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1.6. Tanımlar

2.1.5. Modern Liderlik Yaklaşımları

A Classificação das Actividades Económicas (CAE) (Rev. 2.1) do Instituto Nacional de Estatística integra as actividades da Defesa na CAE 75 – “Administração Pública, Defesa e Segurança Social Obrigatória” –, apresentando uma classe específica para o sector, a Classe 7522 – “Actividades de Defesa”. Segundo esta classificação as actividades de Defesa integram os seguintes produtos (Eurostat, 2002):

Serviços de Defesa (Produto 75.22):

ƒ Serviços das Forças Armadas (Produto 75.22.1); ƒ Serviços de Defesa Civil (Produto 75.22.2).

No contexto Português, os objectivos permanentes de Defesa nacional constam da Constituição da República e estão expressos na Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas (LDNFA). De acordo com MDN (2003), a Defesa nacional tem por missão garantir a unidade, soberania e independência nacional; o bem-estar e prosperidade da nação; a unidade do Estado e o normal desenvolvimento das suas tarefas; a liberdade de acção política dos órgãos de soberania e o regular funcionamento das instituições democráticas, no quadro constitucional. É sublinhado que a Defesa nacional constitui um conceito amplo, que requer o envolvimento dos cidadãos, da sociedade e dos poderes públicos, de forma a manter e reforçar a segurança e a criar condições para prevenção e combate a quaisquer ameaças externas que, directa ou indirectamente, se oponham à obtenção dos objectivos nacionais. Assim, no âmbito deste conceito estão integradas componentes militares e não militares.

De acordo com o enquadramento focado no Livro Branco da Defesa Nacional (MDN, 2001a), às Forças Armadas compete: ”assegurar a defesa militar da República; contribuir para uma política externa de afirmação do Estado Português, ao serviço da paz e da segurança humana; participar nas políticas de cooperação, protecção civil, do desenvolvimento sustentado em ambiente saudável e de melhoria da qualidade de vida dos portugueses”.

As inúmeras especificidades que caracterizam as actividades deste sector não permitem a identificação exaustiva destas actividades, pois irá depender de muitos factores, nomeadamente, do grau de desagregação dessas actividades. Contudo, tendo presente a tipologia de actividades efectuada anteriormente (Anexo I.4), os objectivos deste estudo e a preocupação de considerar, em particular, as actividades de Defesa com especial relevância para o domínio ambiental, apresenta-se no âmbito deste trabalho uma sistematização possível destas actividades no contexto do sector da Defesa português (Tabela 2.4).

De forma distinta dos modelos clássicos de input-output para os sectores produtivos (e.g. indústria, energia), o principal produto ou fluxo de saída do sector da Defesa, é a missão de defesa da soberania e dos interesses do país. Assim, associado às principais missões e actividade do sector, existem um conjunto de fluxos que caracterizam este domínio, e que apresentam particular relevância no contexto da interacção com os sistemas

ambientais. Apesar de alguns pressupostos de generalização, a Figura 2.1 sintetiza os principais fluxos de entrada, processos e fluxos de saída no sector da Defesa.

Tabela 2.4. Actividades do sector da Defesa português com potencial relevância ambiental. Actividades do sector da Defesa

Operacionais

ƒ Segurança militar;

ƒ Defesa territorial;

ƒ Fiscalização (e.g. fiscalização da Zona Económica Exclusiva);

ƒ Operações de busca e salvamento (e.g. salvamento e protecção dos banhistas);

ƒ Manutenção da paz e da ordem pública;

ƒ Controlo de tráfego: aéreo, marítimo e terrestre;

ƒ Levantamento hidrográfico, topográfico e cartográfico;

ƒ Impressão e processamento fotográfico;

ƒ Instalação, exploração e manutenção de sistemas de comunicação;

ƒ Actividades hospitalares;

ƒ Actividades laboratoriais;

ƒ Colaboração com Autoridades Civis;

ƒ Colaboração com o Sistema Nacional de Protecção Civil;

ƒ Prevenção e combate a incêndios florestais;

ƒ Prevenção e combate à poluição;

ƒ Apoio humanitário;

ƒ Exercícios de tiro: aviação, unidades terrestres e unidades navais;

ƒ Testes de armamento;

ƒ Exercícios de manobras;

ƒ Exercícios internacionais;

ƒ Construção e manutenção de infra-estruturas: pontes, estradas, redes de saneamento, edifícios, residências, armazéns, áreas de treino, faróis, farolins e radiofaróis;

ƒ Fabricação: munições, peças e acessórios de artilharia pesada, armamento ligeiro, armamento pesado, artilharia anti-aérea e de campanha, dispositivos de lançamento de mísseis e morteiros, viaturas de combate, viaturas de vigilância, viaturas de transporte, sistemas eléctricos e

electrónicos, ferramentas, mapas/cartas militares, produtos farmacêuticos;

