2. Somali‟ye Ġslam‟ın GiriĢi
1.3. Somali‟de Avrupa Sömürgeciliği
1.3.2. N.F.D Somali ( N.F.D.)
Dencker e Da Viá (2001, p. 170) tratam com clareza e extrema precisão a importância desta fase de estudo, para que se evitem tautologias, quando descrevem que “esta é a etapa mais importante da pesquisa, o processo de análise e de interpretação dos dados, cujo objetivo é verificar se as suposições propostas pelo pesquisador são ou não pertinentes ao problema estudado”.
Para a tabulação e análise dos dados quantitativos foi utilizado o programa estatístico SPSS18 para Windows, optando pela estatística descritiva para a análise dos dados sociodemográficos; comparação entre médias (teste t e ANOVA) para apresentação das variáveis direcionadas ao grupo de estudantes; e, correlação de Spearman e regresão linear para os resultados relativos aos construtos do questionário BEDEF.
Para a análise levou-se em consideração o critério de validade descrito no item instrumentos, ou seja, foram considerados válidos os questionários respondidos na íntegra e excluídos aqueles com respostas tendenciosas. Com isso, apenas 176 participantes, dos 190, foram incluídos nas análises finais.
Já para a parte qualitativa foi utilizada análise de conteúdo segundo Moraes (1998) e seu “corpus” foi composto pelas entrevistas transcriadas dos professores, os registros das observações das aulas e os diálogos dos alunos do grupo focal e as perguntas abertas do instrumento III (Apêndice 5) aplicado aos colegas de EF do EM.
Segundo o autor, esta análise pressupõem cinco etapas, sendo a primeira denominada “preparação das Informações” fase em que o pesquisador organiza o “corpus”, já identificado nessa pesquisa, realiza a leitura, codifica a amostra para na
sequência realizar a segunda etapa chamada “desconstrução e unitarização”, em que os textos serão desmontados e reorganizados em unidades de análise, nesta pesquisa definida por frase e/ou parágrafo, desde que este seja complemento da frase anterior, compartilhando da mesma ideia.
Após estas etapas, iniciou-se a terceira, reconhecida pelo autor como
‘categorização’ e entendida como o agrupamento das unidades de análise. Neste estudo
as unidades de análise foram definidas por categorias temáticas a priori, considerando os aspectos Físico, Psicológico, Social e Espiritual que constituem a avaliação em Saúde proposta pela OMS 1999 (apud SALUM, 2012) e emergentes, com o objetivo de identificar aquilo que o corpus trouxe sobre a EF no EM e a (des)seriação.
Esclarece-se que não se pretendeu entrar em uma discussão profunda sobre a epistemologia das dimensões que constituem a saúde, apenas especificá-las, com base no estudo piloto (LETTNIN, 2012), para a melhor compreensão da concepção defendida nesse trabalho sobre cada uma delas. Logo, a definição apresentada é resultado de pesquisa, com o propósito de delimitar um objeto.
Dentre as dimensões da Saúde, nessa pesquisa, o Aspecto Físico compreende os discursos relativos à caracterização física, à prática, a aprendizagem da EF, as habilidades, as capacidades e a condição motora dos alunos, bem como, as ocorrências orgânicas e fisiológicas que decorrem desse processo. O Aspecto Psicológico os elementos cognitivos e afetivos dos jovens, que determinam a sua motivação, seu bem- estar, seu mal-estar e que pode influenciar seu autoconhecimento, sua autoimagem, sua autoestima, sua felicidade, entre outros sentimentos e emoções. O Aspecto Social está direcionado aos discursos que tratem da sociabilidade, do companheirismo, da integração, e as relações interpessoais que possam ser originárias do contexto investigado. O Aspecto Espiritual compõe os relatos originários das consequências das ações, demonstrando preocupação consigo e com os outros, no sentido da autoformação do caráter, do bom senso, da justiça e da paz.
Considerando-se que a espiritualidade foi recentemente reconhecida como um elemento relevante para a saúde é importante defini-la com base em alguns autores. Para Durgante (2012, p. 120), “a espiritualidade enfoca elementos imprescindíveis, transmitindo vitalidade e significado aos momentos bons e ruins”. Para ele, as pessoas praticam a espiritualidade no seu interior por meio do despertar das habilidades estimulantes no cuidado a si e aos outros. Segundo Silva et al. (2012) a espiritualidade é a forma como se vive ancorada em crenças pessoais sobre a vida e sua evolução interna,
numa dinâmica contínua que valoriza as subjetividades de cada ser. Logo, intenciona-se investigar essa dimensão no sentido da consciência ampliada, como recomenda Mosquera (2004), investindo naquilo que nos constitui – pensar, sentir, significar e agir –, elementos considerados fundamentais para a transcendência da pessoa, conforme defende Portal (2012).
A fase de categorização caracteriza-se por um trabalho exaustivo na busca de categorias válidas/pertinentes que devem ser homogêneas e consistentes. Nesse sentido, na opinião do autor as categorias podem ser criadas em uma fase inicial, intermediária e final, ou seja, as unidades de análise devem ser classificadas e reclassificadas até que se esgotem as possibilidades de integração e (re)categorização, para constituir um menor número de categorias de forma que a final seja a mais abrangente possível.
Na sequência, a quarta etapa vai tratar da ‘descrição’, que de forma qualitativa a categoria deverá apresentar o conjunto de significados que representa e seus resultados, de forma que tanto a opinião dos professores de EF quanto à dos alunos do EM esteja contemplada, conforme se pretende com os objetivos específicos 4 e 5.
O vastíssimo número de categorias foi apontado e esmiuçado na apresentação dos dados – capítulo 4 –, merecendo referência o fato de que cada categoria se deu com base na frequência das respostas apresentadas.
Por fim, a quinta etapa intitulada ‘interpretação’ por Moraes (1998) consistiu em
uma análise crítica desse resultado diante da fundamentação teórica existente e da realidade investigada, ressaltando aquilo que se compreende da opinião dos participantes do estudo sobre a (des)seriação e aos rumos apontados à EF Escolar em direção a saúde. Serão consideradas nessa argumentação todas as análises realizadas de forma fragmentada (quanti-quali), para que a discussão dos resultados dessa pesquisa – capítulo 5 – seja complementada pela integração das respostas obtidas pelas entrevistas dos professores, observações do grupo focal e aulas, bem como dos resultados dos instrumentos.
4 –A TRAJETÓRIA DA INVESTIGAÇÃO: APRESENTAÇÃO DOS DADOS
Essa parte está estruturada em cinco subcapítulos, em que se destaca: 1º) As intenções do projeto de (des)seriação na EF e sua implementação; 2º) Avaliação do AEF e da satisfação das NPBEF: efeitos quantitativos do bem-estar discente com relação à proposta; 3º) Visão dos docentes sobre a (des)seriação; 4º) Visão dos discentes sobre a (des)seriação; e, 5º) Observações das aulas de EF. Dessa forma pretende-se responder boa parte dos objetivos específicos pré-estabelecidos nesse trabalho.