2.5. Markör Destekli Seleksiyon
2.5.1. Moleküler Markörler
Os agentes bacterianos que tem sido isolados na secreção mamária de vacas leiteiras no período seco, basicamente, pertencem aos três principais gêneros bacterianos encontrados no leite de animais com ou sem mamite, sendo eles os Staphylococcus sp., Streptococcus sp. e
Corynebacterium sp., além destes, alguns pesquisadores isolaram germes coliformes (BERRY; HILLERTON, 2002; BROWNING et al., 1990; CUMMINS; MCCASKEY, 1987; EBERHART, 1982; EDWARDS; JONES, 1966; KING, 1981; NATZKE et al., 1975; NEAVE et al., 1950; OLIVER; SORDILLO, 1988; PRIETO, 1993; REITER et al., 1970; RINDSIG et al., 1978; SCHULTZE; MERCER, 1976; SCHULTZE, 1983; SMITH; TODHUNTER, 1982; WARD; SCHULTZ, 1974; WILLIAMSON et al., 1998; ZADOKS et al., 2000). A análise da bibliogafia compulsada demonstrou a existência de uma grande variabilidade na prevalência dos gêneros bacterianos isolados da secreção das glândulas mamárias do período seco.
Eberhart (1982) demonstrou, ao avaliar a prevalência dos agentes microbianos da secreção da glândula mamária durante o período seco, que os índices de prevalência dos patógenos isolados na secreção apresentavam grande variabilidade em diferentes fases deste período. Na primeira semana do período seco, das 18 infecções que ocorreram, 39% foram causadas por Streptococcus sp. (com exceção ao Streptococcus agalactiae) e 55,5% por germes coliformes. Na segunda semana do período seco, das sete novas infecções que ocorreram, 28,6% eram causadas por Streptococcus sp. (exceto o Streptococcus agalactiae); 28,6% por germes coliformes; 28,6% eram por Staphylococcus aureus e 14,2% não puderam ser identificados. Após 30 dias de período seco, 62,5% das infecções eram determinadas por Streptococcus sp. (exceto o Streptococcus agalactiae) e 37,5% causadas por germes coliformes. Resultados antagônicos foram obtidos por Smith e Todhunter (1982) durante o período de involução ativa da glândula, pois eles determinaram maior prevalência de glândulas infectadas por Streptococcus
agalactiae e Staphylococcus aureus, enquanto que na fase de colostrogênese, predominaram glândulas infectadas por Streptococcus sp., não sendo, entretanto, isolados cepas de
Neave et al. (1950) estabeleceram, de forma pioneira, que no período seco 47,25% (43/91) dos quartos mamários estavam infectados por Streptococcus sp. (com exceção ao
Streptococcus agalactiae) e 36,3% (33/91) por Staphylococcus sp., sendo as infecções por coliformes raras, constituindo 4,4% (4/91) das infecções. Além do mais, os referidos pesquisadores ponderaram que a prevalência do gênero bacteriano, presente na secreção do período seco, era diferente do que a determinada durante o período da lactação, no qual 68% dos quartos infectados apresentaram Staphylococcus sp., 17,4% Streptococcus agalactiae e 15,2%
Streptococcus sp. Semelhantes resultados, destacando serem as bactérias do gênero Streptococcus (excluindo cepas de Streptococcus agalactiae) os agentes patogênicos predominantes na glândula mamária de vacas leiteiras no período seco, foram obtidos nos experimentos delineados por King (1981), Reiter et al. (1970), Schultze e Mercer (1976) e Williamson et al. (1998). Ward e Schultz (1974), confirmando estes resultados, afirmaram que dos 120 novos quartos infectados, instalados no período seco, 47% deles se deviam a cepas de
Streptococcus uberis, 32% deles de Staphylococcus aureus, 15% a infecções por germes coliformes e apenas 6% por cepas de Streptococcus agalactiae. Além disso, os autores observaram que a maioria dos quartos infectados por Streptococcus sp. pertenciam a vacas com mais de oito anos de idade, de maneira diferente, as infecções por Staphylococcus aureus apresentaram distribuição homogênea, independentes da influência dos fatores etários.
