III. SORUMLULAR VE SORUMLULUKLARI YÖNÜNDEN A- Sorumlular
4) Muhasebe Yetkilisi
O que se busca são as relações existentes entre os atributos morfológicos e os socioeconômicos (inclua-se aqui o consumo de GN). Para isso, é necessária, além de se analisar a distribuição de dados, verificarem se é possível estimar os valores de população, de renda, de fluxos de veículos e os de consumo de GN (potencial e projetado); se isto é possível, podem se aplicar critérios que delineiem cenários a serem avaliados técnica e financeiramente.
Ao se correlacionar as variáveis que determinaram o cálculo de consumo de GN (potencial e projetado) com as variáveis da morfologia que indicam acessibilidade e importância no sistema, segundo o critério que se deseja analisar, chega-se à identificação das linhas axiais que tem maior importância segundo as variáveis em análise.
Para isso, procedeu-se a correlação entre as seguintes variáveis:
Integração e Conectividade (ver figura 5.11) – com o objetivo de identificar a inteligibilidade do sistema, permitindo com isso ver a importância sistêmica da lax. Obteve-se a seguinte expressão:
Figura 5.11 Correlação Integração Conectividade
Integração e população (ver Figura 5.12) – com o objetivo de verificar a possibilidade de estimação da população pela integração. Obteve-se a seguinte expressão:
Integração = 0,0014 (população) + 1,6913 (2)
Figura 5.12 Correlação Integração População
Integração e renda (ver Figura 5.13) – com o objetivo de estimar a renda pela integração. Obteve-se a seguinte expressão:
Integração = 4E-06 ( renda) + 1,9084 (3)
CONNECTIVIDADE Plotagem de ajuste de linha
y = 0,0795x + 1,4214 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 0 5 10 15 20 25 30 CONNECTIVIDADE IN T E G R AÇÃO INTEGRATIO Previsto(a) INTEGRATIO Linear (INTEGRATIO) IN
POP Plotagem de ajuste de linha
y = 0,0014x + 1,6913 0,00000 0,50000 1,00000 1,50000 2,00000 2,50000 3,00000 3,50000 0 200 400 600 800 1000 1200 POPULAÇÃO IN TE G R A Ç Ã O INTEGRAÇÃO Previsto(a) INTEGRAÇÃO Linear (INTEGRAÇÃO)
Figura 5.13 Correlação Integração e Renda
Integração e fluxo de veículos – esta permite avaliar a predictibilidade do sistema, segundo a SE. No caso deste estudo, não foi possível a avaliação devido ao numero insuficiente de dados o resultado foi uma fraca correlação. Obteve-se a seguinte expressão:
Integração = f ( fluxo de veículos) (4)
Integração e consumo potencial de gás natural (CPOGN) – a regressão entre essas duas variáveis determina a possibilidade de estimar consumo potencial de gás natural pela integração das linhas axiais do Sistema de Interesse através da seguinte expressão:
Integração = 0,0007 ( consumo potencial de gás natural) + 1,6805 (5)
Figura 5.14 Correlação Integração e Renda
Esta análise permite identificar se o sistema de interesse estabelece a previsibilidade do consumo de gás natural. Justifica-se essa afirmação na análise
RENDA Plotagem de ajuste de linha
y = 4E-06x + 1,9084 0,00000 0,50000 1,00000 1,50000 2,00000 2,50000 3,00000 3,50000 0,00 2000,00 4000,00 6000,00 8000,00 10000,00 12000,00 14000,00 16000,00 18000,00 20000,00 RENDA IN T E G R AÇ ÃO INTEGRATIO Previsto(a) INTEGRATIO Linear (INTEGRATIO)
CON_GN Plotagem de ajuste de linha
y = 0,0007x + 1,6805 0,00000 0,50000 1,00000 1,50000 2,00000 2,50000 3,00000 3,50000 0,00 500,00 1000,00 1500,00 2000,00 2500,00 CON_GN INT E G R AÇÃ O INTEGRATIO Previsto(a) INTEGRATIO Linear (INTEGRATIO)
comparativa de fluxo utilizada para definir a predictibilidade, no caso em estudo o fluxo refere-se a distribuição de gás que também pode ser entendido como fluxo sob essa ótica.
Integração e consumo projetado de gás natural – esta permite avaliar a previsibilidade máxima de gás natural, tendo como base o consumo máximo de GN segundo o adensamento máximo permitido pela legislação vigente para cada lax e possibilita a expansão da distribuição de GN na direção provável de crescimento do consumo.
Esses resultados estão resumidos na Tabela 5.12 que também apresenta o resultado da regressão múltipla entre integração, conectividade e consumo potencial de GN. Obteve-se a seguinte expressão:
Integração = 1,473 + 0,076 ( conectividade) + (-0,000012) CPOGN (6)
O modelo de regressão múltipla (integração em função da conectividade e do consumo potencial de GN) é válido, entretanto fica prejudicado pela forte correlação entre conectividade e CPOGN (r = 0,822) o que não permite explicar adequadamente a integração pela conectividade e o consumo potencial de GN. Para contornar isso, outro modelo de correlação múltipla (colinear) poderia ser utilizado.
