2. KAYNAK ÖZETLERİ
2.3. Moleküler Baskılanmış Kriyojeller ile İlgili Önemli Çalışmalar
Gravadas 40 entrevistas com estrangeiros, falantes da língua Inglesa (L1) e usuários da língua Portuguesa (L2), passamos ao trabalho de transcrição das respectivas falas, para estabelecermos um corpus e procedermos ao levantamento e à tipificação das dificuldades detectadas. Após a análise do material obtido, realizamos nosso trabalho com base em apenas seis entrevistas (cf. doc. ANEXO C). Tal atitude se deveu ao fato de que os textos em questão não só aumentavam o número de ocorrências das dificuldades reveladas pelos demais textos, como também as ampliavam, proporcionando-nos maior diversidade de problemas. Com base nesse material e com nosso estudo direcionado aos problemas relativos às escolhas lexicais, partimos para a análise contrastiva estabelecendo um paralelo entre a fala do entrevistado (Interlíngua) e a L2 (Língua Portuguesa). Desta forma, pudemos evidenciar o comportamento adotado pelos falantes de L2 para suprirem suas dificuldades em situações de comunicação interpessoal.
Para a realização das entrevistas foram selecionados dois grupos de falantes de L2: um constituído por falantes do inglês britânico e outro por falantes do inglês americano, todos com experiência de aprendizado em escolas de português para estrangeiros.
A fim de que o texto das entrevistas resultasse numa fala mais próxima das manifestações orais espontâneas, organizamos um questionário, a título de roteiro, para direcionar nossa conversa com os entrevistados (cf. doc. Anexo B ).
Nossa preocupação em aplicá-lo era estimular os entrevistados para que se sentissem à vontade, emitissem suas opiniões sobre suas expectativas em relação à aprendizagem de L2 para que revelassem as possíveis causas de suas dificuldades
de expressão e ainda apresentassem sugestões úteis às novas orientações metodológicas, tendo em vista um ensino futuro ― aprendizagem de L2.
O material assim coletado, transcrito em sua íntegra e organizado primeiramente de maneira formal e ordenada, constituiu o corpus inicial de nossa pesquisa (cf. doc. Anexo C).
Durante a primeira sondagem desse corpus foram levantadas as hipóteses: Na aprendizagem da língua portuguesa, seria grande parte dos erros cometidos pelos falantes da língua inglesa provocada por problemas diversos de interferência, os quais se manifestam em todos os níveis lingüísticos: morfológico, sintático-semântico e lexical?
A partir de uma fixação adequada das estruturas aprendidas, haverá uma grande probabilidade de decréscimo de interferência?
Esses fatores foram considerados para avaliação e caracterização do erro. Entretanto, com base na diversidade das ocorrências-problema concentramo-nos inicialmente neste trabalho ao estudo das classes de palavras em seus respectivos contextos. Daí o estabelecimento de um subcorpus – o corpus definitivo para o estudo, cujos resultados apresentamos neste trabalho.
Para a realização das entrevistas optamos pela fala de dois grupos de estrangeiros, falantes do inglês, com experiência na aprendizagem do português, conforme mencionado.
Tendo em vista a delimitação do universo da pesquisa, alguns critérios foram considerados na seleção dos entrevistados:
― ser falante nativo do inglês (britânico ou americano);
― ter acompanhado algum curso de português para estrangeiros (dentro ou fora do Brasil);
― ter adquirido experiência anterior em português.
A busca de nomes das pessoas selecionadas para esse fim e de seus respectivos endereços aconteceu através de nossa própria iniciativa e de algumas indicações de coordenadores de cursos de português para estrangeiros, que acabaram demonstrando bastante interesse pelo resultado da pesquisa.
Definidos os critérios mencionados, seguem as etapas realizadas para a delimitação do corpus definitivo e elaboração deste texto:
1ª- contato com as entidades: Conselho Britânico e Cursos de Português para Estrangeiros (USP). Neste momento, procuramos nos dirigir aos locais em que se
encontravam pessoas que permitissem um contato, com a preocupação de respeitar rigorosamente a disponibilidade de cada uma;
2ª- contato com os estrangeiros, por carta, para consultá-los sobre seu interesse em participar da pesquisa, sobre sua disponibilidade de tempo e determinação de horário para a realização da entrevista. Para esse fim, elaborou-se uma carta-padrão, carta-convite, que foi enviada a cada possível participante (cf. doc. Anexo A);
3ª- realização das entrevistas, previamente programadas, que aconteceram pessoalmente no local, dia e hora sugeridos pelos estrangeiros interessados e gravação da fala em fitas cassetes. Todo o trabalho foi enfocado na transcrição da fala desses participantes, que atenderam a um questionário com 31 (trinta e uma) perguntas a serem respondidas pelo critério de livre escolha do entrevistado (cf. doc. Anexo B);
4ª- transcrição da fala em sua íntegra para estabelecimento de um corpus. 5ª- comparação das falas resultando a opção pelo aproveitamento de apenas seis das entrevistas (cf. doc. Anexo C);
6ª- delimitação e estabelecimento de um subcorpus, constituído de contextos com as dificuldades relativas às classes de palavras.
