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O Quadro 4 traz a composição dos clusters formados a partir das variáveis que formaram o Índice de Sustentabilidade Municipal de 2012. Nota-se que o cluster 1 ficou bastante numeroso, com 114 municípios, assim como o terceiro também ficou bem aglomerado, com 42. A tabela A5 mostra as médias dos clusters (centroides) formados para o ano de 2012. Entretanto, o cluster 2 e o 7 só foram formados por dois municípios, cada um. E o sexto cluster apenas por Maracanaú.

Quadro 4 – Composição dos clusters. Ceará. 2012.

Cluster Municípios 2012

1

Abaiara, Acopiara, Aiuaba, Alcântaras, Altaneira, Alto Santo, Antonina do Norte, Apuiarés, Aracoiaba, Ararendá, Araripe, Arneiroz, Assaré, Aurora, Baixio, Banabuiú, Barreira, Barro,

Barroquinha, Bela Cruz, Boa Viagem, Campos Sales, Capistrano, Caridade, Cariré, Caririaçu, Cariús, Carnaubal, Catarina, Catunda, Cedro, Chaval, Choró, Chorozinho, Coreaú, Croatá, Cruz, Deputado Irapuan Pinheiro, Ererê, Farias Brito, Forquilha, General Sampaio, Graça, Granja, Granjeiro, Groaíras, Guaiúba, Hidrolândia, Ibaretama, Ibicuitinga, Icó, Independência, Ipaporanga, Ipaumirim, Ipu, Ipueiras, Irauçuba, Itaiçaba, Itaitinga, Itapiúna, Itatira, Jardim, Jati, Jucás, Lavras da Mangabeira, Madalena, Martinópole, Massapê, Mauriti, Meruoca, Milagres, Milhã, Miraíma, Missão Velha, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Morrinhos, Mucambo, Mulungu, Nova Olinda, Novo Oriente, Ocara, Pacoti, Pacujá, Palhano, Palmácia, Parambu, Paramoti, Pedra Branca, Pereiro, Piquet Carneiro, Pires Ferreira, Poranga, Porteiras, Potengi, Potiretama, Quiterianópolis, Quixelô, Reriutaba, Saboeiro, Salitre, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, Senador Sá, Tamboril, Tarrafas, Tejuçuoca, Tururu, Umari, Umirim, Uruoca, Várzea Alegre, Viçosa do Ceará (114)

2 Eusébio, São Gonçalo do Amarante (2)

3

Acarape, Acaraú, Aratuba, Baturité, Beberibe, Brejo Santo, Canindé, Crateús, Fortim, Frecheirinha, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Iracema, Itapajé, Itapipoca, Itarema, Jaguaretama, Jaguaribara, Jaguaruana, Jijoca de Jericoacoara, Maranguape, Marco, Morada Nova, Nova Russas, Orós,

Paraipaba, Penaforte, Pindoretama, Quixeramobim, Redenção, Santana do Cariri, São Benedito, São João do Jaguaribe, São Luís do Curu, Senador Pompeu, Solonópole, Tabuleiro do Norte, Tauá, Tianguá, Trairi, Ubajara, Varjota (42)

4

Amontada, Barbalha, Camocim, Cascavel, Crato, Guaramiranga, Iguatu, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Pacajus, Pacatuba, Pentecoste, Quixadá, Quixeré, Russas, Uruburetama (17)

5 Aquiraz, Aracati, Caucaia, Icapuí, Paracuru, Sobral (6)

6 Maracanaú (1)

7 Fortaleza, Horizonte (2)

Fonte: Resultados da pesquisa (2015).

Uma característica que chama atenção no cluster 1 é a de seus municípios terem juntos uma baixa média de consumo industrial de energia elétrica, apenas 31,67mWh por consumidor, enquanto o cluster 6, formado apenas por Maracanaú, que é o principal polo industrial do estado, possui uma média de consumo de 3.242,192mWh por consumidor. Ainda sobre o cluster 1, também os consumos comercial e rural de energia elétrica tiveram a menor média (2,498mWh por pessoa e 1,546mWh por pessoa, respectivamente). O consumo residencial também foi o menor, 0,90mWh por pessoa e, ao mesmo tempo, o menor acesso de domicílios à energia elétrica, 93,2%. Os municípios deste cluster também apresentaram o menor percentual de domicílios com dejetos canalizados para uma rede de esgoto (uma média de apenas 8,96%) e o menor percentual de domicílios com lixo coletado, 50,47%. Pela variável razão entre a população rural e urbana percebe-se que os municípios desse cluster ainda têm fortes características de rural, pois o valor 1,08 indica que no ano de 2012 a média desses municípios era de 1,08 habitante na zona rural para cada um na zona urbana.

