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Normal Amortisman Hesaplama Yöntemi İle İlgili Değişiklikler ve

BÖLÜM II. AMORTİSMAN UYGULAMASININ YASAL ESASLARI

3.4. Amortisman Hükümleri İle İlgili Değişiklik Yapan Kanunların Gerekçeleri İle İlgil

3.4.2. Amortisman Hesaplama Yöntemlerinde Değişiklikler ve Gerekçeleri

3.4.2.1. Normal Amortisman Hesaplama Yöntemi İle İlgili Değişiklikler ve

No Estado do Espírito Santo e, particularmente, na capital Vitória, a matriz de produção que se consolidava, pautava-se na produção de produtos semi- elaborados, intensivos em matérias-primas e energia. Essa matriz produziu, por um lado, um significativo processo de degradação ambiental e, por outro, a reação da sociedade civil e da imprensa. A posição de Augusto Ruschi contra a autorização dada pelo governo estadual para o plantio de palmito em área de mata nativa em

Santa Teresa, ficou conhecida pela matéria do Jornal do Brasil intitulada “O Caso Ruschi” em que o cientista, para proteger a natureza, ameaçava de morte os agrimensores e o próprio governador Élcio Álvares (1975-1979).

Ação promovida pela Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema), marcou o movimento ambientalista em Vitória, em 1978, com um ato público, reunindo 3.000 pessoas na Praça 8 de Setembro, para protestar contra a construção de uma usina de lixo atômico alemão no município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo (SILVA, 1994).

A imprensa contribuiu para a tomada da consciência ambiental no estado por meio do tratamento jornalístico dado pelos jornais de Vitória, “A Gazeta” e “A Tribuna”, aos problemas ambientais, revelando em grande parte das matérias, o aumento nos índices de poluição e da degradação e seus impactos na saúde e no meio ambiente. A despeito do caráter muitas vezes denuncista e menos informativo das matérias jornalísticas sobre o meio ambiente, a questão ambiental ganhou espaço na imprensa local.

Analisando o tema comunicação e meio ambiente no período de 1986 a 1990, Maria José Silveira da Silva (1994), revela este caráter de denuncismo e o tratamento e divulgação imprecisa e reducionista de conceitos como poluição e saúde, dada pela imprensa local. Em sua pesquisa, a autora agrupou as vinte reportagens selecionadas para análise em quatro categorias, sendo que onze abordavam o tema “poluição e saúde”, sete faziam menção ao tema “legislação ambiental”, todas as vinte faziam referência ao tema “política ambiental”, e seis ao tema “mobilização popular”.

Analisando as fontes jornalísticas utilizadas pela autora, pode-se destacar a precária situação legal e institucional dos órgãos de política e controle ambiental existentes no estado e no município de Vitória, no final da década de 80. Embora este assunto esteja melhor desenvolvido no próximo item, cabe mencionar aqui alguns aspectos das condições de precariedade do órgão municipal ambiental, criado em 1986.

Em matéria veiculada no jornal A Tribuna, de 11 de maio de 1986, a titular da recém- criada Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMAM, Maria da Glória Brito, declarava que “muito pouco poderia ser feito” para combater a poluição, por não existir lei municipal que desse condições para a fiscalização atuar. Apesar da limitação legal e de pessoal do órgão (02 biólogos, 01 geógrafo, 01 técnico em planejamento e 01 bioquímico), a secretária ressaltava que se poderia juntar esforços com o Departamento de Ações Ambientais – DAA, da Secretaria de Estado da Saúde, que possuía melhores condições em termos de pessoal.

Ao pesquisar as matérias jornalísticas utilizadas por Maria José da Silva em sua dissertação, pode-se destacar relato29, que ressaltava a inexistência de informações das fontes poluidoras, como um dos problemas para controlar a poluição. As medições realizadas pela Fafabes, indicavam a presença de amônia e óxido de cálcio no ar. Ainda, segundo a mesma matéria, o desconhecimento das fontes poluidoras e dos poluentes lançados no ar e na água, deixavam os técnicos e a população sem saber os impactos ambientais em caso de chuva, quando os limites no ar fossem ultrapassados.

