• Sonuç bulunamadı

C. Pankreasın ekzokrin doku hastalıkları • Diğerler

1.1.10. Diabetes Mellitus’un Komplikasyonları

1.1.10.2. Kronik Komplikasyonları

1.1.10.2.2. Mikrovasküler Komplikasyonlar

Fonte: INSTITUTO AYRTON SENNA (2015, p. 2).

Além de produzir, sistematizar e disseminar conhecimentos sobre as competências para o século XXI no Brasil, o instituto tem parceria com a Universidade de Ghent (Bélgica) e com a Boston Consulting Group, bem como com o Instituto de Ensino e Pesquisa Insper (faculdade de Economia, Administração, Direito e Engenharia), para desenvolvimento de

políticas públicas para a Educação. O IAS desenvolve eventos, como o Primeiro Seminário EduLab21 – Desenvolvimento Integral com Base em Evidência, realizado em novembro de 2015, e o seminário Educação para o Século XXI, em parceria com a UNESCO e a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Organiza, ainda, a série Diálogos – O Futuro se Aprende, em parceria com a iniciativa Porvir.

É interessante notar como foi o posicionamento do instituto ao longo desses anos. Seu início se deu com alguns projetos vinculando educação, esportes e artes, passando depois para temas de gestão e avaliação e, a partir de 2011, começou a atuar com as competências socioemocionais para o século 21. Desde 2012 tem um importante parceiro, o Centro para Pesquisa e Inovação Educacional (Centre for Educational Research and Innovation – CERI), um braço da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2014, o IAS criou a Rede de Cooperação em Educação para o Século 21 envolvendo algumas secretarias estaduais e municipais de Educação. São mais de 50 os parceiros do instituto, cujo título do último relatório de atividades foi Educação do

futuro, agora.

Um dos projetos que o instituto patrocinou foi o GENTE, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O GENTE tem, como outros parceiros: Fundação Telefônica/Vivo, Intel, Instituto Natura, MStech, Tamboro, Instituto Conecta, UNESCO no Brasil, Microsoft, Sapienti, MindLab, Evobooks, Cultura Inglesa, Cisco, Pete, Geekie, e Jair de Souza Design.

Ele integra o programa Ginásio Carioca, implantado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro em 2011, e o projeto Escolas do Amanhã, criado em 2009 pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O Ginásio Experimental Carioca (GEC) tem como base três eixos: excelência acadêmica, educação para valores e projeto de vida do aluno. Dentro desse novo modelo, a Secretaria de Educação ainda conta com escolas experimentais do 7° ao 9° anos, nas quais inovações pedagógicas são testadas e, posteriormente, ampliadas para toda a rede. As escolas do GEC, onde o GENTE está inserido, atendem jovens de todas as regiões da cidade, atuando como núcleo animador de um movimento de qualificação da educação no segundo segmento, sendo fonte de inovação em conteúdo, método e gestão. A metodologia foi adotada em dez unidades escolares em 2011 e, em 2012, mais nove escolas passaram a funcionar dessa forma, oferecendo mais tempo de aulas de português, matemática, ciências e inglês. A entrada de mais nove escolas prevista para 2013 reflete o sucesso do programa.

O Programa Escolas do Amanhã tem como objetivo reduzir a evasão escolar e melhorar a aprendizagem em 155 escolas do ensino fundamental localizadas nas áreas mais vulneráveis da cidade ou recém-pacificadas. Integram as estratégias do programa cuidar do ambiente físico, acadêmico e social da escola e trabalhar para o desenvolvimento e promoção de uma cultura baseada em valores. (GENTE, 2013)

Como se pode observar, a UNESCO é bastante presente em projetos dessa natureza; além de patrocinadora, participa como executora de algumas iniciativas, como alguns projetos do Ministério da Educação (MEC).

Paralelamente, o governo federal desenvolvia diferentes trabalhos na área de inovação educacional. Com a SAE, coordenada pelo ministro Mangabeira Unger, desenvolveu o programa Pátria Educadora, lema de governo do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. Nesta pasta foram ouvidas algumas iniciativas ligadas à tecnologia, como algumas startups8, a Fundação Lemann, o IAS e o Instituto Unibanco, além dos conselhos e órgãos do Legislativo. Criou-se um plano preliminar, que não foi levado adiante com a saída do ministro e o fechamento da pasta no início da crise política que vive o país.

