1.2.1 Questões de Pesquisa
Numa tese, em que a ABNT (NBR 14724, 2005), citada por Vieira (2008),
define: “um documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem limitado”, deve-se dar respostas a algumas
perguntas, tais como: que associações, correlações, tendências e generalizações seus achados sugerem? Até que ponto seus achados estão de acordo (ou em desacordo) com resultados apresentados em trabalhos publicados?
A questão de pesquisa representa o que o investigador deseja esclarecer e parte das ideias da formulação do problema e dos objetivos, e podem indicar entre as variáveis que a formam, relações de associações (TRIVIÑOS, 2009). Assim, a pesquisa nas MPMGEs e da GSI buscou respostas na literatura e na pesquisa de campo para as questões:
1. Qual o Tempo de Existência no Mercado (TEM)?; Tempo de Existência Médio no Mercado (TEMM)?; e Tempo de Existência Geral no Mercado (TEGM) das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão por portes? O que pode-se concluir quando da análise comparativa do TEMM dessas MPMGEs com o TEMM das MPMGEs brasileiras
descrito na literatura”? Qual relação poderia ser estabelecida entre TEM, TEMM e TEGM,
com Gestão Profissional (GSI), sucesso e perenidade das MPMGEs?
2. Quais as conclusões da pesquisa de campo nas MPMGEs industriais do Estado do Maranhão e suas interações com a literatura sobre o nível de influência positiva
e/ou interferência negativa das variáveis do modelo da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI) na gestão, sucesso, perenidade, insucesso e mortalidade dessas MPMGEs?
3. Qual a importância do aporte tecnológico (máquinas e equipamentos, sistemas e métodos de trabalho) para a gestão, sucesso, perenidade, insucesso e mortalidade das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão? Qual relação poderia ser estabelecida entre aporte tecnológico e gestão, sucesso, perenidade, insucesso e mortalidade dessas MPMGEs?
4. Qual a importância da mão de obra industrial qualificada e da eficiência industrial das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão para a gestão e sucesso dessas empresas? Qual relação poderia ser estabelecida entre a qualificação dessa mão de obra e eficiência industrial, com perenidade dessas MPMGEs? Qual o nível de interferência da mão de obra industrial desqualificada e da eficiência industrial das MPMGEs industriais para a gestão e insucesso dessas empresas? Qual relação poderia ser estabelecida entre mão de obra desqualificada e eficiência industrial, com mortalidade dessas MPMGEs?
5. Qual o nível de importância das variáveis da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI) para o sucesso das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão nas fases de criação, manutenção, manutenção perene, crescimento e perenidade? Qual relação poderia ser estabelecida com esse nível de importância das variáveis de cada fase, com os processos de sucesso, baixa planejada, insucesso e mortalidade dessas MPMGEs?
6. Quais os conhecimentos e habilidades dos empresários das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão são necessários para a Gestão, Sucesso e Perenidade dessas empresas? Qual relação poderia ser estabelecida entre conhecimentos e habilidades desses Empresários com Gestão, Sucesso e Perenidade dessas MPMGEs?
7. Como a Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI) favorece a Gestão, Sucesso e Perenidade das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão? Como a perenidade das MPMGEs industriais impacta no Desenvolvimento Industrial do Estado do Maranhão? Até que ponto a ausência da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), enquanto Gestão Profissional, ou seja, a Gestão não Profissional (GNP), interfere negativamente na gestão e favorece o insucesso e a mortalidade da empresa?
8. Como as Empresas Industriais do Estado do Maranhão estão se preparando para a chegada dos investimentos no Maranhão com a implantação de empresas como a Refinaria Premium I, a MPX, a Suzano Papel e Celulose e a ampliação do Porto do Itaqui?
9. De que forma, como e qual a periodicidade que os dados da Gestão e realidade socioeconômica das Empresas Industriais do Estado do Maranhão devem ser divulgados?
