2. REFĠK HALĠD KARAY‟IN ESERLERĠNDE HALKBĠLĠMSEL UNSURLAR
2.2. Halk Edebiyatı
2.2.2. Anonim Halk Edebiyatı
2.2.3.4. Efsane/Mitoloji
2.2.3.4.2. Mitolojik KiĢi ya da Varlıklar
O conceito de cuidados de enfermagem de saúde mental em contexto domiciliário advém de uma experiência de alguns anos de prática clínica nesta área do indivíduo e família. a)Realiza avaliações exaustivas do indivíduo, das famílias e das comunidades, em situações complexas;
No curso de mestrado em enfermagem saúde mental e neste trabalho de relatório, a nossa principal preocupação, incidiu na avaliação com o utente, as famílias e comunidade, a procura de saúde e nos seus processos de doença.
Ao longo dos PIS fizemos avaliações sobre as necessidades do indivíduo e das suas famílias em contexto domiciliário através de vários instrumentos de diagnóstico a que nos levou a uma avaliação rigorosa das necessidades em cuidados de enfermagem de saúde mental.
Na fase de diagnóstico, avaliámos os ganhos em saúde de uma intervenção, de forma a suprimir as necessidades de saúde mental da comunidade, tal como as principais dificuldades dos enfermeiros a cuidar dos utentes com necessidades de cuidados de saúde mental.
Para efectuarmos uma avaliação exaustiva da necessidade de cuidados de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria utilizámos alguns instrumentos de diagnóstico.
112 Na análise SWOT avaliámos as oportunidades identificadas, que dão força ao projeto como por exemplo as necessidades sentidas na prática clínica, a inclusão da família no processo terapêutico, as necessidades sentidas pelos enfermeiros e uma população idosa com necessidades prementes de cuidados de enfermagem de saúde mental.
Na análise FMEA foram identificados como incidentes a ausência de cuidados de enfermagem de saúde mental, formação e informação dos enfermeiros, a dificuldade em cuidar dos familiares.
Na Visitação Domiciliaria com os Enfermeiros da UCC os problemas identificados foram: a evidente falta de competências na área da enfermagem de saúde mental, assim como a falta de sensibilização na mesma área.
Na análise dos QUESTIONÁRIOS aos enfermeiros da UCC sobre as necessidades de cuidados de enfermagem de saúde mental que têm os utentes e seus familiares na comunidade e que apoio /resposta dar aos utentes e familiares cuidadores com necessidade de cuidados nesta área, concluiu-se que há necessidade de prestação de cuidados de enfermagem na saúde mental nos quadros demenciais e depressão, assim como na formação e consultoria.
Ao longo do estágio, na fase de diagnóstico, foi-nos possível desenvolver competências, refletir profundamente e efetuar um planeamento rigoroso em função das necessidades existentes na comunidade.
b) Sintetiza e analisa criticamente os dados das avaliações para uma tomada de decisão segura;
Ao analisarmos as avaliações das necessidades de cuidados especializados de Enfermagem de Saúde Mental em contexto domiciliário permitiu-nos, inicialmente, questionar que cuidados, a que utentes e qual a comunidade necessitada.
Após uma análise crítica do diagnóstico, numa forma de resolução e de tomada de decisão, verificámos que existia uma carência de cuidados de Enfermagem de Saúde Mental em relação à promoção da saúde, adaptação e reabilitação aos processos de saúde e doença nos idosos com demência ou em risco de depressão.
Ao traçarmos os objetivos, ao longo deste trabalho, identificámos as necessidades reais da população do estudo. Foram realizadas as intervenções seguras e ajustadas às necessidades desses mesmos cuidados.
113 Nas competências da tomada de decisão tomou-se em conta a qualidade dos cuidados, assim como um elevado nível de desenvolvimento das capacidades cognitivas, de aprender a pensar, ajudando na resolução de problemas com responsabilidade e Ética.
c) Diagnostica e gere problemas e condições de saúde;
Esta unidade de competência foi ao encontro da anterior e de certa forma deu resposta ao objetivo traçado, realizado na continuidade de aquisição de competências.
No decorrer da avaliação de diagnóstico, foram levantadas algumas problemáticas sensíveis aos cuidados, traçaram-se alguns objetivos, de modo a dar resposta às necessidades sentidas, tais como a prestação cuidados de saúde mental ao utente com quadro Demencial ou Depressão no idoso, fornecendo informação e formação aos enfermeiros do ACES e na prestação de cuidados de saúde mental aos familiares cuidadores na demência e familiares com utentes em fase terminal.
