1. GİRİŞ
1.1. Problem /Problem Durumu
1.1.5. Okulda Öğrenci Sağlığı ve Güvenliği Boyutları
1.1.5.1. Okulda Öğrenci Sağlığı
A análise das entrevistas com esses professores também possibilitou a construção da chave de análise denominada Dificuldades eventuais que os professores encontram nas
condições de trabalho. Há aspectos, nessas entrevistas importantes para se fazer uma reflexão sobre o ensino que vem sendo proporcionado aos alunos surdos inseridos nas classes comuns.
A Professora de Português P1/5ª série afirmou que a maior dificuldade que encontra durante as aulas é a sua comunicação com os alunos
[...] porque eu percebo que eu ainda tenho muito a aprender e...gostaria muito de ser totalmente entendida [...] então é essa minha dificuldade de querer passar uma idéia e às vezes eu não consigo.
A professora de Português P3/6ª série também considerou que sua maior dificuldade em trabalhar com os surdos era não saber os sinais
É em relação aos sinais é...muito pouco...eu sei muito pouco.
Por sua vez, o professor P4/5ª, 6ª 7ª séries que, por um lado, afirmou ser muito bom trabalhar com esses alunos
[...] a gente aprende muito com eles [...]
Por outro lado, afirmou, na entrevista, que a sua maior dificuldade
[...] seria o entendimento deles comigo e eu com eles pó causa mesmo dos sinais, né? Muitas vezes eles perdem alguma coisa e eu não entendo muito bem os sinais [...] É eu vejo eles conversando com as mãos e a maior dificuldade que eu tenho é que não sei [...].
Para a professora P5/7ª série a dificuldade estava na falta de comunicação de ambas as partes:
A falta de comunicação tanto da minha parte para eles, tanto deles comigo, também, que às vezes eles querem, né? falar alguma coisa, às vezes mostrar alguma coisa que eu não estou entendendo, né?[...] na hora que elas querem falar alguma coisa, eu tenho também aquela dificuldade de entender o elas estão querendo me passar.[...] Por mais que a gente tente, tenta assim, quando eu estou falando, explicando de tá olhando pra eles, pra ver se pelo menos eles conseguem fazer a leitura labial, mas daí a pouco já estou olhando pros outros, já to explicando alguma coisa, rascunhando na lousa.Sinceramente é difícil manter a atenção diretamente com eles[...] Nós fizemos um curso de LIBRAS por conta mesmo e, mesmo assim foi muito pouco porque foi um mês só, uma aula por semana, então o que se aprendeu foi muito superficial, então a dificuldade é querer passar o conteúdo para os alunos e ao mesmo tempo você sabe que não está conseguindo transmitir nada pra eles, porque a comunicação é muito difícil.” A professora P9/7ª série também afirmou que sua maior dificuldade era a comunicação, segundo afirmou a professora P9/7ª série:
Olha é mesmo de comunicação né de me fazer entender, apesar que essas duas alunas que eu peguei eu tenho a impressão assim que elas entendem bem mesmo.Eu vejo na realização dos trabalhos elas conseguem plenamente realizar todas as atividades que eu dou com exceção das atividades orais, ne mais assim a parte escrita elas conseguem acompanhar direitinho quer dizer que a comunicação de alguma forma está sendo eficiente.
Por último o professor P10/7ª série
A comunicação mesmo com certeza, apesar que eu procuro aprender o que eles falam, até a gíria, tudo deles, brinco do mesmo jeito que eu brinco com os outros alunos.
Verifica-se que seis dos dez professores entrevistados consideraram que a maior dificuldade encontrada no trabalho com os alunos surdos dizia respeito à comunicação, já que os primeiros não eram usuários da língua dos sinais e os surdos não eram usuários da língua oral. Nessa escola, a educação especial enfatizava a aprendizagem da LIBRAS. Ao observar algumas atividades específicas na classe especial/sala de recursos , verifiquei que as professoras durante a comunicação com eles, só sinalizavam ou falavam muito pouco, e, quando falavam, enfatizavam as palavras chave da frase. Nas paredes dessa sala havia quadros com alfabeto manual em destaque e a letra correspondente. Assim, o desenvolvimento de outra forma de comunicação, pelo aluno, que não fosse por meio da língua dos sinais ficava restrita; conseqüentemente, as inter-relações estabelecidas em sala de aula com os professores do ensino regular ficavam, também, restritas, não favorecendo a compreensão do conteúdo das disciplinas do currículo escolar que estava sendo transmitido durante as aulas.
Lacerda (2000) oferece importante contribuição para se fazer uma reflexão sobre o que tem acontecido com os surdos no processo de escolarização e as suas possibilidades de êxito acadêmico. A autora afirma que muitos estudos têm indicado que as práticas educacionais não têm contemplado as reais necessidades dos surdos, e, por isso, mesmo após vários anos, eles apresentam conhecimentos muito aquém daqueles desejados para seu grau de escolaridade.
Afirma Lacerda (2000) que
Os surdos encontram-se em classes/escolas especiais que atuam em uma perspectiva oralista, as quais pretendem em última análise que o aluno surdo comporte-se como um ouvinte, lendo nos lábios aquilo que não pode escutar, falando, lendo e escrevendo a Língua Portuguesa, ou em escolas regulares, inseridos em classes de ouvintes nas quais, novamente, espera-se que ele se comporte como um ouvinte acompanhando os conteúdos preparados/pensados para as crianças ouvintes, sem que qualquer condição especial seja propiciada para que tal aprendizagem aconteça. (p. 2)
Outra dificuldade bastante enfatizada pelos professores do ensino regular refere-se à falta de preparo para trabalhar com alunos surdos nas classes comuns. A referência à falta de preparo para trabalhar com alunos surdos em classes comuns apareceu em momentos
diferentes da entrevista, como pode ser verificado no Quadro-síntese 2, da Chave de análise: Dificuldades eventuais que os professores encontram nas circunstâncias de trabalho.
Quadro síntese 2: Dificuldades eventuais que os professores encontram nas condições de trabalho
PROFESSORES/SÉRIES DIFICULDADES QUE OS
PROF. ENCONTRAM NAS CIRCUNTÂNCIAS DE
TRABALHO P1/5ª P2/5ª/6ª P3/6ª P4/5ª,6ª,7ª P5/7ª P6/7ª P7/7ª. P8/7ª P9/7ª P10/7ª A comunicação com os alunos por
não saber / ou saber pouco sobre as libras.
X X X X X X
Falta de experiência como
professor na área. X X X
Falta de preparo para trabalhar
com esses alunos. X X X X X X X X X
Falta de tempo para se informar sobre a deficiência dos alunos/fazer cursos sobre libras.
X X X X X X
Dificuldade com a deficiência
mesmo. X
Dificuldade em manter atenção nesses alunos (falar olhando para os alunos).
X X