No projeto apontavam-se alguns eixos para a qualificação do ensino público, entre eles “a reorientação do currículo e da maneira de ensinar e aprender [... e o] aproveitamento de novas tecnologias” (BRASIL, 2015d). O documento ainda fazia menção à inexistência da vanguarda pedagógica, à qual conferia relevância:

O problema maior: à busca da vanguarda pedagógica

De todos os obstáculos a enfrentar para dar prosseguimento a agenda como esta, que propõe transformação profunda no ensino básico, com consequências também para o ensino superior, o mais grave é a falta, entre nós, de vanguarda pedagógica. Projeto deste alcance não pode ser executado por autoridades e visionários se não tiverem por aliado um movimento com presença em muitas partes da rede pública e do país. Professores e diretores da rede pública e militantes da sociedade civil, teóricos da educação e reformadores práticos podem juntos compor esta linha de frente, capaz de convergir em torno de agenda. Divergências na construção da agenda são compatíveis com a continuidade do movimento. A vanguarda pedagógica precisa ser a principal portadora deste projeto. Ela ainda nos falta.

É comum que uma iniciativa transformadora ajude a construir sua própria base de apoio. Menos comum, e mais difícil, é ter de ajudar a fabricar seu próprio agente. É isto, porém, o que terá de acontecer para que tenha êxito o projeto. Há simpatia latente dentro e fora da rede pública de ensino por iniciativa arrojada como a que aqui se esboça. Nenhuma outra causa iguala a da educação no potencial para entusiasmar e para unir a nação. O anúncio da intenção transformadora, a defesa do ideário e a realização das primeiras medidas servirão como chamamento a muitos para juntar-se ao movimento. E cada passo subsequente abrirá espaço para quadros que serão vanguardistas potenciais. A vanguarda pedagógica terá de se construir por si mesma. (BRASIL, 2015d, p. 20)

O projeto sugeria a criação de escolas públicas federais de ensino médio “chamadas Escolas Anísio Teixeira, que são o espaço para que os professores do Centro de Qualificação Avançada possam experimentar novas formas de ensino” (BRASIL, 2015e), e

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Empresa em estágio inicial que busca desenvolver seu modelo de negócio para ganhar escala rapidamente, em geral usando tecnologias digitais.

do uso de tecnologia na sala de aula para realizar “educação por professor e educação por vídeo, em duas formas: (a) as aulas veiculadas por vídeo quer padronizadas, quer transmitidas de outra escola ou de outro centro e (b) os softwares interativos e progressivos” (BRASIL, 2015d).

Já no MEC, são duas as iniciativas que promovem um novo olhar para a educação: os programas Mais Educação, que estimulam a educação integral em tempo integral9, e Inovação e Criatividade na Educação Básica.

O primeiro propõe uma jornada estendida, estabelecendo parcerias com a comunidade e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE)10, para o desenvolvimento de seus projetos. Ele já está bastante consolidado na rede pública de todo o país, conforme ilustra o mapa a seguir.

Mapa 2 – Adesão ao programa Mais Educação (MEC)

Fonte: BRASIL (2016a).

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Alguns estados e municípios também desenvolvem programas próprios de educação integral, como é o caso de Belo Horizonte que, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), criou a escola integrada.

10 Criado em 1995, o PDDE do Governo Federal busca melhorar a infraestrutura física e pedagógica das

escolas, assistindo financeiramente as instituições municipais e estaduais. Atualmente, contempla as escolas de educação infantil, fundamental e médio.

O segundo projeto teve início com a nomeação de um novo ministro da Educação durante o ano de 2015, Renato Janine Ribeiro. O ministro ficou poucos meses no cargo, mas nesse período definiu os três grandes desafios da Educação no Brasil: quantitativo (atender a todos), qualitativo (melhorar qualidade das escolas públicas) e criativo (para que cada um possa escolher seu próprio futuro) (BRASIL, 2015c). Na perspectiva de desenvolvimento criativo de nossa educação, Ribeiro constituiu como assessora especial Helena Singer, que, reconhecendo a existência de projetos inovadores por todo o Brasil, desenvolveu seu programa tendo como plano de ação sete frentes de atuação:

Benzer Belgeler