parte dos casos a transição é mais fácil devido a estar inserida num meio semelhante.
“Depende de criança pra criança. Não tem que, não é
implícito que isso aconteça. Depende da maneira de ser da criança, mas em princípio sim, uma vez que a criança já teve um historial de creche já sabe o que a espera, está inserida num meio semelhante. Já conhece as pessoas, já
conhece os amigos é diferente.”
Considera que as crianças que
frequentaram a creche estão mais dispostas à participação nas atividades.
Considera, como referiu anteriormente, que depende igualmente de cada criança mas que regra geral as crianças estão de facto mais dispostas à participação nas atividades.
“Depende de criança para criança. Depende da recetividade de cada criança mas em princípio sim.”
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Quais pensa serem as melhores práticas enquanto educadora/o para promover uma melhor transição.
Refere que na sua opinião a parte mais relevante é precisamente a afetividade. Salienta que se preocupa muito mais com que a criança se sinta bem e segura do que com as possíveis atividades que possa realizar. Caracteriza-as como um complemento do trabalho realizado como educadora.
“Em creche acima de tudo para mim o importante é a parte
afetiva não me preocupo muito com as atividades em si, se bem que é um componente importante, mas primeiro o que me interessa a mim é a criança chegar à escola sentir-se adaptada e sentir-se bem ter confiança nos adultos que estão com ela com os amiguinhos que estão na sala e depois as atividades são um componente. Para mim é o mais importante em creche. Depois vamos consolidando as atividades de acordo com a idade que temos, e vamos preparando-os minimamente para a ingressão na escola.”
Considera o
envolvimento dos pais o elemento importante neste processo.
Considera que o envolvimento parental é importante e que
deve ser como uma “sintonia” entre escola e casa. Tudo o
que é feito na escola deve ser seguido em casa e par tal esta relação é fundamental.
“Claro que sim tem que haver uma sintonia entre a escola e
a casa. Não vale a pena nos fazer umas coisas aqui na escola e depois em casa os pais fazerem outras, isso baralha
os miúdos, e acho que devemos estar em sintonia.”
Em que medida a frequência na creche possibilita uma boa transição para o jardim- de-infância.
Refere que em primeiro lugar a parte da socialização é
fundamental, “uma criança que vem de casa e entra no pré-
escolar, vindo de casa perdeu todo o historial de
socialização com outras crianças da idade deles.”
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precisamente se a criança fica em casa, com que adulto fica. Se é alguém que estimula a criança ou não. “um adulto que estimula ou com um adulto que só come, dorme, vê
televisão e está ali o dia todo. Isso faz muita diferença.”
Refere também que para uma criança que está em casa e que tem o ambiente descrito acima, à chegada ao pré- escolar “é um choque tremendo”
Considera o trabalho dos profissionais também uma componente importante neste processo.
“Depois é todo o resto todo o estímulo que há dos
profissionais que estão com eles. A nível de atividades, de autonomia, não é dar comidinha à boca, o fazer tudo por eles que os avós, coitados que acabam por fazer isso, e nós na creche estimulamos para serem o mais autónomos possíveis, quando chegam ao pré-escolar já sabem comer, já sabem despir, já sabem calçar, já sabem descalçar, todo esse conjunto de coisas que às vezes, em creche, parece que não é trabalho, não é palpável, mas que há todo esse trabalho para os preparar para o pré-escolar.”
Refere que não é só desvantagens estar em casa pois a atenção é muito mais individualizada e é algo que na creche não é possível de acontecer. No entanto, afirma que são muitos os benefícios para a criança que vai para a creche.
“não é só desvantagens o estar em casa, a nível de atenção,
de miminhos é lógico que é diferente. Numa escola não podemos dar a atenção que é em casa só com um se dá. Mas depois acho que é mais coisas benéficas em vir para a escola do que eu ficar em casa. Sou apologista de virem
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Análise de conteúdo da entrevista à educadora de infância C
Dados do entrevistado
Perfil do entrevistado 45 anos, como educadora de infância tem 13 anos de experiência em creche.
