2. MEVCUT DURUM VE İSTATİSTİKLER
2.4. SÜRÜCÜLERİN EĞİTİMİ, SINAVLARI VE SERTİFİKALANDIRILMASI…20
Avaliar a satisfação no relacionamento é avaliar o grau de agradabilidade que o
indivíduo sente frente ao vínculo amoroso. Inicialmente, a satisfação no relacionamento
86 comprometimento, intimidade, confiança, paixão e amor - nesta ordem), variando de 0 a
10, e do escore médio total obtido a partir da média de todos os itens, onde quanto maior o
escore médio, maior a satisfação na relação afetiva. O escore total avaliativo obteve índice
médio de 8,5 (DP=1,4 – variando de 0,33 a 10). Este valor está semelhante ao item 01, onde os participantes são perguntados diretamente sobre o quanto se sentem satisfeitos no
relacionamento atual, pontuando média de 8,0 (DP= 2,0 – variando de 0 a 10). A partir desses primeiros achados, pode-se inferir que a amostra é caracterizada como satisfeita
amorosamente, pois apresentaram uma média geral superior a 6,0, valor considerado
regular na escala.
Analisando por aspectos que compõem a satisfação no relacionamento (Tabela 8),
observa-se que, de forma geral, o item melhor avaliado foi a intimidade (M=9,12 – DP=1,4), enquanto o item avaliado mais baixo foi a paixão (M=8,2 – DP=1,9). Não obstante, observa-se na Tabela 8 que nenhum aspecto foi avaliado negativamente (média
abaixo de 6). Em relação ao sexo, através do Test t, observaram-se diferenças
estatisticamente significativas nos aspectos associados ao comprometimento (p=0,00),
confiança (p=0,00), paixão (p=0,03) e amor (p=0,01), indicando que as mulheres estão
mais comprometidas com os seus relacionamentos, atribuem índices maiores de paixão à
relação afetiva, e afirmam amarem seus parceiros em um nível médio maior que os
homens. Já os homens avaliam mais satisfatoriamente a maior confiança na parceira
(M=8,7) do que as mulheres.
Tabela 8 - Satisfação no Relacionamento
Itens
Geral Sexo Tipo Relacionamento
M DP Fe Ma p Namoro Casamento p
1. Satisfação 8,0 2,0 8,1 8,0 0,64 8,0 8,1 0,65
87 Se por um lado estes resultados são consoantes com o estudo de Barbosa
(2008), onde o item confiança no pa r ceir o obteve índice médio maior para os homens
e os itens paixã o e a mor para as mulheres, não confirmaram o estudo de Azevedo
(2007) com jovens paraibanos, onde os homens declararam como aspecto primordial
para um relacionamento dar certo, o amor, uma característica socioculturalmente
construída como feminina e por este gênero valorizada, conforme afirma a autora. A
valorização do comprometimento pelas mulheres pode ser justificado pela ligação
destas às crenças românticas, o que as direciona para um envolvimento com o parceiro
baseado no empenho emocional e afetivo íntegro, exclusivo.
Em relação ao tipo de relacionamento, apenas o aspecto relacionado ao
comprometimento apresentou diferença estatística significativa, com avaliação mais
positiva dentre os participantes casados (p=0,00), conforme se vê na tabela 8.
Analisando pelas extremidades, apenas 6% (26) dos participantes avaliaram sua
satisfação no relacionamento negativamente (média abaixo de 6). Destes, se mantém como
aspecto melhor avaliado a intimidade (M=6,16) e com avaliação mais negativa o aspecto
paixão (M=3,6). Estes participantes são em maioria do sexo masculino (14), namoram
(14), tem de 1 a 3 anos de relacionamento e não moram juntos (15). Observa-se ainda no
estudo, que os três únicos participantes do sexo masculino que declararam ter
relacionamento aberto, se enquadram neste perfil.
Infere-se a partir deste último dado, que os novos domínios adaptativos ao
estabelecimento de vínculos afetivos, nem sempre são favoráveis aos envolvidos, pois não
3. Intimidade 9,1 1,4 9,1 9,1 0,86 9,1 9,1 0,96
4. Confiança 8,4 2,1 8,1 8,7 0,00 8,4 8,4 0,82
5. Paixão 8,3 1,9 8,5 8,1 0,03 8,3 8,3 0,79
88 necessariamente estão relacionados à satisfação destes. Ao se estabelecer um laço afetuoso
aberto baseado na autonomia individual e liberdade da díade, os interesses à priori podem
satisfazer o parceiro individualmente, mas no que se refere ao par não, devido à falta de
perspectiva de continuidade imbuída no relacionamento aberto. Evidências no estudo de
Scorsolini-Comin (2009) apontam que, na contemporaneidade, os padrões nos
relacionamentos afetivos se abriram às transformações nos hábitos e costumes dos modos
de vinculação dos que se propõem ao envolvimento, contudo, essas mudanças, por vezes,
menosprezam sentimentos de satisfação, felicidade e bem-estar dos indivíduos, devido à
valorização focada na experiência do prazer.
Por outro lado, 45 (11%) participantes, declararam satisfação total no
relacionamento, assinalando nota 10 em todos os aspectos. São, em sua maioria, do sexo
masculino (25), namorados (24), com tempo de relacionamento entre 1 e 6 anos (32) e
moradia conjunta (23). Diferentemente do estudo de Barbosa (2008), os homens aqui
atribuíram maior porcentagem de notas máximas do que as mulheres, podendo sugerir que
eles estejam mais satisfeitos nos seus relacionamentos, ou seguros desta satisfação, ou
talvez, que sejam menos exigentes.
Este último resultado pode ainda estar diretamente relacionado à característica
masculina de auto-suficiência frente aos relacionamentos, já que o valor socialmente
construído no que se refere ao papel de “ser homem”, aquele baseado no domínio público, que sai de casa para trabalhar, que é prático e inteligente, está arraigado e associado ao
poder, à autonomia e domínio ativo, imerso no contexto social. E nesse contexto, a
identidade masculina é analisada a partir da sua identificação com a razão, pois para atuar
no domínio público, os homens são coagidos a encarnar um modelo binário, manifestado
89 afetivas em nome desta "razão social" ou norma de gênero. (Giddens, 1993; Heilborn,
1999; Giffin, 2005; Jablonski, 2005; Wiese & Saldanha, 2011). Em um dos estudos
desenvolvidos por Almeida (2008), resultados indicam que as mulheres têm preferência
por homens com atitudes de dominância, poder e iniciativa.
Um componente que deve ser levado em conta na qualidade da satisfação no
relacionamento amoroso, segundo Figueiredo (2005) é uma relação sexual satisfatória. Na
sua investigação, o autor constatou ao relacionar as duas variáveis, alto índice de
associação entre elas, pois tanto os homens quanto as mulheres demonstraram valorizar a
relação sexual para uma vida a dois bem sucedida. De acordo com Scorsolini-Comin
(2009), levantamentos que avaliaram a satisfação dos relacionamentos afetivos atestam
que indivíduos com maior desenvolvimento da conjugalidade, isto é, da comunalidade
entre o casal, estabelecida principalmente através de valores como comprometimento e
intimidade, tendem a estabelecer relações mais próximas com seus parceiros de interação;
apresentam maior facilidade de expressão do afeto; usam estratégias de resolução de
conflito mais construtivas, tendo alto grau de satisfação em suas relações e identidades
bem estabelecidas.