I. BİYOPOLİTİKA VE BİYOİKTİDAR KAVRAMLARI
I.4. Michel Foucault’dan Giorgio Agamben’e Biyopolitik Kavram
Com base em toda a investigação realizada e apresentada ao longo trabalho de investigação foi possível culminar a mesma com a resposta à Questão Central, “No
âmbito das novas ameaças transnacionais e tendo em conta as missões das Forças Armadas e das Forças e Serviços de Segurança, de que forma podem as Forças Armadas cooperar com as Forças e Serviços de Segurança para fazer face a uma ameaça terrorista?”. Neste sentido foram analisadas as missões das FFAA e dos FSS no sentido de verificar em que tipologia de missões podem cooperar, foi verificado como o terrorismo se enquadra nas missões das FFAA e das FSS, e a participação das
Capítulo 7 - Conclusões
53 FFAA em missões de SI, por fim foi verificado como é estabelecida e cooperação entre as FFAA e as FSS.
Tendo por base que as FSS são as principais responsáveis pela SI e as FFAA são as responsáveis pela DN, no caso de ameaças ao TN, as FFAA cooperam com as FSS não as devendo substituir, salvo exceção de ser declarado Estado de Sítio. Ainda neste âmbito as FFAA devem garantir capacidades para fazer face a possíveis imprevistos ou falência das FSS, constituindo-se como força de reserva das FSS.
A cooperação entre as FFAA e as FSS é estabelecida através do CEMGFA e do SG-SSI, que articulam meios e efetivos de forma a maximizar o rendimento das operações.
Em casos da declaração do Estado de Sítio dá-se a subordinação das autoridades civis às autoridades militares ou até mesmo a sua substituição. Assim as FSS ficam sob alçada do CEMGFA por intermédio dos respetivos comandantes gerais, e assume a função de comandante operacional das FSS.
Recomendações
Para possíveis futuras investigações considera-se pertinente um estudo aprofundado sobre o papel de cada ramo das Forças Armadas na Segurança Interna, assim como a utilização de conhecimentos adquiridos pelas Forças Armadas em teatros de operações onde atuem grupos terroristas.
54
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1
Anexos
2
Anexo A
Mapa de Terrorismo e Violência Política 2013
3
Anexo B
Directiva Operacional Nacional Nº 3, Anexo 2 al. 10 Colaboração das
FFAA
Colaboração das FFAA em ambiente NBQR em território nacional
a) A colaboração das FFAA será solicitada de acordo com os planos de envolvimento aprovados ou quando a gravidade da situação assim o exija, de acordo com a disponibilidade e prioridade de emprego dos meios militares, mas sempre enquadrada pelos respectivos comandos militares e legislação específica;
b) No âmbito da presente DON, compete ao Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), promover a necessária articulação entre a ANPC e os três Ramos, designadamente no que se refere:
i) Ao acompanhamento das situações em curso, ou previsíveis, através do Oficial de Ligação destacado em permanência no CNOS;
ii) Ao encaminhamento para os Ramos de eventuais pedidos que venham a ser apresentados pela ANPC;
c) No que se refere às competências específicas dos Ramos, importa destacar:
i) Marinha
Atendendo ao quadro de apoio e às formas de colaboração das Forças Armadas em funções de Protecção Civil, no âmbito de incidentes NBQR, a Marinha poderá cooperar:
(1) No reconhecimento, detecção, monitorização de agentes RBQ; (2) Na marcação/delimitação da área contaminada e,
(3) Com meios para a descontaminação colectiva de pessoal e material.
ii) Exército
Através do Elemento de Defesa Biológica, Química e Radiológica (ElDefBQR), executa as seguintes acções de colaboração no reforço à actividade e responsabilidade da ANPC no âmbito de incidentes NRBQ:
4 (1) Detecção, Identificação, Monitorização e Descontaminação de vítimas, pessoal, equipamento, infra-estruturas e terreno relativamente a agentes RBQ;
(2) Colheita e transporte de amostras BQ;
(3) Aviso e relato/alerta com destaque para a Previsão de Áreas Contaminadas (PAC), de acordo com a doutrina implementada no Exército;
(4) Emprego de meios de Engenharia Militar em operações de apoio à montagem de locais de descontaminação, às acções de controlo da contaminação e de marcação da área contaminada, à construção do perímetro de segurança ou de apoio à mobilidade das equipas do ElDefBQ ou outras entidades;
(5) Reforçar a execução de contra-medidas e apoio médico adicional, em estreita coordenação com a ANPC, fazendo recurso das infra-estruturas sanitárias do Exército e conhecimentos técnico-científicos residentes no Exército;
(6) Por forma a garantir a segurança própria do ElDefBQR, o Exército assegura a gestão dos perigos, nomeadamente através das seguintes acções:
(a) Permanente monitorização das regiões que dão acesso à área contaminada; (b) Implementação dos necessários procedimentos de segurança no acesso à área de actuação do ElDefBQR.
iii) Força Aérea
No âmbito de incidentes NRBQ, a Força Aérea Portuguesa pode colaborar nas operações de protecção civil através do desempenho das seguintes acções:
(1) Reconhecimento, detecção e monitorização; (2) Recolha de amostras Radiológicas e Químicas; (3) Previsão, aviso e reporting manual;
(4) Descontaminação colectiva de pessoal e material
5
Anexo C
Objetivos do Serviço de Informações e Segurança no Combate ao
Terrorismo
PREVENIR os fenómenos que estão na génese da actividade terrorista, Produzindo informações prospectivas sobre a evolução da ameaça terrorista,
tendentes a identificar, antecipadamente, as ameaças que impenderão sobre Portugal;
Identificando, oportunamente, as causas e os factores que poderão propiciar a radicalização violenta e o recrutamento de pessoas para o terrorismo;
Identificando os agentes e os modus operandi utilizados nas acções de radicalização violenta e de recrutamento;
Identificando utilização indevida da Internet para fins de incitamento à violência, ao recrutamento e ao treino terrorista.
PERSEGUIR as atividades das redes terroristas, das redes de apoio logístico, das fontes de financiamento e das estruturas de treino,
Detectando indícios de planeamento e de preparação de atentados terroristas contra alvos nacionais ou estrangeiros, em território nacional ou a partir de território nacional;
Detectando, atempadamente, indícios da formação de células terroristas locais, ou da presença de elementos de grupos terroristas no nosso país;
Detectando os indivíduos e organizações que actuam no domínio do apoio logístico e do financiamento ao terrorismo;
Detectando as actividades que configuram a utilização do nosso país como local para aquisição de materiais para o fabrico de armas de destruição maciça;
Cooperando com os Serviços de Informações de outros países, tendo em vista identificar as conexões das redes terroristas em Portugal.
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PROTEGER a segurança das pessoas, das infra-estruturas, das infra- estruturas críticas nacionais e dos sistemas electrónicos de informação de um ataque terrorista,
Produzindo avaliações de ameaça que concorram para reduzir as vulnerabilidades e consequente diminuição dos riscos em caso de atentado terrorista, em particular contra a infra-estrutura crítica e alvos menos protegidos; Produzindo informações sobre os procedimentos dos grupos terroristas para a
recolha de informação, selecção de alvos e sobre meios técnicos que utilizam, de modo a contribuir para a adopção de medidas de segurança tendentes à diminuição das vulnerabilidades;
RESPONDER às consequências de um atentado,
Produzindo avaliações de ameaça tendentes a evitar o cometimento de novos atentados no período imediatamente após o primeiro incidente terrorista;
Contribuindo para garantir a coordenação da resposta;