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D. İttifak ve İhtilafların Değerlendirilmesi

III. İLM-İ HİLÂF AÇISINDAN DURUMU

Todos os pais desejam a educação de melhor qualidade para seus filhos e nesse aspecto a escolha da escola é um passo importante nessa questão. A opção pelo tipo de escolarização é ainda mais crucial para pais de estudantes com deficiência, que devem decidir entre a possibilidade de seus filhos estudarem na classe comum da escola regular e/ou em um contexto separado tal como a classe especial ou instituição de ensino especializado.

Nesse sentido, haveria características específicas que diferenciam as famílias de crianças com deficiência que optam pela educação integrada e/ou segregada? E quando as famílias não têm essa opção, a colocação em contextos escolares segregados ou inclusivos pelo sistema educacional pode estar enviesada por determinadas variáveis?

O presente estudo pretendeu explorar essas questões, e após a discussão dos dados caminha-se para alguns apontamentos importantes a respeito da relação família-escola, dos recursos presentes no ambiente familiar, das possíveis necessidades destes participantes e, também, quanto ao suporte experimentado por eles. Tais aspectos tornam-se relevantes para as mudanças nas práticas profissionais dos diferentes serviços que a criança possa receber, bem como nas implicações em relação às políticas públicas.

De acordo com o primeiro objetivo: descrever e comparar a relação família-escola considerando os três grupos familiares evidenciou-se que, as famílias cujos filhos frequentavam as duas instituições de ensino, o envolvimento com a escola era prejudicado, quando comparado aos outros dois grupos. Os participantes deste grupo pouco se reuniam com os professores e, a escola raramente os chamava para participarem de decisões junto ao nível prático e concreto. Além disso, estes participantes demonstraram, junto às famílias cujos filhos frequentavam apenas a instituição especializada, trocarem mais informações com outros profissionais (equipe da educação especial, médicos, terapeutas).

Por meio destas informações, alega-se que o fato das crianças frequentarem duas instituições de ensino simultaneamente, pode gerar mais demanda a suas famílias tendo que buscar estratégias para administrar o relacionamento com as equipes de profissionais das duas instituições. Além disso, o apoio da equipe multidisciplinar parece contribuir para a relação família-escola ficar mais diluída, ou seja, menos centrada na relação das famílias com os professores. Salienta-se ainda que a instituição especializada para as famílias em que os filhos frequentavam os dois tipos de ensino, funcionou como um apêndice, ao passo que para os familiares que levavam seus filhos apenas para a instituição especializada, os

aspectos notados parecem evidenciar uma postura mais assistencialista da escola por um lado, acompanhada de uma postura mais passiva dos pais, por outro lado.

Ao mesmo tempo, observou-se que tanto na díade pais-professores, quanto na díade pais-alunos, as famílias em que os filhos frequentavam o ensino comum, mostraram-se mais exigentes em relação ao contexto escolar e familiar, em relação aos outros dois grupos. Assim, quanto às crianças matriculadas no ensino comum notou-se que os pais estabeleciam maior troca de informações com os professores, iam mais a escola sem serem convocados e se reuniam com os profissionais em diferentes momentos, talvez pelo fato de serem mais cobrados pelas escolas devido ao processo de inclusão escolar dos filhos.

De maneira geral, os participantes dos três grupos levantaram categorias fundamentais para o estabelecimento de uma boa relação família-escola no processo de inclusão escolar, mas as mesmas foram pouco indicadas por eles. Assim, afirma-se que família e escola devem amadurecer em relação à definição de papéis, para compreenderem melhor quais são suas funções dentro desta parceria.

