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Omurgasızlar

Belgede Sayı 23 Güz 2015 (sayfa 181-189)

rast geldiğinin kafasını gözünü yarmakta kusur etmiyorlar. Ancak başa çıkamayınca

Çizim 6. Mevlevihane güney yüzü, semahane kesiti (Tanrıkorur, 2000, Ç94; 18 Şubat 1911 tarihli 69/5 nu.lı belgenin eki)

1. Vahşi Hayvanlar için Kullanılan Kelimeler

1.1. Omurgasızlar

Diante do exposto nos tópicos anteriores, os agentes entrevistados não apontaram uma posição absoluta acerca do fenômeno da “condominização” local. As categorias que foram favoráveis também apontaram conflitos pontuais, assim como os que não consideram este processo benéfico, admitiram também haver alguns benefícios.

A tabela 24 apresenta a síntese do perfil do morador e das principais motivações para se morar em condomínios, levantada pelas diferentes classes entrevistadas. Em seguida, no quadro 03 é apresentada a postura de cada agente e os benefícios e prejuízos mais relatados.

Tabela 24. Descrição do perfil do morador e motivações

Agente Perfil Motivações

Morador Classe média a média alta; funcionários públicos e profissionais liberais; família com 4 integrantes.

Busca pela segurança, por melhorias na qualidade de vida, oportunidade de morar em casa e interação com a natureza. Arquitetos e

urbanistas

Diferentes segmentos sociais; construtores; pessoas com filhos pequenos.

Busca pela segurança, por melhorias na qualidade de vida e oportunidade de morar em casa.

Corretores imobiliários

Classe média e alta. Pessoas que procuram melhorar a qualidade de vida.

Busca pela segurança, por melhorias na qualidade de vida, interação com a natureza e valorização imobiliária.

Funcionários

da Prefeitura Classe média alta Busca pela segurança, por melhorias na qualidade de vida, taxa condominial acessível e acesso a vários itens de lazer. Professores Classe média baixa a média alta,

funcionários públicos federais e profissionais liberais

Busca pela segurança e oportunidade de morar em casa.

Fonte: Elaboração própria, 2012.

Os moradores dos condomínios exprimiram concordância geral favorável. Para eles, usuários desta realidade, são proporcionadas uma série de vantagens que as tipologias habitacionais convencionais e a própria cidade formal não oferecem. Acreditam, por isso, possuírem maior qualidade de vida e segurança do que quando residiam em outros tipos de moradia. Outro aspecto amplamente abordado é que consideram um grande investimento possuir imóveis dentro de condomínios, e ainda, a possibilidade de retomar aspectos nostálgicos, como morar em casa com quintal e jardim. Porém, muitos entrevistados apontaram dificuldades de interação social entre os condôminos, mesmo estes sendo indivíduos com semelhanças socioeconômicas. A grande distância do núcleo urbano e o difícil acesso à locais de necessidades diferenciadas, no caso dos dez condomínios do setor sudeste, foi um aspecto bastante mencionado.

A opinião dos vizinhos de condomínios foi bastante dividida. A maioria considera a presença de condomínios em seu bairro como um aspecto benéfico, pois são empreendimentos que agregam maior valorização a seus imóveis e ao setor como um todo e otimizam a dinâmica comercial local. No entanto, vizinhos do condomínio situado no bairro dos Ipês não veem o empreendimento como algo positivo. Essa insatisfação é mais decorrente de questões de concepção projetual relacionadas à implantação de áreas de prática esportiva. Essa área foi localizada distante dos lotes residenciais do empreendimento, mas próximas às unidades habitacionais circunvizinhas. Por isso,

relataram prejuízos na privacidade e sossego, por conta do expressivo aumento do ruído. Outra questão negativa descrita por vizinhos de ambos setores foi o grande desmatamento da vegetação local.

De acordo com as entrevistas, de modo geral, as funcionárias da prefeitura e os professores universitários possuem uma visão antagônica em relação aos condomínios horizontais. Uma vez que os veem como equipamentos urbanos de grande porte que geram mais impactos do que benefícios para a cidade como um todo. As justificativas mais recorrentes foram os conflitos no tecido urbano e na dinâmica social, infringindo o direito básico de ir e vir do cidadão, além do fortalecimento da segregação socioespacial. Porém, apesar dos prejuízos possuírem maior peso na formulação de suas opiniões, destacam alguns pontos positivos mais relacionados ao próprio morador do que à cidade.

