3. ELEMENTLERİN ANALİZİNDE KULLANILAN CİHAZLAR VE ÇALIŞMA
3.2. Mikrodalga Enerjisi İle Örnek Çözünürleştirme Yöntemi
Na revisão integrativa da literatura científica realizada no presente estudo foram identificados 162 IES relacionados às necessidades humanas, dos quais se considerou 64 como representantes das necessidades psicobiológicas afetadas (Tabela 1), 97 relativos às necessidades psicossociais e 1 da psicoespiritual (Tabela 2).
Tabela 1 – Distribuição dos indicadores empíricos segundo as necessidades humanas das gestantes no nível psicobiológico e a frequência (%) com que apareceram conforme
a revisão de literatura. Natal, RN. Brasil, 2014.
Necessidades Psicobiológicas Indicadores Empíricos n %
Nutrição
Hábitos alimentares inadequados 6 9,4
Náuseas 1 1,6
Ganho de peso insuficiente 2 3,1
Pouco apetite 1 1,6
Risco de obesidade 2 3,1
Eliminação
Incontinência urinária de esforço 1 1,6
Infecções do trato urinário 1 1,6
Vômitos 2 3,1
Sono e repouso Poucas horas de sono 2 3,1
Atividade física Ausência de atividade física 4 6,3
Sexualidade e reprodução Diminuição do desejo sexual durante a gravidez 1 1,6 Segurança física e do meio
ambiente Violência física por parceiro 1 1,6
Integridade física
Dores de dente e inflamação na gengiva 1 1,6 Dor lombossacral e lombo pélvica 1 1,6
Fadiga 1 1,6
Regulação: crescimento celular e
desenvolvimento funcional Anemia 2 3,1
Regulação vascular Presença de edema em membros inferiores 1 1,6
Ansiedade 8 12,5
Terapêutica e de prevenção
Baixo número de exames ginecológicos realizados
na gravidez 1 1,6
Prevalência de doenças sexualmente transmissíveis 1 1,6 Ausência de realização de testes para rastrear sífilis 1 1,6 Baixo número de realização do exame das mamas 1 1,6 Atendimento odontológico pouco frequente 2 3,1
Não realização do pré-natal 1 1,6
Inicio tardio do pré-natal 2 3,1
Baixa frequência de consultas de pré-natal 1 1,6 Escassa abordagem dos aspectos emocionais das
gestantes 1 1,6
Falha no acolhimento e atenção junto às gestantes 1 1,6 Baixa adesão das grávidas a tratamentos do
programa 1 1,6
Total 64 100,0
Nota: Os percentuais da tabela 1 foram calculados com base na frequência dos indicadores e não no número de indicadores.
Vale salientar que os artigos analisados não abordavam indicadores empíricos da gestação associados às necessidades psicobiológicas de: oxigenação, hidratação, cuidado corporal e ambiental, regulação térmica, regulação hormonal e sensopercepção. Entre os resultados os IES mais prevalentes estavam voltados para hábitos alimentares inadequados, ansiedade e depressão.
Relativo à alimentação, Barchinski (2010) avaliou o estado nutricional de 80 gestantes cujos resultados indicaram que 50,0 % apresentavam ganho de peso inadequado devido ao elevado consumo de alimentos ricos em proteína animal, gorduras e baixo índice de ingesta de fibras, legumes e carne branca. Os riscos decorrentes deste comportamento repercutiram no aumento dos níveis de anemia e sobrepeso da mulher na gravidez.
Quanto à sintomatologia de ansiedade e depressão, estudo desenvolvido junto a casais grávidos comparou a presença desses sintomas entre o homem e a mulher. Assim, foi possível constatar a prevalência nas gestantes da pesquisa relativa à expectativa do nascimento do filho, incertezas sobre o seu crescimento pessoal e dificuldades em apoiar o companheiro após o parto. Aliado a isso, os companheiros envolvidos no estudo revelaram ter sua ansiedade aumentada quando sua companheira apresentava insatisfação durante a gravidez (OLIVEIRA, 2014).
Tabela 2 – Distribuição dos indicadores empíricos segundo as necessidades humanas das gestantes nos níveis psicossocial e psicoespiritual e a frequência (%) com que
apareceram conforme a revisão de literatura. Natal, RN. Brasil, 2014.
