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MODİFİYEASTLER-COLLER SİSTEMİ EVRE A : Tümör mukoza ve submukozada sınırlı

IV. i.2 Onkolojik Teda

Os sujeitos da pesquisa foram 32 alunos de uma turma do 7º ano do Ensino Fundamental. Desses, 15 eram do sexo masculino e 16 do sexo feminino, com idade variando dos 10 aos 12 anos.

A opção por realizar essa pesquisa, tomando como sujeitos alunos que frequentam esse nível de escolaridade, foi devida, basicamente, a dois fatores. O primeiro foram os resultados interessantes que obtive durante a realização do meu estágio de graduação, em que pude desenvolver com alunos dessa faixa etária de escolarização um projeto que teve como tema ―Lendo a Matemática em jornais e revistas‖. Através desse projeto, pude, durante as aulas de Matemática, promover atividades que envolviam a leitura de diversos textos veiculados por esses dois importantes meios de comunicação, explorando conteúdos matemáticos14.

O segundo fator determinante para que escolhêssemos realizar nosso estudo em uma turma constituída por alunos que frequentam o 7º ano do Ensino Fundamental deveu-se ao fato de ser esse ano um período da vida escolar do estudante, em que ele entra em contato com novos conteúdos matemáticos, uma vez que, até o 6º ano, as aulas de Matemática se constituem em uma extensão dos anos iniciais desse nível de ensino, em que os conteúdos matemáticos são, em sua maioria, revistos ou aprimorados.

13 Informações extraídas de: ESCOLA ESTADUAL MARIA GUILHERMINA PENA. Projeto político

pedagógico. Conselheiro Pena, 2009. 94 p. Obra não publicada.

14

Durante a realização desse projeto, procuramos dar ênfase às situações que envolviam juros e porcentagem.

Depois de decidirmos em que ano do Ensino Fundamental realizaríamos nossa pesquisa, deparamo-nos com uma nova situação que precisava ser rapidamente resolvida. Ainda não havíamos definido em que turma do 7º ano iríamos realizar nosso trabalho. Na escola, havia duas turmas de 7º ano. Uma turma era considerada mais ―adiantada‖, enquanto a outra era formada por alunos com muitas dificuldades de aprendizagem. Na opinião da diretora, seria interessante desenvolvermos nosso trabalho na turma considerada mais fraca, pois poderíamos auxiliar a professora na árdua tarefa de ajudar os alunos a sanarem suas dificuldades em Matemática. No entanto, para a professora das turmas15 e para a pedagoga, que conheciam bem os objetivos da pesquisa, os alunos da turma considerada mais forte poderiam se constituir como sujeitos mais interessantes para o projeto. Assim, depois de muitas conversas com ambas, decidimos que os sujeitos da pesquisa seriam os alunos da turma que apresentava melhor desempenho em sua trajetória escolar.

Escolhida a turma em que realizaríamos as atividades previstas para o trabalho de campo, organizei com a professora um cronograma em que prevíamos, de forma antecipada, todos os dias em que estaríamos presentes na escola. Organizado esse cronograma, fui até a sala de aula, apresentei-me aos alunos e expus a eles os nossos propósitos com a realização da pesquisa.

Procurando conhecê-los, combinei com a professora que conversaria informalmente com cada um deles. Solicitei a ela que, durante as aulas, encaminhasse os alunos, um após o outro, para uma sala ociosa próxima à biblioteca da escola a fim de que pudéssemos proceder a essa importante etapa de nosso trabalho.

Depois dessa conversa com os estudantes, procurei sintetizar em um quadro informações obtidas. Essas informações permitiram apropriar-nos sistematicamente de dados importantes sobre os sujeitos da pesquisa e se apresentam a seguir.

Quadro 3 – Informações sobre os sujeitos da pesquisa16.

Aluno17 Idade Profissão do pai Profissão da mãe Interesse pela Matemática Interesse pela leitura

Alex 12 Comerciante Dentista Fraco Fraco

Alexandre 11 Prop. rural Secretária Regular Fraco Ana Clara 12 Trabalha nos

EUA Do lar Forte Forte

Ashely 11 Comerciante Comerciante Forte Forte

Augusto 11 Operário Do lar Forte Fraco

Bianca 11 Autônomo Estudante Regular Forte

Charles 11 Motorista

Prop. de salão de beleza

Forte Regular

Clemildo 11 Taxista Gerente de

loja Forte Regular

Daniele 11 Mecânico Comerciária Fraco Forte

Flávia 11 Motorista Professora Regular Fraco

Franciane 11 Mecânico Do lar Fraco Forte

Gabriela 11 Comerciante Comerciante Fraco Fraco

Jady 11 Comerciário Enfermeira Fraco Fraco

João 12 Caminhoneiro Professora Fraco Fraco

José 12 Vereador Engenheira

civil Forte Forte

Juan 12 Professor Professor Regular Fraco

Lucas 11 Trabalha nos

EUA. Do lar Forte Forte

Lucas

Eduardo 11

Trabalha nos

EUA. Enfermeira Forte Forte

Luiz 10 Comerciante Professora Forte Forte

Marcela 12 Escrivão Oficial de

justiça Fraco Fraco

Maria 11 Vendedor Trabalha

nos EUA. Forte Forte

Marikita 11 Trabalha nos EUA.

