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MİLLÎ EĞİTİM BAKANLIĞI Destek Hizmetleri Genel Müdürlüğü

O tempo da educação em salas de aula de ouvintes plenos já passou. O ensino moderno enfoca na interação professor-aluno para que os objetivos da educação possam vingar. Possibilitar a fala do aluno durante a aula não significa perder a autoridade de professor; o professor que assim age não se vale do conhecimento que o aluno traz consigo para o fazer pedagógico eficiente. Durante a aula, o professor é a autoridade competente que deve mediar o debate em sala de aula, possibilitando que todos tenham direito ao turno e que todos possam se nutrir da contribuição das falas dos colegas e do professor.

Podemos encontrar tessituras acerca de “contrato de comunicação” em Charaudeau (1996). Todos eles procuraram um conceito a partir dos acordos que regem as práticas comunicativas, observando a relação entre interlocutores e o contexto sociocomunicativo em que se encontram inseridos. Segundo o autor, um conjunto de dados fixos externos (de caráter psicossocial) e internos (de caráter linguístico) se apresenta composto por elementos simultaneamente autônomos e independentes ao processo comunicativo. Leva-se em consideração a identidade dos interlocutores, a finalidade das trocas, o propósito de saber e a ambiência que permite a materialização da comunicação. Na sala de aula, esses aspectos partem do princípio pedagógico de estarem ali envolvidos alunos e professor, aprendiz e mestre, interagindo com o conhecimento.

O “contrato de comunicação” é a disposição das normas para as intervenções durante a aula, uma disposição, uma apresentação verbal das “regras do jogo”. É preciso fazer o aluno perceber que o respeito ao turno do outro, seja professor, seja aluno, corresponde ao enriquecimento de sua própria fala. É comum, em salas do nível Fundamental do ensino regular, onde acomodam-se jovens entre 11 e 15 anos, pouco exercitar o silencia e a atenção como integrantes do processo de ensino e aprendizagem. Mesmo assim, não se trata de calar o aluno para que a aula aconteça. Trata-se de chamar a atenção aos propósitos da aula. Para isso,

fazem-se necessárias estratégias pertinentes e inerentes a cada turma, dado o conjunto de características de cada equipe, e é o professor quem deve descobrir e aplicar essas estratégias a fim de que a aula não se resuma a um complexo de turnos de fala sobrepostos, os quais não levam a lugar algum.

Chama-se “contrato”, inclusive, por não se tratar de uma imposição do professor. A raiz da palavra “comunicação” traz em si o significado de “comum”: semelhante, próprio às partes envolvidas em determinado processo. Assim, o professor tem a responsabilidade de descobrir as estratégias de comunicação convenientes àquela turma e isso engloba todas as modalidades da comunicação: desde a apresentação física do professor até o nível vocabular utilizado por ele.

Uma estratégia própria do professor em pesquisa é o uso de camisas com estampas florais, de cores vivas, o que, à primeira vista, já capta a atenção do aluno. O professor também mostra postura dinâmica em sala, fazendo pouco uso da cadeira e da mesa do professor, deslocando-se por todos os ambientes da sala, aproximando-se dos alunos mais distantes do quadro, enquanto faz sua explanação. O exercício da retórica em sala de aula é claramente executado durante suas intervenções. A maioria das falas do professor acontecem após a colocação de um aluno. Toda intervenção de aluno é utilizada para reforçar, compor ou questionar um argumento, uma informação, um conceito apresentado pelo professor. Durante a leitura dos textos selecionados, a representação de forma teatral dos momentos narrativos reforça o enredo da obra em questão, e quando os alunos tendem ao cansaço, o professor eleva sua fala sobre assuntos a priori alheios à discussão, cujo objetivo é aliviar as tensões e resgatar a atenção dissipada.

O extrapolar o planejado, quando surgem dificuldades, é uma ótima saída em sala de aula. Todavia todo improviso requer o mínimo de planejamento. As perguntas feitas aos alunos devem ser pensadas e repensadas para que as respostas possíveis contribuam com o andamento da aula, porém quando o imprevisto acontece e uma resposta leva a um viés temático não previsto cabe ao professor reorganizar a linha de raciocínio e retomar a discussão a partir daquilo que lhe foi fornecido, rumo ao planejado. Assim o aluno entende que sua intervenção teve algum valor e que sua contribuição à aula se efetivou. Negar ao aluno a oportunidade de contribuir, silenciando-o ou negativando seu pensamento, pode levá- lo à inercia durante o processo de ensino e aprendizagem.

conteúdo trabalhado na aula anterior recorrendo às lembranças dos alunos. Daí foi colocado o objetivo da aula e o procedimento pretendido. O material foi distribuído e a aula efetivamente começou. Durante os momentos de leitura silenciosa, o professor se fazia presente pelos corredores da sala disponível a quaisquer dúvidas. No entanto, a consulta acontecia individualmente, não interrompendo as demais leituras. A retomada do turno de fala geralmente acontecia com uma breve explanação, no quadro, sobre o gênero textual trabalhado naquele encontro e daí partiam as indagações norteadoras da compreensão do texto. Cada nova pergunta derivava – de certa forma – da contribuição de um aluno, considerando o conteúdo de sua fala, convergente ou não à temática do texto. Expressões como “E se a gente...” e “Nós podemos agora...” introduziam os comandos de atividades de leitura específica em busca de determinada caracterização do gênero, desqualificando o imperativo da “tarefa de classe”. Dessa forma, o aluno é convidado a participar da aula e não convocado.

Como se pode perceber, a solicitação de participação do aluno é constante durante a aula. O professor recorre às falas dos alunos e às intervenções dos demais a esses posicionamentos, extraindo delas as passagens para a abordagem do tema da aula de forma progressiva. Assim o aluno tem a noção de que a aula se constrói a partir do seu raciocínio, expressado através de suas falas. Ele se vê agente direto na construção do conhecimento, detentor do prazer do descobrimento do saber.

Benzer Belgeler