NON-LINEAR TIME HISTORY ANALYSIS METHOD FOR HIGH RISE REINFORCED CONCRETE BUILDINGS
3. ÇOK KATLI BETONARME BĠR BĠNANIN DEPREM PERFORMANSININ ZAMAN TANIM ALANINDA DOĞRUSAL ELASTĠK PERFORMANSININ ZAMAN TANIM ALANINDA DOĞRUSAL ELASTĠK
3.4.2 Modelleme ve çözümleme aĢamasında yapılan kabuller
Na chegada ao local de pesquisa na serra do Juá, procuramos logo uma das salas da escola quilombola, e tivemos o cuidado de reforçar a limpeza, para realizar o relaxamento inicial, cientes do processo que iria acontecer, deixamos todo o material e equipamento pronto.
No primeiro momento, fizemos uma acolhida com música instrumental. Ficamos em roda enquanto nos reapresentávamos tod@s. Eu assumiu essa etapa, ficamos em pé cerca de 20 minutos na roda enquanto acontecia o alongamento do corpo que estimulava uma respiração profunda dos participantes, com vários movimentos circulares de expansão. Dessa vez os participantes riram menos do que na primeira oficina mas ainda ficaram comentando seus limites durante a realização do alongamento. Mesmo com esses comentários, foi sem dúvida um momento de contato consigo próprio, de autoconsciência corporal, que ajudou a reduzir a
acentuada rigidez dos corpos da maioria, até porque houve uma preocupação maior da parte d@s facilitadores/as de corrigir os movimentos, na busca de garantir o efeito esperado de arejamento e redução das tensões corporais.
O segundo momento foi um relaxamento mais profundo em que a professora Sandra Petit orientou as pessoas a deitarem sobre as esteiras, colchas e lençóis, de olhos vendados e em silêncio para gerar concentração, uma vez que ao tornarem as energias corporais mais fluídas, os movimentos flexibilizam igualmente o
pensamento.(Gauthier,2012.p.80).
Figura 6 relaxamento inicial da oficina de sociopoética
Fonte: Arquivo pessoal do Autor(2014)
Antes de começar, tivemos a preocupação de separar as duas mulheres dos homens, para evitar qualquer constrangimento, até porque uma delas estava de vestido menos adequado à atividade. Também garantimos um espaço mínimo entre cada pessoa para evitar contatos físicos próximos, o que também poderia constranger e dificultar a sintonização. Receávamos a possível resistência dos homens deitarem uns aos lados dos outros, mas felizmente, não houve reação de incômodo, talvez por já terem experienciado outras oficinas com atividades conosco, parecia que já estavam começando a se acostumar com o relaxamento e foi muito interessante perceber essa evolução, enquanto a facilitadora-orientadora solicitava que fossem descontraindo cada parte do corpo. Para tanto, começou a pedir que relaxassem os pés, e só aos poucos foi sugerindo as outras partes, sempre na direção de subida, até finalizar com a testa e o couro cabeludo. Entre cada parte do corpo citado, deixava
sempre um intervalo para as pessoas se concentrarem, respirando fundo e vagarosamente, mantendo os pés descruzados, as mãos abertas, os ombros caídos, pois esses detalhes ajudam a distencionar o resto do corpo. O relaxamento é um momento de profunda escuta sensível por parte d@ facilitador/a que precisa estar atent@ aos sinais emitidos pel@s participantes. Assim, vez por outra, ela ia com toque delicado, descruzar as pernas ou massagear discretamente os ombros, abrir as mãos, etc. Tudo isso sem perder o ritmo dos comandos dados, mas respeitando o tempo do grupo. Dessa forma, levou-se em torno de meia hora para o relaxamento ficar satisfatório e percorrer todo o corpo, só nesse instante de descontração generalizada, é que foi narrada a história geomítica com as perguntas embutidas. Nesse momento também, houve um cuidado em deixar breves intervalos entre cada pergunta, a fim de que tivessem o tempo de mentalizar a resposta, pela imaginação. Concluída a viagem pela imaginação, ajudamos o grupo a sentar e nesse momento passamos a cabaça entre eles para provocar novas sensações, realizando assim também uma conexão com a oficina anterior quando dançaram com a cabaça.
No terceiro momento formamos duplas com os quilombolas, para realização de pinturas em cartolinas com tinta guache e pincel. As professoras Sandra Petit e Claudia Quilombola conduziram esse momento. O objetivo foi que transpusessem a história geomítica a partir do que tinham imaginado durante a contação geomítica e também pedimos que atribuíssem um título à pintura. Esse momento exigiu atenção d@/s facilitador/as, deixando acessível o material, às vezes tendo que lembrar as principais perguntas feitas durante a técnica.
Figura 7 Realização da oficina com alunos.
Fonte: Arquivo pessoal do Autor(2014)
Já no quarto momento, as duplas socializaram as pinturas das histórias recriadas sobre a capoeira na educação do quilombo, explicitando os significados dos símbolos. Tivemos de novo dificuldade com a verbalização do grupo, sobretudo com a primeira dupla, mas conseguimos contornar porque o grupo estava mais descontraído e alegre. Dessa vez, nos revezamos enquanto facilitador/as na indagação sobre as pinturas e procuramos instigar mais o detalhamento das explicitações, mas tendo cuidado em não induzir as respostas na formulação das nossas perguntas. As demais duplas foram se soltando e a última formada pelas duas mulheres foi totalmente à vontade.
Figura 8 apresentação dos trabalhos
Fonte: Arquivo pessoal do Autor(2014)
Finalizamos com avaliação de cada etapa daquele dia e jantar de munguza (mingau afronordestino à base de grãos de milho com leite de coco). Nesse momento o grupo expressou satisfação e gratidão pela nossa atividade e avaliou que essa tinha
sido a melhor oficina desde a nossa chegada ao quilombo. Estavam bastante entusiasmad@s de terem se recordado dos lugares míticos da comunidade e também da prática da capoeira e da fabricação até dos instrumentos, algo que poucos na comunidade se recordam hoje. Quanto a nós facilitador/as, ficamos muito animad@s também por termos conseguido realizar uma oficina bastante rica e fluída, com tantos elementos inesperados sobre os lugares, inclusive a referência à capoeira. Nos impressionou, a maior fluidez da fala de todos, sobretudo de uma das co- pesquisadoras até então muito tímida e com dificuldades de relaxar. Ela foi uma das mais expressivas nesse dia, trazendo muitos detalhes das suas memórias de moça intrépida no Riacho que Ronca.
2.6 Análise e resultados: Confetos da oficina Contação da História Geomítica