TEDAVİ YARDIMINA İLİŞKİN UYGULAMA TEBLİĞİ
C. Sudek atrofisinde:
3. Mevsimsel alerjik rinit tedavisinde:
Como dito na introdução do trabalho, foram tomados 5 indicadores para análise, referentes ao CADASTUR, a saber: 1) Agências de turismo; 2) Casas de espetáculos; 3) Locadoras de veículos; 4) Meios de hospedagem e; 5) Restaurantes, bares e cafés.
A partir da análise do primeiro indicador, que diz respeito à distribuição espacial de Agências de turismo nos espaços metropolitanos de Fortaleza-CE, Natal-RN, Recife-PE e Salvador-BA, percebe-se a forte centralidade das metrópoles na concentração desse tipo de serviço, o que leva ao entendimento de que, além das metrópoles serem as dinamizadoras do turismo nas RMs de estudo, são ainda os maiores municípios em relação à quantidade populacional, concentrando, consequentemente, maior diversificação de serviços.
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Da mesma forma como as metrópoles mostraram-se detentoras de uma gama maior de instrumentos legislativos, que regem seus respectivos territórios municipais, na mesma lógica, são concentradoras de uma gama maior e mais complexa de serviços, o que lhe proporciona centralidade regional.
Pelo Mapa 10, observa-se que a metrópole mais centralizadora desse tipo de serviço é a RMN, contendo sua metrópole Natal-RN uma totalidade de 142 agências de turismo cadastradas, em comparação aos demais municípios metropolitanos, que contém entre 0 a 5 agências. Porém, em todas as RMs, existe grande discrepância nos números relativos à oferta desse tipo de serviço entre as metrópoles e os demais municípios metropolitanos. O espaço entre a totalidade e os valores intermediários e mínimos é bastante significativo, como mostra a RMF quando Fortaleza-CE contém o total de 214 agências e os municípios de Aquiraz-CE e Eusébio-CE, que estão logo após a capital com o maior número de agências, contém em seu território entre 5 e 8 destas.
Essa diferença nas RMR e RMS fica menos intensa, mas não menos discrepante, na medida em que os municípios de Jaboatão dos Guararapes-PE e Lauro de Freitas-BA contêm 30 e 38 agências, respectivamente, o que significa maior distribuição desse tipo de serviço no território metropolitano. Porém, os municípios de Mata de São João-BA, Moreno-PE e Olinda-PE, que estão na mesma faixa de valores dos municípios de Jaboatão dos Guararapes- PE e Lauro de Freitas-BA, contém respectivamente, 16, 8 e 1345 agências em
seus territórios, o que demonstra grande diferença entre estes. Isso é reflexo da grande distância em relação aos valores contidos nas metrópoles, quando que, em Recife-PE, o número de agências de turismo chega a 185 e em Salvador-BA chega a 337.
45 Valores totais obtidos a partir do banco de dados do software Terra View, não expressados nos mapas, devido o fatiamento estatístico a partir do modo “passos iguais”, como parâmetro de agrupamento.
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Significa dizer que a grande concentração desse tipo de serviço nas metrópoles faz com que, embora demais municípios metropolitanos disponham à sua oferta, não é suficientemente próximo à quantidade concentrada nas capitais, traçando forte diferenciação territorial nas RMs em relação a atividade do turismo.
No que diz respeito ao indicador Casas de espetáculos, existe determinado agravante, que é a total ausência de cadastro desse tipo de serviço para todos os municípios metropolitanos. A partir disso, percebe-se que o número de Agências de turismo (Mapa 10) vinculadas ao CADASTUR é bastante relevante, quando comparado com o indicador referenciado e os demais indicadores que ainda serão analisados. Sem dúvidas, isso é devido ao segmento das Agências de turismo ser diretamente relacionado ao setor do turismo, o que não o é nos demais indicadores, na medida em que os usuários de Casas de espetáculos, de Locadoras de veículos e de Restaurantes, bares e cafés (que ainda serão vistos) têm origens difusas e não estão unicamente relacionados ao turismo, contudo, esses serviços são fundamentais para o subsídio deste setor.
Assim, é cabível dizer que o cadastro nacional de empreendimentos vinculados ao turismo é um avanço significativo para os seus estudos, porém, outro fator que também leva o baixo cadastro de empreendimentos no CADASTUR é reflexo do pouco comprometimento não só dos empresários do setor, mas também das prefeituras municipais que não criam medidas que visem promover essa importante forma de referência dos serviços voltados ao turismo em seus respectivos espaços. Essa realidade é tão evidente que o PRODETUR II criou medidas de minimizar a distância nas informações sobre o turismo e o empresariado, a partir de cursos voltados para esse segmento, como será visto no capítulo subsequente.
