3 - Quadro 2 e SONDOTÉCNICA/SOGREAH, 1996; 4. SONDOTÉCNICA/SOGREAH, 1996;
5 - Considerou-se que a rede de transmissão de energia teria a mesma extensão dos canais principais (72 km). O custo por km foi fornecido pela Companhia Energética de Minas Gerais -CEMIG (R$ 21.708,00 em R$ de 2001) e refere-se a rede primária trifásica e postes de concreto duplo T.
6 - Quadro 2 e no valor médio de R$ 6.000,00 (R$ de 2001) por lote (CODEVASF, 2001). Refere-se aos colonos e reassentados.
7 - Quadro 2 e considerando-se um valor médio de R$ 506,86 por lote. Este valor é a média dos gastos com organização ocorridos nos perímetros do Gorutuba e Jaíba em 2000 (DIG, 2001 e DIJ, 2001).
O perímetro público de irrigação foi dividido em 6 etapas de implantação. Para encontrar o montante a ser investido em cada etapa de implantação, procedeu- se a uma distribuição do orçamento total entre as etapas, proporcionalmente à suas respectivas participações percentuais na área total do perímetro público (Quadro 3B).
Quadro 3B: Montantes de investimento na infra estrutura comum1 por etapas de implantação (R$ de 2001) Etapas Valores 1ª Etapa 96.649.376,23 2ª Etapa 62.468.099,44 3ª Etapa 45.473.838,54 4ª Etapa 71.999.869,96 5ª Etapa 44.082.354,92 6ª Etapa 26.389.103,17 Total 351.793.787,09 Fonte: Quadros 3 e 2B.
1 - Não estão incluídos os investimentos parcelares e os custos com programas ambientais, rede elétrica, seleção e treinamento e organização.
Quadro 4B: Custos de operação e manutenção do perímetro1 (R$ de 2001)
Anos Oper. e Manutenção2 Fundo de Emergência3 Organização do Perímetro4
1 0,00 0,00 76.916,76 2 14.204,91 355,12 230.750,29 3 43.940,47 1.098,51 318.691,37 4 59.471,12 1.486,78 329.715,68 5 71.450,54 1.786,26 340.740,00 6 91.909,35 2.297,73 413.348,41 7 114.133,76 2.853,34 549.441,66 8 127.878,78 3.196,97 623.950,82 9 137.287,27 3.432,18 663.993,15 10 152.547,88 3.813,70 714.679,65 11 a 30 158.400,00 3.960,00 725.323,82
1 - A construção de obras de geração de energia elétrica nos barramentos Jequitaí I e II, perfazendo um potencial instalado de 20 MW irá gerar energia mais que suficiente para atender à demanda de todo o projeto, incluindo as parcelas. Como os custos da geração de energia foram computados no custo de construção das barragens, não serão contabilizados os gastos com energia elétrica durante a fase operacional do projeto, pois haveria dupla contagem. Esse procedimento equivale a assumir que os custos reais médios da geração prevista aproximam-se do preço de mercado da energia, o que pode ser considerado uma aproximação razoável para efeito de estudos em nível de viabilidade.
Fonte: 2 - Quadros 3 e 2C e nos custos de operação e manutenção (exceto com energia elétrica) dos perímetros Jaíba e Gorutuba em 2000 (DIG, 2000 e DIJ, 2000). Com base nesses dados adotou-se um custo médio por metro de canal de R$ 2,20 sendo 72.000 metros a extensão total dos canais principais.
3 - Considerou-se 2,5% dos custos anuais com operação e manutenção (SONDOTÉCNICA/SOGREAH, 1996).
4 - Quadro 2 e considerando-se um valor médio de R$ 506,86 por lote. Este valor é a média dos gastos com organização ocorridos nos perímetros do Gorutuba e Jaíba em 2000 (DIG, 2000 e DIJ, 2000).
• Investimentos parcelares
O custo com o investimento parcelar em cada etapa foi obtido pela multiplicação da área a ser cultivada pelo custo de irrigação por hectare. Este custo varia de acordo com o tamanho da área (sendo em média 10% maior para áreas inferiores a 16 hectares e 5% menores para áreas superiores a 25 hectares) e com o
89 tipo de cultura e técnica de irrigação empregada.
