4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.1 Bulgular
4.1.1 Okul Öncesi Öğretmenlerinin Toplumsal Cinsiyet Algısı Düzeylerine
Duarte (2005), Penin (2008) e Schmidt (2010) citam como situações mais comuns de perdas comerciais a ligação sem medidor, as falhas em equipamentos de medição, os erros de leitura ou de faturamento, a iluminação pública acesa durante o dia, o furto e a fraude de energia. Pode-se então considerar que contribuem para as perdas comerciais de energia: falhas em equipamento de medição; falhas por procedimentos internos das concessionárias, caracterizando sua ineficácia ou incompetência, e práticas de meios fraudulentos por usuários para furtar energia. Quando os eventos citados acontecem e são descobertos pelas concessionárias de energia, em alguns casos, elas podem tentar recuperar, de forma retroativa, parte da energia não faturada. Para isso, as agências reguladoras publicam resoluções normativas que estabelecem as regras e procedimentos para promover a recuperação da energia não faturada.
A regulação do setor elétrico brasileiro iniciou-se com a Lei nº 4.904, de 17 de dezembro de 1965, que criou o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) que, entre outras atribuições direcionadas à regulamentação da utilização das águas brasileiras, tinha a finalidade de fiscalizar e controlar os serviços de eletricidade. O DNAEE orientou o mercado de energia até 1996, quando, conforme a
Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, foi instituída a Aneel, que assumiu essa responsabilidade a partir de então (DNAEE, 1965).
Durante a gestão do DNAEE e da Aneel, foram publicadas as Portarias 222 e 466 do DNAEE e as Resoluções 456 e 414 da Aneel. Nelas, estabeleceram-se as condições gerais de fornecimento de energia, ou seja, os direitos e deveres das concessionárias e consumidores para a comercialização de energia elétrica no Brasil. Embora tais documentos tenham regulamentado todas as condições que envolvem o fornecimento de energia, esta pesquisa se restringirá aos artigos relativos à regulamentação das cobranças das perdas comerciais. Para melhor visualização das contribuições das regulamentações em cada momento, o QUADRO 1 relaciona situações de cobrança com a regulamentação e o período de vigência da resolução. O objetivo é elucidar o ritmo em que as mudanças regulamentares foram promovidas, seu conteúdo, bem como os seus prováveis propósitos.
QUADRO 1 - Situações de cobrança e resumo dos artigos das Resoluções publicadas pelo DNAEE e Aneel nos últimos 25 anos (continua...)
Situação Portaria 222 do DNAEE
Vigência: 1987 a 1997 Portaria 466 do DNAEE Vigência: 1997 a 2000 Resolução 456 da Aneel Vigência: 2000 a 2010 Resolução 414 da Aneel Vigente
Práticas ilícitas: Desvio de energia; manipulação de equipamento de medição e defeito em equipamento de medição cuja
responsabilidade pode ser imputada ao consumidor
Artigo 51 - Três possibilidades aplicadas de forma sucessiva: 1º - Aplicação de fator de correção apurado a partir da avaliação do erro de medição; 2º - Identificação do maior consumo verificado em até 12 meses anteriores; 3º - Quantificação do consumo estimado com base na carga instalada no momento da constatação da irregularidade
Artigo 51 - Manteve as
regras da Portaria 222 Artigo 72 - Manteve as regras da Portaria 222 Artigo 130 - Cinco possibilidades aplicadas de forma sucessiva, ou seja, acrescentaram as possibilidades: utilização do consumo apurado por medição fiscalizadora e utilização dos valores máximos de consumo,
proporcionalizados em 30 dias, dentre os ocorridos nos 3 ciclos imediatamente posteriores à regularização da medição
Deficiências dos
equipamentos de medição Artigos 54 - Cobrança de até 6 meses, utilizando a média de consumo dos últimos 3 meses faturados corretamente
Artigos 50 - Manteve as
regras da Portaria 222 Artigo 71 - Cobrança de até um ciclo de faturamento Artigo 113 - Cobrança de até três faturamentos, utilizando a média de até 12 meses faturados corretos ou consumos posteriores à
irregularidade Período de cobrança de
irregularidades Artigo 53 - Determinado tecnicamente ou pela análise do histórico de consumo. Caso não fosse possível identificar o período, seriam cobrados 24 meses. Era possível a cobrança de todo o período irregular
Artigo 52 - Determinado tecnicamente ou pela análise do histórico de consumo. Limitada a cobrança de até 24 meses para média tensão e 36 para a baixa tensão. Caso não fosse possível
identificar o período seriam cobrados 24 meses
Artigo 75 - Determinado tecnicamente ou pela análise do histórico de consumo. Caso não fosse possível identificar seria solicitado autoridade competente para identificar a materialidade da irregularidade. Era prevista a cobrança de todo o período irregular
Artigo 132 - Determinado tecnicamente ou pela análise do histórico de consumo. Caso não seja possível identificar o período, podem-se cobrar 6 meses. O prazo máximo de cobrança retroativa é de 36 meses
Cobrança de custo
administrativo Artigo 51 - 30% do consumo Artigo 74 - Até 30% do valor líquido da conta Artigo 73 - Manteve as regras da Resolução 466 Artigo 131 - De acordo com o tipo de ligação (valores com pequenas variações entre as concessionárias). Para Cemig D os valores são: Ligações Grupo ―B‖
R$71,34 Monofásicas; R$107,04 Bifásicas; R$178, 44 Trifásicas e Ligações Grupo ―A‖ R$2.379,20 Violação de lacres Não contemplava Não contemplava Artigo 36 - Cobrança de 10%
do valor da fatura posterior. A violação deveria acontecer juntamente com alterações
nas características da instalação
Tarifa aplicada Artigo 55 - Tarifa em vigor na data do
pagamento Artigo 54 - Tarifa em vigor na data da apresentação da fatura
Artigo 77 - Manteve a regra
da Resolução 466 Artigo 116 - Manteve a regra da Resolução 466
Fonte: Elaborado pelo autor baseado nos seguintes documentos: Portaria do DNAEE nº 222, de 22 de dezembro de 1987; Portaria do DNAEE nº 466, de 12 de novembro de 1997; Resolução da Aneel nº 456, de 29 de novembro de 2000; Resolução Normativa da Aneel nº 414, de 9 de setembro de 2010; Resolução Homologatória da Aneel nº 1.058, de 9 de setembro de 2010 e Resolução Normativa da Aneel nº 479, de 3 de abril de 2012.
O QUADRO 1 apresenta informações de quatro resoluções normativas, perfazendo em média uma resolução a cada seis anos. Entretanto ocorreram períodos com dez anos entre resoluções, casos de manutenção da regra anterior, situações de alteração da regra e retrocesso à mesma regra aplicada no passado.