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Modellemede Kullanılan Araç: MATLAB ile Programlama

2. SU KAYNAKLARINDA SİSTEM OPTİMİZASYONU

2.5. Modellemede Kullanılan Araç: MATLAB ile Programlama

O presente trabalho faz parte do projeto temático BIOTA, “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes do noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade” e buscou avaliar a presença e distribuição de fungos basidiomicetos poliporóides nas áreas estudadas.

As coletas foram realizadas em 10 fragmentos localizados na região noroeste do estado de São Paulo (Tab. 1, Figs. 13-24), cujo clima é do tipo Aw segundo Köppen, tropical úmido, com temperaturas médias anuais sempre maiores que 25 °C. O regime de precipitação pluviométrico é caracterizado por duas estações climáticas bem definidas: chuvosa (entre outubro e março), com cerca de 85% da precipitação total anual, e seca (entre abril e setembro), com apenas 15% da precipitação total anual, a qual varia entre 1100 e 1250 mm (± 225 mm). A topografia é suave e o relevo ondulado, relativamente uniforme, com amplos e baixos espigões (Apêndice, Figs. 155-164). Os solos arenosos apresentam condições altamente favoráveis para a infiltração e boa capacidade de absorção e resultam da decomposição de rocha da Formação Bauru (BARCHA; ARID, 1971).

A vegetação da região pode ser caracterizada como floresta estacional semidecidual e cerrado, hoje restrita a 9% de sua área original, substituída por pastagens, culturas diversas ou áreas urbanas (Apêndice, Figs. 165-174). Tal impacto coloca a região como a mais desmatada e fragmentada do estado e com a menor concentração de unidades de conservação, compondo um quadro que aparentemente não será revertido sem ações de manejo do meio ambiente. Paradoxalmente, este tipo de formação florestal tem recebido pouca atenção no que diz respeito ao estudo de sua biodiversidade (KRONKA et al., 2005).

Os critérios de seleção dos fragmentos estudados no projeto temático contemplaram a aparência geral da vegetação, a representatividade do tipo de vegetação da região e das condições ambientais, as diferentes situações do entorno (cana, laranja, pastagem, urbanização), as condições de acesso e, quando possível, o histórico do local e de suas proximidades.

A escolha foi feita a partir de consultas a imagens aéreas, mapas cartográficos, visitas às áreas e informações obtidas junto a moradores atuais e antigos, como características originais da vegetação, ocorrência de extração seletiva, registros de incêndios/geadas, usos anteriores da terra, épocas de desmatamento e tempo decorrido desde a fragmentação.

Os fragmentos foram divididos em dois tipos diferentes quanto ao tamanho: grandes (G – acima de 200 ha) e pequenos (P – entre 50 e 100 ha, aproximadamente), e agrupados em seis grupos de acordo com a proximidade, conforme Figura 13. Para as amostragens do projeto temático, dez fragmentos foram visitados em 2007 e outros dez em 2008, tendo como áreas de referência P4 e G9, com visitas nos dois anos. No presente trabalho, somente as áreas selecionadas para coletas durante o ano de 2007 foram amostradas e estão relacionadas na Tabela 1 e ilustradas nas Figuras 15 a 24.

A amostragem foi feita a partir de coletas bianuais entre março de 2007 e maio de 2008. Somente a área G1, em Novo Horizonte, foi visitada apenas uma vez. Foram estabelecidas parcelas múltiplas instaladas de forma permanente e georreferenciadas (Fig. 14). A alocação das parcelas foi feita por uma equipe especializada de topografia e delimitada com estacas permanentes, construídas usando tubos de PVC preenchidos com areia e vedados com cimento. Em cada fragmento as parcelas foram instaladas de forma sistemática, ao longo de transectos perpendiculares em relação ao curso d’água principal, abrangendo áreas com vegetação mais conservada ou representativa da condição inicial.