Perceções do educador sobre a influência da creche no processo de transição da criança Opinião do educador/a
sobre a frequência na creche e a sua influência
Considera que as crianças devem frequentar a creche.
Considera importante que a criança frequente a creche, e salienta a socialização como uma componente fundamental no processo de crescimento da criança.
“Por várias razões, uma delas a socialização que eles
possam ter com outras crianças, da mesma idade, para além disso, habituarem-se às rotinas de creche que as vezes o facto de estarem em casa, não tem tanta rotina, e na creche, acabam por criar certos ritmos que os ajuda a crescer e a sentirem-se mais seguros.”
Considera que uma criança que frequentou a creche tem uma melhor transição para o pré- escolar.
Refere que concorda completamente que a criança que frequenta a creche tem uma transição muito mais fácil para o pré-escolar. O facto de estar ambientada ao meio com o qual vai ter contacto é uma mais-valia.
Para além de já estar ambientada ao espaço e às pessoas, já
tem também a rotina da escola. (…) Já não é novo.
Considera que as crianças que frequentaram a creche estão mais dispostas à participação nas atividades.
Considera que o facto de estar inseridas no ambiente de creche, onde são dados estímulos, e onde têm contacto com algumas atividades é importante e possibilita uma maior predisposição.
“Porque quanto mais cedo vêm para a creche e também os
estímulos que lhes são dados, e que eles acatam tudo com muito mais facilidade, acabam por ter uma predisposição diferente e acabam por ter esse ritmo também e é mais
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Quais pensa serem as melhores práticas enquanto educadora/o para promover uma melhor transição.
Refere que como educadora de creche é importante contactar a educadora que vai seguir a criança na fase seguinte e ter um diálogo permanente com esta sobre todas as características da criança que vai transitar.
Salienta também a importância de realizar visitas com as crianças ao local para o qual vão transitar, para que estas possam também ver que é apenas uma sala diferente.
“Isto acaba por ser também contactarmos com a educadora
que vai estar com a criança na fase seguinte, falar um bocadinho sobre a maneira de ser da criança que vai transitar e mesmo com as próprias crianças fazer visitas ao espaço diferente, para perceberem que aquele espaço é diferente mas é a mesma escola podem ser outras pessoas,
mas que vão estar sempre bem acompanhados.”
Considera o envolvimento dos pais o elemento importante neste processo.
Considera que os pais devem estar sempre envolvidos quer nas rotinas de creche, quer em todo o processo de transição dos filhos.
“É fundamental, tanto em creche e mesmo a transição
depois para jardim-de-infância.” Em que medida a
frequência na creche possibilita uma boa transição para o jardim- de-infância?
Refere que a entrada na creche deve ser feita o mais cedo possível e que é através de todo o trabalho que é feito em sala vai facilitar a transição para o pré-escolar.
“…o facto de estar numa creche, acabam por ter as rotinas e o ritmo de uma escola” e “…todo o trabalho que vai
sendo feito ao longo da creche, acaba por ser um crescente para quando entrarem no pré escolar não sentirem tanta
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Análise de conteúdo da entrevista à educadora de infância D
Dados do entrevistado
Perfil do entrevistado 53 anos, como educadora de infância não tem experiência em creche tem apenas como coordenadora de duas creches que lançou
Perceções do educador sobre a influência da creche no processo de transição da criança Opinião do educador/a
sobre a frequência na creche e a sua influência
Considera que as crianças devem frequentar a creche.
Considera que depende de vários fatores nomeadamente da estrutura familiar em que a criança está inserida e da qualidade da creche para qual a criança vai.
Salienta que se a criança ficar em casa com alguém que saiba estimular é benéfico permanecer em casa, se ficar com alguém que não só cuida da criança mas também tem outras tarefas é preferível coloca-la na creche.