10. Até que ponto divulgar os dados da Gestão e realidade socioeconômica dos resultados e conclusões verificadas nas MPMGEs industriais do Estado do Maranhão, aos atores (Entidades de apoio, fomento e fiscalização, Setor Industrial e outros Setores empresariais, políticos e econômico social, comunidade acadêmica, dentre outros), irá favorecer o despertar de uma consciência crítica para fomentar reflexões e discussões sobre a GSI enquanto gestão profissional para as MPMGEs e a Administração? Até onde essas reflexões e discussões servirão de subsídios para os empresários e para que a comunidade acadêmica avance na teoria e prática do pensamento organizacional da Administração como Ciência?
1.2.2 Hipóteses
A hipótese prevê uma relação entre dois termos, que podem ser conceitos ou fenômenos. Construir um conceito consiste primeiro em determinar as dimensões que as constituem, e em seguida, precisar os indicadores aos quais as dimensões poderão ser medidas, afirmam Quivy; Campenhoudt (1995):
“As hipóteses devem permitir serem testadas, se são verdadeiras ou falsas, por outros pesquisadores, pois ao cabo de um trabalho empírico, não pode ser considerada absoluta e definitivamente verdadeira, pois a sorte de cada uma delas é ser infirmada mais cedo ou mais tarde, no todo ou em parte, e ser substituída por outras proposições.”
É o critério de refutabilidade de Quivy; Campenhoudt (1995), em que duas condições devem ser atendidas: na primeira – para ser refutável deve ter um caráter de generalidade; e a segunda – só pode ser refutada, se admitir enunciados contrários que sejam teoricamente suscetíveis de verificação. Para Triviños (2009), a hipótese surge depois da formulação do problema, em que o investigador vislumbra prováveis soluções e envolve uma possível verdade, um resultado provável, em que os fatos poderão verificar ou não a hipótese.
A pesquisa nas MPMGEs industriais do Estado do Maranhão, sobre a Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), requereu a formulação de duas hipóteses: a primeira, relacionada ao problema de Como a GSI impacta na Gestão, Sucesso e Perenidade das
MPMGEs industriais do Estado do Maranhão?”, e a segunda, ao problema de “Como a
perenidade das empresas industriais impacta no Desenvolvimento Industrial do Estado do
Hipótese 1 - A Gestão das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs), quando aplicada na Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), na visão dos gestores da amostra, favorece a Gestão, Sucesso e Perenidade das MPMGEs. Para atender as condições de sua refutabilidade, concebe-se que as variáveis, componentes e dimensões da GSI podem ser verificadas em outras economias, Estados ou regiões, e assim confirmar ou não se interferem na perenidade das MPMGEs, portanto, atende o caráter de generalidade; assim como há outros fatores além da GSI que também favorecem a perenidade das MPMGEs, como por exemplo, abundância de recursos naturais, o que contempla a segunda condição, de admitir enunciados contrários.
Hipótese 2 - A perenidade das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) industriais do Estado do Maranhão, na visão dos gestores, impacta positivamente no Desenvolvimento Industrial do Estado do Maranhão. Para verificação da refutabilidade, constata-se que é possível analisar se a perenidade das MPMGEs industriais de outros Estados brasileiros e/ou países emergentes impacta positivamente no Setor Industrial, o que faz atender o caráter de generalidade. Concebe- se também, que além da perenidade das MPMGEs, há outras variáveis que impactam positivamente no Desenvolvimento Industrial, como por exemplo, investimentos em educação e em eficiência industrial, o que faz atender a condição de admitir enunciados contrários.
Para a aplicação do modelo, na parcela determinística, foi verificada na visão dos gestores, a relação entre a Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), aplicada às MPMGEs da amostra (variável X), independente, explicativa, exógena, e à Gestão, Sucesso e Perenidade das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão (variável Y), dependente, explicada, endógena. Avaliou-se que a GSI (X), na visão dos gestores das MPMGEs da amostra, favorece a Gestão, Sucesso e Perenidade das Empresas Industriais, sendo uma das condições necessárias para o impacto positivo no Desenvolvimento Industrial do Estado do Maranhão (Y), logo Y poderá ocorrer, se ocorrer X.