Tabela 5.12 Correlação entre variáveis Morfológicas, Socioeconômicas e de Consumo de GN do Sistema de Interesse variável SE variável SE - sócio econômica - consumo de GN correlação (r) forte (+) ou fraca (-) correlação coeficiente ajustado de determinação (r²) Integração Conectividade 0,8143 + 0,663201212 Integração População 0,6375 + 0,40650894 Integração Renda 0,0306 - 0,000938964
Integração Fluxo de veículos 0,0478 - 0,00228899 Integração Consumo Potencial de GN
(CPOGN) 0,6585 + 0,433703609
Integração Consumo Projetado de
GN 0,7517 + 0,565134352
CPOGN Renda População CPOGN Integração Conectividade e CPOGN
A Tabela 5.12 que resume os valores de correlação e apresenta nos resultados a forte correlação entre a integração e a conectividade (r = 0,814), caracterizando o Sistema de Interesse como inteligível4. A regressão linear entre integração e população também apresentou uma forte correlação (r = 0,637). Em contrapartida os resultados obtidos entre integração e renda (r = 0,037) e integração e fluxo de veículos (r = 0,047) foram fracos, não permitindo com isso, utilizar estas duas variáveis para estimar a integração, ou seja, identificar através delas a priorização do abastecimento de gás.
Ao se verificar a regressão linear entre integração e o consumo potencial de GN e o consumo projetado, encontrou-se fortes correlações (r = 0,658 e r = 0,751), respectivamente, identificando o SI como Previsibilidade do GN 5. Esses resultados possibilitam a identificação dos valores da integração das linhas axiais para estimar os correspondentes ao consumo de GN (potencial e projetado) e população.
A SE permite neste estudo ter uma visão sistêmica das variáveis pela previsibilidade do GN e a partir desta estabelecer critérios que permitam direcionar a expansão da rede de distribuição do GN
A identificação foi analisada para os atributos de integração, população, consumo potencial e consumo projetado, segundo os critérios descritos na tabela 5.12, selecionados para identificar os de maior consumo potencial e projetado de GN, resultando em dois mapas identificadores e num terceiro que compara esses dados e apresenta uma expansão potencial segundo a densidade demográfica.
Os critérios definidos no início desta seção auxiliam na identificação segundo a importância de cada linha axial em relação ao atributo em análise. Outra classificação importante é: i) sob a ótica do habitante residencial, quais os critérios da escolha de localização de uma residência; e ii) sob a ótica do distribuidor, quais os critérios de prioridade de escolha para a distribuição, usando como parâmetros os graus dos atributos morfológicos. A Tabela 5.13 estabelece a seqüência adotada neste
4 Inteligibilidade, como foi explicado no fim da subseção 4.2.1, neste estudo é a verificação da relação entre integração e a variável morfológica (conectividade).
trabalho, determinando a forma de classificar as lax como prioritárias (hierarquia).
Na Tabela 5.13 estão descritos os critérios e as justificativas da escolha de localização da moradia e/ou a priorização da localização da distribuição segundo a perspectiva dos atores do Sistema de GN em análise. A ótica do morador residencial tenta traduzir as variáveis morfológicas, enquanto critérios de escolha de localização de uma residência, pelo provável consumidor de GN. Considerou-se necessário que o imóvel esteja localizado em uma via que ofereça várias alternativas para diferentes deslocamentos (alta conectividade).
Tabela 5.13 Critérios de escolha de localização
Atores do
sistema Critérios de localização Justificativas
Alta conectividade Permitir alternativas de deslocamento. Médio controle Vias com médio volume de tráfego. Baixa profundidade Possibilitando deslocamentos curtos. Segundo o
morador residencial
Alta integração Disponibilidade de serviços e atividades comerciais. Alto grau de
adensamento
Atender o maior volume de consumo potencial com menor custo de instalação, manutenção das infra-estruturas e tempo e distância de deslocamento do combustível.
Alto grau de
comprimento em relação ao maior adensamento
Maximizar a oferta de infra-estrutura. Segundo o
distribuidor de GN
Alta integração Combinar a distribuição com outras atividades consumidoras e maximizar a oferta de infra-estrutura.
Outro parâmetro é a busca da qualidade de vida: a tranqüilidade da via é fundamental. Então, é preciso que tenha um tráfego moderado. Para isso a via não deve ser percebida como uma boa alternativa de deslocamento, sendo adequado que tenha um baixo controle.
Por outro lado, a proximidade de facilidades que atendam as necessidades básicas do ser humano, determina que existam também atividades comerciais nas proximidades (média integração).
Sob a visão do distribuidor, este prefere maior concentração de consumo e menor comprimento para atender o maior número de consumidores com o menor investimento em infra-estrutura. Outro enfoque deste ator é a necessidade de
maximizar a oferta e uso da infra-estrutura com a combinação do maior número de consumidores residenciais e não residenciais (que representam um maior volume de consumo). Para isso, adotou-se a alta integração como meio de atender as atividades comerciais e de serviços os quais tem a tendência de instalar-se em vias de alta integração.
A análise do consumo sob o aspecto potencial indica que, se utilizadas as ferramentas certas, impolantadas as politicas de incentivo adequadas, e promovidas campanhas educativas, poder-se-á transformá-lo em efetivo. Já o termo projetado tenta mostrar que existe um potencial de crescimento no consumo calculado, escalonado a futuros adensamentos, permitindo avaliar o investimento em um dado horizonte de planejamento.