2.1. ÖRGÜT, KÜLTÜR ve ÖRGÜT KÜLTÜRÜ
2.1.4. Örgüt Kültürü
2.1.4.9. Okul Kültürü Kavramının Açıklanması
3.4.2.1 Composição Corporal
Antes do início do protocolo de suplementação, após 14 dias e ao final dos 28 dias de intervenção foram coletadas medidas antropométricas para avaliar o estado nutricional dos participantes, através do Índice de Massa Corporal (IMC) proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 1995). Todas as medidas foram padronizadas conforme os parâmetros de avaliação física propostos por Petroski (2003).
Mensurou-se o peso corporal utilizando uma balança digital (Plenna Lumina, modelo MEA-02550, Brasil) com precisão de 0,1 kg e capacidade de 150 kg, a estatura por meio de um estadiômetro portátil (Sanny, Standard, São Paulo, Brasil) com escala de medida em 0,1 cm estando o indivíduo em posição anatômica adequada (plano de Frankfurt).
O percentual de gordura foi estimado pelo método das dobras cutâneas utilizando-se um plicômetro científico (Cescorf, Porto Alegre, Brasil) com sensibilidade de 0,1 mm. A obtenção das dobras cutâneas seguiram os pontos antropométricos, e foram obtidas de forma padrão, no hemicorpo direito do atleta por um único avaliador realizando-se medidas em triplicata para cada dobra cutânea, sendo considerada a média entre os valores obtidos. Foram tomadas medidas de sete pontos antropométricos: subescapular, tricipital, peitoral, axilar média, suprailíaca, abdominal e femural. A estimativa da densidade e percentual de gordura foi realizada a partir da equação de Jackson, Pollock e Ward (1980) para mulheres, e Jackson e Pollock (1978) para homens.
3.4.2.2 Consumo Alimentar
Nos mesmos momentos das avaliações físicas foram aplicados recordatórios alimentares de 24h (APÊNDICE B), que consiste em definir e quantificar todos os alimentos e bebidas ingeridas no período anterior ao da entrevista, que pode ser de 24 horas precedentes ou, mais comumente, o dia anterior (GIBSON, 1990). Foram aplicados três vezes com cada atleta, sendo dois representativos de dias semanais e um de final de semana. Como referência para a adequação do consumo dietético foram considerados os limites propostos pela
International Society of Sports Nutrition (KREIDER et al., 2010). Esse instrumento foi aplicado e avaliado por nutricionista, utilizando-se o software Avanutri Revolution versão 4.0 (Avanutri Informática Ltda, Rio de Janeiro, Brasil). Juntamente aos recordatórios de 24 horas, foram registrados desconfortos gastrointestinais tais como, dor abdominal, inchaço, constipação, diarreia, azia, flatulência e náuseas (APÊNDICE C).
Os voluntários foram orientados a não ingerir qualquer suplemento esportivo e a não utilizar nenhum novo alimento rico em antioxidantes durante o estudo, a fim de assegurar a exclusão de quaisquer efeitos associados à alimentação sobre o procedimento experimental. Neste período eles foram orientados a manterem seus padrões alimentares habituais.
3.4.3 Protocolo de Suplementação
O produto utilizado para a suplementação foi o suco de uva tinto integral Casa de Bento produzido pela Vinícola Aurora (Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil) elaborado com as variedades de uvas Isabel, Bordô e Concord. Caracterizado como uma
bebida natural, integral (100% fruta), não alcoólica, sem adição de açúcar, água, aromatizante ou conservantes, conforme informações do fabricante.
Na tabela 1 está apresentada a composição nutricional do suco. Para cada porção de 200 ml, foram usados 340g de uva. A porção é constituída basicamente por carboidratos e açúcares provindos da fruta, sem presença de proteínas ou gorduras, de acordo com o fabricante.
