1. BESLENMEYE BAĞLI HASTALIKLAR
1.4. Mineral Yetersizliğine Bağlı Hastalıklar
A educação a distância mediada pelas tecnologias da informação e comunicação efetiva-se em conteúdos e propostas de atividades, no desenvolvimento de interações entre pessoas e objetos de conhecimento, trocas de informação e experiência com suporte em ambientes virtuais de aprendizagem, sistemas computacionais disponíveis na Internet. Nesse ambiente, as informações são disponibilizadas de maneira organizada e veiculadas por múltiplas mídias, linguagens e recursos, também as expressões e produções são abrigadas e socializadas com vista a atingir determinados objetivos para a produção de conhecimento (ALMEIDA, 2003).
O relato de experiências vividas, bem como minha atuação nesses espaços de aprendizagem, tanto no papel de aluna como de professora, têm revelado a potencialidade dessa modalidade de educação do ponto de vista da queda de barreiras, aproximando pessoas e culturas, disseminando conhecimentos e informações de diferentes realidades que se interconectam e são intercambiadas
nos cursos de EaD, formando comunidades de aprendizagem coesas, nem sempre possíveis de serem vivenciadas em situações presenciais.
O conjunto das peculiaridades próprias dos ambientes virtuais de aprendizagem e a potencialidade interativa das TIC, somados ao talento do professor; a concepção epistemológica e abordagem educacional implícitas nas propostas pedagógicas potencializam a realização de atividades pautadas na diversidade, na articulação de necessidades individuais e grupais bem como remetem à eqüidade da relação professor e aluno. Esse contexto impulsiona a flexibilidade e abertura para mudanças, atualmente urgentes, no sistema educacional.
Esse contexto virtual, em uma nova dimensão de espaço-tempo, emerge como um incentivo à democratização do acesso às informações, ao diálogo com os pares e à produção de conhecimento, propiciado pelas tecnologias da informação e comunicação, apontando para mudanças profundas no processo educacional e conseqüente redefinição dos papéis do professor e do aluno.
A extraterritorialidade deixa de ser fator de impedimento para a Internet. Pessoas de qualquer região, estado ou país podem participar de comunidades de aprendizagem ou de cursos oferecidos por distintas instituições localizadas em qualquer lugar do mundo. Outro benefício é a administração do tempo aliado à autonomia, isto é, temporalidade móvel, adequando-se às possibilidades do aluno.
Romero Tori (2002, p. 2), em artigo sobre a incorporação de atividades virtuais em cursos presenciais, aborda aspectos importantes sobre a modalidade de educação a distância entre os quais a possibilidade de “aproximação cada vez maior do aprendiz com o professor - ou tutor - assim como do aprendiz com os conteúdos, e do aprendiz com outros aprendizes”. A aproximação entre os protagonistas do processo educacional aponta uma tendência crescente de convergência e troca de benefícios entre a educação a distância e a educação convencional.
Uma limitação a ser transposta pela EaD, mediada pelas TIC, é a superação do paradigma educacional transmissivo ou instrucional próprio das práticas iniciais da EaD centrada nas tecnologias convencionais como o rádio, a televisão e o material impresso e, ainda, presente em diversas experiências presenciais. Esse modelo, pautado na existência de um emissor ativo que se comunica unidirecionalmente com diversos receptores passivos, tem como objetivo final o processo de aprendizagem regulado para a reprodução de um conhecimento
já estabelecido, propiciando poucas condições efetivas para a construção mais criativa do conhecimento a ser realizada pelos sujeitos dessa prática educativa (SILVA, 2003).
Não se pode perder de vista que as TIC, em especial o computador e a Internet, trazem um potencial de interatividade para a educação que permite a exploração e a criação de estruturas educacionais inovadoras, preferencialmente, conectadas às necessidades e objetivos atuais de nossa sociedade. Esse cenário traz abertura para que educadores e pesquisadores reflitam sobre as concretas possibilidades atuais e futuras no campo de construção de novos paradigmas educacionais.