7ª- levantamento geral das dificuldades relativas às classes de palavras: substantivo, adjetivo, verbo, advérbio e construções ― preposição e conjunção. (Anexo D)
Em seguida, reunimos essas dificuldades em seus respectivos contextos para que pudessem elucidar as intenções e recursos adotados pelos entrevistados na tentativa de representar melhor suas idéias através de suas disponibilidades lingüísticas. Os entrevistados deixavam transparecer sempre um certo empenho em obedecer e aplicar as orientações recebidas nos cursos, mas, muitas vezes, não conseguiam fazê-lo e acabavam revelando inseguranças, assimilação inadequada, impropriedades lexicais que nos estimularam a uma investigação mais apurada das causas efetivas dos tropeços relativos ao uso das classes de palavras. Preocupados com a dimensão do trabalho, resolvemos fazer um recorte e, então, nos concentrarmos na escolha lexical dos nomes (formação e uso do substantivo), formas nominais e nominalizadas ― objetivo específico do nosso trabalho, ampliando assim o assunto desenvolvido na Dissertação de Mestrado.
Definido o corpus, demos início ao trabalho de análise minuciosa do material, de acordo com os seguintes passos:
a) - levantamento das inadequações relativas ao uso das diferentes classes de palavras para a criação do subcorpus;
b) - elaboração de um quadro contrastivo ― um quadro de correspondências (Anexo D) entre Interlíngua (I) e L2 que corresponde a um levantamento de impropriedades no uso das diferentes classes de palavras em seus respectivos contextos (Interlíngua) com correspondência paralela e mais próxima possível em L2, tendo em vista sempre representar a mais legítima intenção e pensamento dos entrevistados;
c) - apresentação dos erros revelados pela análise contrastiva, concentrada, numa fase inicial, no uso inadequado das classes de palavras, incluindo construções (preposição e conjunção);
d) - estudo das causas de tais dificuldades e referências relativas ao tipo de erro.
e) - levantamento dos recursos adotados pelos entrevistados para suprirem suas dificuldades;
f) - organização dos recursos em diferentes grupos de acordo com a natureza da dificuldade estabelecimento de uma tipologia de erros (análise e considerações sobre palavras e expressões aceitáveis e inaceitáveis, isto é, que se excluem), de acordo com todas as disponibilidades lexicais, semânticas e morfossintáticas existentes no sistema geral e nas possíveis normas.
g) - enfoque em uma fase intermediária, com base nas falhas relativas aos verbos e nomes através dos respectivos sintagmas verbais e nominais.
h) - busca, em conseqüência dos estudos acima e pela pertinência ao nosso trabalho já em uma fase final, por uma concentração nos nomes-substantivos, formas nominais e nominalizadas, em nível paradigmático e sintagmático.
i) - levantamento de algumas sugestões para solucionar ou minimizar essas dificuldades, evitando os numerosos embaraços dos falantes.
A configuração do levantamento dos erros computados segue uma seqüência com recortes ― um afunilamento ― que pode ser representado da seguinte maneira:
Fase inicial Fase Intermediária
Fase final Classes de
palavras
Verbos (sintagmas verbais) Nomes (sintagmas
nominais)
Nomes-substantivos, formas nominais e nominalizadas
Quadro 2 – Fases da investigação dos erros
Ao analisarmos o corpus, à primeira vista os erros dos entrevistados nos pareceram bastante naturais em se tratando de fala de estrangeiros; outros, extremamente intrigantes, exigiriam maior atenção e um estudo mais aprofundado.
Por esse motivo, voltamos nossa atenção para os erros que se relacionavam diretamente com os processos de formação e uso dos nomes, com o emprego de certas formas verbais, através de um processo de transferências descuidadas e inadequadas. Estas, por sua vez, despertaram nosso interesse para um encaminhamento mais funcional na organização de uma grade de dificuldades e forneceram pré-requisitos para uma possível criação de um campo lexical bastante útil ao ensino de língua portuguesa para estrangeiros. Consideramos, então, que o estudo das relações entre as classes de palavras constituía um recurso fundamental para o ensino da L2, pois contribuiria para sua eficácia no trabalho de reflexão e inferência sobre as idéias e informações, necessárias a uma adequada manifestação verbal.
Assim, resolvemos investigar, estudar e tipificar as dificuldades apresentadas pelos falantes de português L2, em situações discursivas que revelassem ou denunciassem embaraços, inseguranças, falta de conhecimento relativos às nominalizações paradigmáticas e sintagmáticas. As primeiras relativas à formação e uso dos nomes em suas diferentes classes e as segundas, à combinação de palavras, na tentativa de representação dos pensamentos.
O material colecionado foi organizado com base na fundamentação teórica apresentada.