Amostras do suco foram avaliadas pelo Laboratório de Enologia da Embrapa Semiárido (Petrolina, Pernambuco, Brasil). Para as avaliações físico-químicas adotou-se pH, teor de sólidos solúveis, densidade, acidez titulável, acidez volátil e teor alcoólico de acordo com as metodologias descritas pelo Manual de Métodos de Análises de Bebidas e Vinagres do MAPA (BRASIL, 2005). A atividade antioxidante por DPPH (BRAND-WILIAMS et al., 1995); polifenóis totais por Folin-Ciocateau (ROSSI; SINGLENTON, 1965); índice de polifenóis totais (HARBERTSON; SPAYD, 2006) e concentração de antocianinas monoméricas totais (LEE; DURST; WROLSTAD, 2005) também foram avaliadas. Essas variáveis e seus respectivos valores podem ser observados na tabela 2.
Tabela 1 – Composição nutricional do suco de uva tinto integral.
Quantidade por porção (200 mL) Valores Diários (%)*
Fruta in natura (g) 340 -
Valor energético (kcal) 138 7
Carboidratos (g) 34 11 Açúcares (g)*** 31 ** Proteínas (g) 0 0 Gorduras (g) 0 0 Fibra alimentar (g) 0 0 Sódio (mg) 0 0 Fonte: Fabricante (2014)
*Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal. ** Valores Diários não estabelecidos
Para as características físico-químicas todos os parâmetros avaliados encontravam-se dentro dos limites permitidos pela legislação de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (BRASIL, 2010). A intensidade de coloração e tonalidade apresentou-se como adequada (RIZZON, 2010). Não foi detectada a presença de álcool etílico na amostra, demonstrando a pureza do produto.
Na tabela 3 está apresentada a quantificação dos compostos fenólicos (flavanois, flavonois, ácidos fenólicos e antocianinas) nas amostras analisadas por cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) (NATIVIDADE et al. 2013) Foram encontrados 22 dos 28 compostos padrões permitidos pelo método validado pela EMBRAPA, Petrolina-PE. De modo que, seis compostos não foram encontrados ou estavam abaixo dos limites de quantificação no suco avaliado. Dentre os quais estão um ácido fenólico, dois flavonols e três antocianinas.
Tabela 2 – Características físico-químicas, compostos fenólicos, coloração, antocianinas, e atividade antioxidante do suco de uva.
Físico-química
pH 3,45
Teor de sólidos solúveis 16,6ºBrix
Densidade 1,07 Acidez titulável 0,86 g.100g-1 Acidez volátil 0,05g.100 Teor alcoólico (v/v%) < 0,5 Compostos fenólicos Fenólicos totais (g.L-1) 1,82
Índice de polifenóis totais 39,27
Coloração
Antocianinas monoméricas totais (mg/L) 52,58
Intensidade 13,21
Tonalidade 1,0
Atividade Antioxidante
DPPH (µMol EAG. mL-1) 1,16
Para suplementação dos atletas adotou-se o protocolo adaptado do estudo de O’Byrne et al. (2002). Homens e mulheres consumiram 10 ml/ kg/ dia de suco de uva divididos nos momentos antes da sessão (30 a 45 minutos pré treino) e imediatamente após o treino, durante 28 dias. Nos dias em que não havia treino a suplementação era consumida nos lanches, à escolha dos atletas.
O grupo controle recebeu uma bebida de carboidrato com sabor artificial de uva que foi administrada de forma isocalórica, isoglicídica e isovolumétrica em relação ao suco de uva, como proposto nos estudo de McLeay et al. (2012) e Tsitsimpikou et al. (2013) que utilizaram bebida de carboidrato como controle para sucos de fruta.
Os produtos foram entregues aos voluntários a cada 14 dias de intervenção, de modo que fosse realizada uma visita durante o período de suplementação para entregar a quantidade suficiente para as duas semanas. Os produtos foram entregues em suas embalagens originais, juntamente com um medidor demarcando a quantidade a ser consumida diariamente. No caso Tabela 3 – Quantificação dos compostos fenólicos em miligramas/litro (mg/L) no suco de uva.
