1.3. Postmodernizm
1.3.1. Moderniteden Postmoderniteye Toplum ve Din
9.4.1 Introdução
Discutimos duas tendências da Análise de Discurso nos capítulos acima: o estudo de estrutura, organização e regras de aplicação do discurso próprio, por exemplo, na teoria de ato linguístico, na teoria de análise de conversação e na análise de retórica no sentido geral; e a teoria crítica social, que tem como base os estudos sobre as ligações social, cultural e política do discurso. As teorias social e política de discurso de Michel Foucault são cada vez mais escolhidas para analisar os textos concretos, revelando o processo em que o poder desempenha o seu importante papel através dos detalhes no uso linguístico. A Análise Crítica de Discurso é considerada como o produto dessa convergência e a direção do desenvolvimento da Análise de Discurso no futuro.
no seu livro Language and Control. A teoria chamou muito a atenção no círculo de linguistas europeus e desde então reuniu diversos estudiosos de outros países, havendo um grande progresso nessa área.
Desde os anos 1990, com a intensificação da sociedade informativa e a globalização, a Análise Crítica de Discurso é usada cada vez mais amplamente. O surgimento dos institutos e publicações especializados indicam o desenvolvimento significativo da teoria. Em 1991, Kirsten Malmkjar acolheu a expressão de “Análise Crítica de Discurso” na Enciclopédia de Linguística e forneceu uma explicação pormenorizada. Em 1993, o linguista holandês Van Dijk publicou Discoures and Society, que se tornou uma plataforma central para os estudos críticos. A Associação Europeia fundou ainda o projeto de Erasmus para o intercâmbio acadêmico da Análise Crítica de Discurso, atraindo a participação de especialistas como R. Wodak, Van Dijk, P. Thibault, G. Kress, Van Leewen, Norman Fairclough e P. Linell.
Hoje em dia, a Análise Crítica de Discurso é considerada como uma interdisciplina na qual convergem linguística, antropologia, retórica, filosofia, comunicação, sociologia, política, economia política, pedagogia, psicologia, estudo de mídias, geografia, estudo metropolitano, estudo cultural, estudo administrativo, estudo literário, história, estudo tecnológico, estudo legal, estudo de sexo e estudo de imigração.
9.4.2 Quadro teórico
Gunter Kress aponta que a Análise Crítica de Discurso possui uma “agenda aberta política”, e temos que liberá-la de outras análises de discurso, da linguística textual, da pragmática e da linguística social. A maioria das análises de discurso tem como motivo fornecer uma melhor explicação dos textos nos sentidos social e cultural, enquanto a Análise Crítica de Discurso deseja oferecer explicações à produção, estrutura interna e organização conjunta do texto.
O interesse da Análise de Discurso se habilita a absorver amplamente os frutos da teoria crítica social: em primeiro lugar, combina os pontos de vista de pós-estruturalistas
como Michel Foucault e Jacques Derrida, que acreditam que o discurso não seria um meio neutro para descrever ou analisar a realidade e as relações sociais. O discurso pode construir eficazmente, ajustar e controlar os conhecimentos, os sujeitos, as relações e o nascimento dos institutos sociais. Os conhecimentos, o discurso e o poder são sempre acompanhados e aliados, sendo uma arma e meio poderoso para o controle social. Em segundo lugar, a teoria converge para a sociologia do conhecimento de
Pierre Bourdieu, ou seja, a aplicação do discurso e a interação se tornam “capital
cultural” que possui valor de troca numa situação específica da sociedade. E esse “capital cultural” pode desempenhar um papel de controle social. Em terceiro lugar, aproveita as experiências dos marxistas ocidentais, por exemplo, do hegemonismo de Antonio Gramsci e da teoria ideológica de Louis Althusser, discutindo a aliança entre o discurso e a ideologia para servir de meio de controle social e estratégia de resistência. Em último lugar, a explicação de M. Bakhtin sobre a característica ideológica dos símbolos linguísticos e a sua teoria sobre a intertextualidade e o gênero do discurso trouxeram vigor à Análise Crítica de Discurso.
