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DİPNOT 29 - YATIRIM FONLARI

32.1.1.2 Faiz Oranı Riski

A Comissão de Assistência Estudantil envolve-se na implementação da POLAE de forma direta, pois, como explicitado anteriormente, a esta cabe várias atribuições voltadas para a execução da POLAE nos campi. Nesse espaço, aborda-se o trabalho desenvolvido pela equipe mínima, conforme relatos dos profissionais que a compõem. O que pensa o Técnico II sobre o trabalho da Comissão, é o que manifesta a seguir.

Eu acho que existe uma equipe mínima que de fato atua. Muitos outros que poderiam... pelo menos aqui no Campus, eu não sei como são as realidades dos outros campi... mas docente que era pra estar compondo e aí tem toda uma parte de pesquisa, de extensão, de visita técnica que também está lá na POLAE e que fica muito solto. As reuniões... raramente participam. Então assim, como acaba sendo um número muito grande de pessoas, dificilmente a gente consegue adesão mesmo no projeto, na proposta, de todos. Acaba ficando mesmo... normalmente a cargo do presidente realmente a mobilização, a articulação acaba ficando muito para o próprio presidente, isso se for efetivamente um bom presidente. E os profissionais... a equipe mínima realmente é que engaja, que é a psicologia, o serviço social e a pedagogia. Os outros ficam muito... a nutrição fica mais voltada para a questão do Refeitório, acaba não se inserindo muito. Fica cada um fazendo seu trabalho, quase sempre. As tentativas de integrar as atividades não foram muito bem sucedidas... de fazer atividades mesmo conjuntas. Fica cada profissional fazendo e todos eles participam da POLAE. [...] É como eu coloquei, cada profissional faz suas atividades e isso é assistência estudantil, integra isso na assistência estudantil. Basicamente são as mesmas atividades. E o que ainda existe a mais é quando é solicitado, ou pelo pessoal do serviço social, ou da pedagogia, que é onde está essa interação, digamos assim, enquanto Comissão. Mas dizer que a Comissão de Assistência Estudantil fez um projeto, não (Técnico II).

Para este, os profissionais mais engajados na Comissão são assistente social, psicólogo e pedagogo, ou seja, aqueles que compõem a equipe mínima. Mas esta atuação é fragmentada e setorizada, pois esses profissionais não desenvolvem ações conjuntas, cada qual realiza atividades separadamente. Na visão do sujeito, as atividades de apoio ao estudante já desenvolvidas pelos profissionais independentemente da POLAE, como o atendimento social, psicológico e pedagógico, foram apenas inseridas como atividades de assistência estudantil a partir da POLAE. A falta de integração das ações da equipe também foi registrada por um professor.

Na verdade a POLAE, o que eu ouço falar mesmo, é essa questão de planejamento de recursos. Quando chega aqui no campus é assistência social, é a psicóloga, é... o pessoal já vira bem individualista. Eu nunca vi a assistente social como POLAE... nunca vi a psicóloga como POLAE... Eu vejo como assistente social do campus, eu posso estar errado, é claro, que faz parte do grupo da POLAE e esse grupo tem os seus braços, no caso aqui no campus e tem outros em outros campus. O que eu vejo é assistência social dando aquele apoio, dando aquele ombro que às vezes eles não tem em casa e encontram aqui no Instituto Federal. Agora um caso assim específico assim que diga: “foi a POLAE”... não. Só essa questão de recursos mesmo. Porque o recurso é dividido pela POLAE... Mas a atividade mesmo de campo ou daqui do campus, eu já vejo mais individualista (Professor VI).

A incorporação das ações dos profissionais à POLAE desafia, portanto, o aspecto da interação das mesmas. Uma tentativa de interação foi registrada pelos profissionais, como segue.