ƒ Manutenção, reparação e revisão: munições, peças e acessórios de artilharia pesada, armamento ligeiro, armamento pesado, artilharia anti-aérea e de campanha, dispositivos de lançamento de mísseis e morteiros, viaturas de combate, viaturas de vigilância, viaturas de transporte, sistemas eléctricos e electrónicos, equipamentos informáticos;

ƒ Desmantelamento: munições, peças e acessórios de artilharia pesada, armamento ligeiro, armamento pesado, artilharia anti-aérea e de campanha, dispositivos de lançamento de mísseis e morteiros, viaturas de combate, viaturas de vigilância, viaturas de transporte, ferramentas;

ƒ Drenagem e tratamento de águas residuais;

ƒ Distribuição e tratamento de águas de abastecimento;

ƒ Controlo de pragas;

ƒ Gestão de espaços verdes;

ƒ Gestão de resíduos; Instrução/formação

ƒ Formação e/ou instrução militar (inclui formação profissional);

ƒ Ensino superior;

ƒ Investigação científica; Logística

ƒ Armazenamento: víveres, material de escritório, fardamento, munições, peças e acessórios de artilharia pesada, armamento ligeiro, armamento pesado, artilharia anti-aérea e de campanha, dispositivos de lançamento de mísseis e morteiros, viaturas de combate, viaturas de vigilância, viaturas de transporte, sistemas eléctricos e electrónicos, tintas, combustíveis, óleos e

lubrificantes;

ƒ Transporte (aéreo, terrestre e naval);

ƒ Abastecimento de combustível; Gestão/Administração

Sector da defesa Processos Instalações e Equipamentos Componentes Planeamento/Concepção Construção/Instalação Operação/Manutenção Desactivação Tipos de actividades gestão/administração operacional logística formação/instrução Fluxos de Entrada

• Serviços (suporte às missões e actividades da defesa)

• Recrutas militares

• Colaboradores (e.g. militares e especialistas industriais)

• Financiamentos

(maioritariamente do Estado)

• Equipamentos

(e.g. armas e munições) •Consumíveis

• Área territorial, espaço aéreo e marítimo (e.g. campos de instrução)

• Infra-estruturas • Materiais (processados, reciclados, reutilizados ou materiais originais)

• Energia • Água

Fluxos de Saída

• Missões de Defesa (e.g. defesa territorial)

• Serviços/Produtos (militares e não militares)

• Políticas, planos e projectos • Formação de militares • Resíduos (e.g. urbanos e industriais; equipamento militar obsoleto)

• Áreas contaminadas •Área territorial e edifícios alienados(e.g. vendidos ou abandonados)

• Efluentes líquidos • Efluentes gasosos • Ruído

• Perdas de energia

Sistema ambiental e sócio-económico

Figura 2.1. Modelo simplificado dos principais fluxos de entrada, processo e fluxos de saída no sector da Defesa.

A estrutura orgânica do sector da Defesa português integra um conjunto alargado de organizações (e.g. Direcção Geral de Infra-estruturas, Instituto de Defesa Nacional, Inspecção Geral das Força Armadas), incluindo empresas públicas (e.g. empresas tuteladas pela holding EMPORDEF – Empresa Pública de Defesa, SGPS, SA), particularmente associadas à indústria militar. O sector da Defesa integra as Forças Armadas, e os respectivos ramos, Exército, Força Aérea e Marinha. De acordo com o Decreto-Lei nº 47/931 o Ministério da Defesa Nacional (MDN) integra:

ƒ O Conselho Superior Militar (CSM);

ƒ O Conselho de Chefes de Estado-Maior (CCEM); ƒ As Forças Armadas (FA);

ƒ Os órgãos e Serviços Centrais (OSC). O MDN Integra ainda:

ƒ A Polícia Judiciária Militar (PJM);

ƒ O Sistema de Autoridade Marítima (SAM);

ƒ Os Serviços Sociais das Forças Armadas (SSFA).

Para uma análise detalhada da estrutura orgânica das principais componente da Defesa nacional, MDN, Estado-Maior-General das Forças Armadas, Marinha, Exército e Força

Aérea, dever-se-á focar a análise nos respectivos Decretos-Lei nº 47/93, nº 48/932,

nº 49/933, nº 50/934 e nº 51/935.

Relativamente ao âmbito de actuação dos três ramos das forças poder-se-ão sintetizar os seguintes aspectos:

Marinha: ramo da FA destinado ao exercício de vigilância e controlo do mar nas áreas de

interesse nacional, bem como no âmbito de compromissos internacionais, e de missões de interesse público que lhe sejam consignadas. Cabe à Marinha garantir, eficazmente e em permanência, a realização de actividades de interesse público no mar.