Reagindo a estes fatos, a CVRD por meio da sua Comissão Interna do Meio Ambiente, da Superintendência de Pelotização, buscou melhorar sua imagem junto à comunidade local e propôs elaborar um “Estudo da Industrialização da Grande Vitória”, assinando um convênio com a Secretaria de Estado de Saúde. Para realizar este estudo, a CVRD contratou duas empresas, a PROMON Engenharia, para elaborar um relatório sobre o desenvolvimento urbano e, a Jakko Pöry Engenharia, para realizar um cadastro das 100 indústrias identificando o tipo de poluente e propondo medidas para resolução do problema em curto, médio e longo prazo30.

Segundo o engenheiro da CVRD, Jose Valadão Arantes Jr., coordenador do estudo, os trabalhos desenvolvidos pela empresa, para diminuir a poluição, estavam surtindo efeito em termos de redução dos níveis médios da participação de ferro na poeira sedimentável na área urbana da Vitória, até o ano de 1983. Conforme declaração do

29 APROVADA em 1983, lei ainda não foi regulamentada. A Gazeta, Vitória, 01 maio 1986.

30 Ibid.

engenheiro para o jornal A Gazeta31, a partir da entrada em operação da Companhia Siderúrgica de Tubarão – CST esses níveis voltaram a subir, muito embora esta afirmação seja contestada pelo Sr. Benedito Silva de Carvalho, chefe da Assessoria Executiva de Meio Ambiente da CST.

Segundo o assessor, a CST investia volumosos recursos no controle ambiental e, responsabilizava a causa do aumento da poluição, ao crescimento industrial por que passava a região do Centro Industrial de Vitória – Civit, acirrado pelas correntes de ventos predominantes no sentido norte-sul.

Esta matéria jornalística tratou, ainda, dos problemas que a comunidade de Cariacica enfrentava com a COFAVI, e do mau cheiro que a Aracruz Celulose lançava no ar quase todas as noites, mostrando os problemas ambientais vivenciados pela população da Grande Vitória. A política de desenvolvimento econômico empreendida pelos governos, baseada nos Grandes Projetos (MORANDI, 1997, p.141), predominantemente nos setores metalmecânica, papel de celulose e mineração, produzia reação da opinião pública, por serem reconhecidos como de grande impacto ambiental.

Reforçando esta argumentação, a matéria de 1987 do jornal “A Tribuna”, intitulada “Vitória pode ser nova Cubatão”32, relatava o alerta da superintendente de pesquisa em impacto ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo - Cetesb, Márcia Lúcia Guilherme, mostrando que a Grande Vitória apresentava alguns condicionantes de crescimento industrial semelhantes a Cubatão, com indústrias petroquímicas, e de cimento fertilizantes entre outras. A superintendente observou ainda, que não existia naquela época, no Estado, nenhum órgão de monitoramento e controle ambiental capaz de determinar o grau de poluição e os tipos de doença causadas por ela, embora a Grande Vitória tivesse a vantagem de ter uma população preocupada com a questão ambiental.

A despeito da forma como os veículos de comunicação trataram a temática ambiental no estado, considerada por Silva (1994) como “denuncista, imprecisa e

31 Ibid. 32

reducionista”, as coberturas jornalísticas contribuíram para despertar a sociedade capixaba para a questão ambiental. Contudo, ainda hoje a temática ambiental continua sendo abordada pelos veículos de comunicação de forma imediatista, em que “o registro dos fatos e dos acontecimentos ocorre num ritmo cada vez mais frenético” (TRIGUEIRO, 2003, p. 78), e em que “a multiplicidade dos fatos informativos não resulta no aperfeiçoamento do cidadão nem do conhecimento sobre o mundo” (2003, p. 80), carecendo de uma abordagem mais holística, integrada e relacional. Na opinião de Trigueiro, o jornalismo ambiental deveria “perceber a realidade que nos cerca de um ângulo mais abrangente, privilegiando a qualidade de vida no planeta e do planeta” (2003, p. 78).

Apesar das limitações apontadas por Trigueiro, a imprensa local, ainda que de forma denuncista, cumpriu um importante papel na tomada da consciência ambiental ao expor para a opinião pública, os problemas ambientais gerados pelas grandes empresas instaladas no estado, sem os devidos controles ambientais e, pressionando o poder público, contribuiu para que este adotasse políticas de redução dos níveis de degradação e da poluição ambiental.