5. RİSKLİ YATIRIMLARIN ANALİZİ İÇİN BULANIK BİR REEL OPSİYON MODELİ
5.4 Gelir ve giderlerin durulaştırılmasının ertelenmesi durumu
5.5.3.2 Olasılıklar durulaştırılmadan bulanık reel opsiyon değerlendirmesi 5.36 numaralı denklem kullanılarak olasılıklar durulaştırılmadan bulanık reel opsiyon
A referência às multidões que estão “em seu templo” (), onde Deus estabelece “santuário sobre eles”, é um evidente eco à profecia da restauração de Israel em Ez 37,26-28. Dentro desta imagem, o significado do trono “” é enraizado na imagética política do Oriente Médio e, em especial, da monarquia davídica. Ele torna-se um símbolo do poder de Deus.237 No Apocalipse, Deus é relacionado, muitas
235
Uso da metáfora "paradisíaca" não pretende referir-se a uma análise exaustiva das tradições baseadas em Gn 1-3.
236
Argumentaremos esta hipótese no seguinte capítulo. 237
“Importância e dignidade especial competem ao trono de Davi. É ligada a ele não apenas a promessa da presença salvífica de Javé em Israel (2Sm 7,12-16; Sl 89,5.30.37 etc.) antes, ele é efetivamente um sinônimo de poder e governo (2Sm 3,10; Jr 22,30; Sl 132,11-18) que, as vezes, pode valer para o trono em geral (Is
vezes, com aquele que “senta sobre o trono”. Deus, sentado sobre o trono, recebe o louvor dos quatros seres vivos e dos anciãos, como ele também declara desde o trono que ele renova todas as coisas. Portanto, o trono é o símbolo do senhorio de Deus sobre sua criação.238
Enquanto em Ap 4 o objeto do louvor e da veneração é Deus, em Ap 5 aparece outra figura, o Cordeiro “” que está no meio do trono (7,17), e que também é considerado digno de receber a glória e bênção que recebe Deus. Sua missão está descrita segundo o modelo da visão de Ezequiel, que seguiu sua visão merkavah.239 No nosso fragmento (como também em 3,21 e 22,1) o Cordeiro, que simboliza o Messias davídico,240 aparece como inseparável do trono de Deus. Os sete olhos de Cristo, sendo uma reminiscência dos sete olhos de Javé (Zc 4,10), indicam que ele participa tanto da onisciência como da onipotência de Deus.241 A imagem do Cordeiro entronizado remete também à figura do Filho do Homem das Similitudes, que senta no Trono da Glória como o único soberano instalado por Deus.242 Estas referências confirmam a idéia de que João de Patmos, ao incluir a imagem do cordeiro no (ou no meio do) trono, está dentro de uma corrente literária que atribui a glória e honra, que pertence somente a Deus, à figura messiânica (Filho de Deus ou Cordeiro), por ser um agente de Deus.243
Qual poderia ser a função deste agente de Deus? João não hesita em recorrer a uma imagem padrão da cultura judaica do pastor que apascenta o seu rebanho que é tradicionalmente uma imagem de proteção e segurança. No Êxodo do Egito, é o próprio Deus que conduz seu povo (Ex 13,17; 15,13; 32,34; Dt 1,33), e no imaginário do novo Êxodo da Babilônia, Deutero-Isaías relê estas experiências vinculadas à imagem de Deus
14,13). A reivindicação do poderio de Javé manifesta-se principalmente no fato de que ele está sentado no seu trono no céu, cf. os ‘Salmos da Subida ao Trono’ 47,9; 89,15; 93,2; 97,2; SPATAFORA, Temple, p.152-153. 238
“Em comparação, todos os outros elementos da sala do trono celestial são orientados nele em vista da sua posição (4,3-7). Também a ação litúrgica dos “Seres Vivos” (4,8-9) e dos “Anciãos” (4,10-11) dentro da visão é concentrada naquele “que está sentado sobre o trono”. Esta expressão se torna verdadeiramente uma designação de Deus segundo sua glória de Criador ilimitada (4,9.10; 5,1.7.13; 7,15; 21,5; cf. também 19,4)”. SCHMITZ. Otto. Verbete “”. In: KITTEL, vol. 7, p.465-466.
239
Compare Ap 5,1-7 com Ez 2,9-3,3. 240
Cf. o título “o Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi” (5,5; cf. Gn 49,9; 4Esd 12,31-32). 241
Cf. CHARLES, p.143. 242
Cf. HANNAH, Darrell D. The throne of His glory: the divine throne and heavenly mediators in Revelation and the Similitudes of Enoch. In: Zeitschrift für die neutestamentliche Wissenschaft und die Kunde der älteren Kirche, 94,1/2. Berlim etc.: de Gruyter, 2003, p.68-96.
243
Cf. KANAGARAJ, p.147. ORLOV, Andrei A. Titles of Enoch-Metatron in 2 Enoch. In: Journal for the Study of the Pseudepigrapha, 18. Nova Iorque: Continuum, 1998, p.71–86.
como Pastor. Na mesma situação histórica, o livro de Ezequiel denuncia os maus governantes (os reis de Israel e Judá) e retrata o próprio Deus como governante do seu povo na imagem do Pastor.244
No cenário dos capítulos 4, 5 e 21, a imagem do Cordeiro que assume o controle sobre a terra (5.7ss) e recebe obediência ao lado de Deus (5.8), é um guerreiro preparado para superar os poderes dos demônios (17.4) e estabelecer o governo de paz (17.4). No final, ele é reconhecido como Senhor dos senhores e Rei dos reis (19.16). Assim, a imagética associada com o Cordeiro é de poder, força, controle e vitória. Segundo Malina, nos antigos zodíacos judaicos, a constelação de "Áries" foi identificada com um cordeiro macho e foi adotada pelos fariseus da época do Segundo Templo como sua constelação. Segundo o conhecimento astrológico, Áries estava presente no início do universo, quer dizer, na "cabeça" do cosmos, acima de tudo.245
Não obstante, no âmbito do Apocalipse, estas características de uma força protetora tornam-se secundárias quando o cordeiro torna-se pastor, sendo que as características tradicionais de um cordeiro são fraqueza, dependência e necessidade de buscar a proteção. No entanto, este Cordeiro é o Cristo morto e ressuscitado. U. Müller destaca que "Cordeiro" é uma designação messiânica que não tem paralelos em escritos judaicos. O aspecto central que João desenvolve acerca deste Cordeiro é o de sua morte que é condição decisiva para suas funções de governo e pastoreio.246 Neste sentido, Schüssler Fiorenza identifica duas funções específicas que o Cordeiro desempenha em favor dos seus seguidores. Em relação ao passado, a sua função era comprar a liberdade deles (5,9), e em relação ao futuro é conduzi-los à salvação (7,17). A justaposição de imagens, visões e audições dos poderes antidivinos e da salvação pelo Cordeiro procura motivar e reforçar a decisão dos cristãos em favor da salvação e do mundo de Deus.247
244
AUNE, Revelation 6-16, p.477. 245
Cf. MALINA, Bruce. On the genre and message of Revelation: Star visions and sky journeys. Peabody: Hendrickson, 1995, p.101-107.
246
MÜLLER, p.160-161 (excurso “Cristo como Cordeiro”). 247
FIORENZA, Elisabeth Schüssler. The followers of the Lamb: visionary rhetoric and social-political situation. In: Semeia, 36. Atlanta: Scholars Press, 1986, p.132.