Para as culturas tradicionais e olerícolas adotou-se a técnica de irrigação por aspersão convencional e para as frutícolas a técnica da microaspersão. Foi considerado uma vida útil de 10 anos e um custo de operação e manutenção de 4% ao ano sobre o valor do investimento para os dois equipamentos. Contabilizou-se o custo de operação e manutenção do sistema hidráulico parcelar a partir do ano seguinte à implantação do mesmo supondo-se um intervalo entre a realização das obras e o início da produção. A mesma defasagem foi adotada para efeito da inclusão dos reinvestimentos no fluxo de caixa, ou seja, considerou-se que o investimento parcelar feito no ano n seria reposto no ano n + 1021.
• Custo agrícola de produção
Os custos agrícolas referem-se aos gastos com a utilização de insumos, mão de obra e mecanização exclusivamente relativos ao processo produtivo de cada cultura, incluindo as despesas com o manejo da irrigação. O custo agrícola anual total por cultura foi obtido pela multiplicação do custo médio por hectare pela área total em produção a cada ano. O custo agrícola total de produção do projeto consiste no somatório dos custos agrícolas anuais de todas as culturas22.
Não foram diferenciados custos agrícolas de produção entre os empresários e os colonos, pressupondo-se que ambos adotarão o mesmo nível de tecnologia. Essa pressuposição deriva do fato de que o perfil de colono a ser assentado no projeto é substancialmente diferente daquele adotado em projetos anteriores. A tendência que se verifica é a priorização de produtores com maior capacidade de tornar o lote produtivo e rentável de forma sustentável. Para isso a seleção dos colonos será baseada em características como experiência agrícola anterior, nível mínimo de capitalização e de escolaridade (CODEVASF, 2001).
Para atender ao fim aqui proposto, qual seja o de avaliar o projeto como um todo, estes custos não incluem o desembolso dos irrigantes com o pagamento de amortização e juros pela aquisição da terra e dos sistemas hidráulicos parcelares, uma vez que estes já foram computados nos custos de investimento como
21
Os custos de investimento na irrigação parcelar foram fornecidos pela firma Projetos Agropecuários e Industriais Ltda (PROPEC). Esta firma localiza-se em Montes Claros e presta consultoria na área de irrigação na região do projeto.
“desapropriação” e “investimentos parcelares”, respectivamente23. A inclusão dos pagamentos dos irrigantes por esses bens no custo agrícola de produção implicaria em dupla contagem.
Da mesma forma não foram contabilizadas as despesas com a tarifa d’água. Essa tarifa compõe-se de duas parcelas: K1 e K2 . A primeira se destina a cobrir os
gastos do Governo com o investimento na infra-estrutura comum de irrigação, sendo uma parcela fixa proporcional à área ocupada pelo irrigante, ao passo que a segunda deve cobrir os custos com a operação e manutenção do perímetro público e seu valor é determinado pelo volume de água utilizado na parcela.
Como os custos com o investimento na infra estrutura comum de irrigação e as despesas com sua operação e manutenção já foram computados nos custos da infra estrutura comum, a inclusão da tarifa d’água como custo da produção agrícola implicaria em dupla contagem. Uma vez que a avaliação financeira em curso é realizada sob o ponto de vista global do projeto, considerando-se todas as suas despesas e suas receitas, sem atribuí-las a uma entidade específica, é indiferente para esse fim a quem estes custos sejam atribuídos. O resultado da avaliação mostrará se o projeto é viável ou não em sua perspectiva global, ou seja, se os benefícios financeiros gerados pelo projeto serão maiores que os custos financeiros incorridos para sua construção e operação.
B.2 - Fluxo de Benefícios
• Produção
Para obtenção das quantidades produzidas definiu-se que os modelos coloniais atinjam a produtividade meta no terceiro ano de produção, ao passo que os empresariais a alcançariam no segundo ano de produção (SONDOTÉCNICA/SOGREAH, 1989).
No que se refere às culturas tradicionais os modelos coloniais só atingiriam a produtividade meta após um período de adaptação à técnica da produção irrigada, havendo uma redução cumulativa de 20% ao ano entre o terceiro e o primeiro ano de produção. Nos modelos empresariais este período de adaptação seria de 2 anos, ocorrendo uma redução de 20 % do segundo para o primeiro ano de produção. 22
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Com relação às culturas perenes, considerou-se que o período de adaptação dos irrigantes coincide com o período próprio de maturação das culturas, não havendo alteração das produtividades meta projetadas.24 A receita total foi obtida pelo produto da quantidade produzida pelos preços recebidos pelos produtores25.
23
Ver o ítem 7 do quadro 8.
24 As produtividades médias de cada produto utilizadas em todos os cenários foram obtidas na CODEVASF
(2001).
25
APENDICE C