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Milli Edebiyat’a Ait Metinlerin Dil Konusu

4. BÖLÜM: METİNLERİN DİL KONUSU

4.3. Milli Edebiyat’a Ait Metinlerin Dil Konusu

5 – A prática de Lia Campos

a experiência vivenciada na Campanha De Pé No Chão Também se Aprende a Ler, como supervisora do 1º Curso Intensivo para o Magistério Primário (1961), Lia Campos pôs em prática os objetivos e critérios do programa do curso. O Curso Intensivo para o Magistério Municipal, segundo Góes (2000, p. 168), tinha como objetivo,

N

verificar o nível de preparo das professoras, a fim de realizar o treinamento baseado nas deficiências do domínio dos conteúdos das matérias do primário e no conhecimento dos princípios da técnica pedagógica.

Seu critério básico para funcionamento era que as participantes fossem professoras efetivamente integradas ao ensino municipal. Isto, porque havia urgência em reduzir o índice de analfabetismo que existia no município de Natal, cujo indicador apontava para mais de trinta mil analfabetos.

O passo inicial consistia em planejar um curso de férias para as professoras primárias da capital e arredores e candidatos ao ingresso no Magistério Primário Municipal. Lia Campos pretendia elaborar e pôr em andamento um programa de formação docente que mantivesse as práticas pedagógicas em consonância com a vida de uma escola que estava se modificando.

Neste curso seriam matriculadas as professoras que já integravam o quadro, havendo margem de vagas para matrícula de novos componentes a serem aproveitados progressivamente, à medida que se estendesse a rede escolar municipal, a exemplo de outros cursos oferecidos pela Secretaria de

Educação do Estado. Com o intuito de capacitar professores leigos, este também acontecia no período das férias escolares, tendo uma duração de um mês e meio.

Era importante proporcionar às professoras a noção dos objetivos visados na realização do curso, levando-as a uma formação continuada de forma específica para o trabalho que desempenhavam, bem como revisar os conhecimentos que possuíam sobre as principais matérias do curso primário. Assim, elas compreenderiam as finalidades da escola primária municipal e estabeleceriam critérios para a organização das classes e do material didático mínimo necessário a ser utilizado nas aulas.

O curso seria desenvolvido através de aulas, palestras, debates, apresentação do material didático e jogos a serem confeccionados pelas professoras e, ainda, contaria com aplicação de questionários para levantamento de problemas existentes no decorrer do curso.

Ao final, as professoras seriam submetidas a uma avaliação na forma de prova ou trabalho. As candidatas, cujos exames apresentassem resultados insuficientes, continuariam a capacitação, reservando-se um dia na semana para que, no período de quatro horas, pudessem assistir às aulas de preparação das matérias em que apresentassem baixo rendimento.

O programa do curso fixava as matérias e os limites de conteúdos a serem vencidos. As disciplinas trabalhadas com as professoras eram: Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Gerais – que compreendia História e Geografia, e ainda, Ciências Físicas e Naturais.

As aulas de Língua Portuguesa se dividiam em seis pontos básicos: redação de cartas, telegramas e recibos; ofícios; relatórios; ditado; leitura

(leitura silenciosa com interpretação escrita, leitura oral, considerando altura da voz, expressão e pronúncia e interpretação oral, destacando as idéias principais e secundárias do texto lido); gramática com exercícios escritos e orais, com destaque para os seguintes assuntos: categoria gramatical, elementos principais de uma sentença, conjugação de verbos regulares, irregulares, auxiliares e defectivos, emprego da crase, sinônimos, antônimos e homônimos e acentuação gráfica. Esta deveria obedecer ao vocabulário vigente a partir de 1943 (GÓES, 2000, p. 169).

Em relação às aulas de Matemática, estas se dividiam em cinco pontos que contemplavam: operações com números inteiros e decimais; cálculo mental; multiplicação e divisão de inteiros e decimais por 10, 100 e 1.000; frações, nas suas operações, redutíveis e irredutíveis, redução de fração ao mesmo denominador e, por fim, sistema métrico, envolvendo operações, área, reduções, perímetro e metro cúbico.

As demais disciplinas do curso também estavam divididas por assunto, ressaltando que a elaboração desse currículo se deu com o objetivo de, pelo menos, amenizar as deficiências das professoras em relação aos conteúdos ministrados no ensino primário.