Agora mesmo fizemos um trabalho de acompanhamento aos estudantes beneficiários que reprovaram, com oficinas... nós fizemos um momento, a equipe da CAE, da Comissão de Assistência Estudantil, juntamente com os pais e os estudantes que reprovaram. Neste ano nós tivemos assim um índice considerável de estudantes beneficiários que reprovaram, sobretudo, no curso de eletrotécnica e fizemos esse trabalho de estar acompanhando esse alunos, levando também pra eles a questão da motivação, do empoderamento, a questão da autonomia, nós trabalhamos esses aspectos, essas categorias. Então o nosso trabalho consiste no acompanhamento e nas parcerias com a equipe pedagógica, com a psicóloga, de estar fazendo encaminhamentos, mais nesse sentido... (Técnico I).

A gente não tem realizado nada assim realmente específico. Só o que a gente realizou mesmo foi essa questão de ir algumas vezes nas salas, conversando com os alunos, levando algum texto pra trabalhar com eles e essa conversa em particular com aluno, tentando essa aproximação com ele ou com a família. Mas de realizar assim alguma atividade diferenciada como foi feito... essa que a assistente social fez com os repetentes, a gente não fez ainda, a não ser essa que a gente se aliou com ela e fizemos. Então a gente, mais uma vez, não fez exatamente por isso, porque a gente vai ficando sufocado com as demandas... calendário de provas... só pra ter uma ideia, a gente passa praticamente quase o mês todo recolhendo matriz e mandando imprimir e ligando pra professor, organizando isso, organizando aquilo... e a gente fica bastante sufocado com isso... Interfere bastante, porque a gente fica muito preso nesse burocrático e às vezes a gente não tem nem tempo de fechar a coordenação e fazer uma reunião, ver o que a gente vai propor para os alunos (Técnico III).

Essa atividade com estudantes beneficiários e repetentes realizada pelo profissional de serviço social em parceria com um profissional da pedagogia foi uma iniciativa de ação conjunta visando atender os objetivos da POLAE no tocante ao acompanhamento daqueles estudantes beneficiários do Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social, através do Benefício Permanente. Segundo o Técnico III, ações como essa não são mais frequentes por motivo de falta de tempo para planejamento de atividades para os estudantes que não sejam meramente tarefas burocráticas do dia a dia.

O acompanhamento individual aos estudantes desenvolvido por cada profissional da equipe mínima foi detalhado na fala dos sujeitos.

O meu trabalho de acompanhamento é mais no sentido de estar orientando esse estudante. Quando acontece o Conselho de Classe, aquele estudante que foi diagnosticado que está com problemas de faltas e ele é beneficiário, a gente chama o estudante, liga, nesse sentido de estar resgatando esse estudante. Mas um trabalho realmente preventivo de acompanhamento mesmo eficiente a gente não tem feito. A gente tem nossos planos, mas na hora da execução a gente acaba caindo, por exemplo: “Ah, não vai dar hoje porque o aluno está com a carga horária extensa”. Então o nosso grande problema é a entrada em sala de aula, é encontrar esse tempo pra esse estudante, uma vez que ele passa três turnos lá na escola. Então, muitas vezes, o que nos impossibilita é a questão do calendário mesmo (Técnico I).

De acordo com o Técnico I, são realizados atendimentos individuais a estudantes com problemas de faltas identificados a partir de reuniões do Conselho de Classe20, com o objetivo

de orientá-los, visando prevenir a evasão, especificamente direcionado para os estudantes do Ensino Médio Integrado ao Técnico que recebem Benefício Permanente. Outro tipo de atividades voltado para esse objetivo não é realizado devido à dificuldade de organizar e reservar um momento para isso no âmbito do calendário acadêmico, conforme relato.

Particularmente eu posso falar do meu serviço. Como eu disse, em relação à repetência, a gente faz isso de atender os alunos repetentes, tanto a parte de orientação para estudos, como essa parte de orientação mesmo sobre o que aconteceu, sentimentos envolvidos (Técnico II).

Outro tipo de atendimento individual realizado é citado pelo Técnico II: aquele voltado para os estudantes que reprovaram e repetem a série, comumente designados de

20 O Conselho de Classe é um mecanismo previsto pela Organização Didática do IFPI com vistas ao

acompanhamento do rendimento escolar dos estudantes da modalidade técnica integrada ao ensino médio. É constituído pelos professores da turma, coordenador do curso e profissionais de outras áreas (assistente social, pedagogo, e psicólogo). As reuniões ocorrem bimestralmente e, quando do final do ano letivo, tem o objetivo de avaliar as situações de reprovação, podendo revertê-las à situação de aprovação ou não, segundo critérios estabelecidos na Resolução Nº. 079, de 11 de dezembro de 2012.

estudantes repetentes, no intuito de promover apoio aos mesmos nessa situação. O acompanhamento pedagógico é detalhado abaixo.

