BÖLÜM 4. SIK SORULAN SORULAR VE CEVAPLARI
10. Obez çocuklar ağırlık kontrolü için nereye başvurabilir?
De acordo com o que foi proposto na segunda parte do Capítulo 3, as raízes lexicais não são predeterminadas para as categorias gramaticais de contável e massivo, mas a seleção ou não de um traço abstrato de nominal e contável é feita no sistema computacional da sintaxe. O singular nu seleciona apenas o traço “n” de nominal, como já tratado. Já o plural nu seleciona o traço abstrato de nominal e, além disso, o de contável. Assim o plural nu é composto como “n, c” e apresenta a seguinte representação abstrata no módulo sintático (BALE & BARNER, 2009, p. 20), como já apresentado no capítulo anterior:
(46)
n, c √PEDRA
Possível representação abstrata do núcleo nominal de “pedras”. Se desejamos que haja necessariamente indivíduos na sua denotação, é preciso uma função de individualização que mapeie o semi-reticulado superior (contínuo ou não) em um semi-reticulado individualizado.
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experimentos psicolinguísticos apresentados no Capítulo 2 sobre o PB, o plural nu determina a interpretação contável da raiz lexical. Nesse sentido, o plural nu deve possuir indivíduos na sua denotação a fim de possibilitar uma operação de cardinalidade. Logo, seu semi-reticulado superior deve ser individualizado, do que se conclui que a interpretação do núcleo funcional do plural nu difere substancialmente do singular nu. Nesta dissertação, definimos a interpretação do núcleo funcional “n, c” da seguinte maneira:
(47) Definição da função IND(P): IND é uma função que mapeia a denotação do predicado P em um semi-reticulado superior individualizado: para todo agregado y≤x existente no domínio, se y é um indivíduo56 representativo da sua espécie, tal que
MEDIRCARDINAL(y)=<1,P>, então y será o maior agregado que conta
como um indivíduo no contradomínio.
O contradomínio da função é um conjunto ordenado por indução. Assim, IND é uma função que recebe um semi-reticulado superior (domínio) e retorna um semi-reticulado superior que contém indivíduos (contradomínio), como esperado por Bale & Barner (2009, p. 27) para esse tipo de função. O que conta como indivíduo no contradomínio é aquele agregado que passa pelo critério de contar como um indivíduo representativo de sua espécie. Dessa maneira, contar indivíduos pressupõe a capacidade de identificar um indivíduo como membro representativo de uma espécie. Se não formos capazes de identificar o que conta como uma entidade individual, não seremos capazes de colocar entidades individualizadas (ou atômicas) em correspondência de um para um com os números naturais. Como já comentamos anteriormente, conseguimos determinar o que conta como um indivíduo de “menino” na medida em que podemos operar sobre entidades e determinar quando se trata de um indivíduo representante de “menino”. Nesse sentido, os experimentos apresentados no Capítulo 2 já apontaram para o fato de que, desde muito cedo, crianças já apresentam a capacidade cognitiva de identificar indivíduos representativos de
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uma espécie de objetos, havendo então uma especialização linguística em relação ao plural que depende estritamente dessa capacidade. Portanto, concluiu-se que uma teoria que busca entender o fenômeno linguístico na contabilidade é psicolinguisticamente coerente com a noção de entidades individualizadas.
Pela proposta de Bale & Barner (2009), temos que o núcleo funcional “n, c” necessariamente altera a interpretação dos itens da raiz lexical: se a raiz lexical √N é interpretada como um semi-reticulado superior, a sua forma nominal de plural necessariamente será interpretada, por meio da função IND, como uma semi-reticulado superior individualizado. Isso é representado, abstratamente, com a seguinte forma lógica no módulo semântico (baseado em Bale & Barner, 2009, p. 26):
(48) [[n, c]]([[√N]]) = IND([[√N]])
[[n, c]] = IND [[√N]]
Portanto, a interpretação de uma expressão nominal contável, como o plural nu57 em relação à distinção contável—massivo, nu será IND([[√N]]), no
qual IND é a função que individualiza a denotação da raiz lexical √N.
Tomemos como exemplo o plural nu “bolas”. Como colocamos anteriormente, a raiz lexical √BOLA denota um semi-reticulado superior, tal qual <B, ≤>sup, em que todos os pares de elementos possuem um supremo: o
conjunto de todas as entidades que contam como bola. Porém, a denotação da raiz lexical √BOLA não exige a existência de indivíduos que contam como bola, pois um semi-reticulado superior não exige necessariamente ínfimo. Nesse sentido, o reticulado pode ser individualizado ou não. Porém, se se deseja que a denotação do plural “bolas” contenha necessariamente indivíduos, é preciso
57 Para fins deste trabalho, não abordamos outros núcleos sintáticos, constituintes do DP, que
se mostram importantes para a representação do plural, como o NumP (ou #P). Para uma análise e formalização mais detalhada do NumP, cf. Gebhardt (2009) e, em relação ao PB, Augusto et al. (2006).
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então que haja a operação de individualização desse semi-reticulado, tal qual proposto em (47). Logo, precisamos que a denotação de “bolas” seja a individualização de <B, ≤>sup. Assim, a representação de “bolas” no módulo
semântico será a seguinte (BARNER & BALE, 2009, p. 29):
(49) [[n, c]]([[√BOLA]]) = IND([[√BOLA]]) = IND(<B, ≤>sup) = <B, ≤>sup-ind
[[n, c]] = IND [[√BOLA]] = <B, ≤>sup
Digamos que o semi-reticulado superior denotado por √BOLA seja composto de maneira que o maior agregado de bolas seja o agregado a. Intuitivamente, todo o conjunto denotado pela somatória de tudo o que conta como bola é a. A função de individualização IND mapeia esse reticulado e identifica o que conta como indivíduos representativos de bola, compondo um semi-reticulado individualizado. Digamos que f, g e h sejam os agregados que contam como indivíduos de “bolas”. Nesse contexto, teríamos a seguinte representação em diagrama:
(50) a=fgh
b=fg c=fh d=gh
f g h } = indivíduos
Nesse caso, pela proposta da função IND de (47), os agregados f, g e h deverão ser necessariamente, além de partes mínimas, indivíduos58 do semi-
reticulado <B, ≤>sup-ind.
Por possuir indivíduos na sua denotação, o plural é suscetível ao operador de cardinalidade proposto em (19). Dessa maneira, damos conta dos dados obtidos pelos experimentos psicolinguísticos que demonstram que o plural nu é determinante para uma interpretação cardinal da expressão nominal. Voltaremos
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à questão das comparações com plural nu mais adiante.
6.2. Tratamento dos numerais cardinais em operação de contagem