Pequena

empresária Regular Fraco

Marta 11 Prop. Rural Prop. rural Forte Fraco

Peter 11

Empresário da área de mineração

Comerciante Forte Forte

Priscila 11 Órfã Prop. Rural Regular Forte

Rafaela 12 Trabalha nos

EUA. Professora Regular Forte

16

Informações dadas pelos alunos em nosso primeiro encontro no campo de pesquisa depois de uma conversa informal gravada em áudio.

17 Para preservar a identidade dos sujeitos, os nomes utilizados nesta dissertação são fictícios e foram

escolhidos pelos próprios alunos. Posteriormente, integrou-se à turma a aluna Yasmim, sobre a qual não dispomos das mesmas informações apresentadas em relação aos demais estudantes.

Som 12 Trabalha nos EUA.

Trabalha

nos EUA. Forte Forte

Sulamita 11 Policial

Militar Professora Fraco Regular

Augusto 12 Borracheiro Cabeleireira Forte Forte

Zélia 12

Prop. de uma revendedora de

automóveis

Comerciante Forte Regular

Zé Luis 12 Comerciante Do lar Forte Forte

A partir das informações apresentadas no quadro 3, observa-se que há um equilíbrio entre o número de meninos e meninas e que as idades dos alunos evidenciam que todos estão cursando, pela primeira vez, o 7º ano do Ensino Fundamental. Em relação ao aspecto socioeconômico, a maioria dos alunos pertence a famílias de classe média. Apenas o aluno Zé Augusto apresenta um perfil que lhe permite ser assistido pelo Programa Bolsa Família18. No que se refere ao interesse pela Matemática e pela leitura, as informações dadas pelos alunos refletem uma opinião que eles têm de si próprios em sua relação com essas temáticas. Nem todas essas informações foram confirmadas durante a realização das intervenções. Acreditamos que essas opiniões refletem a concepção que esses alunos têm sobre leitura e sobre Matemática, concepções essas que, na maioria das vezes, são resultados das formas como essas temáticas são exploradas no espaço escolar.

A conversa com os alunos foi um momento valioso da pesquisa. Além de possibilitar nos conhecermos melhor, refletiu bastante na relação que foi estabelecida entre pesquisador e sujeitos da pesquisa no decorrer de todo o trabalho de campo. No entanto, precisávamos avançar. Nesse sentido, após dedicarmos três encontros ao diálogo com os alunos, iniciamos a primeira fase de nossas observações.

Depois de observarmos algumas aulas, pudemos constatar que as aulas da professora eram ministradas dentro de um modelo bem tradicional. Tendo como referência o livro didático19, ela, com a participação dos alunos durante a leitura dos conceitos e procedimentos, explanava o conteúdo. A seguir, perguntava se eles tinham alguma dúvida em relação ao que fora explicado. Caso algum aluno se manifestasse, a

18 Programa de assistência do Governo Federal que garante auxílio financeiro às famílias de baixa renda. 19

Projeto Araribá: Matemática sexta série ou sétimo ano. Obra coletiva concebida e desenvolvida pela Editora Moderna.

professora explicava novamente o conteúdo, buscando sanar quaisquer dúvidas que ainda restassem. Se não houvesse dúvidas, ela lhes solicitava que imediatamente iniciassem a resolução dos exercícios do livro didático adotado pela escola.

Nas observações que antecederam as intervenções previstas para nossa pesquisa de campo, foi possível perceber que os alunos conversam bastante durante as aulas. São críticos ao opinarem sobre determinado tema e exigem constantemente da direção e da professora os seus direitos. Dentro da maneira como estão acostumados a trabalhar, são aplicados no cumprimento das tarefas que lhes são propostas. No entanto, não foi possível constatar nenhuma interação entre os alunos. Assentados um após o outro em diversas fileiras, quase todas as atividades eram realizadas individualmente. Segundo a professora, as atividades em duplas ou em grupos causavam muitos transtornos, pois eles ficavam muito inquietos quando estavam muito juntos. Deixá-los cada um em seu lugar era uma forma de a professora manter a ordem durante as aulas. Num certo momento, fiquei preocupado, pois nossa intenção era perceber as interações que acontecem na sala de aula de Matemática com a realização de atividades envolvendo a leitura e interpretação de textos. Seria difícil a ocorrência de interações dentro dessa proposta de trabalho.

Na tentativa de contornar esse obstáculo, conversei com ela e propus a realização de algumas atividades experimentais, ainda no período das observações, que permitissem aos alunos se familiarizarem com a forma de trabalho que seria adotada durante as intervenções. Mostrando-se aberta às nossas propostas, a professora aceitou a sugestão, colocando-se à nossa disposição para ajudar no que fosse necessário para a realização dessas atividades.

Contando com o apoio da professora, realizamos algumas atividades envolvendo a leitura e interpretação de textos. Durante a realização dos trabalhos, o clima era agitadíssimo. Os alunos, em grupos, no anseio de terminar um mais rápido que o outro gritavam, corriam e nos chamavam constantemente. Nesse clima, bem diferente daquele a que estava acostumada, a professora, nos primeiros momentos, ficou meio perplexa diante de tanto barulho, mas, logo a seguir, ela se envolveu com os alunos na resolução das questões que foram propostas a partir da leitura dos textos, assimilando gradativamente a maneira como precisávamos trabalhar durante as intervenções, na busca por responder às questões norteadoras da pesquisa.

Tão logo terminei a fase de observação e estabeleci com a professora da turma um planejamento para a realização das intervenções, parti para a execução da segunda fase da pesquisa de campo. Nessa fase, realizamos as intervenções, conforme o cronograma apresentado na segunda seção deste capítulo.

Benzer Belgeler