As orientações oferecidas durante a realização deste curso consistiam em nortear as professoras nos seus fazeres em sala de aula. Na área da Linguagem, seriam trabalhados os seguintes aspectos: como iniciar a leitura; a leitura nas diferentes séries; ditado; cópia; composição e escrita. A orientação metodológica para o ensino da Matemática compreendia os seguintes pontos: como iniciar o ensino da matemática; fatos fundamentais – a tabuada; aprendizagem das operações fundamentais; frações e problemas.

A equipe supervisora esperava que ao término do curso as professoras estivessem preparadas para trabalhar os conteúdos em sala de aula de uma forma integral, de modo que pudessem realizar os seus fazeres pedagógicos relacionado-os com as necessidades dos alunos, enquanto sujeitos de uma sociedade dinâmica e que se pretendia democrática.

Figura 8: Diploma de participação na Campanha de pé no Chão [196_?] Fonte: Acervo particular da família Campos

No ano de 1962, o CEPE contava com apenas treze funcionários, em sua maioria, professores primários recrutados nos Grupos Escolares do Estado, que eram cedidos para este órgão.

As atividades desenvolvidas em maio desse mesmo ano estavam voltadas para o setor de Artes Industriais, com o planejamento dos trabalhos para o funcionamento de oficinas em Natal, Caicó e Mossoró. Essas cidades

foram escolhidas como sede, por serem pólos das regiões a que pertenciam, apresentando também a possibilidade da vinda de pessoas dos municípios vizinhos para participar das aulas.

Em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura, foram concluídas as obras das oficinas de Artes Industriais de Natal e equipadas as de Caicó e Mossoró. Em Natal, contou com uma matrícula geral de 240 alunos, sendo que deste total de alunos inscritos apenas 162 participaram efetivamente.

Na cidade de Mossoró o início ocorreu em setembro, com a matrícula de 129 alunos; seguindo-se por Caicó, em novembro do mesmo ano, com uma matrícula efetiva de 150 alunos.

Essa oficinas tinham como objetivo levar os alunos a desenvolverem habilidades técnicas nos trabalhos com cerâmica, cestaria, couro, madeira, cartonagem, fantoche tapeçaria, encadernação e desenho. Através desses novos conhecimentos adquiridos, os aprendizes poderiam assegurar uma forma de se inserir no mercado de trabalho. Para isso, segundo o Relatório, foi montada uma exposição de Artes Industriais, em Natal, mais precisamente na Lagoa Manoel Felipe. No evento, estiveram presentes os alunos de 324 escolas das regiões atendidas pela iniciativa.

Segundo a Lei 2.171/1957, no seu Artigo 1º,

a educação elementar, posto que acentuadamente geral e comum, procurará, sempre que possível constituir uma iniciação ao trabalho, assumindo o aspecto rural ou urbano neste seu caráter de escola pré-vocacional.

Posteriormente às oficinas de Artes Industriais o CEPE organizou, nos meses de junho e julho, um curso de Recreação, cujo objetivo consistia em preparar recreadores para as escolas primárias da capital, Caicó e Mossoró,

tendo um total de 41 professores participantes. Para os educadores advindos do interior foi assegurada uma bolsa no valor de dez mil cruzeiros para custear as despesas.

Com a duração de um mês esse curso tinha seu programa formado pela seguinte estrutura curricular: Psicologia, Jogos, Linguagem, Fundamentos da Recreação, Danças, Músicas (bandinhas), e Atividades Dramáticas (teatro fantoches, teatro sombra e atividades artísticas).

De acordo com o pensamento educacional que perpassava a época, as escolas tinham que renovar suas práticas educacionais e métodos de ensino. Isto requeria do professor uma formação mais ampla, que não fosse restrita apenas às disciplinas do currículo comum, introduzindo no currículo de formação de seus educadores novos conhecimentos advindos de disciplinas, como Psicologia, Recreação, entre outras que foram integradas aos cursos oferecidos, pois, não haveria uma renovação no ato educativo se também não fosse renovada a maneira como seriam formados os educadores.

No segundo semestre do mesmo ano, a professora Lia Campos estabeleceu, como meta pedagógica, difundir novos processos de ensino para os professores leigos do interior do Estado, tendo sido realizado o curso na cidade de São José de Mipibu no período de 1 a 7 de julho, beneficiando 126 professores dos seguintes municípios: São José de Mipibu, Nísia Floresta, Monte Alegre, Januário Cicco (atual Boa Saúde), Goianinha, Arês, Parnamirim e Vera Cruz. Esse curso estava direcionado aos professores da rede estadual que vinham de diversas instituições de ensino, não existindo, portanto, escolas especificamente selecionadas para enviar docentes para formação.

