9. EKONOMİK ANALİZLER
9.4. FİNANSAL ORANLAR VE SONUÇLARIN DEĞERLENDİRİLMESİ
9.4.2. ORAN ANALİZİ SONUÇLARI
As PAT também são adotadas por instituições que se enquadram nas profissões de emergência e por algumas empresas privadas para seleção dos seus empregados (de modo a que estes possam dar uma resposta positiva às exigências intrínsecas das suas tarefas e responsabilidades) (Frias, 1999). Por exemplo: (1) nas corporações de bombeiros, são utilizadas o York University Structural Fire Fighter Fitness Assessment - YUFFA (Gledhill & Jamnik, 1992) e o Wildland Fire Fighter National Exchange Fitness Standard - WFX-FIT
(Gumieniak, Jamnik, & Gledhill, 2013); (2) nos guardas prisionais é utilizado o Fitness Screening Test for Correctional Officer Applicants - FITCO (Jamnik et al., 2010a); e (3) nas empresas de energia nuclear para trabalhadores das usinas de energia nuclear, nomeadamente, o Emergency Service Physical Abillities - ESPA (Gumieniak et al., 2013). Embora este tipo de testes possa ser aplicado em empresas privadas, é importante referir que esta prática acontece com maior frequência na seleção para funções das áreas de proteção civil e segurança pública (Jackson et al., 1995).
No que concerne às PAT para forças policiais, uma das primeiras foi o Police
Officers’ Physical Abilities Test (POPAT) criado por Farenholtz e Rhodes (1992) em 1986.
Os autores dividiram o seu teste em três partes distintas: (1) chegar ao problema (perseguição); (2) resolver o problema (detenção); e (3) remover o problema (transporte do detido). A fase da perseguição consistia numa corrida de agilidade de 400 m, em que o percurso incluía mudanças de direção e escadas. A fase da detenção consistia num exercício que aferia a capacidade e habilidade de controlo sobre um objeto com uma resistência equivalente a 35 kg (e.g.: puxar/empurrar). Por fim, o transporte de detido consistia no transporte de um peso de 45.5 kg por uma distância superior a 15.6 m.
Em 1991, a Royal Canadian Mounted Police adotou o Physical Ability Requirement Evaluation (PARE) (Strating et al., 2010). A Royal Canadian Mounted Police (2013) descreve o PARE como sendo um teste que garante as ApF e técnica essenciais para a realização de um trabalho de polícia satisfatório. O PARE, à semelhança do POPAT, simula uma situação policial e também se encontra dividido em três partes: (1) perseguir um suspeito; (2) manietar e deter o suspeito; e (3) transportar o suspeito. A primeira parte consiste numa pista de obstáculos com um comprimento de 340 m, em que os candidatos têm de completar seis voltas à mesma. Esta inclui várias mudanças de direção, um salto em comprimento por cima de um tapete com 1 m, subida e descida de escadas, saltar por cima de duas barreiras com 45 cm de altura, transpor um muro com 1.80 m de altura e realizar uma queda controlada (semelhante ao burpee). Na segunda parte, os candidatos empurram um peso de 36 kg numa máquina de puxar/empurrar (push/pull) por forma a executarem seis arcos de 180 graus. De seguida, realizam quatro quedas controladas e completam a avaliação puxando novamente um peso de 36 kg e realizando outro conjunto de seis arcos de 180 graus. Após terminada esta secção, o tempo é parado e os candidatos têm um período de descanso de 2 minutos. Na terceira e última parte, os candidatos têm de carregar um peso de 45 kg durante um percurso de 15 m.
Os estudos desenvolvidos por Mol e de Vries (2007) cit in Strating et al. (2010), serviram de base para o desenvolvimento do Physical Competence Test (PCT), teste este que se destina a medir as competências físicas e técnicas essenciais para levar a cabo um bom desempenho das tarefas policiais. O PCT simula um cenário em que o agente policial encontra uma pessoa que comete um crime (perseguição apeada), efetua o controle do suspeito (resistência física) e por fim realiza o transporte desse mesmo detido ou de um colega ferido (evacuação). É composto por: (1) uma corrida de 226.5 m, em que efetua a transposição de vários obstáculos curtos e a transposição de um obstáculo de 1.10 cm de altura; (2) empurrar um carrinho de 200 kg três vezes numa distância de 6 m; (3) puxar o mesmo carrinho duas vezes na mesma distância; (4) levantar 18 vezes uma bola de 5 kg, transportando-a uma distância de 3 m a cada levantamento; e (5) arrastar um boneco de 48 kg ao longo de 5 m (Strating et al., 2010). Este PCT tem sido utilizado pela New Zealand Police desde 1986 (Brook, 2012).
No entanto, surgiram alguns problemas relativos à igualdade e à discriminação no recrutamento através destes critérios, o que levou a que esta seleção apresentasse algumas dúvidas do ponto de vista da legalidade (Munro, 2003). Por exemplo, o POPAT tem sido utilizado pelos departamentos municipais na província de British Columbia no Canadá, desde a segunda metade de 1980, como uma ferramenta de recrutamento e seleção para os seus candidatos. Mas, em 1997, um bombeiro florestal (do sexo feminino) contestou os parâmetros físicos exigidos pelas instituições daquela índole, tendo o Tribunal Supremo do Canadá decidido em seu favor. Esta sentença deveu-se a vários fatores, mas, em parte, ao facto do British Columbia Ministry of Forests não ter conseguido demonstrar conclusivamente a validação deste teste de seleção (Munro, 2003).
Face ao referido, houve necessidade de validar este tipo de testes para poderem ser considerados instrumentos válidos para o recrutamento de novos candidatos. Assim sendo, será imperativo responder a duas questões: (1) será que o teste confere uma simulação precisa das tarefas e respostas físicas que o trabalho exige; e (2) será que o teste reflete as alterações a estas tarefas e respostas com o evoluir do tempo como, por exemplo, a introdução de novas tecnologias ou as reformas legislativas (Anderson et al., 2001; Gumieniak, Jamnik, & Gledhill, 2011; Jamnik et al., 2010a). Além destas questões, é necessário outro requisito para a implementação e validação deste tipo de testes. Estes só serão válidos em profissões em que uma má prestação no desempenho das suas funções
poderá resultar na morte de terceiros, do próprio ou perda de propriedade (Gumieniak et al., 2011; Jamnik et al., 2010a).
No caso da PSP, embora a mesma aplique testes de ApF aos novos candidatos como condição de ingresso, não aplica as PAT. Por outro lado, qualquer SO/UEP já dispõe desse tipo de provas, i.e., como condição de renovação de comissão de serviço, os operacionais tem de realizar anualmente provas de ApF e a PAT, conforme a NEP nº. 1/UEP/AO- NOI/2011 anexa à OS nº. 2UEP2011, de 14 de janeiro, que determina as condições em que se processam as provas anuais de certificação da ApF e técnica.
Assim, parece ser relevante identificar as capacidades da ApF mais solicitadas na realização destas provas, no sentido de suportar cientificamente o planeamento e construção de programas de treino físico destas unidades. Para o efeito, os objetivos do trabalho são apresentados no capítulo seguinte.