Ao reunirmos na decisão clínica um conjunto de saberes, de conhecimentos científicos, técnicos e humanos e ao demonstrarmos a tomada de decisão, refletiu-se num conjunto de competências na área da saúde mental com o desenvolvimento de capacidades/aptidões e comportamento/atitudes na qualidade dos cuidados.
d) Prescreve intervenções de enfermagem geral e especializada;
Durante o PIS, e para darmos resposta aos objetivos propostos, foram efetuadas intervenções quer de cuidados gerais, quando assistíamos a alguma necessidade, quer de cuidados de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, com prescrição autónoma. Damos como exemplo o Processo de Aconselhamento, a estimulação cognitiva, a referenciação ou o encaminhamento e a avaliação de diagnóstico através de escalas.
No que diz respeito a fornecer informação e participar na Formação dos Enfermeiros das equipas das unidades funcionais do ACES na área da Saúde Mental desenvolvemos algumas atividades e Estratégias. Estivemos presentes nas reuniões com as equipas de Enfermagem para aconselhamento (consultoria) dos casos, realizámos visitação domiciliária, quando ou sempre que solicitados, com as equipas de Enfermagem das diversas unidades funcionais para avaliação clínica dos casos, realizámos reuniões periódicas com a equipa multidisciplinar para instituir um regime terapêutico ajustado a cada caso, promovemos ações de sensibilização e formação na área da Enfermagem Saúde
114 Mental, realizámos formação e fornecemos informação às equipas de Enfermagem comunitárias do ACES.
Na prestação de cuidados ao utente com quadro Demências ou Depressão no Idoso, efetuámos entrevista de enfermagem de saúde mental a todos os utentes referenciados aos cuidados desta área, realizámos atividades para desenvolver capacidades cognitivas na demência, avaliámos através de escala as capacidades cognitivas que impediam a colaboração na sua reabilitação, promovemos a saúde física dos utentes com demência, definimos os critérios para a referenciação para inclusão no projeto, elaborámos um documento de referenciação para que as equipas da UCC e das restantes unidades funcionais. Solicitámos o encaminhamento para o médico de família ou outra unidade de cuidados.
Em relação à promoção e reabilitação dos cuidadores informais na demência, avaliámos os cuidadores através de uma prévia avaliação, realizámos programas de intervenção com os cuidadores na fase inicial (adaptação) e na promoção de saúde como psicoeducação. Aplicámos a escala de sobrecarga do cuidador, realizámos intervenção com processo de aconselhamento aos familiares, de forma a ultrapassarem as dificuldades, sensibilizámos os enfermeiros da UCC para as necessidades dos cuidadores.
Para tornar possível a realização de um bom planeamento das estratégias foi fundamental sabermos os recursos organizacionais, materiais, humanos, pessoais e temporais.
Durante o processo de cuidar do utente, da família, do grupo e da comunidade, ao longo do ciclo vital, essa especificidade permitiu-nos desenvolver uma compreensão e intervenção terapêutica eficaz na promoção e proteção da saúde mental, na prevenção da doença mental, no tratamento e na reabilitação psicossocial e na prática clínica. Permitiu-nos estabelecer relações de confiança e parceria com o utente de forma a uma possível resolução de problemas.
e) Inicia e coordena a educação de indivíduos, famílias e comunidades para proteger e promover a sua saúde e prevenir doenças;
Na educação, de forma a proteger e promover a saúde, ao longo deste trabalho, traçamos dois objectivos: formação e informação aos enfermeiros quer nas reuniões de parcerias, quer na formação de cuidados e informação às pessoas com quadro de demência e aos CI.
115 Em contexto domiciliário, em especial na unidade de cuidados da comunidade, tivemos uma vertente importante, quer na promoção de saúde, quer com o utente ou cuidador informal, de forma a diminuir a sobrecarga, quer como gestores dos cuidados aos nossos utentes para uma promoção eficaz e de reabilitação. Envolvemos outras entidades, trabalhando em equipa, com a noção de liderança, de partilha de responsabilidades, o que levou ao conhecimento dos recursos da comunidade tornando as ações de promoção e reabilitação mais seguras.
A abordagem psicoeducativa de aconselhamento foi baseada nos princípios da relação de ajuda percebendo o sofrimento emocional das famílias. Sendo este um alvo a reduzir através da escuta, compreensão e informação das famílias.
A promoção da saúde visou um estilo de vida saudável com o aumento da qualidade de vida e de saúde, reduzindo os danos/risco físico e emocional dos familiares cuidadores do utente com quadro de demência.