Outro aspecto ressaltado pela classe acadêmica foram as falhas relacionadas ao dimensionamento dos lotes, que acabam prejudicando questões imprescindíveis para a qualidade ambiental da moradia - a privacidade, por exemplo.

Já em relação aos profissionais liberais, ocorreram variações quanto à visão geral sobre estes empreendimentos. No caso dos corretores imobiliários, foi observada uma postura unanimemente favorável, talvez por que a visão deles baseia-se apenas na alta demanda e no mercado em que estão inseridos e os condomínios representam uns dos empreendimentos “carro-chefe” de venda do setor imobiliário. Os arquitetos e urbanistas, por sua vez, apresentaram posturas distintas entre si, apesar de a maioria destes profissionais relatarem que o fenômeno local como um todo é profícuo. Ainda ressaltaram que são uma tendência que está englobando vários segmentos sociais, por oferecer uma série de benefícios não apresentados pelos serviços públicos e que podem ser rateados por um grande número de pessoas, tornando a manutenção da moradia mais barata. No entanto, todos concordaram que o condomínio é um voraz consumidor de área e que influem na morfologia do tecido urbano, interrompendo, por vezes, a permeabilidade viária.

Quadro 03 - Opinião dos agentes

Agente Opinião geral Pontos positivos Pontos negativos

Morador Favorável Maior segurança, interação com a natureza, possibilidade de morar em casa, ruas mais calmas, valorização imobiliária do setor, incentivo à prática de esportes, acesso a vários itens de lazer, retorno econômico.

Conflitos na interação social entre vizinhos; desrespeito às regras internas, distante do núcleo urbano, falta de privacidade, esgotamento sanitário insuficiente.

Vizinho Mais favorável que

desfavorável

Valorização imobiliária do setor, enobrecimento do setor, embelezamento da área, proporciona visão agradável, âncora de atratividade comercial; melhoramentos na circulação de vento e na insolação do bairro.

Falta de privacidade, erros na concepção projetual; aumento de ruído, desmatamento, fluxo adicional de veículos. Arquitetos e

urbanistas

Mais favorável que

desfavorável

Acesso a benefícios não encontrados no meio público, acesso a vários itens de lazer, valorização imobiliária, maior segurança, implantação de infraestrutura, áreas verdes, ruas mais calmas, taxa condominial acessível.

Segregação social e física, maior consumo do solo, interrupção do traçado urbano tradicional, custos públicos adicionais para implantação de infraestrutura.

Corretores imobiliários

Favorável Maior segurança, implantação de infraestrutura, propostas sustentáveis, taxa condominial acessível, valorização imobiliária do setor, personalização do projeto residencial, embelezamento do setor, áreas verdes.

- Funcionários da Prefeitura Mais desfavorável que favorável

Incentivo à prática de esportes, acesso a vários itens de lazer, propostas sustentáveis, valorização imobiliária, gera maior movimentação nos estabelecimentos comerciais, taxa condominial acessível, investimentos infraestruturais para o setor.

Enclausuramento do morador, vulnerabilidade a furtos no perímetro externo, redução do contato com o meio público, privatização de espaços públicos, aumento do ruído, fluxo adicional de veículos, monotonia visual, fragmentação urbana, segregação social, conflitos na permeabilidade da malha viária, espraiamento, desmatamento.

Professores Mais

desfavorável que favorável

Maior segurança, otimização da relação casa/rua/calçada, ruas mais calmas, acesso a vários itens de lazer e gera maior movimentação nos estabelecimentos comerciais

Dispersão, fragmentação e segregação urbana, custos públicos adicionais para implantação de infraestrutura, monotonia visual, desmatamento, distante do núcleo urbano, falta de privacidade, erros na concepção projetual, fluxo adicional de veículos, vulnerabilidade a furtos no perímetro externo, redução do contato com o meio público. Fonte: Elaboração própria, 2012.

Belgede Sayı 23 Güz 2015 (sayfa 181-189)