1.3 Metodologia
A metodologia abrange inúmeros itens, dentre eles: os métodos de abordagem, procedimento e técnicas; universo, tipo de amostragem e tratamento estatístico (MARCONI; LAKATOS, 2007). Descreve-se alguns conceitos, e depois a metodologia, conforme as duas etapas (pela literatura e estudo de campo), que decorreu a pesquisa.
O método é um caminho, uma forma lógica de pensamento. Para Vergara (2007), o hipotético-dedutivo é uma herança da corrente epistemológica, denominada positivismo. Para Quivy; Campenhoudt (1995) constroem conceitos sistêmicos, hipóteses deduzidas, sendo um modelo teórico. Para Hair et al. (2005), serve para avaliar a possível existência de relação entre as variáveis. O princípio é de que uma variável interfere na outra.
Delimitar a pesquisa é estabelecer limites para a investigação, Marconi; Lakatos 2006) que destaca três níveis de limite: quanto ao objeto – escolha de maior ou menor número de variáveis que intervêm no fenômeno; ao campo de investigação – dois aspectos: limite no tempo, quando o fato deve ser estudado, e no espaço, quando deve ser analisado em certo lugar; e ao nível de investigação – três estágios: exploratórios, de investigação e de comprovação de hipóteses.
Habermas (2009) enfatiza, que as teorias cientifico-sociais são dependentes de interpretações gerais que, por sua vez, não podem ser comprovadas ou refutadas segundo critérios científico-experimentais imanentes, podem ser explicativos, em que as ciências sociais se veem obrigadas a declarar dependência das suposições teóricas.
Motta; Vasconcelos (2009) enfatizam que, na Teoria das Organizações, surgem novos elementos que alteram sua compreensão, levando-nos não só a questionar, ao menos
parcialmente, as “certezas” e crenças anteriores, como também, a comparar e a buscar o
entendimento cada vez maior. Ratificam que a Administração possui objeto próprio de estudo, logo a Escola Clássica a considerava uma ciência com princípios próprios, de um lado, na experiência científica e no trabalho, e de outro, no método lógico e dedutivo, logo percebeu que não era uma ciência pronta de Taylor e Fayol, e entre as ciências sociais, devesse ser a mais dependente das demais, por usar muito a Sociologia, a Psicologia e a Economia. Na sua pretensão científica, Motta (2001), diz que a administração sempre foi interdisciplinar e multiparadigmática.
No universo da pesquisa define-se toda a população e a população amostral, em que, entende-se, aqui, por população - o conjunto de elementos (empresas, pessoas etc), que possuem as características do objeto de estudo. A população amostral ou amostra - é uma parte do universo (população), escolhida por critério de representatividade. Vergara (2007), cita dois tipos: probabilística - baseada em procedimentos estatísticos e temos: aleatória simples - cada elemento da população tem uma chance determinada de ser selecionado; a estratificada – seleciona uma amostra de cada grupo da população, proporcional ou não; e por conglomerados - seleciona conglomerados (empresas e outros); e não probabilística, com
destaque para aquelas por acessibilidade e por tipicidade. A proporcional define para a amostragem a mesma proporção observada na população, com referência a uma propriedade.
Na coleta de dados faz-se a aplicação dos instrumentos e técnicas selecionadas, Marconi; Lakatos (2006), que variam de acordo com o tipo de investigação e como exemplos, temos a coleta documental, o questionário, dentre outros. Para a análise de dados quantitativos, Collis; Hussey (2005) descrevem que, se o pesquisador adotou um paradigma positivista, terá de realizar alguma forma de análise estatística, em que os dados quantitativos tomarão a forma de valores numéricos. A análise exploratória dos dados (termo preferido, ao invés de estatística descritiva), implica a descrição de dados para resumir e apresentar os dados em tabelas, quadros, gráficos e outras formas, permitindo que padrões e relaçoes sejam discernidos para uma análise preliminar ou completa, dependendo do seu rigor estatístico.
Malhotra (2006) descreve escalas de mensuração: nominal (esquema figurativo de rotulagem), ordinal (classificação numérica) e intervalar (valoriza números para pontuar/classificar objetos). Ulrich et al. (2009) descrevem escala que varia de 1 a 10 pontos para mensurar variáveis de liderança. Tais escalas serviram de inspiração para a elaboração da escala de pontuação do questionário de coleta de dados da pesquisa de campo nas MPMGEs industriais.