Nesta competência procurámos saber agir, tendo em consideração estes fatores, contribuíram, de certa forma, para o fortalecimento da autoestima e para a capacidade de adaptação ao meio que rodeia, quer o utente, com quadro demência, quer o cuidador informal, de modo a desenvolver mecanismos de coping eficazes com acréscimo da capacidade destes para analisarem e atuarem sobre os seus próprios problemas, e não informar simplesmente. Alterando, assim, determinados comportamentos com o intuito de contribuir para a tomada de decisão com consciência crítica e para o aumento da capacidade de intervenção sobre a realidade.
f) Referencia e recebe referência de doentes e famílias, para assegurar a continuidade dos cuidados;
É da competência do enfermeiro conhecer os recursos existentes para deste modo, ser capaz de ir de encontro às necessidades do utente, de modo a proporcionar o melhor tratamento e uma melhor qualidade de vida.
A referenciação e o encaminhamento, quer para as equipas multidisciplinares, quer para áreas específicas da equipa de enfermagem, como enfermagem de reabilitação, foi uma forma de dar continuidade aos cuidados de enfermagem.
Na área da saúde mental é fundamental uma boa resposta social e conhecer os recursos existentes neste contexto. Para que isso aconteça é necessário que se conheçam todos os
116 recursos do concelho e estabelecendo protocolos existentes com algumas instituições, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia, os Centros Sociais e Paroquiais, GNR; Segurança Social; Bombeiros Voluntários; Juntas de Freguesia; de modo a dar uma resposta mais adequada e adaptada às necessidades de cada utente/ família.
As reuniões de âmbito social com as parcerias foram efetuadas de forma periódica, com marcação prévia, com o objetivo de partilha de informação, bem como a discussão de casos comuns, para a obtenção de uma resposta articulada e eficaz.
As reuniões de enfermeiros das diversas unidades funcionais tiveram como objetivo a discussão de casos e se necessário referenciar para os cuidados de enfermagem de saúde mental. Estas foram realizadas mensalmente ou sempre que necessário. Nestas, tal como nas reuniões de parcerias estiveram presentes os representantes.
g) Avalia a prática para assegurar serviços de saúde profissionais, éticos, equitativos e de qualidade;
Na avaliação do projeto de intervenção em serviço, fizemos a avaliação com base nos indicadores, esta foi uma forma de avaliar os objetivos. Saber se estes foram atingidos, por forma a melhorar a qualidade e dar a conhecer os ganhos em saúde, de forma ética. Para isso tivemos que assegurar de forma equitativa a acessibilidade aos cuidados respeitando a dignidade e intimidade de cada utente e sua família.
Nesta avaliação, foram realizadas as primeiras correções ao trabalho elaborado e realizadas as adaptações necessárias para possíveis melhorias nas atividades que, apesar de não estarem projetadas era importante serem retificadas.
Em relação a Fornecer Informação e Participar na Formação dos Enfermeiros das equipas das unidades funcionais, das quinze reuniões solicitadas não tivemos presentes em três reuniões. Não houve formações solicitadas pelas equipas. De uma forma informal partilhou-se informação na discussão de casos clínicos. Não foi possível determinar o valor, mas com um Enfermeiro como gestor de casos, assumindo a prestação de cuidados de saúde mental a equipa diminui a sobrecarga no cuidar.
Na fase de Prestar cuidados ao utente com processo de Demências e Depressão no Idoso, foram efetuadas todas as consultas de enfermagem solicitadas pela 1ª vez, 50% das visitas domiciliárias foram realizadas nas primeiras 24h. Durante as intervenções na prestação de cuidados de saúde mental os utentes não apresentaram danos físicos, não houve abandono
117 do projeto terapêutico, todos os utentes foram referenciados quer para o Médico de família (6), Neurologista (6) e Psiquiatra (4).
Na Promoção e reabilitação dos familiares cuidadores na demência e familiares com utentes fase terminal, todas as visitas domiciliárias (100%) às famílias que foram programadas e executadas como promoção da saúde dos cuidadores, 50% dos familiares encontram-se em sobrecarga,
Não foi possível avaliar este indicador da psicoeducação porque durante este espaço de tempo foi impossível formar um grupo de cuidadores, todos os cuidadores com necessidades de aconselhamento tiveram apoio psicoterapêutico, não houve internamentos em unidades dos utentes por sobrecarga do cuidador.
No decorrer da execução e avaliação do projeto existiram algumas dificuldades que visaram ser ultrapassadas.
Nesta competência está implícita a avaliação sucessiva das nossas atividades para a verificação da consecução dos objetivos definidos inicialmente.