O curso tinha uma duração de oito horas diárias, com o intuito de contemplar o currículo que era composto pelos conteúdos de: Administração, Língua Pátria, Aritmética, Estudos Sociais, Estudos Naturais, Clube Agrícola, Artes Industriais e Religião. Os conteúdos dessas disciplinas serviriam tanto para o aprofundamento do conhecimento dos professores quanto para serem ministrados, de acordo com o nível da turma, nas escolas em que eles lecionavam, sendo necessário a adaptação dos assuntos às séries atendidas. Isto, porque ficou constatado que os professores, pela própria dinâmica da educação, necessitavam estar sempre se atualizando em relação a tais disciplinas. Sendo, dessa forma, necessária uma capacitação para construir e reconstruir os saberes em estudo.

Como forma de verificar o rendimento da aprendizagem desses conteúdos nas escolas primárias, no segundo trimestre de 1962, o Centro elaborou e distribuiu provas objetivas. Para aplicação das mesmas foram realizadas reuniões com os diretores de Grupos Escolares do Estado (os documentos encontrados não especificam quais foram esses Grupos Escolares) com o objetivo de orientar sobre a aplicação das referidas provas. As provas foram distribuídas para aplicação da 1ª a 5ª séries primárias num total de 28.802 provas distribuídas em todo o Estado (RIO GRANDE DO NORTE, 1963b, p. 04).

A execução desse procedimento não atendia a nenhuma norma específica. O intuito principal consistia em verificar o andamento das atividades escolares, o que vinha sendo realizado e como os alunos estavam se apropriando dos conteúdos ministrados.

O CEPE era responsável por irradiar, era o efeito multiplicador do que se fazia dentro da Secretaria de Educação em termos pedagógicos para as escolas. Por exemplo, apostilas... Qual era a função do CEPE? Através daqueles técnicos elaborar apostilas de Ciências, de Língua Portuguesa, de Matemática... O material didático e as provas eram elaboradas pelo CEPE e distribuídas já prontinhas, o pacotinho pronto era entregue nas escolas através dos órgãos intermediários que eram as Inspetorias de Ensino.

Obtidas as informações e mapas do exame fez-se a avaliação do rendimento escolar, com os seguintes resultados:

1. Escolas que aplicaram provas 94

2. Matrícula geral 29.141

3. Matrícula efetiva 25.093

4. Comparecimento ao exame (número de alunos) 21.057 5. Considerados suficientes ou aprovados (número de alunos) 15.451 6.Considerados insuficientes ou que não lograram promoção à serie seguinte

(número de alunos) 9.642

7. Percentagem de promoção 61,61%

(RIO GRANDE DO NORTE, 1963b).

Fica evidente na análise dos resultados obtidos que o trabalho empreendido pela Secretaria de Educação, apesar do muito que percorreu, ainda estava apenas no início. Muitas ações ainda estavam por fazer para que as benesses de uma formação continuada para professores se irradiassem pelo Estado e pudessem transformar professores e alunos em indivíduos mais ativos e participativos na escola e na sociedade. Aluno e professores como sujeitos de seus próprios atos de criar e recriar o mundo, conforme análise de Paulo Freire.

De acordo com o Relatório das Atividades do CEPE desse período, a justificativa para que somente 94 escolas participassem da avaliação era a de que as provas não chegaram a atingir os 106 Grupos Escolares do Estado, porque alguns deles ainda não aceitaram ou não se prepararam para este tipo

de trabalho, em virtude de falta de professores ou ainda, embora contém com dedicados regentes, estes são leigos. Também a carência de recursos financeiros e a falta de supervisores impediram a remoção dos fatores citados.

Para dar continuidade ao processo de formação dos professores leigos, a professora Lia Campos viabilizou, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), a especialização do pessoal que compunha os quadros técnicos da Secretaria de Educação, a exemplo de professoras como: Dione Moreira, Vilma Tinoco, Iracema Coutinho, Francisca Ivaíta23. Através de uma seleção, alguns professores se deslocaram para outras cidades do país, de acordo com a área de interesse e necessidades de trabalho. A Lei 2.171/1957 assegura esse direito aos professores, quando expressa no Artigo 19º que a rede de escolas de formação de professores do Estado compreende:

Instituto de Educação de Natal, com caráter experimental em seus Cursos de Pesquisas, destinados à melhoria do ensino normal do Estado, mantendo, na medida de suas possibilidades, Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento, para o que poderá procurar a cooperação de técnicos nacionais ou estrangeiros.