Assim, diante desses conceitos, esta tese utilizou como metodologia os dispositivos que são descritos na sequência deste estudo.
1.3.1 Literatura
a) Delimitação: níveis de limite – os dados foram extraídos das fontes secundárias. O limite de tempo foi o 2º semestre de 2009 até o 1º bimestre de 2012; no limite de espaço, foram analisados quanto ao objeto, dados do universo das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) brasileiras e em alguns países e a Gestão Profissional (GSI); no nível de investigação, os estágios exploratórios foram baseados em conhecimentos teóricos anteriores e de verificação de hipóteses (MARCONI; LAKATOS, 2007). A linha de pesquisa foi a de Tecnologia de Gestão, sobre estudos organizacionais da realidade brasileira do Programa de Doutorado em Administração da FGV/EBAPE;
b) Método: hipotético dedutivo – para a construção de conceitos sistêmicos e hipóteses deduzidas desse modelo teórico explicativo (QUIVY; CAMPENHOULD, 1995);
c) Abordagens e Teorias: o Empreendedorismo em duas abordagens da literatura; a econômica – estudos de Schumpeter (1934); e a gerencial – Teoria de
McClelland, (anos de 1970); e Orientação Empreendedora (OE) (LUMPKIN; DESS,1996), que fundamentaram o Modelo Conceitual da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI).
1.3.2 Pesquisa de campo
a) Delimitação, universo e amostra - Níveis de limite: os dados foram coletados no universo do objeto de estudo (MPMGEs); o limite de tempo foi o 2º semestre de 2010 até o 1º bimestre de 2012; e de espaço nas Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) industriais do Estado do Maranhão, extensivo aos 170 (cento e setenta) municípios que têm indústrias formais no Cadastro FIEMA (2006), sendo 2.515 (MPMEs) e 15 (quinze) Grandes Empresas (GE), totalizando em 2.530, conforme quadro 21 da página 161 e população (tabela 1) a seguir:
Tabela 1 – População acessível das indústrias para estratificação, segundo municípios por porte das indústrias.
Nº Municípios
Porte das Indústrias
MICRO PEQUENA MÉDIA GRANDE
TOTAL Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade
01 Alcântara 01 - - - 01 02 Bacabal 36 09 01 - 46 03 Balsas 59 21 02 - 82 04 Caxias 17 20 02 - 39 05 Cajapió 04 - - - 04 06 Imperatriz 192 97 04 - 293 07 Lago da pedra 16 03 - - 19 08 Paço do lumiar 04 01 01 - 06 09 Raposa 02 - - - 02 10 Rosário 08 08 02 01 19
11 São João dos patos 11 - - - 11
12 São José de Ribamar 21 09 - - 30
13 São Luís 739 380 46 10 1175
14 Timon 32 10 - - 42
Total 1142 558 58 11 1769
Fonte: FIEMA (2006).
Da população no universo das MPMGEs industriais, foi extraída a amostra aleatória estratificada proporcional, com média representativa desse universo, considerando a participação de cada categoria econômica no PIB do Estado do Maranhão, conforme quadro 18 da página 159, e cálculo do tamanho da amostra e tabela 2, página 50;
Cálculo do tamanho “n” da amostra para a nova população.
onde: p.q = 0,25 (variância estimada do universo)
Ɛ = 0.078 ou 7,8% (erro padrão de estimativa) λ = 1,96 (nível de significância)
N = 1769 (tamanho do universo)
Logo, substituindo os valores na expressão acima (n), temos: n = 145, com a margem de erro de aproximadamente 8% e intervalo de segurança de aproximadamente 92%.
Critério mais usado para a partição de n (em ni) na amostragem estratificada proporcional. De modo geral tem-se a seguinte relação (Critério de BOWLEY): Se ni i
n N N i n n N N i . , fazendo N n
f (fração constante)
n f N
i.
i ; onde:i) N é o tamanho da população e, ii) Ni é o tamanho de cada estrato. Calculando o valor de f (fração constante): e substituindo-se os valores da expressão
i
n f N. i , na tabela 2, temos o tamanho de cada amostra.
