3. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA
3.5. Nanokürelerin MTT Testi ile Sitotoksisitelerinin Belirlenmesi
Para 70,2% dos alunos, um bom DT “Faz com que os alunos tenham um bom comportamento”, característica que obteve percentagens próximas nos dois grupos, ou seja, naquele em que se verifica continuidade do DT e naquele em que os DT são distintos. Situação análoga sucedeu com “Está sempre em contacto com os pais/EE”, pese embora com uma expressão menor. Não obstante estas semelhanças, a verdade é que as distribuições dos alunos em relação às características de um bom DT diferem de forma expressiva (Quadro 7), pois o nível de significância associado ao teste de Qui-Quadrado é inferior a 0,05. Ou seja, rejeitamos a hipótese que a distribuição dos dois grupos de alunos é a mesma.
Ao nível dos alunos com o mesmo DT, para além de valorizarem a capacidade de fazer com que tenham um bom comportamento, consideram que deve ser exigente, estar em contacto permanente com os pais/EE e, ainda, trabalhar e relacionar-se com todos os discentes de igual forma.
Pelos alunos com DT distinto, para além de “Faz com que os alunos tenham um bom comportamento”, foram distinguidos os seguintes atributos: “Trabalha e relaciona-se com todos os alunos de igual forma”, “Numa situação de conflito, começa por ouvir todas as partes e só depois toma uma decisão” e “Está sempre em contacto com os pais/EE”.
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As características nas quais se registam maiores discrepâncias entre os dois grupos, por ordem decrescente, são: “Quando os alunos o procuram, conversa com eles”; “Está sempre em contacto com os outros professores da turma” e “É exigente”.
Quadro 7
Características de um bom DT, na perspetiva dos alunos
DT é o mesmo do 5.º ano? Sim Não Total
Bom DT: n % n % n %
Faz com que alunos tenham um bom comportamento 47 71,2 45 69,2 92 70,2
É exigente 41 36,9 24 62,1 65 49,6
Tem perfil de líder 9 13,6 14 21,5 23 17,6
Numa situação de conflito, começa por ouvir todas as
partes e só depois toma uma decisão 27 40,9 35 53,8 62 47,3 Está sempre em contacto com os pais/EE 33 50,0 32 49,2 65 49,6 Está sempre em contacto com os outros professores
da turma 10 15,2 23 35,4 33 25,2
Cria facilmente uma ligação com os seus alunos 10 15,2 14 21,5 24 18,3 Quando os alunos o procuram, conversa com eles 6 9,1 21 32,3 27 20,6 Consegue resolver os problemas da turma sem
envolver outros professores 16 24,2 17 26,2 33 25,2 Gosta de participar nas actividades desenvolvidas
pelos alunos da turma 8 12,1 14 21,5 22 16,8 Consegue envolver os pais/EE nas actividades dos
seus filhos/educandos 7 10,6
a 7 10,8a 14 10,7
Está disponível para resolver os problemas dos
alunos 22 33,3 20 30,8 42 32,1
Trabalha e relaciona-se com todos os alunos de igual
forma 28 42,4 40 61,5 68 51,9
Teste de independência X = 37,828 p = 0,000
a A um número igual de alunos que assinalaram a característica em questão nos dois grupos (com o mesmo DT e com DT
diferente), mais particularmente n = 7, correspondem percentagens ligeiramente diferentes nas duas colunas, pois o número de sujeitos de cada grupo é diferente.
Contrariamente aos alunos, a perceção do perfil de um bom DT é, em geral, igual entre os EE de alunos com o mesmo DT e de alunos com DT diferentes. O motivo para tal poderá residir no facto de este conceito existir antes da frequência do 6.º ano por parte dos educandos e, assim, ser independente do profissional que desempenha o cargo. Em termos estatísticos, a semelhança desta perceção fica demonstrada pelo nível de significância
73 superior a 0,05 (p = 0,667), ou melhor, face a este valor não há evidência para rejeitar a hipótese nula do teste, que é a seguinte: EE de alunos com o mesmo DT e de alunos com DT distinto têm a mesma perceção em relação às características de um bom DT. Nestes casos, não é relevante avaliar as percentagens obtidas em cada grupo, mas sim no total da amostra, pois não há diferenças entre estes.