Essa linha de estudo pode em uma direção remontar a origem de Aristóteles, movimento do Iluminismo, Karl Marx, Escola de Frankfurt e Jürgen Habermas; em outra direção tem sua origem em Antonio Gramsci, Louis Althusser e Michel Pecheux (DIJK, 1993, p. 249).
A Análise Crítica de Discurso usa “texto” no sentido estendido, incluindo o site do governo, talkshow de televisão, propagandas, debate de parlamento, documentos oficiais e outras formas de discurso público, assim como as relações e conversações nas áreas de tratamento médico, educação, sexo, organização comercial e política. Os textos, como reportagens jornalísticas, comentários, revistas e títulos jornalísticos, que são textos altamente públicos e têm o poder de tratar os participantes diferentemente, ganharam o apreço dos analistas.
Em suma, podemos aplicar a Análise Crítica de Discurso a diversas matérias. Através das investigações detalhadas, descobrimos a discriminação sexual e racial, assim como as desigualdades nas áreas de educação, emprego e leis, nessas práticas de discurso e nas práticas social e cultural. Revelamos os vínculos entre a linguagem, o
poder e a ideologia, verificando que a classe de poder usa a linguagem para afetar a opinião e ação do público, com a finalidade de manter os interesses produzidos pela dominação e controle.
9.4.3 Os instrumentos e métodos da Análise Crítica de Discurso
A Análise Crítica de Discurso tem um quadro teórico especial mas não unificado, que seria constituído por vários métodos: Análise de Discurso de Pecheux, Linguística Crítica de Fowler, o estudo de discurso e mudanças social e cultural de Fairclough e o estudo da cognição social de Van Dijk. Ela é construída na base de análise linguística, com influências das teorias de esquema e de atos linguísticos, e mais a teoria da função sistemática de Halliday.
Van Dijk argumenta que as análises de ideologia e de discurso precisam incluir os seguintes aspectos, os quais podem ser realizados separadamente ou sinteticamente: a) Análise Social
Essa categoria inclui a análise de estrutura total de sociedade, por exemplo, democracia parlamentar e capitalismo; análise de estrutura regimental e organizada; administração mental apesar dos poderes de polícia, tribunal e assuntos militares; análise de relação organizacional, como discriminação, racismo e machismo; análise de estrutura organizacional, como identidade, tarefa, meta, regra, tendência e recurso, etc.
b) Análise Cognitiva
A análise de cognição social inclui: análise de valores sociais e culturais, como inteligência, honestidade, igualdade; análise de ideologia, como racismo, machismo, antirracismo, feminismo, ecologismo; e análise de conhecimentos sociais e culturais sobre a sociedade, grupos e linguagem.
A análise de cognição pessoal seria, em primeiro lugar, a análise normal (contexto livre), por exemplo, a escolha pessoal no valor social, o sistema de atitude e visão
pessoal, os conhecimentos pessoais, etc.; em segundo lugar, seria a análise especial (contexto limitado), por exemplo, a análise de modelos, a análise de modelos contextuais, etc.
c) Análise de Estrutura de Discurso
A análise de estrutura de discurso indica análises sobre as diversas estruturas de discurso e conversação.
Análise de estrutura superficial: As estruturas superficiais geralmente não possuem “significados” claros, mas são manifestações dos “significados” latentes. Ao mesmo tempo, essas estruturas superficiais podem expressar ou carregar alguns funcionamentos e estratégias especiais. Por exemplo, o volume ou o tamanho de letras podem ser escolhidos intencionalmente para enfatizar ou atrair atenção aos significados particulares.
Análise de gramática: No sentido mais específico, analisam os aspectos-chave, como intertextualidade, argumentação, narração, formalização e voz.
10 ANÁLISE DE PÁGINA DE OPINIÃO DO DIÁRIO YANGCHENG