Com resultados diferentes sobre o gênero bacteriano mais freqüentemente isolados da secreção láctea de glândulas mamárias de vacas secas, Oliver e Sordillo (1988) e Schultze (1983) detectaram, em seus experimentos, um crescente número de quartos infectados por
Staphylococcus coagulase negativa, no decorrer do processo de secagem, mas observaram que estas infecções desapareceram no primeiro mês da lactação. Entretanto, Browning et al. (1990) e Rindsig et al. (1978) concluíram ser maior a prevalência de quartos infectados por
Staphylococcus aureus, no período seco. Rindsig et al. (1978) ao estudarem a distribuição de cepas bacterianas na secreção láctea verificaram que 73,3% (11/15) dos quartos estavam infectados por Staphylococcus aureus, 13,3% (2/15) por Streptococcus agalactiae, 6,7% (1/15) infectados por outras espécies de Streptococcus e 6,7%(1/15) por coliformes. Essa distribuição, também, foi confirmada por Browning et al. (1990), mas com menor magnitude, ao obseravarem que das novas infecções que ocorreram no período seco, 58% delas foram por S. aureus e 29% foram por Streptococcus uberis.
No Brasil, Prieto (1993) realizou pesquisa avaliando a ocorrência da infecção da mama no final da lactação e no início do período seco, observando que, dez dias após a interrupção da ordenha, dos 59,5% (91/153) quartos infectados, foram isolados: 43% (39/91) de Staphylococcus
sp.; 29,7% (27/91) de Corynebacterium sp.; 12,1% (11/91) de Streptococcus sp. e 15,4% (14/91) continham dois dos agentes anteriormente citados. Na fase final da lactação (sete a dez dias antes da secagem), os mesmos pesquisadores haviam constatado que das 67,5% (106/157) glândulas infectadas, 40,6% (43/106) delas estavam infectadas por Staphylococcus sp.; 50% (53/106) por
Corynebacterium sp.; 2,8% (3/106) por Streptococcus sp. e 6,6% (7/106) das infecções eram por associação mista.
Edwards e Jones (1966) afirmaram que quartos com isolamento positivo de bactérias não patogênicas, como consideraram as cepas de Corynebacterium sp. e Staphylococcus coagulase negativa, apresentavam uma menor taxa de novas infecções no decorrer do processo de involução da glândula mamária. Rindsig et al. (1978), confirmando estes resultados, concluíram que quartos dos quais se isolava Corynebacterium bovis, antes da secagem, apresentaram menores taxas de novas infecções no período seco; essas taxas de novas infecções foram de 2,9% em glândulas infectadas por Corynebacterium bovis e de 4,5% de novas infecções para quartos não infectados. Browning et al. (1990) confirmaram a opinião dos autores anteriormente citados, e, especificaram que quartos infectados por Corynebacterium bovis eram mais resistentes às ações patogênicas do Staphylococcus aureus, entretanto, eram menos resistentes a infecções por
Streptococcus sp. Ressalte-se que Zadoks et al. (2000) também confirmaram a maior resistência dos quartos infectados por Corynebacterium bovis ao Staphylococcus aureus.
A respeito do significado que a presença do Corynebacterium sp. possa ter para o retorno da lactação de glândulas que apresentaram esse agente no período seco, Cummins e McCaskey (1987) afirmaram que, ao voltarem em lactação, o leite produzido por estas glândulas não apresentou maior número de células somáticas, como também, essas mamas não produziram menos leite do que as glândulas que não estiveram infectadas durante o processo de secagem. Além disso, esses pesquisadores acrescentaram que este agente pode ser encontrado no período seco em glândulas que estão infectadas por Staphylococcus sp. e/ou Streptococcus sp.
Finalmente, caberia ser destacada a opinião de inúmeros pesquisadores que se dedicaram ao estudo da patogenicidade das bactérias que infectavam o úbere no período seco, os quais afirmaram que a presença de bactérias do gênero Corynebacterium sp. e Staphylococcus coagulase negativa, durante o período seco, não era considerada prejudicial ao tecido da glândula mamária (BERRY; HILLERTON, 2002; BROWNING et al., 1990; CUMMINS; MCCASKEY, 1987; EDWARDS; JONES, 1966; OLIVER; SORDILLO, 1988; RINDSIG et al., 1978; ZADOKS et al., 2000).