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C. Van Halkevi’ne Bağlı Halkodaları ve Faaliyetler

9. Muradiye Halkodası:

O regulamento da lei 4769 (BRASIL, 1969), que regula a profissão do administrador, define que sua atividade profissional compreende, resumidamente: a) elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de organização; b) pesquisas, estudos, análises, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos de Administração geral; c) exercício de funções e cargos de Administrador em que fique expresso e declarado o título do cargo abrangido; d) o exercício de funções de chefia ou

direção, intermediária ou superior assessoramento e consultoria em órgãos, ou seus compartimentos, cujas atribuições envolvam principalmente, a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de Administração; e) o magistério em matérias técnicas do campo da Administração e organização.

Essa lei também designou quem poderia exercer a profissão de Administrador admitindo três possibilidades: 1) os bacharéis em Administração diplomados no Brasil; 2) os diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação do diploma no Ministério da Educação e Cultura; 3) Aqueles que, embora não diplomados ou diplomados em outros cursos superiores de ensino médio, contassem em 13 de setembro de 1965, pelo menos cinco anos de atividades próprias no campo profissional de Administrador. A lei só abre exceção para o caso de insuficiência de Administradores, comprovada por falta de inscrição em recrutamento ou seleção pública, situação que permite aos órgãos públicos, autárquicos ou sociedades de economia mista, bem como quaisquer empresas privadas, solicitar ao Conselho Regional de sua jurisdição licença para o exercício da profissão de Administrador por pessoa não habilitada, portadora de diploma de curso superior. Entretanto, notícia disponível no endereço eletrônico do CRA do Rio de Janeiro (CRA-RJ, 2010) informa que há um projeto de lei, aprovado por unanimidade pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, em 17/11/2010, e enviado para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Federal onde aguarda a designação de relator, que pretende estender o exercício das atividades de Administração aos portadores de diplomas de cursos superiores de tecnologia, mestrado ou doutorado em Administração, por meio de emenda à Lei 4769, de 09/09/1965, que regulamentou a profissão de Administrador no Brasil. De acordo com a notícia, o CFA já se manifestou oficialmente contrário ao projeto por considerá- lo improcedente. Quanto aos eventuais beneficiados por esse projeto, os egressos de cursos superiores de tecnologia nas áreas de gestão, amparado por Resoluções Normativas expedidas pelo Conselho Federal de Administração desde 2009, já possuem registro profissional nos CRAs, e estima-se que haja atualmente no Brasil em torno de 2.500 mestres e doutores em Administração que não possuam o bacharelado em Administração. A lei atual torna ilegal e punível o exercício da profissão de Administrador sem o registro, portanto, enquanto esse projeto de lei tramita, os mestres e doutores em Administração que possuem formação em outras áreas estão impedidos de exercerem legalmente a profissão de administrador.

Quanto a ideia de carreira, de acordo com Chanlat (1995) apenas nos anos 80 surge a ideia de que a empresa deve preocupar-se em gerir as carreiras de seu pessoal. Posteriormente, Chanlat (1996) definiu melhor a ideia de gestão de carreira, que supõe uma estabilidade no emprego, uma boa remuneração, um futuro profissional relativamente bem traçado e previsível, uma formação adequada e uma ética no trabalho, elementos que o autor já observava serem cada vez mais raros de se encontrarem reunidos. As mesmas pressões que levam à quase extinção de um projeto de gestão de carreira, também são exercidas, conforme

Kilimnik, Luz e Sant‟Anna (2003), sobre os trabalhadores no sentido da contínua atualização

profissional, legitimadas por discursos como os da competitividade, empregabilidade e competência. De acordo com Takahashi (2010) nos últimos 10 anos, o Brasil, em resposta estratégica tanto de escolarização quanto de atendimento ao setor produtivo, passou a fomentar a educação profissional de nível superior. No caso específico da Administração, conforme Bertero (2006) houve uma massificação dos cursos que não se coaduna com a natureza da profissão de administrador, visto que, em qualquer sociedade o número de administradores é sempre relativamente reduzido, assim, haverá sempre um número elevado de administrados para relativamente poucos administradores, o que equivale a dizer que a profissão de administrador é socialmente oligárquica e que em nenhuma sociedade será possível empregar massas de administradores como as que se graduam em todo o Brasil. Na realidade, continua Bertero (2006), a maior parte dos matriculados em cursos de graduação no país são pessoas que têm origem socioeconômica na classe média baixa e, atualmente, até mesmo na classe baixa. Essas pessoas têm pouca consciência do que seja uma carreira plena de administrador e suas aspirações estão bem abaixo das que levariam ao ápice da carreira.

Com relação ao que é esperado pelo mercado, Castillo (1997) aponta para uma enorme imprecisão reinante na literatura sobre a conceituação das novas características da qualificação uma vez que vários podem ser os entendimentos sobre o que é polivalência, autonomia, retomada do controle etc., é natural esperar diversas interpretações sobre o que elas significam em termos de qualificação. Sendo assim, continua Castillo, é preciso considerar como os distintos contextos industriais modelam a forma dessas novas características da qualificação. Desse modo, a ampliação da qualificação parece ser apenas uma via particular, resultante de contextos particulares, entre várias outras existentes. Castro (1974) já ponderava que pessoas que ocupam posições mais elevadas em uma organização são, necessariamente, pessoas com visão de conjunto, lucidez e perspicácia, qualidades apenas

remotamente ligadas a algum tipo de educação acadêmica e que parecem desenvolver-se melhor naqueles que recebem uma formação humanista ampla. Nas funções de decision- making atributos pessoais são mais relevantes do que a formação universitária e, por esse motivo, engenheiros, advogados, economistas e técnicos de Administração podem ser recrutados livremente para essas funções. De fato, conforme atesta Bertero (2006), a profissão de engenheiro continua a ser importante fonte de gestores, o que talvez se deva ao fato de que cursos de engenharia não se massificaram como os de Administração e, por esse motivo, seus formandos acumularam um capital social e intelectual que faltam aos bacharéis em Administração. Assim, podemos verificar que o mercado de trabalho para o administrador é, de certa forma, limitado, concorrido e exigente. Aliado a isso, devemos lembrar que o administrador pode, e deve, ser o agente de mudança em uma sociedade que se pretende moderna, justa, qualificada e produtiva, daí a importância da qualidade da formação que se oferece a esse profissional. É preciso lembrar também que apesar de os livros de Administração explicarem que o capital mais importante é o humano, Aktouf (2005) alerta que na prática isso não se verifica uma vez que é do capital humano que as organizações, em geral, se desembaraçam primeiro.

Nesta seção foi feita uma reflexão sobre o mercado de trabalho para o administrador e suas perspectivas. A seguir são apresentadas questões relacionadas aos professores.

Benzer Belgeler