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1. DETAY TASARIM ÖZETİ

1.5. Uçuş Zarfı

1.5.6 Motorların Güç İhtiyacı

A Política Nacional de Saúde Mental, que preconiza, o redirecionamento do modelo assistencial em saúde mental, busca consolidar um modelo de atenção aberto e de base comunitária. A proposta é garantir a livre circulação das pessoas com problemas mentais pelos serviços, pela comunidade e pela cidade (BRASIL, 2001).

Nesse contexto, de proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, ela outorga como um dos seus direitos às pessoas, receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento e o melhor tratamento do sistema de saúde, apropriado às suas necessidades, tendo como finalidade sempre, a reinserção social do paciente em seu meio (BRASIL, 2001).

Como partícipe, na procura desse modelo, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) - Portaria 3088 de 23 de dezembro de 2011 tem como objetivos: ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em geral; promover a vinculação das pessoas com transtornos mentais e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas e suas famílias aos pontos de atenção, e garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da atenção às urgências (BRASIL, 2011).

Essa portaria, apresenta entre suas diretrizes para o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial a diversificação das estratégias de cuidado e o desenvolvimento de estratégias de redução de danos, e como uns dos seus objetivos específicos monitorar e avaliar a qualidade dos serviços por meio de indicadores de efetividade e resolutividade da atenção, constituindo-se os SIS, em uma ferramenta chave, para atingir esses objetivos e seguimento dessas diretrizes (BRASIL, 2011).

Basicamente a RAPS é formada pelos seguintes componentes: I - Atenção Básica em Saúde; II - Atenção Psicossocial Especializada; III - Atenção de Urgência e Emergência; IV - Atenção Residencial de Caráter Transitório; V - Atenção Hospitalar; VI - Estratégias de Desinstitucionalização; VI - Reabilitação Psicossocial (BRASIL 2011).

Ainda possui como estrutura apoiadora para desenvolvimentos desses componentes os seguintes pontos de atenção: Unidades Básicas de Saúde; Núcleos de Apoio à

Saúde da Família; Consultórios na Rua; Centros de Convivência e, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas suas diferentes modalidades; Atenção de Urgência e Emergência; Unidades de Acolhimento; Serviços de Atenção em Regime Residencial; Leitos de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas em Hospitais Gerais; Serviços Residenciais Terapêuticos (BRASIL 2011).

Esses centros surgiram nas cidades Brasileiras na década dos 80, sendo que as suas diretrizes para funcionamento foram estabelecidas por meio da portaria n° 336, de 19 de fevereiro de 2002 e os serviços foram regulamentados pela portaria n° 189, de 20 de março de 2002 (BRASIL, 2002a, 2002b).

Os CAPS são instituições destinadas a acolher aos pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar, apoiá-los em suas iniciativas de busca de autonomia, oferecer-lhes atendimento médico e psicológico. Sua característica principal é buscar integrá-los a um ambiente social e cultural concreto, designado como seu "território", o espaço da cidade onde se desenvolve a vida quotidiana de usuários e familiares. Assim, constituem a principal estratégia do processo de reforma psiquiátrica (BRASIL, 2004a).

Nas Américas, essa reforma teve como marco a Declaração de Caracas (1990) que caracterizou a assistência psiquiátrica convencional e hospitalocêntrica como não compatível com um atendimento comunitário, descentralizado, participativo, integral, contínuo e preventivo. Desde então, a política de saúde mental brasileira passou por importantes e significativas transformações, evoluindo em definitivo de um modelo centrado na referência hospitalar, para um modelo de atenção diversificada, de base territorial comunitária (BRASIL, 2004b).

Como instrumentos dessa reforma, os CAPS são caracterizados como reguladores da porta de entrada da rede assistencial, e foram divididos em tipos, que hoje são denominados de: I, II, III, Álcool e Drogas (CAPS AD) e infanto-juvenil (CAPSi). Municípios entre 20.000 a 70.000 habitantes podem receber o CAPS I e a rede básica com ações de saúde mental. Municípios com mais de 70.000 a 200.000 habitantes podem implantar CAPS II, CAPS AD e rede básica com ações de saúde mental. Já para municípios com mais de 200.000 habitantes podem ser implantados os CAPS II, CAPS III, CAPS AD, CAPSi, e a rede básica com ações de saúde mental (BRASIL, 2002a, 2004a).

No Brasil, desde o fim da década de 1980, vimos assistindo um processo efetivo de construção de serviços psiquiátricos substitutivos. Conforme dados do Ministério da Saúde (2004), as primeiras experiências inovadoras surgem em 1987, a partir da criação do primeiro

CAPS em São Paulo-SP, o CAPS Luiz da Rocha Cerqueira, também conhecido pelo nome de CAPS da Rua Itapeva.

O estado do Ceará inicia o seu processo de reforma psiquiátrica de forma mais efetiva a partir da implantação do seu primeiro CAPS, em 1991, no município de Iguatu-CE. Cabe ressaltar que, além de ter sido o primeiro CAPS do estado, destaca-se também por ter sido o primeiro do Nordeste (COQUEIRO, 2013).

No que se refere à situação em Fortaleza, capital do estado, o processo de estruturação da rede de saúde mental teve início com a inauguração de seu primeiro CAPS, em 1998. Trata-se do CAPS geral SER III/ UFC, assim conhecido por sua especificidade de conveniado com a Universidade Federal do Ceará, que é fruto de uma intensa e persistente luta travada pelos trabalhadores do Hospital Universitário Walter Cantídio (Hospital das Clínicas) que, engajados no movimento pela reforma psiquiátrica, deram os primeiros passos rumo à realização desse simbólico acontecimento na história da saúde mental de base democrática em Fortaleza (COQUEIRO, 2013).

A expansão da rede continuo com a inauguração de mais dois CAPS, o da Regional IV e o da Regional VI, no ano de 2001. Em 2005, é a vez do CAPS da Regional V. Posteriormente, ocorre a institucionalização de outras unidades CAPS do tipo geral e a criação de centros de assistência a dependentes de substâncias psicoativas (CAPS AD) nas demais regionais da cidade, ou seja, regionais I e II.

De acordo com Brasil (2012a), existem apenas dois CAPS da modalidade infantil, os quais estão situados nas regionais III e IV e fazem a cobertura assistencial a crianças e adolescentes na grande Fortaleza, ficando, dessa forma, o CAPS da SER III responsável pelas regionais I, V e III, enquanto o CAPS da SER IV abrange a área sanitária das regionais II, IV e VI.

As três modalidades de serviços, CAPS Geral, CAPS AD E CAPSi cumprem a mesma função no atendimento público em saúde mental e deverão estar capacitadas para realizar prioritariamente o atendimento de pacientes com transtornos mentais severos e persistentes em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo e não- intensivo (BRASIL, 2002a).

Uns dos maiores desafios é justamente a consolidação desses serviços, que vêm se mostrando efetivos na substituição do modelo hospitalocêntrico, como componente estratégico de uma política destinada a diminuir, a ainda significativa lacuna assistencial no atendimento a pacientes com transtornos mentais mais graves (BRASIL, 2004a).

Benzer Belgeler