Então, o acompanhamento é assim, a gente dividiu as turmas, principalmente médio integrado. Nós somos cinco lá na sala, cada um ficou com duas ou três turmas e a gente assim... as minhas turmas, todo problema com elas sou eu que resolvo. Aluno está com mau comportamento, ele vem conversar comigo, sou eu que chamo o pai, sou eu que fico acompanhando. [...] A gente tentou dividir pra ver se facilitava pra cada um ter mais proximidade com as suas turmas. É assim que a gente está fazendo esse acompanhamento e olhando questão de... aliás, agora está mais difícil olhar, porque agora está ficando com o professor e ele só entrega no fim do bimestre. Ele está com a planilha, até a frequência ele bota na planilha. Então a gente fica muito esperando pelo professor, que o professor diga que o aluno tem mau comportamento ou o líder de turma, porque questão de nota, pra gente é fácil acompanhar porque a gente vê o boletim... Bimestralmente tem o acompanhamento da gente, já é de praxe, mas durante a semana, durante o mês, se ele chegou atrasado, alguma coisa assim, a gente já depende de outros pra acionarem a gente... (Técnico III).

Segundo o Técnico III, outro tipo de acompanhamento aos estudantes do ensino médio integrado ao técnico é realizado a partir da verificação das notas bimestrais ou do encaminhamento de estudantes com mau comportamento em sala de aula, que parte dos professores. Nessas situações, os profissionais realizam um atendimento individual com os estudantes que apresentam problemas de rendimento, ou de comportamento, juntamente com os pais ou responsáveis. Os atendimentos até então citados pelos técnicos entrevistados são direcionados somente aos estudantes do ensino médio integrado ao técnico, não havendo ações nesse sentido para os estudantes da graduação ou dos cursos técnicos concomitantes/subsequentes. São realizados ora pelo assistente social, ora pelo psicólogo, ora pelo pedagogo, de acordo com a proposta de cada atendimento. Trata-se de ações individuais de cada área profissional. A articulação dessas ações só é perceptível quando mencionado o Sistema de Fluxo de Atendimento ao Estudante (SIFAE).

Inclusive, falando de atendimento, agora a gente está com um sistema, não sei se cabe nessa resposta, que é o SIFAE, também foi feito por essa comissão, justamente por que ele tem uma parte de possibilitar esses encaminhamentos, que muitas vezes ficavam jogados. Se não fosse no Conselho... no Conselho tem ata, tudo bem... mas as vezes a pessoa passava no corredor e pedia um atendimento pra um aluno, não especificava e aí ficava esquecido. Não existia a documentação e com o SIFAE existe esse registro e a possibilidade de ir agendando e fazendo os atendimentos e ir eliminando aqueles que já foram feitos e tendo essa noção, esse relatório, essa visão de quantos alunos já foram atendidos, quais alunos, quantas vezes. Então isso fica mais visual, apesar de cada profissional, provavelmente ter seus relatórios individuais, seus levantamentos individuais, de quantos atendimentos fez, mas ali fica algo pra toda a Comissão ter acesso, saber por onde aquele aluno passou, o que já foi feito em relação à intervenção a ele. Então, um programa muito bom. Espero que vá pra frente (Técnico II).

O SIFAE consiste em um sistema informatizado para uso de todos os campi que permite o registro de atendimentos individuais realizados pelos profissionais que atuam diretamente com os estudantes. A partir desta ferramenta recentemente implantada, cada profissional tem acesso ao histórico de atendimentos realizados com cada estudante. Representa, portanto, uma construção decorrente da implementação visando a eficiência das ações de acompanhamento, previstas pela POLAE.

Observou-se também o que os profissionais pensam sobre o processo de tomada de decisões no âmbito da execução da POLAE no campus.

