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3. DÜŞEY YEŞİL CEPHELER VE YEŞİL ÇATILARIN ENERJİ

3.2. Alan Çalışması

3.2.4. Oluşturulan seçenekler için her dört ilde yıllık toplam enerj

4.5.1 No mundo

Ferreira Filho (2001) afirma que o algodão é uma das principais “commodities” comercializadas mundialmente, em termos de valor da produção.

Richetti e Melo Filho (2001) afirmam que o algodão é um dos produtos de maior importância econômica do grupo das fibras, pelo volume e valor de produção. Seu cultivo é também de grande importância social, pelo número de empregos que gera direta e indiretamente.

A cultura algodoeira distribui-se entre mais de setenta países do mundo, sendo que quase 90% da área e da produção localizam-se no hemisfério Norte. Segundo Gonçalves (1997), uma grande parcela da produção mundial é gerada por apenas três países: EUA, China e Índia, que juntos detêm 56% do total. Os maiores importadores têm sido a União Européia, o Sudeste Asiático e o Brasil. No entanto, face ao fato de que os dois primeiros são blocos regionais, situação que torna o Brasil individualmente a maior nação importadora mundial.

Segundo dados apresentados pela Associação Brasileira dos Classificadores de Algodão (2005), a cotonicultura brasileira vive um momento histórico e de constante crescimento. No ano-safra 2003/2004, o Brasil despontou como 5º produtor mundial de algodão com 1,240 milhões de toneladas. Também está no 3º lugar como maior exportador mundial com 440 mil toneladas, segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (2004) e manteve-se nos últimos anos como um dos principais importadores da pluma.

4.5.2 No Brasil

O algodão é de relevante importância no Brasil, situando-se entre as dez maiores fontes de riqueza no setor agropecuário brasileiro (EMBRAPA-ALGODÃO, 2005).

Segundo Mello et al. (2000), o algodão constitui, tradicionalmente, em importante matéria- prima do setor têxtil. Em 1998, essa fibra respondeu por 60% do consumo total de fibras e filamentos utilizados pelo parque industrial do Brasil.

Gonçalves (1997) expôs que, na década de 90, a cotonicultura brasileira entrou em crise profunda. Enquanto em 1985 a área plantada foi de 3,7 milhões de hectares, na safra 96/97 apenas 750 mil hectares foram plantados. Isso acarretou uma queda na produção de, aproximadamente, 300 mil toneladas tornando os produtores brasileiros responsáveis por apenas 40% do total consumido internamente, estimado em 850 mil toneladas.

Essa situação de queda na produção de algodão em um período relativamente pequeno foi ocasionada por vários fatores, sendo os principais a abertura econômica ocorrida nos anos 90, que ocasionou uma rápida diminuição das tarifas de importação, passando de 55% para zero em três anos e a facilidade de financiamento à importação, o rápido crescimento das compras externas foi fortemente influenciado pelas condições de financiamento tendo em vista o diferencial entre os juros internos (25% a.a.) e os externos (7%), bem como os prazos de pagamento até 360 dias para produto importado (GONÇALVES, 1997).

Paralelamente à crise, que afetou pesadamente regiões produtoras como o Norte do Paraná e o Pontal do Paranapanema, em São Paulo, a cotonicultura nacional estava sendo redesenhada. Em oposição ao abandono da cultura pelos pequenos e médios produtores das regiões tradicionais, grandes produtores do Centro-Oeste encontraram no algodão uma alternativa extremamente rentável ao cultivo da soja. Segundo Barbosa et al. (2001) somente o Estado de Mato Grosso respondeu por 39,0% da produção brasileira de algodão, alcançando 48,0% em 2000.

Em 2005, a EMBRAPA-ALGODÃO considerou a cultura do algodão como uma das 10 mais importantes do país, pela área cultivada, pela grande importância socioeconômica e geração de empregos diretos e indiretos. A produção de algodão herbáceo foi o destaque da safra nacional de 2004 que, por causa dos bons preços praticados, cresceu cerca de 73% em relação a 2003 e registrou aumento de aproximadamente 62% na área cultivada.

A área plantada com algodão em 2004 foi de cerca de 1,2 milhões de hectares, com uma quantidade produzida de, aproximadamente, 4 milhões de toneladas e

rendimento médio de 3.302 kg/ha, representando cerca de 3% na produção total brasileira. Na safra 2003/2004, o Estado de Mato Grosso foi o maior produtor, seguido da Bahia e Goiás (CONAB, 2004).

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão indica que o Brasil poderá dobrar a produção de algodão até 2010, com aumento nas exportações.

4.5.3 No Estado de São Paulo e Região de Leme

O Estado de São Paulo, insere-se na crise dos anos 90 pela drástica

redução na área plantada, verificada nesse período. De acordo com o IEA/CATI, no triênio 1991/92-1993/94, foram plantados 170,2 mil hectares de algodão, passando a 92,4 mil hectares no triênio 1996/97-1998/99.

Nesse contexto, nos últimos dez anos, o Estado de São Paulo cedeu seu espaço agrícola para cana e laranja, que valorizadas, forçaram o aumento do preço da terra, inibindo o avanço do algodão e outras culturas. Porém, no final dos anos 90, a melhoria tecnológica, com maior oferta de variedades resistentes a doenças, estimulou a retomada da cultura do algodão nesse Estado, onde se destacam cinco bolsões de produção da fibra: Ituverava, Votuporanga, Holambra, Martinópolis e Leme.

Em 2004, levantamento da CONAB, mostrou que a área plantada em São Paulo para a safra 2004/2005 estimou seria de 78,3 mil hectares, um crescimento de 30% em relação à safra 2002/03. Ainda estimou-se uma colheita de 75 mil toneladas em pluma, 8,6% superior à safra anterior. A retomada ainda é tímida, no entanto, o Estado ocupa o quinto lugar no ranking da produção nacional, mas está longe da situação da década de 80, quando era o segundo maior produtor, atrás do Paraná.

Na região de Leme, a economia agrícola é baseada na produção de cana-de-açúcar, laranja e algodão. Emprega-se por safra, aproximadamente, 4.100 pessoas, na maioria das vezes migrantes da região nordeste do país.

O município possui 859 propriedades rurais ocupando uma área de 38.88,7 ha, dos quais 34.9000 ha são adequados ao uso agropecuário. De acordo com os últimos levantamentos econômicos as culturas se dividem em: cana-de-açúcar 53%, milho 17,2%, laranja 12,03%, algodão 8,6%, restando ainda 9,17%, ocupados por pastos. O

município também possui criações de aves de corte, com abate aproximado de 1.525.000 aves. Criação de suínos, produção de leite anual de 1.600.000 litros e de mel, 13.000 kg/ano (LEME ONLINE, 2005).