O cluster 2, formado apenas por Eusébio e São Gonçalo do Amarante tem a maior média de consumo residencial de energia elétrica (1,485mWh/ pessoa). Um detalhe importante é que o município do Eusébio há algum tempo vem-se destacando por abrigar casas de alto padrão, com um constante crescimento como resultado do inchaço da capital, Fortaleza. Já São Gonçalo do Amarante é o município que abriga uma área de litoral, o Pecém, muito visitada por turistas e onde se localiza o Porto, o que deve ter trazido mais moradores para a cidade desde o início de seu funcionamento. Quanto à infraestrutura, neste cluster vê-se a menor média de domicílios com abastecimento de água, 52,27%. Outro fator interessante a se destacar é sobre a concentração de renda nesses municípios, visto que o cluster teve a maior média da razão dos dez por cento mais ricos sobre os quarenta por cento mais pobres (20,81) e o maior Índice de Gini, o que indica a maior concentração de renda dentre todos os clusters. Pela média do efetivo do rebanho bovino pela área total dos estabelecimentos agropecuários, que foi de apenas 0,17, bem menor do que todas as outras, percebe-se que esta atividade não se mostra como uma das principais dos municípios em questão.

A menor média de consumo industrial de energia elétrica por consumidor foi a dos municípios do terceiro cluster, indicando que a indústria não se mostra como uma atividade forte nos mesmos. Uma segunda variável pode confirmar esta característica: a razão da população rural sobre a urbana, que foi a segunda maior dentre os clusters (0,81 habitante na zona rural para cada um na zona urbana). A existência de indústrias, normalmente, em áreas mais próximas à zona urbana, costuma atrair mais habitantes para esta região, o que pelos números apresentados, parece não ter acontecido com tanta força nestes municípios.

Vê-se no quarto cluster, formado por dezessete municípios, que as médias de suas variáveis são intermediárias às outras, destacando-se apenas a nota do IDEB, que foi a menor dentre todos os clusters no período (4,618). Um aspecto positivo é que o maior rendimento médio da produção de feijão, de 222,41 kg/há, foi nesse cluster. No cluster 5 o que se pode destacar é o menor percentual de domicílios com energia elétrica (93,16%), o que até surpreende, pelo fato de os municípios em questão neste cluster serem municípios em sua maioria turísticos ou de uma renda representativa no estado.

O cluster 6, formado apenas por Maracanaú também se destaca na distribuição de serviços de infraestrutura, em que 98,47% dos domicílios cadastrados no Sistema de Atenção Básica têm acesso a abastecimento de água e 98,07% ao serviço de coleta de lixo. Apesar de parecer um número pequeno, 59,82% dos domicílios cadastrados desse município são atendidos por rede de esgoto, o que ainda é um número mais alto que a média dos outros

clusters, principalmente do cluster 1, com cobertura de apenas 8,96% dos domicílios. No cluster 6 também merece destaque a razão da população rural sobre a urbana, que foi igual a 0,01. A maior precipitação média observada em 2012 também foi a deste cluster (766,9mm), mas bem próxima ao do cluster 2 (Fortaleza e Horizonte), de 754,65mm. Considerando a proximidade destes três municípios, tais valores fazem todo sentido.

No aspecto da produção agrícola o maior rendimento de feijão ficou por conta dos municípios do cluster 3. Apesar de ter sido 2012 um ano considerado de seca no estado, a maior produção pode ter sido por conta da existência de muitos perímetros irrigados nestes municípios do cluster. O fator água deve também ter influenciado na alta média do valor de produção de culturas permanentes e temporárias no cluster 7, formado por municípios que, apesar da média de precipitação, não ser a maior, estão localizados na chamada Serra Grande (Chapada da Ibiapaba), conhecida por bons níveis de precipitação pluviométrica, e outros que abrigam perímetros irrigados, como Paraipaba e Varjota. Referente a este cluster também se deve apontar dois fatos negativos: a maior média da taxa de trabalho infantil (14,046) e a maior proporção de mortalidade de crianças de até um ano de idade por mil nascidos vivos (16,451).

Benzer Belgeler