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OCAK-HAZİRAN 2009 DÖNEMİNDE YÜRÜTÜLEN FAALİYETLER

Ao se elaborar o projeto do prédio escolar, faz-se necessária sua adequação às exigências dos programas de ensino, dos usuários e da comunidade em geral. A construção da escola deve ser realizada utilizando-se a escala do aluno (a criança), segundo recomendações da UIA (União Internacional de Arquitetos) para projeto e construção de escola(FUNDESCOLA/MEC, 2002).

A avaliação de prédios escolares deve abranger: o programa arquitetônico, conforto ambiental, segurança, obras civis e de instalações prediais, paisagismo, mobiliário específico e comunicação visual.

A localização do prédio escolar se dá em função do que foi estabelecido no planejamento em micro zonas da rede de escolas públicas, observando-se, entre outras, as seguintes questões:

a) densidade demográfica e perfil da população: crianças na faixa etária que necessitam ou vão necessitar de atendimento;

b) dimensões do terreno disponível;

c) distância e tempo do percurso casa-escola, que condicionará o espaçamento entre escolas;

d) vias de acesso (pavimentação, disponibilidade de transporte coletivo); e) abastecimento de água, coleta de esgoto e águas pluviais;

f) rede elétrica, telefonia e iluminação pública; g) coleta de lixo e limpeza urbana.

A escolha do terreno deve levar em conta, entre outros aspectos: topografia regular, boa drenagem superficial, salubridade, insolação, local paisagisticamente agradável (evitar áreas pantanosas e com esgoto a céu aberto), vegetação existente ou a criar, facilidade e segurança na acessibilidade, ausência de agentes poluidores (ruídos, fumaças, poeiras), viabilidade econômica. Também é necessário evitar terrenos situados sob redes de transmissão de energia elétrica, sobre adutoras, oleodutos e gasodutos, e próximos de encostas ou barrancos perigosos.

3.3.1 Características dos prédios escolares

As escolas deverão se caracterizar, segundo CEBRACE (1978a), pelas seguintes condições:

a) localização em função da distribuição espacial e das características da clientela potencial da escola;

b) facilidade para implantação dos espaços educativos, possibilitando adequação ao desenvolvimento das atividades escolares;

c) condições físicas favoráveis que permitam soluções econômicas para a implantação dos espaços educativos;

d) acessos fáceis e seguros ao prédio escolar;

e) custos de obtenção e preparo do terreno compatíveis com os da região; f) tempo necessário para obtenção, preparo do terreno e adequação do

seu entorno à implantação dos espaços educativos, tendo-se em conta os prazos pré-estabelecidos.

Alguns fatores são enfocados como eliminatórios para a localização de escolas, tais como os fatores relacionados à localização geográfica, ao entorno da escola, e ao terreno da escola.

Quanto à localização geográfica, na qual se insere a questão da acessibilidade, deverão ser considerados: fácil acesso de veículos, proximidade de paradas de transporte coletivo, segurança para pedestres, iluminação e sinalização adequadas nas vias de acesso, inexistência de cruzamentos perigosos, distância e tempo de percurso dos alunos nos limites da área de atendimento para a caminhada a pé, e a conjugação de caminhada com transporte.

Quanto ao entorno da escola, o qual inclui os aspectos de segurança, salubridade e infra-estrutura urbana, deverão ser levados em consideração: implantação de escolas a mais de 200 metros de vias de tráfego intenso (existentes ou em planejamento), via férrea, fontes de poluição e de desastres naturais, e depósito de lixo e inflamáveis; e em locais com condições de infra-estrutura, tais como: vias, transporte coletivo e serviços públicos.

Quanto ao terreno da escola, deverão ser considerados os seguintes aspectos: condições de segurança e salubridade, de forma ou proporções, topográficas, características do solo, vegetação, construções existentes e custos.

A desativação de uso de prédios escolares pode ser recomendada em casos de: a propriedade não ser do sistema educacional (prédios alugados, cedidos ou conveniados); ser inadequado para as atividades educacionais e ter alto custo de

recuperação; estar localizado em área insalubre, ruidosa, inundável, e próxima dos principais eixos viários; o terreno não suportar as atividades escolares; os blocos e dependências apresentarem más condições de conservação; e inadequação dimensional e ambiental das dependências.

3.3.2 Características dos acessos

Os acessos aos prédios escolares são divididos em acessos para pedestres e veículos, e devem estar localizados preferencialmente, em vias de menor fluxo de tráfego de veículos.

Com relação ao acesso para pedestres, devem ser considerados que:

a) o acesso para o aluno deve ser seguro, prevendo circulações e acessos livres de obstáculos que atrapalhem o trânsito dos alunos;

b) a entrada e saída de alunos nas mudanças de turnos provocam aglomerações de pessoas (alunos, familiares, ambulantes) junto ao portão de entrada da escola, sendo necessário, portanto, prever área de espera externa junto ao alinhamento e área livre para essa movimentação na proporção de 10,00 m² por sala de aula;

c) o acesso deve ser universal, para possibilitar o trânsito de pessoas portadoras de deficiência física, atendendo às recomendações da NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2004); d) as travessias devem ser sinalizadas, conforme estabelecido no Código

de Trânsito Brasileiro – CTB (placas de advertência e pintura no solo complementar), e nas esquinas, o acesso de alunos e veículos deve ser orientado pela rua de menor tráfego;

e) quando houver desnível nos acessos e nas circulações externas, prever rampa com declividade máxima atendendo às recomendações da NBR 9050 da ABNT.

Com relação ao acesso para veículos, devem ser considerados que:

a) o estacionamento interno da escola deve ser dimensionado visando atender professores, diretores, funcionários e convidados, prevendo uma vaga por sala e para cada ambiente do suporte pedagógico, no mínimo, além de ser verificada a legislação municipal;

b) para a carga e descarga será necessário definir uma ou duas vagas para veículos de médio porte;

c) no total de vagas, deve-se prever uma vaga para deficiente físico, atendendo às recomendações da NBR da ABNT;

d) deve-se prever, também, estacionamento interno para bicicletas;

e) o estacionamento externo, no entorno próximo da escola, pode ser avaliado, quando não for possível o estacionamento de veículos dentro do terreno da escola.

Benzer Belgeler