A gente consegue dialogar com os Diretores, tanto de Ensino, como de Administração e Planejamento, com o contador, na hora de nos reunir sobre a divisão dos recursos, a gente consegue, graças a Deus a gente não tem problemas. E a gente faz esse diálogo quando ainda nos são repassados os recursos, então a gente consegue dialogar nesse sentido. Com as outras ações, eu vejo assim, muitas questões, que eu estou me recordando agora, são repassadas para o serviço social. Então acredito assim que eles veem o serviço social como uma porta de entrada mesmo para a garantia dos direitos e a gente consegue no nosso campus ter autonomia para trabalhar (Técnico I).

O Técnico I evidencia a atuação direta do assistente social no processo de tomada de decisões acerca das ações da POLAE, especialmente no tocante à distribuição de recursos orçamentários entre os programas previstos para o campus. Essa assertiva é confirmada pelo Técnico II, como segue:

No Campus, particularmente, eu nunca me envolvi, apesar de ser membro da Comissão, eu nunca fui solicitada pra alguma reunião acerca dos recursos, de como vão ser distribuídos. Então, particularmente, o que me é solicitado realmente é que eu continue fazendo minhas atividades que eu faço... nunca fui... de uma forma geral. É como se fosse algo pontual, você é da Comissão, mas você só é da Comissão nesse momento, entendeu? Então dessa forma geral assim fica bem centralizado mesmo no serviço social. Eu não sei até que ponto essa divisão mesmo de tarefas, ações é que faz com que cada um faça o seu trabalho e no final se relate o trabalho como se fosse de uma comissão... que acaba não sendo, são atividades individuais (Técnico II).

Para o Técnico II, a tomada de decisão sobre os recursos da POLAE não é uma atividade em que a Comissão participe ativamente. Acredita que apenas o assistente social assume tal tarefa. A visão do Técnico III é explicitada em seguida.

Eu acredito que não tenham muitas... pelos benefícios que eu vejo... não tem muita decisão a ser tomada, porque tudo retorna à questão do corte de verba. Cortou a verba, só pode fazer isso aqui, então o jeito é fazer isso aqui e não tem muito pra onde... a gente acaba tendo que concordar. Porque assim, eu vejo aqui que se a pessoa está de fora da Política, ela está de fora porque quer, porque os documentos estão aí, se a gente quiser se informar... falar com o diretor, falar com as assistentes sociais, ou com o conselho diretor, ou com a nutricionista que mexe com a questão do refeitório... a gente tem esse canal. [...] Mas eu concordo sim com essa parte

também, da forma como as decisões são tomadas. Eu acredito que às vezes a gente dá essa figura da gestão democrática, mas nem todo mundo quer participar, nem todo mundo quer se dispor a sair do seu conforto pra estar envolvido naquilo ali, até porque às vezes a pessoa critica a forma como a coisa está, mas mudar também não é tão fácil, deixar de fazer aquilo que estava fazendo de uma maneira e você ser criativo pra mudar o sistema sem piorar (Técnico III).

Quando questionados sobre a tomada de decisão, os profissionais da equipe técnica evidenciaram principalmente o que diz respeito à distribuição de recursos entre os programas e projetos da POLAE. A partir das falas dos sujeitos, entende-se que a decisão sobre a distribuição de recursos é efetuada pelos diretores do campus com a participação do assistente social, presidente da Comissão. Os outros membros da Comissão não participam desse momento. A quem compete esta tarefa em âmbito de campi, entretanto, não está expressamente definido no texto da Política.

A definição de recursos da POLAE compete às políticas nacionais de assistência estudantil, ao planejamento institucional e a Pró-Reitoria de Extensão, conforme Art. 50 (IFPI, 2014, p. 41). Estão regulamentadas como atribuições da Coordenação ou Comissão: a apresentação da demanda de recursos à Diretoria de Assistência Estudantil e o encaminhamento ao setor de contabilidade dos campi folhas de pagamento mensais, referentes aos benefícios do Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social (IFPI, 2014, p. 32). Mas estas são tarefas executadas pelo assistente social, enquanto presidente da Comissão. Enfim, a tomada de decisões é também fragmentada e setorizada. Isso também aparece na fala do Técnico III, quando se refere ao papel do nutricionista, membro da Comissão e responsável pela administração do Refeitório. Ainda comenta que a participação nos processos decisórios, própria de uma gestão democrática, é uma prática ainda limitada. Alguns professores também se pronunciaram quanto à distribuição de recursos.

