9- Diğer özel nokta grupları ise tetrahedral ve oktahedraldir Molekül düzgün dörtyüzlü bir yapıya sahipse, tetragonal; düzgün sekizyüzlü bir yapıya
2.8 Moleküler Enerji Hesaplama Yöntemleri [6] 1) Moleküler Mekanik Metodlar
Os textos das resenhas do PNLD 2011 obedecem à mesma estrutura ao longo do documento, dividindo-se em quatro seções: “Visão geral”, “Descrição da coleção”, “Análise da obra” e “Em sala de aula”. A utilização de recursos gráficos para sintetizar e facilitar a comparação das informações entre as coleções tornou os textos das resenhas mais sucintos e objetivos. Identificaremos aqui a sintaxe discursiva da seção “Análise da obra”, os
elementos relativos ao exercício da cidadania e a avaliação das ilustrações presentes nos livros selecionados.
O enunciador, em relação à coleção Geografia temas, de Melhem Adas, obedece à ordem dos critérios apresentados na ficha de avaliação para estruturar o texto de sua análise, fazendo um apanhado da coleção como um todo, não mencionando volumes específicos. Encontramos referências ao exercício da cidadania na descrição da seção “Reflita sobre sua atitude”, presente na obra, em que o aluno é convidado a refletir sobre situações cotidianas, seus direitos e deveres. Esta seção, entretanto, integra esta coleção desde o PNLD 2005, o que revela a permanência de estruturas já exploradas.
O texto faz menção à cidadania de uma forma indireta, utilizando termos que remetem a autonomia, posicionamento e ações como reflexão e desenvolvimento do pensamento
crítico, como possibilidades oferecidas pela coleção. A representação da diversidade da
população brasileira também é um ponto avaliado como relacionado à construção da cidadania, que, de acordo com o enfoque adotado, deve ser pautada na valorização da cultura indígena, afrodescendente e no fortalecimento da figura da mulher. O enunciador, em sua análise, destaca que a coleção contempla a cultura indígena, utilizando recursos didáticos variados como fotos e mapas. Em contrapartida, o texto do guia faz uso do advérbio
pouco(a) em sintagmas como pouco trabalhado, pouco destacada e pouca ênfase para
apontar para a ausência de discussões mais enfáticas sobre a representação de afrodescendentes e indígenas.
A ficha de avaliação possui ainda um item, no tópico “Construção da cidadania”, relacionado à veiculação – ou não – de abordagens de cunho preconceituoso nos livros. O item a ser respondido pelo avaliador em relação à coleção é estruturado da seguinte forma: “Está isenta de preconceitos ou indução a preconceitos, relativos às condições regionais, socioeconômicas, étnicas, de gênero, religião, idade, ou outra forma de discriminação?” (BRASIL, 2010b, p. 78, grifo nosso). Assim, ainda que indiretamente, é possível observar, nessa resenha, a constatação de que os preconceitos e mecanismos de discriminação podem ser mais amplos que aqueles explicitados no texto, cabendo ao avaliador contratado pelo MEC, ficar atento a esse aspecto. No entanto, a abordagem explícita da resenha concentra suas observações na tríade que envolve as questões indígena, de afrodescendência e de representação da mulher – também explicitadas no item acima destacado –, encobrindo
possibilidades de uma consideração mais ampla em torno da cidadania e dos direitos de outros grupos, como as pessoas com deficiência.
Na seção “Em sala de aula”, o enunciador recomenda aos professores que optam pela coleção de Melhem Adas, ir além do que está posto em relação à representação da mulher, assim como em relação à valorização dos saberes indígenas e dos afrodescendentes, para possibilitar uma maior visibilidade desses grupos. O enunciador orienta que essas questões podem ser mais bem exploradas em conteúdos ligados à organização do espaço geográfico brasileiro, destacando a contribuição desses segmentos para a construção desse espaço, tomando como ponto de partida as relações que os alunos estabelecem em suas ações cotidianas.
Pelo exposto, as mulheres, os indígenas e os afrodescendentes são prioridade na lógica de representação ligada à construção da cidadania na resenha da coleção de autoria de Melhem Adas. Resta saber se nos livros existem representações para além do que está disposto nos documentos oficiais, seja a partir de registros textuais ou imagéticos.
Em relação à resenha da coleção Geografia crítica, escrita por José William Vesentini e Vânia Vlach, o que chama a atenção de forma imediata é como a sintaxe discursiva está organizada. O enunciador, utiliza os critérios descritos na ficha de avaliação para estruturar o seu texto; no entanto, a forma de apresentação do texto, apesar de ter um caráter mais descritivo, permite uma leitura mais fluida. Intencionamos com essa observação não estabelecer um comparativo, mas sim, registrar a forma como a sintaxe discursiva se organiza no texto, o que pode influenciar a escolha de uma coleção em detrimento de outra não pelo fato de haver uma diferença qualitativa entre elas, mas pela forma como as palavras são utilizadas para se referir aos critérios descritos na ficha de avaliação.
O enunciador, ao longo do texto, destaca os aspectos positivos da coleção utilizando, sempre no início de cada parágrafo, palavras que chamam a atenção do leitor para os itens avaliados. A partir da escolha de alguns vocábulos empregados no texto (seleção lexical), podemos destacar alguns elementos que confirmam nossa observação. Vejam-se os seguintes excertos: “a coleção apoia-se numa visão crítica”; “o professor encontrará na coleção
possibilidades de colocar o aluno em situações de descoberta”; “a coleção permite ao
noção de escala geográfica é permanentemente explorada”; “para diversificar, aprofundar
e fixar”; “as atividades priorizam o exercício de aprender a aprender, aprender a pensar por
conta própria” (Brasil, 2010b, p. 34-36, grifos nossos).
No decorrer do texto, o enunciador refere-se ao professor de forma indireta, elencando os aspectos positivos do uso dessa coleção para sua prática em sala de aula e também para o aprendizado dos alunos. Outra estratégia utilizada é o emprego de verbos em sequência, que reforçam a intensidade da abordagem utilizada na coleção. Em geral, essa referência à figura do professor ocorre na seção “Em sala de aula”, onde são apresentadas ressalvas e recomendações a respeito da coleção.
Em relação aos itens que compõem o tópico “Construção da cidadania” na ficha de avaliação, o texto da resenha descreve de maneira sucinta as menções feitas na coleção aos grupos indígenas, afrodescendentes e mulheres. O enunciador avalia que a obra não apresenta novidades na abordagem dessa temática, classificando-a como tradicional e sintética.
A seção “Em sala de aula” faz ressalvas ao caráter tradicional e sintético da abordagem relativa aos grupos acima apontados nesta obra, orientando o professor a aprofundar as discussões acerca da participação e presença dos afrodescendentes e dos indígenas na sociedade brasileira, assim como em relação à representação da mulher e às questões de igualdade de gênero.
Consideramos que apesar de serem pertinentes os critérios que buscam formas de representação positiva desses grupos, que ao longo da história de constituição do Brasil foram marginalizados, esses critérios geram limitações à análise ao definir explicitamente quais são os grupos que devem ser representados. Ao se conferir visibilidade a determinados grupos nos livros didáticos – ainda que concordemos plenamente com sua valorização explícita –, há o forte risco de se invisibilizar outros grupos e segmentos, como as pessoas com deficiência. Portanto, talvez seja interessante considerar efetivamente a diversidade da sociedade brasileira tanto nos editais, quanto na avaliação das coleções e elaboração dos guias, incluindo explicitamente as pessoas com deficiência e postulando a verificação de sua presença/ausência nas obras a serem avaliadas.