Flavanois (8) Flavonois (7)
Catequina 30,15 Caempferol-3-O-glicosídeo 0,80
Cianidina-3-O-glucosídeo 3,65 Isorhamnetina-3-O-glicosídeo 1,85
Galato epicatequina 1,65 Isoquercetina 7,55
Epicatequina 1,00 Quercetina 0,10
Galato epigalatocatequina 1,75 Rutina 0,35
Procianida A2 0,60 Trans-Resveratrol -
Procianidina B1 4,90 Miricetina -
Procianidina B2 0,30
Ácidos Fenólicos (6) Antocianinas (8)
Ácido siríngico 3,75 Malvidina-3,5-di-O-glucosídeo 1,40
Ácido o-cumárico 0,20 Malvidina-3-O-glucosídeo 1,40
Ácido p-cumárico 4,05 Peonidina-3-O-glucosídeo 0,30
Ácido vanílico 2,55 Petunidina-3-O-glucosídeo 0,30
Ácido gálico 2,90 Pelargonidina-3-O-glucosídeo -
Ácido ferrúlico - Cianidina-3,5-di-O-glucosídeo -
do placebo, o medidor indicava além da quantidade em gramas do carboidrato, a quantidade em mililitros de água para diluição isovolumétrica. Os participantes foram convidados a preencher uma súmula simples (APÊNDICE D), marcando com X os dias em que consumissem o produto fornecido e deixando em branco os dias em que não o utilizassem. Para estimular a fidelização no consumo do produto fornecido, os pesquisadores faziam ligações, enviavam emails, mensagem SMS ou WhatsApp (por celular) para todos participantes.
3.4.4 Avaliação Psicométrica
Os sujeitos responderam à versão do questionário Profile of Mood States (POMS) adaptada para o desporto por Raglin e Morgan (1989) e traduzida por Viana, Almeida e Santos (2001) (ANEXO A). Esta é composta por 36 itens, distribuídos em seis dimensões - Tensão, Depressão, Hostilidade, Fadiga, Confusão e Vigor. O resultado é dado como Perturbação total de humor (PTH), sendo computado através da soma das cinco primeiras dimensões e subtração da Vigor. A este resultado foi somado o valor fixo de 100 para evitar valores negativos. Este instrumento foi adaptado ainda para a determinação de uma Escala de Desajuste ao Treino (Training Distress Scale – TDS) por Raglin e Morgan (1989). Para isto, são considerados seis itens adicionais (sem valor, inútil, culpado, miserável, imprestável e apático). Esta escala permite ajudar no diagnóstico dos efeitos indesejados de overreaching ou
overtraining.
3.4.5 Avaliação do Sono
Os sujeitos foram avaliados a partir da versão brasileira da escala de sonolência diurna de Epworth, bem como, pelas horas de sono semanais e a percepção de descanso para as horas dormidas (ANEXO B).
A Epworth Sleepiness Scale (ESS) foi idealizada por Johns (1991) com base em observações relacionadas à natureza e à ocorrência da sonolência diurna. Posteriormente, foi adaptada e traduzida por Bertolazi et al. (2009) para Escala de Sonolência de Epworth (ESE- BR). Trata-se de um questionário autoaplicável que avaliou a probabilidade de adormecer em seis situações envolvendo atividades diárias, algumas delas conhecidas como sendo altamente soporíficas (JOHNS, 2000). O escore global varia de 0 a 18, sendo considerado o diagnóstico
de sonolência diurna excessiva para os escores acima de 10 (JOHNS, 2000). A escala de sonolência tem sido amplamente usada por ser simples, de fácil compreensão e de rápido preenchimento. É um instrumento válido e confiável para a avaliação da sonolência diurna (BERTOLAZI et al., 2009).
De modo complementar a avaliação da qualidade do sono quantificou-se as horas de sono contínuas ao longo da noite e durante o dia, tanto para os dias de semana (DDS) como para os finais de semana (FDS). Além disso, foi avaliada a percepção de descanso para as horas dormidas dentro de uma escala de “sempre” a “nunca” suficientes para descansar.