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2.5. Okula Bağlılık

2.5.3. Okula Bağlılığa Etki Eden Faktörler

Compreendendo o processo dinâmico de conhecimento em que estamos inseridos, na busca constante para responder nossas inquietações, Minayo (2013) coloca que

[...] Entendemos por pesquisa a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula pensamento e ação (p. 16).

Esta reflexão evidencia o entendimento de que a pesquisa surge da necessidade de investigar um problema vivenciado no contexto o qual o/a pesquisador/a está inserido/a, relacionado a interesses socialmente condicionados.

Corroborando com tal compreensão, Gatti (2007, p.9) aponta que a “pesquisa é o ato pelo qual procuramos obter conhecimentos sobre alguma coisa”. Esse entendimento é reforçado por Günther (2006, p.202), ao colocar que: “Segundo, sem dúvida, pode-se conceber as múltiplas atividades que compõem o processo de pesquisa como um ato social de construção de conhecimento”.

Assim, esses aportes teóricos justificam a compreensão das relações complexas no processo social de construção do conhecimento. Portanto, esta pesquisa intencionou de modo primordial investigaros efeitos da implementação de modelos alternativos de avaliação em ciências, na perspectiva formativa, tendo por base nos princípios da Teoria da Aprendizagem Verbal Significativa Ausubeliana, e ensejar ao estudante o desenvolvimento de uma capacidade de raciocínio, por meio da ação reflexiva suscitada por situações de aprendizagem através das quais tem consciência do próprio conhecimento.

A proposta de aprendizagem referida compreende um modelo metodológico embasado em uma teoria que apoia uma prática educativa coerente com o processo de avaliação. Para tanto, adotamos nesta pesquisa, como instrumento para a aprendizagem significativa e, portanto, avaliativo, a construção de mapas conceituais pelos estudantes.

Defendemos, em nosso trabalho, que a ação reflexiva capacita os alunos a aprenderem a aprender e a engajarem-se ativamente no processo de construção de significados, portanto, de esquemas mentais. Acreditamos que, a partir dos esquemas mentais, o aluno expõe as ideias existentes em sua estrutura cognitiva, as quais devem ser utilizadas por ele na elaboração de estratégias para a aprendizagem e, pelos/as educadores/as, para o ensino.

Nessa direção, Moreira (2010, p. 58), pontua que

[...] um esquema é um universal que é eficiente para toda uma gama de situações e pode gerar diferentes sequências de ação, de coleta de informações e de controle, dependendo das características de cada situação em particular.

Em se tratando da aplicação de mapas conceituais, como prática avaliativa, os esquemas permitirão a compreensão dos conceitos presentes na estrutura de conhecimento do estudante, contribuindo para a construção de significados, ao tempo em que estes serão organizados em níveis crescentes de complexidade, evidenciando o entendimento do conteúdo, sem que ocorra um julgamento de valor.

Entendendo a relevância de aprofundamento dos significados para a interpretação da produção humana, e a natureza de nossos Objetivos, a

natureza desta pesquisa compreende uma abordagem qualitativa. Para Appolinário (2012, p. 61), a pesquisa qualitativa “prevê a coleta dos dados a partir de interações sociais do pesquisador com o fenômeno pesquisado”.

Segundo Minayo (2013),

[...] A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se ocupa, nas Ciências Sociais, com um nível de realidade que não pode ou não deveria ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores e das atitudes (p. 21).

Assim sendo, por meio da pesquisa qualitativa o pesquisador busca compreender a realidade humana vivida socialmente, fundamentada pela subjetividade. Dessa forma, buscamos implementar a prática avaliativa – realidade vivida na área educacional – por meio da construção de MC, na perspectiva do auto conhecimento, considerando os princípios da TAVS.

Buscando conhecer as aprendizagens no contexto investigado, esta pesquisa, de natureza qualitativa, tem delineamento exploratório. Minayo (2013) denomina este momento da investigação de fase exploratória.

A fase exploratória consiste na produção do projeto de pesquisa e de todos os procedimentos necessários para preparar a entrada em campo. É o tempo dedicado – e que merece empenho e investimento – a definir e delimitar o objeto, a desenvolvê-lo teórica e metodologicamente, a colocar hipóteses ou alguns pressupostos para seu encaminhamento, a escolher e a descrever os instrumentos de operacionalização do trabalho, a pensar o cronograma de ação e a fazer os procedimentos exploratórios para escolha do espaço e da amostra qualitativa (MINAYO, 2013, p. 26).

Assim, ao considerar o caráter exploratório com o qual se constitui esta pesquisa, abordamos um tema que, apesar da crescente discussão que o envolve – implementação das práticas avaliativas numa concepção formativa – tendo em vista a necessidade de ressignificação dos modelos de avaliação contemplados na escola, se configura como elemento propulsor da garantia de uma escola de qualidade para todos.

Nessa perspectiva, adotamos um modelo metodológico com ênfase na proposta de aprendizagem significativa ausubeliana, a qual implica na atribuição de significados idiossincráticos e após, realizou-se uma avaliação – construção de MC - para obter uma visualização dos conceitos atribuídos pelos estudantes a um determinado conhecimento.

Corroborando com esse entendimento acerca do caráter exploratório da pesquisa, Deslandes (2013) declara que

[...] A seção metodológica contempla à descrição da fase de exploração de campo (escolha do espaço da pesquisa, critérios e estratégias para escolha do grupo/sujeitos de pesquisa, a definição de métodos, técnicas e instrumentos para a construção de dados e os mecanismos para entrada em campo), as etapas do trabalho de campo e os procedimentos para análise (p. 47).

Esta aproximação do pesquisador com a realidade investigada lhe permite refletir sobre a situação vivenciada, bem como perceber determinadas características do conhecimento em questão que não podem ou não devem ser quantificadas.