Por se entender que o ordenamento do território é a organização não apenas física das infraestruturas e objetos no espaço, mas também a organização de instrumentos para seu óptimo funcionamento e manutenção do sistema de objetos e de ações, mecanismos que referenciem e organizem
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informações espaciais são de grande importância para a eficaz dinâmica funcional do território.
Ainda vale destacar que a quantidade de documentos necessários, para o efetivo cadastro dos empreendimentos no CADASTUR, é bastante expressiva e necessita ser constantemente renovada, o que demanda tempo e recursos dos empresários no pagamento de impostos. Tal fator também se torna empecilho para a efetivação de um cadastro de informações sobre o setor mais amplo, complexo e difundido.
Acredita-se, pois, que todos esses fatores são intervenientes para a quantidade de empreendimentos e pessoas que trabalham sem profissionalismo e/ou pautados na informalidade dentro do setor turístico, o que prejudica ainda mais os estudos e levantamentos de informações a respeito da real dinâmica da atividade.
Em relação ao Mapa 11, que aborda a espacialização das Locadoras de veículos nas RMs em estudo, percebe-se que a lógica é mantida no que diz respeito à concentração do serviço nas metrópoles e o baixo número de cadastro de empreendimentos que atuam nesse ramo. Da mesma forma que é sabida a significativa quantidade de Casas de espetáculos nos espaços metropolitanos, mas que, mesmo assim, não obteve nenhum registro no sistema CADASTUR, o indicador Locadoras de veículos também chama atenção, devido os poucos dados disponíveis no sistema, apesar desse tipo de serviço ser bastante comum em cidades turísticas.
Em praticamente todas as metrópoles das quatro RMs de estudo, o cadastro das locadoras não passou do número total de 11 estabelecimentos em Natal-RN, 7 estabelecimentos nas RMs de Fortaleza-CE e Recife-PE e 6 destes nas RM de Salvador-BA. Em todas as RMs, a dispersão territorial de Locadoras de veículos mostrou-se incipiente, inclusive nas capitais e nos municípios que fazem fronteira com as capitais, que geralmente são os mais integrados ao turismo metropolitano.
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O mesmo acontece com o indicador Meios de hospedagem (Mapa 12), na medida em que, perante a grande quantidade de estabelecimentos que servem como tal – sejam hotéis, pousadas, flats, albergues, resorts etc. – amplamente comuns nas cidades turísticas nordestinas, principalmente nas RMs, também aparece com poucos cadastros, não chegando a 40 estabelecimentos com registro na RMR, a 50 na RMN, a 60 na RMF e a RMS com exatamente 80 cadastros.
A particularidade desse indicador, facilmente visualizado no Mapa 12, é que na RMR a quantidade maior de estabelecimentos desse indicador foge da metrópole e destaca Ipojuca-PE, município do distrito praieiro de Porto de Galinhas, como o município com a maior quantidade de cadastros, superando Recife-PE, o que mesmo assim não condiz com a realidade. Outros municípios metropolitanos também merecem ser destacados como Aquiraz-CE, Ceará- Mirim-RN, Nísia Floresta-RN, e Mata de São João-BA por ainda obterem cadastros de empreendimentos no sistema nacional.
Esses indicadores poderiam ser refutados, a partir de levantamentos em outros órgãos, geralmente mais fidedignos em nível municipal, como cadastro de ISS, IPTU ou através das secretarias estaduais de turismo. A partir de estudos de Ferreira (2009), poder-se-ia comparar, como exemplo, os dados do CADASTUR com o cadastro da Secretaria Estadual de Turismo (SETUR) do estado do RN, no que tange ao número de Meios de hospedagem na RMN. De acordo com a SETUR do RN, a capital Natal-RN apresenta mais de 199 estabelecimentos cadastrados e municípios como Extremoz-RN, Parnamirim- RN, e Nísia Floresta-RN, que não apresentam nenhum cadastro no sistema nacional, no cadastro estadual aparecem com respectivamente 24, 13 e 12 estabelecimentos cadastrados, todos do ano de 2004.
Porém, a fonte dos dados dificilmente pode ser equiparada quando sai da escala municipal ou estadual, não permitindo, pois um estudo comparativo – natureza deste trabalho – visto que a definições de indicadores variam, consequentemente, de acordo com a padronização dos dados. Assim, o cadastro nacional de informações sobre o setor turístico, embora com ainda poucos registro perante o quadro real, é o mecanismo mais eficiente para
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uniformização de informações sobre o setor e também para estudos de cunho comparativo. Necessita-se de maior comprometimento, por parte das gestões locais de turismo, no que se refere ao fornecimento de informações sobre o CADASTUR e criar políticas de conscientização sobre a necessidade de referenciar esse tipo de informação para os que atuam direta e indiretamente no setor.