Eu acho que dá mais liberdade pra você estabelecer quais são as prioridades. Tipo assim, vem o recurso e dele você pode distribuir pra onde você acha que é mais necessário, o que está precisando mais. Agora, eu acho que o refeitório deveria ficar por fora. Porque eu acho que o refeitório é mais... eu acho que o refeitório deveria ser um geral pra todos os alunos... enquanto que a bolsa de auxílio transporte, essas coisas, deveria ser mais pra questão dos que necessitam. Se você acaba, vamos supor... joga para os que necessitam, tira do refeitório, de todo mundo. Se joga para o refeitório, de todo mundo, tira dos que necessitam da ajuda. Então talvez isso limite. Não sei... não tenho muito... O bom é que dá liberdade, porém, dependendo do gestor desses recursos, ele pode priorizar uma área por convicção dele próprio... não é... em detrimento de outras. Então... por exemplo, eu acho que tem pouca bolsa de monitoria aqui, de estágio... eu não sei se ainda tem, porque antigamente a gente via os alunos estagiando... depois mudou essa política de estágio, agora são pessoas de fora (Professor II).

Os professores, em geral, não possuem muito conhecimento sobre a tomada de decisão sobre os recursos da assistência estudantil do campus, isso fica notório na fala dos entrevistados. Porém, o Professor II expressa uma preocupação sobre a forma como essa tarefa é executada e questiona sobre a existência de poucas bolsas remuneradas de monitoria e extinção das bolsas de trabalho (que foram substituídas pela política de estágio, financiada por outra fonte de recursos, sem ser da assistência estudantil), bem como a necessidade de priorizar recursos para o refeitório. Somente o Professor VI demonstra mais propriedade sobre o assunto e explica a seguir.

Não, eu acho que dessa... desses últimos anos aí, depois que houve descentralização de recursos, eu acredito que a forma como vem, como foi feita nos últimos anos, eu acho que ficou a contento de todo mundo. Todos sabiam o valor. Tirava-se o do refeitório, o restante, cada coordenação assumia pra benefício da maioria dos estudantes e eu acredito que foi bem utilizado. Nesse último ano, realmente assim, com a escassez de recurso, corte de verbas, realmente a prioridade foi o refeitório, primeiro lugar, tirados do refeitório, as bolsas de realmente vulnerabilidade social e acabou realmente comprometendo um pouco a parte de visita técnica, mas isso aí foi no país inteiro... mas eu acredito que dessa gestão, a partir da descentralização do recurso geral pela Reitoria, eu acho que melhorou bastante (Professor VI).

Para o mesmo, a distribuição de recursos da POLAE é decidida, primeiramente, considerando a necessidade de compra de alimentos para o refeitório, em seguida a demanda de benefícios do Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social e, por último, visitas técnicas e monitorias. Dessa forma, a distribuição de recursos, que é feita de forma descentralizada, com autonomia do próprio campus, não contraria a determinação da POLAE, cuja orientação é a prioridade de recursos para o Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social, conforme art. 51 (IFPI, 2014, p. 41).

Nesse entendimento, somente as visitas técnicas e as monitorias foram prejudicadas com a diminuição de recursos da POLAE em 201621. Quanto à situação das monitorias, o relato abaixo detalha a seguir.

A gente teve editais de monitoria voluntária e os nossos alunos precisam de carga horária. Então eu não vejo que nesse sentido o recurso da POLAE em si seja o grande entrave no funcionamento da monitoria. Eu vejo como maior entrave no funcionamento da monitoria nossa é o transporte e o refeitório, porque o aluno não tem como ficar, porque não tem onde ele almoçar às vezes durante o dia, mas também não tem como ele ir em casa e voltar, porque também não tem o transporte

Benzer Belgeler