BÖLÜM 2: İSTATİSTİKSEL KALİTE KONTROL
2.4 İstatistiksel Proses Kontrol Grafikleri
2.4.2 Kontrol Grafiklerinin Sınıflandırılması
2.4.2.1 Nicel Değişkenler için Kontrol Grafikleri
Vários esforços têm sido realizados para identificar os programas de IC de sucesso, ou o estado da arte desses programas que outros profissionais precisam considerar. Tais esforços têm a intenção de prover um modelo para que outras organizações façam uma espécie de benchmark para desenvolver ou melhorar o seu próprio programa, com as características das organizações Classe Mundial em IC. O conceito implica que o programa esta entre os melhores no campo da IC e que a organização é reconhecida no setor industrial ou no tipo de negócio que realiza. Herring (2006) apresenta as companhias Kent Ridge Digital Labs (Singapura), Hercules Corporation (EUA) e ICA Fluor Daniel (México) como exemplos de organizações que possuem programas Classe Mundial. No Brasil a ABRAIC organizou o Prêmio de Excelência em Inteligência Competitiva, com objetivo de reconhecer as organizações que possuem as melhores práticas em IC, as finalistas do prêmio no ano de 2008 foram a Empresa Brasileira de Correios e de Telégrafos, Serasa S/A e a Telemig Celular (ABRAC, 2008).
Baseado em autores como Singh e Beurschgens (2006), Herring (2006), Lahey (2003), Tombs(2003), Swaka (2002b), Prescott, Herring e Panfely (2002), Calof e Skinner (1998), em cujos artigos se discutiam aspectos relacionados ás organizações Classe Mundial em IC, foi elaborado o Quadro 2.8 que apresenta uma síntese dos principais requisitos (cultura, liderança, processo, estrutura organizacional, tecnologia, contra-inteligência e reconhecimento externo) e seus indicadores para um programa de Classe Mundial em IC. O Quadro 2.8 constitui uma estrutura de trabalho para oferecer insights aos profissionais
envolvidos com IC sobre as capabilidades de seus programas de IC em relação aos programas Classe Mundial. Requisitos Indicadores Cultura Alta administração - Patrocinador da IC - Reconhece o valor da IC
- Usa IC – IC suporta a todas as decisões-chave - Fornecer conhecimento ao staff sobre IC
- Envolvimento direto de tomadores de decisão do mais alto nível hierárquico
Reconhecimento das pessoas internas
- Reconhecimento das contribuições ao processo de IC
- A empresa como um todo demonstra uma conscientização e aceitação da IC como uma atividade legitima e necessária
- Sistema de comunicação sistemático e contínuo Liderança
Coordenador de IC
- Responsável corporativo
- Incentivo ao compartilhamento de informações - Programa de comunicação contínua
- Diretores de IC profissionalmente treinados
Processo de
IC
Rotinas
- Declarações da Missão e objetivos da IC - Procedimentos formalizados
- Processo formal para requisitar IC – identificar usuários
- Trabalhar o ciclo do negócio completo (Realizar análises de longo prazo (estratégia) e curto (operacional))
Análise
- Métodos de análise para lidar com dados quantitativos - Métodos de análise para lidar com dados qualitativos - Vários métodos de análise – diferentes perspectivas
Coleta
Fontes de informações primárias
- Desenvolvimento de redes de pessoas internas e externas (funcionários, fornecedores, especialistas e outros)
- Participação dos funcionários
- Todos da organização devem conhecer IC - Orientações éticas
Fontes de informações secundárias
- Relatórios
- Literatura cinza (não publicada) - Patentes
- Internet
- Base de dados internas - Base de dados externas
Avaliação - Uso de métodos de avaliação (objetivos e/ou subjetivos) Disseminação - Disseminação seletiva da informação
Quadro 2.8: Critérios para classificar um programa de IC Classe Mundial.
Fonte: Adaptado de Singh e Beurschgens (2006); Herring (2006); Lahey (2003); Tombs (2003); Swaka (2002b); Prescott, Herring e Panfely (2002); Calof e Skinner (1998).
Continuação ...
Requisitos Indicadores
Estrutura organizacional
Profissionais de IC
- Treinados profissionalmente
- Experientes em suas empresas e ramo de atividades - Gestão de um plano de carreiras
- Pessoas experientes possuem mais credibilidade
Unidade de IC
- Unidade interna – resida na organização - Bem posicionada organizacionalmente - Com recursos necessários – tempo e financeiro - Equipe formal com profissionais experientes - Colaboradores treinados em tempo parcial (rede) - Trabalho em equipe
- Tamanho da equipe de IC superior a 13 membros
- Tempo de experiência do programa de IC mais de 07 anos
Tecnologia
- Uso de aplicativos para dar apoio ao processo de IC
- Canais eficazes de comunicação (Intranet/internet/extranet; e-mail; blog; banco de dados; groupware)
- Otimizar o fluxo de informação – comunicação
- Presença de um software especifico para IC (significa a institucionalização da IC na organização)
Reconhecimento externo - O programa é reconhecido como o melhor em sua classe pelos experts de inteligência Contra-inteligência - Controle de acesso à informação através da TIC
- Conhecer o que os concorrentes querem com as suas informações Quadro 2.8: Critérios para classificar um programa de IC Classe Mundial.