23 Todas as professoras citadas fizeram parte da Secretaria de Educação no período citado, e

após a conclusão dos cursos de aperfeiçoamento, foram encaminhadas para as Inspetorias de Ensino.

CURSO LOCAL 1962 1963

Artes Industriais Guanabara 4 __

Artes Industriais São Paulo 1 17

Artes Industriais Salvador 2 __

Especialista em Educação São Paulo 1 1

Pesquisador em Educação São Paulo __ 2

Recursos Áudio-Visuais São Paulo __ 8

Metodologia da Matemática Belo Horizonte 1 3 Aperfeiçoamento em Currículo e

Supervisão Belo Horizonte 1 1

Ciências Naturais Belo Horizonte __ 5

Língua Pátria Belo Horizonte __ 4

Estudos Sociais Belo Horizonte 1 5

Arte Infantil Guanabara 1 __

Jardim de Infância Guanabara 2 __

Regência de Classe Guanabara 2 __

Supervisor educacional de Ensino

Primário Guanabara __ 11

TOTAL DE BOLSAS NOS ANOS DE 1962 E 1963 73 (RIO GRANDE DO NORTE, 1963b).

Estavam previstas, ainda, a concessão de 63 bolsas de estudo para o segundo semestre de 1963, ficando a professora Lia Campos aguardando somente a autorização do MEC.

Nanci Gomes do Santos, selecionada para estudar em Belo Horizonte, relata como ocorria o processo:

Antes de 1963 eu comecei a ensinar. Naquele tempo não tinha Universidade, tinha a Fundação José Augusto. Aí eu fiz vestibular para fazer História.Quando eu estava acomodada, aparece Lia Campos nas escolas escolhendo professores. Ela olhou para mim e disse:

_ Tu não queres fazer um curso em Belo Horizonte?

_ Eu disse: -não, não quero não porque eu estou terminando o meu curso, vou fazer licenciatura.

_ E ela disse: -ah, mas preenches o formulário, só para arriscar, não tem problema.

Eu preenchi o formulário e com menos de uma semana chegou a resposta. Não tinha entrevista, era só preencher o formulário e saber uma língua estrangeira.

A Inspetoria da qual a professora Nanci Gomes fazia parte tinha sua sede aqui em Natal e inspecionava, segundo ela, aproximadamente 34 municípios; entre eles: Macaíba, Parnamirim, São José de Mipibu, Ares,

Goianinha, Monte Alegre, Nísia Florestan entre outros. Esse órgão tinha como função básica multiplicar, para os municípios por ela assistidos, as deliberações educacionais sugeridas pelo CEPE, como por exemplo: a divisão dos conteúdos a serem trabalhados pelas escolas, as atividades propostas, bem como as provas.

Ao concluírem os Cursos de Especialização os professores seriam absorvidos pelos seguintes setores e instituições da educação estadual: SECERN, CEPE, Oficinas de Artes Industriais, Inspetorias de Ensino, Escolas Normais de 2º ciclo, Escola de Aplicação de Natal e Caicó e Jardim de Infância Modelo.

A professora Nanci Gomes relata o seu processo de volta ao Estado, quando assumiu uma função na Inspetoria de Ensino de Natal:

Quando eu voltei, junto com mais dez pessoas, depois de seis meses, eu não fui mais para a escola. Eu tinha concluído o curso de Jardim de Infância e ocupei um cargo em uma Inspetoria de Ensino. As outras pessoas ficaram distribuídas nos órgão da Secretaria de Educação.

Em relação ao material didático utilizado pelas escolas, este era remetido pelo MEC e distribuído nos municípios do Rio Grande do Norte através da ação das Inspetorias de Ensino de cada região do Estado e pelo SECERN.

Esse material era composto pelas cartilhas Upa cavalinho24 e Sarita25 e seus amiguinhos, lápis, cadernos, coleções e Atlas. As coleções de Atlas

24

A cartilha Upa Cavalinho! é de autoria de Lourenço Filho e tem ilustrações de Oswaldo Storni. Sua primeira edição data de 1957, cuja tiragem foi de 1.000.000 de exemplares. (http://www.ufrgs.br/faced/extensao/memoria/cartilhas_imagens/upa_2.htm).