Exército: ramo das FA responsável pela componente terrestre de defesa militar e apto a

intervir em qualquer parte do território nacional, bem como no âmbito de compromissos internacionais, e de missões de interesse público que lhe sejam consignadas.

Força Aérea: ramo da FA responsável pela realização de operações aéreas e da defesa

aérea do espaço nacional, bem como no âmbito de compromissos internacionais, e de missões de interesse público que lhe sejam consignadas.

Exclui-se do âmbito deste estudo a Guarda Nacional Republicana (GNR); embora seja uma força militar, as suas missões estão essencialmente relacionadas com a segurança interna, apesar da sua missão incluir também a colaboração na Defesa nacional. Em tempo de paz esta força depende dos Ministérios da Administração Interna e da Defesa. Em tempo de guerra ou situações de crise depende do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. É uma força de segurança organizada num corpo especial, tendo várias áreas de actuação: policial; segurança e ordem pública; fiscalização e segurança rodoviária; fiscal e aduaneira; honorífica e de representação; apoio e socorro; cooperação internacional; militar.

O sector da Defesa português é um dos maiores do sector público, empregando um elevado número de recursos humanos (militares e civis). Integra um número expressivo de instalações, ocupando uma extensa área do território nacional (cerca de 0,25 % do território nacional). A despesa pública do sector da Defesa representa igualmente um valor de relevo no contexto de todo o sector público, representando 1,2 % do Produto Interno Bruto (PIB) português e 3,2 % do total da despesa do sector público. As FA

2

Decreto-Lei nº 48/93 de 26 de Fevereiro de 1993. Aprova a Lei Orgânica do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

3

Decreto-Lei nº 49/93 de 26 de Fevereiro de 1993. Aprova a Lei Orgânica da Marinha. 4

Decreto-Lei nº 50/93 de 26 de Fevereiro de 1993. Aprova a Lei Orgânica do Exército. 5

Portuguesas apresentam um valor de 42 677 militares (dados referentes ao ano 2001), reflectindo um decréscimo assinalável em relação aos números registados em 1990, cerca de 62 300 militares (MDN, 2002). Na tabela 2.5 sintetizam-se alguns dos principais dados que caracterizam o sector da Defesa português.

Tabela 2.5. Características principais do sector da Defesa português: ano de 2001 (adaptado de MDN, 2002).

Forças Armadas Variáveis principais do sector Sector da Defesa

Força Aérea Exército (incluindo os Marinha fuzileiros)

Pessoal militar1 42 677 7 523 22 528 12 626

Recursos humanos

(número) Total de pessoal2 56 202 9 218 28 422 17 230

Total de unidades militares3 300 53 142 105

Bases e quartéis 125 19 88 18

Principais Institutos,

academias, escolas e centros

de Instrução 76 25 26 25 Unidades militares (número) Hospitais militares 5 1 3 1 Monumentos Nacionais 32 0 27 4 Edifícios Classificados

(número) Imóveis de Interesse Público 32 0 13 15

Área de terreno ocupada (ha) 23 135 * 11 559 10 379 1 187

Total de despesas (106€) 1 447 ** 342 588 413

Missões ou actividades principais

e.g. defesa territorial e segurança militar; logística; formação e instrução militar; inspecção/vigilância; operações de salvamento; administração e gestão geral; exercícios militares; controle de poluição marinha e prevenção de fogos florestais, entre outros.

Carros de

combate: 101 navios: 50 Total de Viaturas blindadas: 522 Helicópteros de combate: 5 Aviões de combate: 124

Obuses: 141 blindadas Viaturas anfíbias: 5 Sistemas de

mísseis: 166 lançadores: 5 Mísseis Morteiros

pesados: 125 Mísseis: 13 (munições) Armamento e equipamento de Defesa

(número) n.d.

Helicópteros de combate: 28

Pontes: 11 pesados: 36 Morteiros Prémio Defesa Nacional e Ambiente:

1993 a 2002 (número) 29 3 17 9

Implementação de um Sistema de Gestão

Ambiental (SGA), até 2004 (número) 3 1 2 0

SGA certificados de acordo com a ISO

14001, até 2004 (número) 3 1 2 0

n.d.- não disponível; 1- excluindo o pessoal na reforma; 2- incluindo civis; 3- Foi adoptada a designação

unidade militar para representar todos os diferentes tipos de organizações militares incluídas neste trabalho. De acordo com esta definição, uma instalação ou campo militar pode incluir várias unidades independentes.

* - cerca de 0,25 % do território português; ** - cerca de 1,2 % do PIB e 3,2 % das despesas do sector público.

A distribuição geográfica das principais unidades militares portuguesas pertencentes aos três ramos das FA apesar de apresentarem uma marcada presença por todo o território nacional, verifica-se uma incidência particular na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente devido à presença da Base Naval de Lisboa e órgãos nacionais de comando.