Fonte: Adaptado de Singh e Beurschgens (2006); Herring (2006); Lahey (2003); Tombs (2003); Swaka (2002b); Prescott, Herring e Panfely (2002); Calof e Skinner (1998).
A cultura corporativa favorável ao compartilhamento de informações compreende o envolvimento direto de tomadores de decisão do mais alto nível hierárquico, isto proporciona ao programa de IC visibilidade e poder de influência sobre as decisões. O envolvimento facilita a definição das suas necessidades de inteligência e os mantém como participantes do processo. Os gerentes-executivos contam muitas vezes com fontes excelentes e a sua ampla experiência lhes permite participar eficazmente da interpretação da informação. Lahey (2003) e Tombs (2003) afirmam que aproximadamente 80% das informações que a inteligência precisa esta localizada na própria organização, principalmente em seus colaboradores. Sawka (1998) apresenta dois obstáculos para o compartilhamento de informações: as pessoas acreditam que guardar para si informações lhes dá poder adicional; ou pensam que compartilhá-las exigirá muito esforço. È importante que se trabalhe a motivação em compartilhar e a disponibilidade de canais eficazes de comunicação.
O trabalho em rede é a melhor solução para reduzir as dificuldades do compartilhamento de informação. A rede pode estar aí, mas é necessário liderança para
mantê-la e fazer com que todos trabalhem em conjunto, isso é o que ocorre em organizações Classe Mundial. Ao mesmo tempo, ao adotar redes, envolvendo diferentes pessoas, cria-se uma maior aceitação da IC dentro da organização. As redes desempenham importante papel não apenas para a coleta e análise das informações, mas para mudar a forma como as pessoas interagem. Reunir diversos executivos para trabalhar em um projeto de IC é uma boa maneira de transferir conhecimento e levá-los a agir em função da inteligência gerada (PRESCOTT; HERRING E PANFELY, 2002).
A implementação de canais de coleta de informações eficazes é fundamental para um programa de IC. Isto pode ser realizado através de tecnologias como: internet; intranet; email; blog; entre outras tecnologias da informação e comunicação (TIC). Outra consideração importante é a necessidade de mostrar o valor da IC a aqueles que contribuem para o programa. A implementação de um programa de comunicação sistemático e contínuo, adaptado a diferentes segmentos de usuários, é uma forma de gerar valor. È essencial uma interface "clara" entre o núcleo da função de IC e o resto da organização. A localização da função de IC é um item que afeta diretamente os resultados do programa. A unidade de inteligência deve assegurar que seus resultados alcancem oportunamente os tomadores de decisão. A menos que a inteligência seja comunicada àqueles que têm autoridade e responsabilidade de agir, nenhuma inteligência terá sido criada. Os resultados essenciais devem ser transmitidos em formato que não apenas prendam a atenção dos executivos, mas que os levem a agir a partir deles (TOMBS, 2003).
Outro aspecto a ser considerado é a infra-estrutura técnica que apóia todo o processo de comunicação de IC na organização Classe Mundial. As TIC permitem que as pessoas em toda organização compartilhem seu conhecimento e possibilita a organização uma gestão eficiente do conhecimento. Sistemas de inteligência eficientes recorrem a aplicativos para facilitar o armazenamento, recuperação, busca e análise de informações. As organizações criam ou adquirem sistemas de informação para apoiar as operações de inteligência, ajustados às suas necessidades de IC e à sua cultura. O sistema de informação não é a primeira coisa a fazer. È a ultima, depois de ter posto no lugar as pessoas e os processos certos. Então, é hora de institucionalizar as operações de inteligência e torná-las mais eficientes e eficazes com apoio das TIC, que possibilitará a cooperação entre diferentes funções, aos grupos trabalharem juntos, gera eficiência real e alavanca as necessidades de IC. A presença de um software específico para IC pode apontar a institucionalização da IC na organização (TOMBS, 2003; HERRING, 2006). Há uma variedade de tecnologias disponíveis no mercado para dar suporte à atividade de inteligência, o Quadro 2.9 apresenta as tecnologias mais
utilizadas segundo a percepção da comunidade de IC (associados da SCIP) (FEHRINGER, HOHHOF e JOHNSON, 2006).
Rank Tecnologias
1 Pacotes de aplicativos Office 2 Intranet
3 Web ou teleconferência
4 Buscadores ou software de recuperação de texto 5 Software de gerenciamento de banco de dados 6 Software gestor de conteúdos ou de documentos 7 Software de comunicação instantânea
8 CRM Software
9 Blog
10 Software específico para IC desenvolvido pela organização 11 Software comercial específico para IC
12 Software ERP - Sistema de Gestão Empresarial
Quadro 2.9: Tecnologias utilizadas para dar suporte a IC. Fonte: Adaptado de Fehringer, Hohhof e Johnson (2006).