O segundo objetivo procurou comparar as necessidades, os recursos e o suporte social das famílias destes três grupos. Os dados obtidos com o RAF puderam ressaltar que a maioria das crianças destes três grupos possuía um ambiente familiar bem estimulador, assim como os recursos presentes neste contexto, as interações desenvolvidas com os membros familiares e a variedade de atividades desenvolvidas pelos pais com estas crianças. Entretanto, quando comparados as famílias que tinham os filhos matriculados no ensino comum, nem todos os pais ou responsáveis dos outros dois grupos acompanhavam seus filhos nos afazeres da escola e possuíam interações frequentes com os filhos em casa.

Além disso, os resultados mostraram nos três grupos que, apesar de a mãe ainda ser a principal pessoa a quem a criança recorria quando possuía problemas, a figura paterna também foi apontada por grande parte dos participantes. Outra questão a ser destacada se refere aos comportamentos das crianças que frequentavam os dois tipos de ensino, ou seja, evidenciou-se neste grupo a presença de uma rotina mais organizada para conciliar as atividades de vida diária junto aos serviços recebidos.

Quanto às necessidades, evidenciou-se que as famílias que tinham os filhos matriculados no ensino comum quase não possuíam necessidade de informação sobre a deficiência e aspectos específicos do filho, provavelmente pelo fato delas terem recebido orientações e apoios, de maneira mais frequente, do que as demais famílias. Logo, os participantes que levavam seus filhos nos dois atendimentos (comum e especializado), demonstram-se mais necessitados de apoio e tempo para si próprios, o que foi coerente com

todos os dados levantados em relação à sobrecarga de cuidado e tempo exercido, principalmente pelas mães, nos serviços que os filhos frequentavam.

Os resultados referentes à satisfação quanto ao suporte social recebido em cada grupo indicou que os participantes que tinham filhos frequentando o ensino comum apresentaram um nível de satisfação estatisticamente maior, quando comparados aos participantes dos outros dois grupos. Além disso, este grupo foi o que apresentou maior média total de pessoas que ofereciam tal suporte, seguido pelas famílias que tinham os filhos frequentando os dois tipos de ensino, e por último as famílias em que os filhos frequentavam apenas a instituição especializada. Tais pessoas suportivas, nos três grupos, eram em sua maioria advindas de familiares e amigos.

Para o terceiro objetivo do estudo, destacaram-se algumas diferenças significativas encontradas entre os três grupos de pais ou responsáveis de crianças com deficiência. Foi constatado que, quanto maior era a idade das crianças destes três grupos, bem como a presença de uma rotina organizada e estimulação oferecida durante as reuniões familiares, maior era a relação família-escola. O mesmo observou-se para as necessidades destas famílias de terem maior acesso a informações, serviços e apoio. Assim quanto maior a relação nestas variáveis, maiores eram os conhecimentos dos pais para estabelecerem um ambiente familiar mais acolhedor e organizado. Além disso, a maior satisfação com o suporte social recebido acarretava em menores necessidades familiares relacionadas ao funcionamento da vida familiar.

Apesar da média de idade entre os genitores serem bem próximas, ficou evidente que quando mais novos os familiares, maior era a necessidade de serviços da comunidade. O mesmo ocorreu com os dados do Critério Brasil, indicou-se que quanto maior era o poder aquisitivo destas famílias, maior era a necessidade pelos serviços disponíveis na comunidade. Ao mesmo tempo, aqueles familiares de menor poder aquisitivo, tinham graus maiores de satisfação com o suporte social e pessoas suportivas.

Por fim, como limitações e dificuldades encontradas no desenvolvimento do estudo, ressalta-se a busca pelas famílias que atendessem os critérios para serem participantes. Sugere-se que este estudo seja aplicado com uma amostra ampliada e com familiares que tenham crianças com deficiência em diferentes faixas etárias.

Por fim, acredita-se que este estudo possa contribuir com os profissionais que trabalham com famílias de crianças om deficiência, a fim de fornecer informações acerca de suas necessidades, suportes sociais, recursos do ambiente familiar e assuntos em relação à escola do filho, para que estratégias sejam criadas com base em cada perfil familiar.

Benzer Belgeler