Foram demarcadas cinco transecções distando 100 m entre si. Ao longo destas transecções, a cada 20 m, foram instalados cinco blocos com quatro parcelas de 10 m x 10 m cada uma, totalizando 20 parcelas por transecto e 100 parcelas em cada fragmento, ou 1 ha de amostragem. Além das parcelas, foram coletados fungos sempre que encontrados, inclusive nas trilhas de acesso e no entorno dos fragmentos. A Figura 14 mostra um exemplo de como foi feita a distribuição das parcelas nos fragmentos.

A coleta, preservação e herborização do material coletado seguiram as recomendações técnicas de Fidalgo e Bononi (1984). Foram observados como substratos: troncos, galhos, solo e folhedo. Os espécimes foram fotografados e coletados individualmente em sacos de papel, observando-se e anotando-se dados como local, número de coleta, data, diâmetro médio do substrato, coloração e outras características macroscópicas necessárias.

Tabela 1. Características gerais dos fragmentos selecionados para estudo durante o ano 2007, na região noroeste do estado de São Paulo.

Grupo Município Latitude Longitude Perímetro (m) Área (ha) Entorno

A

G1 Novo Horizonte, Fazenda Serrinha 21º31'15" 49º17'41" 11866,6 635 cana G2 Sales, Fazenda Águas Claras 21º24'17" 49º30'01" 30384,5 1799,6 cana/pastagem G3 Planalto, Fazenda Taperão 21º00'05" 49º58'26" 6372,4 207,5 pastagem

B

G4 União Paulista, Fazenda Boa Vista 20º55'16" 49º55'34" 7213,2 230,4 cana/pastagem

P1 Santo Antonio do Aracanguá, Distrito de Vicentinópolis, Fazenda Rancho Alegre 20º55'34" 50º20'55" 6098,0 128,2 pastagem/cana

P2 Macaubal, Distrito de Ida Iolanda, Fazenda Pauã 20º44'34" 49º55'45" 4337,9 66,8 pastagem/cana C

G5 Fazenda São Francisco São João de Iracema, 20º28'25" 50º17'36" 41367,0 1656,2 cana/pastagem P3 Votuporanga, Fazenda Primavera 20º30'52" 50º05'12" 6914,4 112,6 pastagem/cana P4 Turmalina, Fazenda São João 20º00'13" 50º26'02" 5111,0 108,3 pastagem

F

Figura 13: Mapa do noroeste paulista com os grupos de fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual selecionados para a realização de levantamento taxonômico pelo projeto temático BIOTA (em cinza) e pelo projeto proposto (contorno azul).

Figura 14: Distribuição das 100 parcelas visitadas durante as coletas, com os cinco transectos paralelos e perpendiculares ao curso principal do rio, no fragmento P3. Detalhe com bloco de quatro parcelas. Seta indica entrada no fragmento. Modificado de: www.ibilce.unesp.br/pesquisa/fauna_flora/relatorio2007.htm

15 16 18 19 17 15 16 18 19 17

Figuras 15-19: Imagens aerofotográficas dos fragmentos do noroeste paulista amostrados. 15: G1, Novo Horizonte, Fazenda Serrinha. 16: G2, Sales, Fazenda Águas Claras. 17: G3, Planalto, Fazenda Taperão. 18: G4, União Paulista, Fazenda Boa Vista. 19: G5, São João de Iracema, Fazenda São Francisco. Fonte: www.ibilce.unesp.br/pesquisa/fauna_flora/relatorio2007.htm

20 21 23 24 22 20 21 23 24 22

Figuras 20-24: Imagens aerofotográficas dos fragmentos do noroeste paulista amostrados. 20: G9, Matão, Fazenda Cambuhy. 21: P1, Santo Antonio do Aracanguá, Distrito de Vicentinópolis, Fazenda Rancho Alegre. 22: P2, Macaubal, Distrito de Ida Iolanda, Fazenda Pauã. 23: P3, Votuporanga, Fazenda Primavera. 24: P4, Turmalina, Fazenda São João. Fonte: www.ibilce.unesp.br/pesquisa/fauna_flora/relatorio2007.htm

Benzer Belgeler