Tabela 2 – Amostras significativas estratificadas indústrias, segundo municípios por porte das indústrias
Nº Municípios
Porte das Indústrias
MICRO PEQUENA MÉDIA GRANDE
TOTAL Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade
01 Alcântara 01 - - - 01 02 Bacabal 03 02 - - 05 03 Balsas 06 02 - - 08 04 Caxias 02 02 - - 04 05 Cajapió 01 - - - 01 06 Imperatriz 16 08 02 - 26 07 Lago da pedra 03 02 - - 05 08 Paço do lumiar 02 01 01 - 04 09 Raposa 01 - - - 01 10 Rosário 02 01 - - 03
11 São João dos patos 01 - - - 01
12 São José de Ribamar 02 01 - - 03
13 São Luís 51 22 05 03 81 14 Timon 02 - - - 02 Total 93 41 08 03 145 Fonte: FIEMA (2006). N q p q p n . . . . 2 2 2 081967 , 0 1769145 N n f
Nível de investigação: o estágio exploratório foi baseado na confirmação das hipóteses deduzidas do modelo teórico explicativo.
b) Coleta de dados e tratamento estatístico - Na delimitação, no meio de investigação, a técnica utilizada foi o questionário, aplicado aos gestores das MPMGEs da amostra industrial do Estado do Maranhão. Os dados quantitativos levantados receberam tratamento estatístico, tendo sido realizadas: análise exploratória de dados (estatística descritiva), com análise de médias e percentuais das variáveis, componentes e dimensões do Modelo Conceitual da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), Teste de Levene de Homogeneidade das Variâncias, Análise de Variância – ANOVA, Teste de Correlação entre as Variáveis, Regressão e Correlação Múltipla.
1.4 Motivação
Interesse do autor em dar continuidade a pesquisas já desenvolvidas: Administração Geral – no Bacharelado em Administração – UEMA (1986); Diagnóstico de Necessidades e Plano Quadrienal de Projeção para Formação de Mão de obra no Setor Industrial de Imperatriz-MA/ SENAI MA e Nacional de Brasília – DF (1990); Gestão e Liderança Integrada no Lato Sensu – UFMA (1994) e UNICEUMA (2004); Formação de Mão de obra e Desenvolvimento Econômico em São Luís-MA – Mestrado UFPE (2003); RH, Treinamento e Desenvolvimento – T&D – NSG (1990) e EDUEMA (2008), dentre outros.
Busca de respostas diante de muitas indagações sobre as MPMEs por várias décadas, tais como: por que mesmo com tantos atores envolvidos com os aspectos de gestão das MPMEs (Bancos de fomento, Universidades, SEBRAE, Conselhos de Classe, Associações de apoio, ONGs, políticas dos governos Federal, Estadual e Municipal, dentre outros), observa-se ainda em publicações dos órgãos de apoio a esse segmento, altos índices de mortalidade? De que forma, na visão dos gestores das MPMGES industriais do Estado do Maranhão, estão sendo consideradas as variáveis da GSI, enquanto Gestão Profissional, nas fases de criação, manutenção, manutenção perene, crescimento e perenidade; e nos processos de sucesso, insucesso e mortalidade dessas MPMGEs?
Por outro lado, constata-se a necessidade da ampliação de modelos alternativos de Gestão Profissional para a Administração, específicos à realidade de um Estado, região ou país, e nesta pesquisa, nas Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) industriais do Estado do Maranhão, em que possibilitou avaliar, Como a GSI impacta na
perenidade das MPMGEs industriais impacta no Desenvolvimento Industrial do Estado do
Maranhão?”
Finalizando, este estudo tem como motivação gerar conceitos e práticas inovadoras sobre Gestão Profissional das MPMGEs para serem acrescentados na literatura administrativa, e trazer novas perspectivas para discussão e o ensino da Administração na academia e nos órgãos que apoiam as MPMGEs, podendo ser um ponto de partida para novas pesquisas que enriqueçam o tema e, consequentemente, favoreça um ensino mais consistente e eficaz.