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4.2. Siyah Havuç ve Kırmızı Pancar Suyu Konsantresi İlaveli Sürülebilir

4.2.13. Mineral madde miktarı

Desenvolvimento local pode ser entendido como processos em que os esforços de uma população se somam aos do governo para melhorar as condições sociais, econômicas e culturais da comunidade visando sua integração na vida do país (FISCHER, 2002).

Buarque (2004, p. 25) define desenvolvimento local (DL) como “sendo um processo endógeno de mudança, que leva ao dinamismo econômico e à melhoria da qualidade de vida da população em pequenas unidades territoriais e em agrupamentos humanos”. Pensar o desenvolvimento local requer o envolvimento de diversas dimensões: econômica; social;

cultural; ambiental e físico-territorial; político-institucional; e científico-tecnológica. Implica considerar os diferentes padrões de inter-relacionamento ativo dos diversos atores da sociedade. O local aqui será identificado como aquele espaço territorial delimitado em municípios ou cidades. Nesse sentido importa, necessariamente, uma profunda transformação das relações sociais – não apenas dos processos técnicos de produção, mas também incluída a preservação ambiental, já que a incorporação dessa dimensão às estratégias, programas e projetos de desenvolvimento tem como objetivo assegurar melhores condições materiais e a sustentabilidade da sociedade segundo as suas condições e vocações (TENÓRIO, 2004).

Os processos de desenvolvimento local implicam esforços articulados de atores estatais, da sociedade civil e do capital, dispostos a levar adiante projetos que surjam da negociação de interesses, inclusive divergentes e em conflito. Portanto, a lógica do desenvolvimento local necessita do surgimento e fortalecimento de atores inscritos em seus territórios e com capacidade de iniciativa e propostas sócio-econômica que capitalizem as potencialidades locais, apostando em uma melhora integral da qualidade de vida da população (MARSIGLIA, 1996).

Quanto às questões de ‘como’ e ‘o que’ favorece ou influencia o estudo do DL, os principais fatores discutidos são: a importância do ambiente, o espaço geográfico e o espaço territorial, entendido sob os aspectos sociais, culturais e históricos, derivados da própria população e instituições locais, e de suas relações formais e informais entre os atores locais que compõem o sistema produtivo local e o espírito de cooperação, assim como as iniciativas direcionadas para fortalecer as capacidades locais de desenvolvimento, com enfoque no incentivo as pequenas e médias empresas (MARTINELLI e JOYAL, 2004).

Sobre desenvolvimento local, Tenório afirma:

[...] há muito vem se considerando que certo grau de desenvolvimento econômico é atingido quando a base produtiva de um país ou região atinge uma expressão significativa de crescimento das atividades industriais e comerciais. Mas de que forma deve ser avaliado seu real desenvolvimento, expurgando índices meramente quantitativos e enfocando uma análise qualitativa do desenvolvimento, onde o crescimento econômico de uma sociedade estaria garantindo uma contínua melhoria de bem estar coletivo? O desafio para a sociedade global é operar esta transformação do desenvolvimento industrial na atmosfera das localidades, sem que se percam as oportunidades de crescimento econômico e nem tampouco, a esperança de um desenvolvimento qualificado, igualitário e equilibrado. Desenvolvimento local é um processo de desenvolvimento centrado num território concreto em que os protagonistas são uma pluralidade de atores, com determinadas posições no espaço social e que estabelecem relações em função de metas e projetos comuns (TENÓRIO, 2004, p. 153).

Com as mudanças estruturais verificadas no modelo produtivo industrial, a abordagem do desenvolvimento econômico, fundamentado em localidades, representou uma possibilidade efetiva para atividades dirigidas ao desenvolvimento econômico local, graças às perspectivas que a mobilidade dos investimentos nos setores produtivos trouxeram às economias regionais. Mas, sobre o significado do termo local, até onde ele poderia ser aplicado sem perder a essência de sua acepção no contexto das teorias econômicas, escreve Sengenberger:

[...] ao apontar a emergência da economia local, na forma de uma rede de locais para os grandes conglomerados, onde seria essencial tanto a base industrial de pequenas empresas fornecedoras quanto a institucional das sociedades locais, discorre sobre o sentido do local como definição de uma região em oposição ao termo nacional ou internacional. Em sua abordagem como foco do desenvolvimento econômico regional, o vocábulo "local" deveria ser entendido como pertinente a uma determinada área, espacial ou administrativa, compreendendo um bairro, uma vizinhança, um município ou um conjunto destes (SENGENBERGER, 1993 apud BORBA, 2000, p. 18)

O território existe com uma personalidade própria. É o local, com suas dotações naturais, humanas, suas instituições, a sua atmosfera particular, segundo Borba (2000). Pode-se entender local como:

[...] entorno eco-sócio-territorial (município, região) onde, aproveitando-se as vantagens competitivas (vocação econômica, projetos potencialmente estruturantes, capital social etc.) busca-se a partir do econômico construir as múltiplas dimensões do desenvolvimento integrado - social, político, ambiental, cultural, tecnológico e institucional (PARENTE e ZAPATA, 1998, p. 97).

Alguns conceitos surgem na discussão do tema desenvolvimento. Observa-se o que em meados dos anos 70 já se tratava da questão, abordando o desenvolvimento integrado, como definido pela UNESCO “um processo total, multi-relacional e que inclui todos os aspectos da vida de uma coletividade, de suas relações com o resto do mundo e de sua própria consciência” (LUSTOSA apud FISCHER, 2002, p. 179).

Por fim Silveira (apud Fischer, 2002) pondera que alguns autores argumentam que não existe um desenvolvimento local, pois este é sempre articulado aos processos mais gerais e que é próprio das sociedades capitalistas a incorporação crescente de novas esferas e espaços; sempre subordinados à lógica do poder dominante. Entretanto, diferente dessa visão pode-se entrever um potencial transformador, na medida em que “sua emergência, associada a um contexto de globalização, reestruturação produtiva e crise do padrão de desenvolvimento, insere-se no âmago das disputas em torno de alternativas e caminhos” (SILVEIRA apud FISCHER, 2002, p. 239).

Benzer Belgeler