25

A cartilha Sarita e seus amiguinhos tem como autoras Cecy Cordeiro Thofehrn e Jandira Cárdias Szechir. No ano de 1961 estava na sua 69ª edição. (http://www.ufrgs.br/faced/extensao/memoria/cartilhas_imagens/sarita_4.htm).

denominadas A biblioteca da professora foram distribuídas apenas com as regentes de classes diplomadas. As Escolas Normais de 2º ciclo26 e os Ginásios Normais também foram incluídos na distribuição de material27.

Figura 9: Cartilha Sarita e seus Figura 10: Cartilha Upa, Cavalinho! Amiginhos Fonte: Faculdade de Educação Fonte: Faculdade de Educação da UFRGS

da UFRGS

Alguns critérios foram adotados para distribuição do material didático. A professora Lia Campos levou em consideração, ao remetê-los às escolas, os seguintes aspectos: número de matrícula das escolas; priorização das Escolas Públicas do Estado, seguidas pelas Escolas Municipais da capital e pelas Escolas Municipais do Interior.

Quanto à distribuição dos livros, cartilhas e Atlas, esta era de responsabilidade do SECERN, setor responsável por administrar os recursos financeiros e o Setor de Ensino Médio e de Planejamento, dirigido pelo próprio

26 Por Escola Normal de 2º ciclo entende-se aquela que ministrava curso de formação de

professores primários em três anos.(LOURO, 1997).

27 Não encontrei o material citado, o que me impossibilitou de realizar uma análise do mesmo.

Segundo alguns funcionários do Arquivo Público do Rio Grande do Norte, o material da Secretaria de Educação e Cultura da década de 1950 e parte dos documentos da década de 1960 foram incinerados por uma funcionária da Secretaria de Educação.

Secretário, que considerou como critério de recebimento a necessidade das escolas em utilizar esse material. Para tanto, foi realizado um levantamento para comprovação desse dado.

A culminância do trabalho de capacitação de professores, realizado pela professora Lia Campos se deu com a abertura do Curso de Orientação Pedagógica. Este tinha por objetivo levar novas técnicas de ensino aos professores e realizar uma experiência com classes de 1º ano primário, tendo em vista diminuir a repetência. A nova forma de abordar os conteúdos desse nível deveria considerar as experiências da criança, pois se pensava que desse modo a aquisição do conhecimento se tornaria algo significativo. Razão que levaria o educando a deter-se na apreensão dos conteúdos trabalhados.A esse respeito, a Lei da Educação Estadual de 1958 no seu Artigo 1º fixa que se faz necessário aos serviços de educação e cultura do Rio Grande do Norte:

Ministrar sempre que possível, educação integral, considerando o aluno não só em função da estrutura escolar, como também do lar e de toda a vida social, tendo em vista os ideais e as tendências democráticas da sociedade moderna.

Realizado na capital deste Estado, o curso atendeu a professores dos Grupos Escolares e das Escolas Reunidas e Isoladas da Capital. O período de aulas se estendeu por dois semestres, sendo o primeiro realizado entre os dias 20 de abril e 20 de junho de 1963, e o segundo, compreendendo os dias 20 de julho a 31 de dezembro do mesmo ano. As aulas ocorriam sempre aos sábados, no horário da manhã, divididas em quatro períodos de 40 minutos cada um. As disciplinas ministradas foram: Linguagem na Escola Primária, Matemática na escola Primária, Estudos Sociais e Ciências Naturais.

As aulas que aconteceram no 1º semestre foram divididas em três postos de funcionamento sob a coordenação de técnicas da Secretaria de Educação. Tais postos agrupavam um determinado número de professores, ficando assim organizados:

¾1º posto: Escola de Aplicação – professores de 2ª e 3ª séries primárias. Coordenadora: Ana Djanira van der Linden.

¾2º posto: Colégio Marista e posteriormente Associação de Professores – professores de 1ª série. Coordenadora: Maria da Costa Oliveira.

¾3º posto: Instituto Padre Miguelinho – professores de 4ª e 5ª séries. Coordenadora: Maria Anilda de Menezes.

Finalizando as atividades do CEPE no ano de 1963, foram enviados aos Grupos Escolares e Escolas Reunidas do Estado, três planos de estudo para serem desenvolvidos por estas unidades de ensino. Tais planos abordavam os seguintes assuntos: Dia das Mães, Festas Juninas e Plano de Eletrificação do

Benzer Belgeler