Para 83,3% dos EE, um bom DT deve trabalhar e relacionar-se com todos os alunos de igual forma, 45,5% afirmam que este deve estar disponível para resolver os problemas dos alunos, 42,4% que está em contacto permanente com os pais/EE e 41,7% consideram que cria facilmente uma ligação com os alunos e seus pais/EE.
Perante as questões presentes nos questionários dos alunos e dos EE no âmbito das características de um bom DT, pretendeu-se analisar esta problemática de forma mais abrangente junto dos docentes, de forma a averiguar se o perfil a privilegiar num DT era coincidente, mesmo tendo presente outros aspetos intrinsecamente associados à profissão e/ou cargo.
Concluiu-se que os aspetos a privilegiar aquando da escolha dos DT, identificados no Quadro 8, são independentes do facto de os docentes terem desempenhado, ou não, o cargo, uma vez que o teste de independência resultou num nível de significância superior a 0,05. Posto isto, interessa identificar as características mais apontadas genericamente, sendo estas: “Capacidade de negociação/resolução de conflitos” (69,7%) e “Capacidade de envolver os pais/encarregados de educação na vida escolar” (60,6%). O terceiro e quarto aspetos mais assinalados foram “Facilidade em se constituir o principal elo de ligação entre a escola e as famílias dos alunos” e “Experiência como DT”, respetivamente.
Quadro 8
Aspetos a privilegiar aquando da escolha dos DT, segundo os professores
Desempenha(ou) o cargo? Sim Não Total
Aspetos mais importantes: n % n % n %
Experiência como DT 12 40,0 1 33,3 13 39,4 Capacidade de negociação/resolução de conflitos 20 66,7 3 100,0 23 69,7 Capacidade de relacionamento fácil 10 33,3 0 0,0 10 30,3 Espírito de tolerância e compreensão 10 33,3 0 0,0 10 30,3 Dar continuidade ao cargo do DT numa dada turma 10 33,3 2 66,7 12 36,4 Competência pedagógica 11 36,7 1 33,3 12 36,4 Espírito metódico e organizado que se reflete na
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atualizado
Espírito dinamizador 9 30,0 0 0,0 9 27,3 Capacidade de envolver os pais/EE na vida escolar 18 60,0 2 66,7 20 60,6 Conduzir reuniões com eficácia e rapidez 7 23,3 1 33,3 8 24,2
Ter perfil de líder 8 26,7 0 0,0 8 24,2
Capacidade em adequar as suas competências legais
à comunidade e aos alunos com que trabalha 8 26,7 0 0,0 8 24,2 Facilidade em se constituir o principal elo de ligação
entre a escola e as famílias dos alunos 12 40,0 2 66,7 14 42,4
Teste de independência X = 18,044 p = 0,321
As características menos assinaladas pela amostra foram: “Disponibilidade para resolução de problemas pessoais dos alunos” (18,2%); “Capacidade de resolução autónoma dos problemas da turma, sem envolver outros professores” (15,2%); “Regular a sua ação, em larga medida, pelo enquadramento legislativo existente” (9,1%); “Envolvimento em todos os assuntos da turma, ultrapassando, frequentemente, as suas competências legais” (0,0%).
Pelos resultados obtidos, constata-se que, quando está em causa o perfil de um bom DT, as características salientadas, globalmente, são aquelas que dizem respeito à pessoa que assume o cargo e à forma como se relaciona com o meio envolvente (capacidade para gerir conflitos e/ou resolver problemas, de entre os quais os de foro comportamental dos alunos, bem como de estabelecer relações indiscriminadas e facilitadoras da comunicação). Os aspetos formais do trabalho a desenvolver, apesar de apontados pelos docentes, não ocupam as posições pioneiras.
Curiosamente, o perfil de líder não é destacado por qualquer amostra, mas os atributos distinguidos são parte dos requisitos exigíveis para que o seja.