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B- Agar bazlı besiyerleri: En çok tercih edilenlerin başında Middlebrook

III. Nükleik Asit Üzerinde Özgül Probların Çoğaltılması a Ligaz Zincir Reaksiyonu (LZR):

A primeira mostra individual de Oiticica Filho em São Paulo teve lugar na sede do Foto Cine Clube Bandeirante, em fevereiro de 1954. Tinha caráter retrospectivo, contando com 40 trabalhos, muitos deles já conhecidos do público por suas participações em certames nacionais ou internacionais. As imagens reproduzidas pelo Boletim Foto Cine que dava conta

99 Por “limites específicos da fotografia” entendemos o fato de não ser possível, dentro apenas do processo de tomada, revelação e ampliação da imagem, desenhar no negativo, a não ser por intervenção não-fotográfica.

Figura 23: A menina do sapato, 1949. Fonte: BARROS, Geraldo. Fotoformas. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Figura 24: O gato, 1949. Fonte: BARROS, Geraldo. Fotoformas. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

da exposição mostram um trabalho cuidadoso com o tema, bem enquadrado ao estilo moderno que se apreciava então. As imagens reproduzidas100, “Dancing Light”, de 1948, “Menino na

janela”, de 1953, “Em repouso”, de 1948 e “Simbólico”, de 1953, formam um conjunto muito nítido das qualidades fotográficas de JOF, de seu domínio técnico e da excelente escolha dos temas e dos enquadramentos a serem fotografados. Entretanto, essa exposição, a partir do que podemos perceber pelo relato do Boletim, não contava com suas fotografias abstratas. No discurso de abertura da exposição, Oiticica Filho explica seu processo de trabalho:

“Os trabalhos aqui expostos, se poucos, representam algo em minha existência. São horas de trabalho atrás de um vidro despolido101

e são horas de trabalho no laboratório. São horas de estudo. São horas de amargor e tristeza ao ver o trabalho frustrado, porém são horas de alegria ao chegar a uma realização satisfatória. São horas de luta pelo engrandecimento da Arte Fotográfica entre nós”. (OITICICA FILHO, 1954, p. 15)

Com estas palavras, JOF não apenas explica poeticamente seu processo de trabalho, mas também justifica-o. O gosto pela fotografia e pela pesquisa fotográfica, tem por objetivo o engradecimento da fotografia brasileira – objetivo principal do fotógrafo. Esse ideal é reiterado inúmeras vezes em seus textos, marcando também uma vontade de desenvolvimento do país, que permeava a população brasileira, mas no campo específico de sua formação de artista. Apresenta o ideal moderno que busca construir uma nova arte qualificada através de um processo doloroso, pois muitas vezes não compreendido por seus contemporâneos.

100Estas imagens encontram-se nos anexos.

101O vidro despolido era o visor da câmera Rolleiflex. Figura 25: José Oiticica Filho entre amigos, 1954. Fonte: Boletim Foto Cine, ano VIII, nº 88, abril 1954.

Figura 26: José Oiticica Filho entre amigos, 1954. Fonte: Boletim Foto Cine, ano VIII, nº 88, abril 1954.

Duas exposições retrospectivas de suas obra foram realizadas após a do Foto Cine Clube Bandeirante e após sua morte: uma em 1983, organizada pelo Núcleo de Fotografia da Funarte e outra em 2007, organizada pelo Centro de Arte Hélio Oiticica. A ausência de JOF dos espaços expositivos tradicionais (museus e galerias) justifica-se na medida em que seu trânsito se dá no âmbito fotoclubístico, que é tradicionalmente mais fechado e sem diálogo com o campo artístico. Isso não impede que tenha havido uma valorização de sua obra, como é possível notar a partir das exposições retrospectivas.

A exposição de 1983, intitulada José Oiticica Filho: a ruptura da fotografia nos

anos 50, foi realizada pelo Núcleo de Fotografia da Funarte, no Rio de Janeiro, na Galeria de

Fotografia da Funarte, sob coordenação de Nadja Peregrino, Evandro Ouriques e Pedro Vasquez. No catálogo, temos textos dos filhos de JOF, Hélio e Cesar Oiticica, e do crítico de arte Paulo Herkenhoff.

Divididas em 4 seções, temos 65 fotografias no catálogo. Tais seções remetem à divisão das fases do fotógrafo, de acordo com Paulo Herkenhoff. Assim, temos: “de olho no microscópio: o fotógrafo utilitário”, “a consagração fotoclubística”, “tudo pode ser feito: o fotógrafo abstrato” e “a explosão concreta da forma: o fotógrafo construtivo”. Com isso, pretende-se abarcar toda a trajetória fotográfica de José Oiticica Filho, através de suas experimentações, encerrando com aquelas mais abstratas, nas quais ele próprio cria o referente. No entanto, ao se fixar tais divisões operativas deixa-se de lado a multiplicidade da obra do fotógrafo, que foi além das já hoje clássicas maneiras de se periodizar sua produção fotográfica, relacionando-as com sua trajetória de vida (no caso das microfotografias), com suas filiações fotográficas (no caso do fotoclube) e, por fim, com suas afinidades com o circuito artístico (no caso da “fase abstrata” e da “fase concreta”). O que tais divisões evidenciam é uma necessidade de se organizar a produção fotográfica de Oiticica Filho, dando-lhe coerência.

A exposição José Oiticica Filho - fotografia e invenção, realizada entre setembro de 2007 a março de 2008, contou com 158 fotografias e 20 pinturas, distribuídas pelos três andares do Centro Cultural Hélio Oiticica. Além disso, havia 20 vitrines exibindo catálogos, negativos, matrizes para fotografias, desenhos, apostilas de matemática, trabalhos de entomologia e cartões dobráveis; além de reproduções de artigos e matérias em jornais da época (VALENTIN, 2011). A curadoria ficou por conta da família Oiticica – César e Cláudio, filhos de JOF, e César Oiticica Filho, seu neto. A sistematização da obra de José Oiticica Filho, ainda muito precária, ganhou bastante com essa exposição, apesar de não ter sido feito um catálogo muito amplo de sua obra. No entanto, muito do que ela ganhou parece ter perdido com o incêndio, em outubro de 2009, que assolou a casa de César Oiticica, também local de guarda das obras de seu pai.

Figura 28: Catálogo da exposição de 1983. Figura 27: Catálogo da exposição de 2007- 2008.

2.4. REFERÊNCIAS FOTOGRÁFICAS PARA A FOTOGRAFIA DE GERALDO DE

Benzer Belgeler