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Nevşehir İli Maliye Teşkilatı Çalışanları Açısından İşgören Sessizliğinin

3.4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE YORUMLAR

3.4.4. Nevşehir İli Maliye Teşkilatı Çalışanları Açısından İşgören Sessizliğinin

Dentro da segmentação realizada por MISHKIN (1995), o canal de taxa de juros (ou canal monetário) apresenta a visão keynesiana tradicional. Neste canal, a oferta e demanda por moeda determinam a taxa de juros de curto-prazo. Esta taxa de juros de curto-prazo afeta as demais taxas de juros de mercado, o que termina por afetar o nível de gastos e produto agregados. A visão keynesiana tradicional mostra que crescimentos do produto ocorrem somente por conta de aumentos do nível de investimentos e da capacidade produtiva da economia. No entanto, outras linhas de pesquisa indicam que este canal repercute também sobre o consumo de bens duráveis e de imóveis.

Esquematicamente, este canal apresenta a seguinte relação causal:

M Æ Taxa de juros nominal Æ Taxa de juros real Æ I Æ Y

Este canal mostra que uma política monetária expansionista (↑ M) provoca uma queda da taxa de juros real (↓Taxa de juros real), já que causa uma queda da taxa de juros nominal, ao mesmo tempo em que os preços e salários são constantes no curto-prazo, o que contribui para a redução do custo do capital. A redução do custo do capital estimula os gastos com investimentos (↑ I). Como resultado do aumento do nível de investimentos, tem-se uma expansão da capacidade produtiva da economia e da demanda agregada. Portanto, como resultado ao fim deste processo, tem-se um incremento do nível do produto (↑ Y).

Há uma consideração importante com relação à taxa de juros relevante para este encadeamento econômico. A taxa de juros relevante, que de fato provoca mudanças no nível de gastos e investimentos, é a real e não a nominal. Como a Autoridade Monetária utiliza-se da taxa de juros nominal de curto-prazo como instrumento de política monetária, deve-se tomar cuidado ao enxergar mudanças desta como política monetária ativa. Movimentos da taxa de juros nominal não correspondem à mudanças da taxa de juros real, sendo que esta última é o elemento-chave da transmissão. Adicionalmente, é a taxa de juros real de longo-prazo que surte efeito sobre os investimentos e não a de curto-prazo.

Assim, a distinção entre a taxa de juros real e a nominal é crucial para o estudo dos mecanismos de transmissão monetária. Segundo TAYLOR (2000), a relação entre a taxa de juros real e nominal é dominada por duas hipóteses que compõem a maioria dos modelos de precificação de mercado: expectativas racionais e rigidez dos salários e dos preços dos bens. Embora a hipótese de expectativas racionais seja pensada em modelos totalmente flexíveis, com flexibilidade dos salários e preços, grande parte dos modelos de expectativas racionais implica em rigidez de preços e salários no curto-prazo. Ainda segundo TAYLOR (2000), nestes modelos, os agentes são compelidos a realizar previsões com a informação de que os preços são fixos (sticky) no futuro próximo.

Portanto, embora a escola das expectativas racionais tome como hipótese de seus modelos uma total flexibilidade de preços e salários, seus modelos empíricos que simulam mecanismos de transmissão monetária implicam em certa rigidez temporária destes micro- preços. Caso utilizemos modelos em expectativas racionais, a expectativa de mudanças de preços no curto-prazo se ajusta lentamente em razão do lento ajuste de preços dos bens e salários.

Um segundo canal de transmissão da política monetária é o canal do câmbio. Com a crescente internacionalização da economia e com a adoção quase que universal do regime de câmbio flexível, é de se esperar que este canal torne-se mais importante na condução da política monetária. O canal pode ser representado esquematicamente da seguinte forma:

M Æ Taxa de juros real Æ NX Æ Y

Este canal tem embutido em seu funcionamento o canal da taxa de juros, visto que quando a taxa de juros doméstica cai, ceteris paribus, com o aumento da oferta de moeda, a remuneração das aplicações financeiras domésticas torna-se menos atraente ao capital internacional que, pelo movimento de arbitragem, sai da economia doméstica. A saída de recursos internacionais diminui o nível de reservas, em regime de câmbio flutuante, o que pode provocar uma desvalorização da moeda nacional. A desvalorização redesenha a noção de preços relativos da economia, tornando as exportações mais competitivas e onerando as importações. O saldo final desta reversão da taxa de juros doméstica é uma elevação da exportação líquida do país(↑NX). Por conta da mudança no volume de exportações líquidas do país, este canal provoca também, portanto, mudanças no nível de produto desta economia.

Um terceiro canal da taxonomia de Mishkin é o Q de Tobin. O Q de Tobin é um quociente que reflete o valor de mercado das empresas e o custo de reposição do capital. Assim, quando há alterações nas condições de mercado que provocam mudanças nos preços das ações, é de se esperar que este quociente se modifique também. Quanto maior o Q de Tobin, maior é o nível de investimentos de uma economia.

Esquematicamente, podemos apontar o canal do Q de Tobin da seguinte forma:

Taxa de juros real Æ Preço das açõesÆ Q Æ Y

Um outro canal de transmissão de política monetária é o canal do efeito riqueza no consumo. A análise de Modigliani sugere que um aumento do nível de riqueza percebido deve provocar um aumento do nível de consumo privado. O efeito riqueza pode ser derivado de mudanças nos preços dos direitos sobre o capital – como o preço das ações – ou através de mudanças nos preços de mercado do estoque da dívida pública.

A valorização do preço das ações, seja dos indivíduos que diretamente detém uma carteira de ações ou daqueles que são quotistas de fundos de investimento compostos por ativos

negociados em bolsa de valores, provoca uma sensação de incremento na riqueza. Como o consumo é função da riqueza dos indivíduos, este canal revelaria aumentos de consumo que, por sua vez, implicariam em um maior nível de produto. Este canal pode ser sumarizado por:

MÆ↓Taxa de juros realÆPreço das açõesÆRiquezaÆ ConsumoÆProduto

Benzer Belgeler