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O – DERSLER İLE ÖĞRENME ÇIKTILARININ İLİŞKİSİ

A sociabilidade faz parte da natureza humana, portanto, a vida em comunidade tem caráter antropológico, deriva-se não somente de necessidades instintivas, mas faz parte das características do desenvolvimento cultural da espécie humana.

152 VS 49 (p. 66).

Por isso, desde o seu primeiro aparecimento sobre a terra, encontramos o homem sempre colocado em grupos sociais, inicialmente muito pequenos (a família, o clã, a tribo) e, depois sempre maiores (a aldeia, a cidade o estado). Enquanto o ní- vel cultural se eleva, a dimensão da sociabilidade se expande e se enriquece153. Em outras palavras, o viver comunitariamente favoreceu desde os tempos remotos aos relacionamentos e, concomitantemente, o aperfeiçoamento dos padrões culturais e dons próprios da pessoa, pois o exercício destes no meio social enriquecem o indivíduo e a comu- nidade.

A pessoa, na comunidade humana, tem a missão de ser o sujeito da sua vida e da própria história. A negação desse princípio diminui a possibilidade de desenvolvimento do indivíduo afetando-o profundamente, pois inverte a ordem, de sujeito passa a ser objeto.

Na história universal isso infelizmente ocorreu e trouxe consequências devastadoras para diversas culturas. A falta de reconhecimento da subjetividade da pessoa e do seu valor integral levou catástrofes como a escravidão, guerras e genocídios. Atualmente o não reco- nhecimento da integridade da pessoa e a alienação em relação aos seus valores transcenden- tais levam muitos a julgamentos pelas suas condições acidentais. Frequentemente se vê notí- cias de atitudes de desprezo pela cor, raça e biótipo. Isso acaba por resultar nas condições de desnivelamento nas sociedades colocando pessoas à margem.

Nos tempos atuais vertiginam-se cada vez mais novos tipos de sofrimentos das pes- soas humanas. É na carne que se vê a falta de reconhecimento da subjetividade do ser. Ho- mens e mulheres, crianças ou adultos vendidos e tratados como mercadoria e força de traba- lho; pessoas sendo expostas em suas misérias e dores para a promoção de atitudes meramente interesseiras com fins políticos; na carne padecem o preconceito racial e social que para al- gumas culturas ocasionaram a dizimação.

A religião cristã fundamentada na encarnação do Verbo Divino sabe o quanto Ele pregou e propagou o valor da pessoa na sua integridade. Seus atos de perdão, acolhimento e elevação da pessoa, apresentados nos textos do evangelho atestam isso. Sendo assim, o cristi- anismo tem como missão principal manifestar a salvação realizada em Cristo, Filho de Deus

feito carne, propagando cada vez mais a crença na ressurreição e lutando por todos os que sofrem na carne as consequências do pecado.

Nesse caso a função da religião cristã, em termos de corporeidade, é fomentar nos cristãos e demais interessados a importância da pessoa como sujeito da sua história, libertan- do-a das amarras corporais a elas impostas em determinados contextos e, que ao mesmo tem- po, a diminui como ser na dignidade. O Filho de Deus ao assumir a natureza humana entrou na história, se fez um ser temporal e agiu na mesma. A veracidade da mensagem da religião entraria em sintonia com essa verdade se a ela também se convergir.

Assim a religião cristã deve ser a religião do serviço ao homem intergral, nunca ficar alheia a essa realidade, pois a dimensão corpórea faz parte integrante da pessoa humana. “O corpo humano não é um sujeito independente do sujeito que é a pessoa. Existe uma unidade entre o corpo e a subjetividade do homem”154. Falando disso aos católicos o papa João Paulo II, no início do seu pontificado afirmou o seguinte: “Se Cristo se uniu de certo modo a cada homem, a Igreja, penetrando no íntimo deste mistério, na sua linguagem rica e universal, está a viver também mais profundamente a própria natureza e missão”155. O anúncio da Boa Nova deve ter firmeza contra a manipulação da ideológica e física do ser humano. Isso se faz a par- tir de palavras e gestos de conscientização sobre o valor absoluto do homem, pois, muito do pensado sobre ele vem carregado de ideias atrofiadas de antropologias errôneas e ultrapassa- das, por isso amortizam a consciência.

Cristo, pela encarnação, se solidarizou com o homem, a Igreja, os cristãos à luz da fé são convidados a fazer o mesmo no tempo presente.

A Igreja não pode abandonar o homem, cuja “sorte”, ou seja, a escolha, o chamamento, o nascimento e a morte, a salvação ou a perdição, estão de maneira tão íntima e indissolúvel unidos a Cristo. E trata-se aqui precisamente de todos e cada um dos homens sobre este planeta, nesta terra que o Criador deu ao primeiro ho- mem, dizendo ao mesmo tempo ao homem e à mulher: “submetei-a (a terra) e domi- nai-a” (Gn 1,28)156.

154 SILVA. A pessoa em Karol Wojtyla. p. 86. 155 RH 18 (p. 73).

Para se mudar muitos padrões sociais negativos cristalizados se faz necessário mudar também os comportamentos e ideias individuais parados no tempo. Um homem bem ilumi- nado pela religião, acerca de seu valor e dignidade, coisa que para isso o cristianismo tem muito a contribuir dada sua natureza, pode vir a ser uma pessoa com conceitos claros e preci- sos acerca de sua responsabilidade histórica e subjetividade. Resultaria em ser alguém for- mado para trabalhar a transformação das estruturas e fomentar a possibilidade de outros tam- bém virem a ser os sujeitos de sua própria história.

3 A RESPOSTA AO PLANO DE DEUS

Jesus, o Filho de Deus feito carne anunciou para a humanidade o Reino, seus discí- pulos deram continuidade ao anúncio logo depois do evento da ressurreição e retorno para eternidade. A partir da característica teológica do já-ainda-não, se afirma o início do Reino com Cristo e com a sua volta para o Pai a humanidade já participa dele, embora, ele ainda não tenha sido concluído segundo a vontade divina e o esperado pela humanidade conforme o pregado por Cristo.

A humanidade entra na eternidade divina por meio de Cristo, pois cada homem de todos os tempos e culturas está em comunhão com a humanidade por ele assumida. Por isso mesmo, a reflexão cristã sugere para o homem atual, o dever de dar, no presente momento, uma resposta positiva ao feito por Deus na encarnação, ressurreição e ascensão do Filho. Pro- fessar um Deus encarnado significa ter compromisso com o Divino trabalhando na construção do Reino em favor da humanidade. Uma vez que cada cristão professa a fé nesse Deus volta- do com amor para a pessoa humana, amor levado ás ultimas consequências, pois, encarnado, Deus vive na pessoa do Filho todos os dramas da história humana.

Benzer Belgeler