Acredita-se que cadastro nacional será a ferramenta mais ampla e importante para informações sobre o setor, contudo, por ainda ser instrumento novo para a gestão e organização de informações turísticas (funcionando desde 2010), os demais ramos, principalmente os indiretamente ligados ao setor ainda demorarão a participar do cadastro. Exemplo é o ramo de serviços pertinentes a Restaurantes, bares e cafés, como mostra o Mapa 13, pois da mesma forma que indicadores anteriores, contêm baixo cadastro de empreendimentos, embora a gama de prestadores do serviço.
Assim, de acordo com o Mapa 13, perante a gama de prestadores desses tipos de serviços nas RMs de estudo, as capitais concentram a oferta, e vale destacar que municípios reconhecidamente integrados ao turismo metropolitano, não aparecem de modo relevante em todos os dados do CADASTUR, principalmente no indicador referenciado neste mapa, como Caucaia-CE e Aquiraz-CE, Extremoz-RN e Parnamirim-RN, Olinda-PE e Cabo de Santo Agostinho-PE, e Itaparica-BA, Lauro de Freiras-BA e Camaçari-BA, todos espaços do turismo litorâneo das RMs em questão.
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Perante os cinco indicadores analisados sobre o CADASTUR, percebe- se que a situação das RMs é bastante homogênea, no que tange a referência das informações prestadas sobre o setor. Homogênea tanto no sentido de que, em todas elas, poucos foram os estabelecimentos cadastrados, bem como a grande concentração em suas metrópoles, mostrando pouca dispersão da atividade no território metropolitano em relação a serviços prestados.
Esse fato demonstra que o entendimento da importância do fornecimento de informações sobre o setor turístico, através de instancias municipais de gestão, ainda é fator que merece destaque e direcionamento de políticas públicas. Acrescenta-se o fato de mostrar que o reordenamento territorial da atividade do turismo nos espaços das RMs, bastante concentrado nas capitais, ainda e baixo e pouco tendencioso a modificação a curto e médio prazos, pois, embora ainda sejam poucos os cadastros, os existentes demonstram bem a concentração, a não dispersão territorial de serviços, de legislações e demais artefatos necessários ao planejamento sistemático do turismo.
Demonstra, ainda, a baixa integração da atividade na escala intra- municipal, no que diz respeito à capacidade de gestão dos municípios para com a atividade, reflexos de uma pobre promoção e responsabilização da atividade nessa escala. Essa responsabilização do turismo no município deveria partir sob amplas vertentes, que vão desde o planejamento, gestão e ordenamento territorial da atividade, à criação de políticas de conscientização, de diversificação do produto turístico e ser responsável por uma maior interlocução entre os agentes reguladores da atividade (poder público, ações públicas, políticas públicas) e a sociedade de modo geral, representada pelos prestadores de serviços turísticos, nativos, turistas etc.
Desta forma, percebeu-se que o ambiente social do turismo em cada RM de estudo fora permeado por peculiaridades e trilhado por diferentes caminhos no início de sua consolidação, enquanto atividade economicamente viável. Já o ambiente institucional do setor nas RMs mostra maior homogeneidade, no que tange aos elementos que definem o ambiente de gestão e de ordenamento territorial da atividade nas escalas municipais, homogeneidade esta em relação à baixa capacidade de autonomia na gestão e no ordenamento territorial da atividade.
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Além de todos os elementos já elencados durante o capítulo, que demonstram os motivos da baixa autonomia de gestão municipal em relação ao setor, acredita-se que esse quadro diz respeito, também, ao decurso histórico de consolidação e de responsabilização da atividade nos territórios municipais, visto que as ações de promoção do turismo foram consolidadas nos territórios municipais nordestinos através de diretrizes e aspirações políticas advindas da escala nacional na década de 1970, com o II PND.
Assim, a lacuna institucional ainda persiste, a compreensão sobre as formas de como o turismo atua no território devem ser ampliadas, de modo que várias são as ações e legislações necessárias ao desenvolvimento de proteção e manejo do território pensado para o setor. O PRODETUR II, enquanto a fase do programa que direcionou olhar para o desenvolvimento institucional do setor na escala do município, não teve condições de dar conta da demanda do fortalecimento institucional do setor, como será visto no capítulo seguinte. Crê- se que ainda serão necessárias várias ações políticas para que haja o fortalecimento do ambiente institucional do turismo, nas diferentes escalas de gestão, embora seja particular de cada território municipal a busca pela ampliação de sua capacidade de gestão dessa atividade.
Com as leituras do ambiente social e do ambiente institucional feitas, a leitura dos artefatos de planejamento, que corresponde aos instrumentos físicos de ordenamento territorial da atividade (políticas e planos de turismo), torna-se mais elucidativa, por permitir maior entendimento a respeito dos motivos do direcionamento de recursos e de infraestruturas em suas ações de OT. Perceber-se-á que os municípios que se mostraram menos integrados ao um propício ambiente institucional para o turismo serão os menos beneficiados com as ações do PRODETUR, programa que interferiu pragmaticamente no território nordestino, com fins a seu preparo e adaptação para o desenvolvimento da atividade turística.
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