Necessidades Psicossociais e Psicoespirituais
Indicadores Empíricos n %
Comunicação Fragilidades na relação usuária-profissional de saúde Assistência pré-natal é mecanicista/sem cordialidade 11 11,2 1 1,0
Gregária
Falta de cordialidade nos serviços de saúde 2 2,0 Dificuldades no relaionamento com o parceiro 5 5,1 Falta de apoio do companheiro durante a gestação 4 4,1 Não valorização de queixas da gestante por parte do companheiro 1 1,0
Segurança emocional Insegurança emocional 4 4,1 Preocupação 5 5,1 Estresse 5 5,1 Dúvida 1 1,0 Tristeza 1 1,0
Medo dos procedimentos médicos 1 1,0
Medo da morte do feto 1 1,0
Amor, aceitação Relações interpessoais problemáticas 2 2,0
Autoestima, autoconfiança, autorrespeito
Medo da transformação do seu corpo 1 1,0
Pouca motivação para frequentar as consultas de pré-natal 1 1,0 Incerteza quanto à adaptação ao papel de ser mãe 1 1,0 Liberdade e
participação
Pouca Liberdade de expressão durante as consultas 1 1,0 Impossibilidade de escolhas sobre ofertas no cuidado à saúde 1 1,0
Pouco envolvimento da gestante em atividades de educação em saúde 1 1,0
Educação para a saúde e aprendizagem
Escassez de conhecimento quanto à sexualidade na gravidez 1 1,0 Escassez de informações acerca da prevenção do HIV 2 2,0 Pouco esclarecimento sobre modificações corporais e desconfortos 3 3,1 Escassez de informação sobre o tipos e benefícios de partos 11 11,2 Pouca orientação sobre cuidados com o recém-nascido 3 3,1 Falta de orientações acerca do uso do álcool e cigarro na gestação 2 2,0 Escassez de educação em saúde sobre o AME durante a gestação 7 7,1 Pouca orientação quanto a hábitos alimentares durante a gestação 3 3,1 Escassez de educação em saúde nas consultas de pré-natal 8 8,2 Falta de informações acerca da evolução e vitalidade do feto 2 2,0 Falta de informações acerca dos sinais de perigo durante a gravidez 2 2,0 Falta de esclarecimentos sobre uso de fármacos durante a gravidez 1 1,0
Espaço Falta de estabilidade habitacional 1 1,0
Garantia acesso à tecnologia Dificuldade de acesso ao serviço 1 1,0
Religiosidade espiritualidade Ausência de suporte religioso 1 1,0
Total 98 100,0
Nota: Os percentuais da tabela 2 foram calculados com base na frequência dos indicadores e não no número de indicadores.
Na revisão integrativa não foram encontrados indicadores referentes às classificações de: recreação e lazer, autorrealização e criatividade. No que diz respeito aos IES das necessidades psicossociais e psicoespirituais obtidos nesta etapa, sobressaíram-se fragilidades na relação usuária-profissional de saúde e escassez de educação em saúde nas consultas de pré-natal, principalmente sobre
tipos e benefícios de partos. Sobre este assunto, Silva (2010) revela a insatisfação de gestantes quanto à maneira pela qual os profissionais de saúde se comunicam e prestam cuidado nas consultas de pré-natal. No entendimento das participantes a falta de cordialidade e a postura do profissional as impediram de protagonizar a sua gravidez.
Concernente às ações de educação em saúde Morais (2013) avaliou a assistência pré-natal junto a gestantes e constatou que o foco das orientações prestadas durante as consultas estava centrado em aspectos biológicos da gravidez e no desenvolvimento fetal. Outras temáticas consideradas importantes no entendimento das grávidas, mas que não foram consideradas tinha relação com o tipo de parto indicado, preparo para um parto seguro para mãe e concepto, direitos da gestante e cuidados com o recém-nascido, foram desconsiderados.
Diante dos IES obtidos na revisão integrativa foi possível reunir as publicações atuais relativas às necessidades humanas da mulher na gravidez em bases de pesquisa científica on-line. Assim, ao término da primeira fase da presente investigação, obteve-se a primeira versão do instrumento de coleta de dados do casal grávido no âmbito da atenção básica.
4.1.2. Resultado da segunda fase: Avaliação da primeira versão do