Um programa classe mundial contém pessoal adequado, o qual inclui um mix de profissionais dedicados, incluindo coordenadores, coletores, analistas e serviços personalizados de inteligência. Estes indivíduos são profissionalmente treinados e constituem o staff essencial. Outros profissionais voluntários e de atribuições de tempo parcial complementam a equipe, dependendo da sua expertise e competência para desenvolver as tarefas atribuídas. Autores como Prescott; Herring e Panfely (2002) indicam que as equipes de programas Classe Mundial possuem em média 14 membros, mas que 6 membros já indicam uma boa estrutura em IC. Equipes pequenas comprometem os resultados e se tornam um desafio para as organizações que iniciam suas operações em IC.
É fundamental que a IC seja uma atividade sistemática, contínua que resida na organização. A IC deve ser organizada e posicionada adequadamente na estrutura organizacional (CALOF e SKINNER, 1998; SINGH, A.; BEURSCHGENS, 2006). Na prática, segundo Fehringer, Hohhof e Johnson (2006), organizacionalmente, a IC encontra-se posicionada com maior frequência, como uma unidade organizacional própria ou como parte do Departamento de Marketing ou de Pesquisa de mercado, o Quadro 2.10 apresenta um Rank das unidades organizacionais que a IC esta vinculada.
Rank Unidade organizacional
1 IC / Business Intelligence
2 Marketing ou de Pesquisa de mercado 3 Consultoria
4 Planejamento estratégico 5 Serviço de informação
6 Desenvolvimento de negócios/novas aquisições. 7 Desenvolvimento de produtos
8 Pesquisa e Desenvolvimento.
9 Tecnologias de Informação e Comunicação 10 Financeiro
11 Jurídico
Quadro 2.10: Unidade organizacional a qual a IC esta vinculada. Fonte: Adaptado de Fehringer, Hohhof e Johnson (2006).
Todas as fases do Ciclo de IC devem ser respeitadas, pois nenhuma das fases do processo se sustenta por si só, todas são necessárias e agregam valor umas às outras. A falta de foco na definição das necessidades de inteligência compromete os resultados do programa IC e afasta os tomadores de decisão pela incapacidade de oferecer inteligência acionável que trate especificamente das implicações para a estratégia da organização. Sistemas de inteligência bem-sucedidos são, por definição, orientados pelas necessidades e devem gerar resultados que atendam explicitamente às solicitações dos tomadores de decisões. O planejamento assegura que os recursos escassos de inteligência (pessoal, tempo e financeiros) sejam utilizados com sabedoria (SWAKA, 2002b).
As organizações que possuem programas classe mundial adquirem informação competitiva e inteligência profissionalmente e eficientemente de fontes primarias e secundárias, incluindo fontes humanas (de ambos os lados de dentro e fora da organização). O uso pro ativo de ambas as fontes é a base para o processo de alerta antecipado. Orientações éticas e jurídicas rigorosas devem ditar como e em que circunstâncias a coleta e a utilização de inteligência provinda de fontes humanas são adequadas (HERRING, 2006).
Os programas de IC devem aplicar técnicas e métodos de análise específicos para lidar com dados qualitativos e quantitativos, pois visam informações que captam o comportamento dos concorrentes, reguladores, tecnologias e outros fatores de influência externos de forma que permita uma análise rigorosa, disciplinada por parte dos profissionais de IC. A variedade de métodos de análise para IC é demasiadamente grande (conforme foi apresentado na seção 2.4.4), a sua seleção cabe ao analista. As análises dos programas de inteligência criam ambos insight e prospecção, providenciando aos tomadores de decisão e
planejadores uma compreensiva visão da atual situação competitiva da organização e suas relações futuras. A análise frequentemente conclui com um olhar analítico sobre várias opções competitivas, como apropriações e recomendações (SAWKA, 2002b).
A qualidade de um programa IC de Classe Mundial pode ser avaliada pela relevância e extensão do portfólio de serviços de IC, e como esses serviços são usados para dar assistência à tomada de decisões na organização. No processo de avaliação é preciso encontrar uma maneira de identificar e medir a inteligência produzida, mas também é necessário definir a própria necessidade e a aplicação bem-sucedida da inteligência. Este é um processo complexo, mas é algo que as organizações Classe Mundial encontraram uma maneira de realizar. Ao integrar o processo de avaliação no processo de geração da inteligência, elas criam algo que agrega valor a todo o esforço de IC (HERRING, 2006).
Os mais avançados programas também conduzem operações de contra- inteligência, projetadas para proteger sua propriedade intelectual das atividades de inteligência de seus competidores. Tais esforços são estreitamente coordenados com segurança e usualmente são supervisionados pelo departamento jurídico (HERRING, 2006).