“Se criança tiver uma estrutura familiar em que está ou com
a mãe ou uma avó disponível em casa e até outro irmão que fica, eu acho que nesse aspeto se a criança puder ficar em casa, não vejo problema. Agora se a criança tem de ficar em casa, com uma empregada que além de tomar conta da criança tem de fazer todo o trabalho da casa e acaba por não estimular não fazer nada, ai acho que a creche é importante, não só pelas atividades em si mas pela relação
com outras crianças.”
Considera que uma criança que frequentou a creche tem uma melhor transição para o pré- escolar.
Refere que é relativo no entanto, na sua maioria as crianças
já estão “habituadas às rotinas, o sair de casa, não ter uma pessoa a 100% para elas nesse aspeto é melhor”.
Outro ponto referido por esta educadora foi o facto de a criança vir de um ambiente muito rígido, mesmo sendo de creche, o que provoca a criança ter receio em se exprimir.
“Outro aspeto que pode não ser muito bom é, algumas
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ambiente muito rígido e portanto a criança tem medo de se
exprimir.”
Considera que as crianças que
frequentaram a creche estão mais dispostas à participação nas atividades.
Considera que o facto de estarem na creche tem pouca influência na participação das atividades, embora reconheça que já sabem algumas das atividades feitas, salienta que se as atividades forem interessantes todas as crianças aderem bem pois é novidade. Refere também a importância da forma com a educadora apoia as atividades que a criança faz.
“As crianças que vem de casa as vezes nunca fizeram certo
tipo de pinturas, por mais experiencias que os avos ou as pessoas que estão com eles, possam dar este tipo de coisas não fazem, para eles é algo novo e acabam por aceitar bem. As crianças de creche conhecem esse tipo de atividades e também participam bem, acontece é aqueles que vem um bocadinho introvertidos, e limitados porque infelizmente ainda há sítios onde as crianças ouvem, não é assim que se
faz e tu não sabes. Depois a criança tem medo.”
Quais pensa serem as melhores práticas enquanto educadora/o para promover uma melhor transição.
Refere que é importante conversar com a criança sobre o passo seguinte, para onde vai e como vai ser mas sempre sem criar medos na criança.
“…acho que tem de se falar sobre o assunto explicar.
Quando é possível fazer uma visita ao sitio, para verem, explicar que alguém já esteve lá por exemplo um irmão, que vão para o colégio dos crescidos, explicar vai ser o mesmo. Conversa sem criar medos pelo contrário criar a
sensação que é uma promoção.”
Considera o
envolvimento dos pais o elemento importante neste processo.
Considera o papel dos pais muito importante e que devem estar seguros em relação à criança pois são eles o modelo e que transitem tudo para os filhos, muitas vezes sem se aperceber.
72 “Eu acho que os pais são importantíssimos porque muitas
vezes a ansiedade e insegurança são os pais que a transmitem, estão de tal maneira preocupados que
transmitem isso para eles.”
Destaca a importância de os pais quando fazem uma visita à nova instituição, verem o seu funcionamento e como é o ambiente diário.
“…quando os pais vão visitar a o jardim de infância é
importante haver a possibilidade de ver em funcionamento. Ao vermos a funcionar consegue-se perceber o ambiente e isso tranquiliza, é muito mais tranquilizador do que se ouvirem dizer não se pode entrar porque perturba as crianças. Não perturba nada, para a criança é indiferente elas aceitam perfeitamente a entrada de adultos na sala, e
muitas vezes até se dirigem a eles.”
Em que medida a frequência na creche possibilita uma boa transição para o jardim- de-infância.
Refere que se houver oportunidade para ficar com a mãe é bom, no entanto a creche desenvolve competências, no que diz respeito à socialização e às rotinas que me casa não é tão fácil.
“…para uma criança em termos sociais, rotinas pode ser
muito bom a criança já vir habituada a todos esses hábitos. É um facto se a criança estiver em casa com a mãe é bom, mas hoje em dia os avós ainda estão a trabalhar. A creche