As tecnologias da informação e comunicação são um entre tantos elementos que estruturam o desenvolvimento de projetos educacionais a distância. Quando integradas a fundamentos teóricos e metodológicos definem condições preponderantes para a viabilização de ações educacionais com vistas a promover melhorias no sistema educacional. Assim, cabe esclarecer que a qualidade de EAD não é assegurada apenas pela denominação ou pelos recursos que utiliza, mas, sobretudo, pela intencionalidade e abordagem desenvolvida conforme explicitado a seguir.
Existem “diferentes maneiras de conceber a educação a distância (EAD) e, dependendo da abordagem utilizada, ela pode ou não contribuir para o processo de construção de conhecimento” (VALENTE, 1999a, p.2). De acordo com o que se tem observado nos cursos a distância, mediados pelas TIC, oferecidos no mercado nacional, nem todas as propostas, necessariamente, são voltadas para o processo de construção do conhecimento. Muitas visam, exclusivamente, atender a grande massa de cursistas, constituindo-se em mera transmissão de informação, quase sempre de caráter técnico, objetivando o treino e a memorização.
Esse mesmo autor analisa três tipos de abordagens de EaD mediada pelas TIC, utilizando como referência a construção do conhecimento de acordo com o nível de interação estabelecido. A primeira abordagem, conhecida por “broadcast”, caracteriza-se pela transmissão da informação pelos meios tecnológicos, baseia-se “na idéia dos tutoriais computacionais ou nos livros de instrução programada” (VALENTE, 1999a, p. 2). O professor ou uma equipe de profissionais organiza as informações de acordo com o que acredita ser mais adequado. O aluno recebe o material, porém não interage com o professor, inibindo a verificação da ocorrência
ou não da assimilação da informação transmitida. Essa abordagem é bastante eficiente para a disseminação de informação a um grande número de pessoas, a custo baixo e sem garantia de qualidade.
Outra abordagem apresentada por Valente (1999a) é a “virtualização da escola tradicional”, expressão que remete à tentativa de simular a forma mecanicista de transmitir conteúdo, próprio da metodologia tradicional. A informação é acessada por meio de uma plataforma disponível via Internet com possibilidade de estabelecimento de interação, o que não, necessariamente, garante condições para a construção de conhecimento. “A interação aluno-professor pode não ser ainda suficiente para criar condições para o aluno construir conhecimento“ (VALENTE, 1999a, p. 4). Atingir esta condição depende, em grande parte, do fato de o aluno por si só processar a informação ou simplesmente acumular dados. A atribuição de significado pelo aluno para as informações às quais ele está exposto não é fator relevante nesta abordagem, já que o processo educacional é centrado no professor. Os casos em que os alunos são atendidos pelo professor, sempre que necessário, implicam redução no número de participantes atendidos por turma e, conseqüentemente, custo mais elevado. Entretanto, o curso oferecido passa a ter melhores condições de qualidade em relação à abordagem anterior. No entanto, corre-se o risco de manter a hierarquia na relação professor-aluno.
O “estar junto virtual” é o último tipo de abordagem explicitada por Valente, diferencia-se da anterior pela ênfase dada à construção do conhecimento. Nesse sentido, é fundamental que o professor participe das atividades de planejamento, observação, reflexão e análise do trabalho desenvolvido pelo aluno. O assessoramento constante ao educando, o “estar junto” visa auxiliá-lo na resolução de problemas e no assessoramento do processo de construção do conhecimento. Neste caso, o aluno está no centro do processo educacional, desfrutando da potencialidade interativa das TIC que articulada à proposta pedagógica e metodológica propicia condições de aprendizagem na perspectiva colaborativa. Nessa abordagem, a interação entre o aluno e o professor e entre os alunos é prioridade.
Essa abordagem propicia o processo de articulação entre teoria e prática para a construção do conhecimento, numa proposta pautada em resolução de problemas. Entretanto, é importante ressaltar que a postura do aluno é fator preponderante para a construção do conhecimento, traduzindo-se em engajamento,
isto é, participação ativa. Expressar pensamentos, trocar experiências, dialogar, questionar e produzir conhecimentos geram situações de aprendizagem não só para o próprio aluno, mas também incentiva o restante do grupo e inclusive a atuação do professor. Propostas educacionais baseadas nesta abordagem demandam alto custo comparado com as anteriores, com limitação no número de alunos participantes por professor.