2. GENEL BİLGİLER
2.1. Dikkat Eksikliği Hiperaktivite Bozukluğu
2.1.7. Metilfenidat Tedavi, Özellikleri, Büyüme ve İştah Üzerine Etkileri
Jacob (2007) defende que longo do seu processo de envelhecimento, o indivíduo vai vendo as suas capacidades limitadas sobretudo a nível físico, condicionando as suas rotinas e a realização de atividades importantes para o seu quotidiano, verificando-se inclusivamente uma perda de autoestima, isolamento e alguma desmotivação. É neste contexto que emerge a relevância da animação sociocultural enquanto instrumento de sociabilidade e de alteração das rotinas.
O principal objetivo da incidência no constructo da animação sociocultural e da ocupação de tempos livres incide na promoção da participação ativa do indivíduo no seu próprio processo de desenvolvimento. Todavia, antes de explorar o conceito de animação sociocultural no contexto do projeto é importante partirmos para a sua definição de forma a clarificá-lo. Trilla (1998) entende a animação sociocultural como um
[…] conjunto de ações realizadas por indivíduos, grupos ou instituições numa comunidade (ou num
sector da mesma) e dentro do âmbito de um território concreto, com o objetivo principal de promover nos seus membros uma atitude de participação ativa no processo do seu próprio desenvolvimento quer social quer cultural. (Trilla, 1998, p.8)
A animação sociocultural implica o desenvolvimento de dinâmicas/ações tendo em vista o incentivo à comunicação e à sociabilidade. As atividades são organizadas de forma a ocupar os tempos livres e estimular o bem-estar mental, físico e social, bem como a participação. Neste sentido, é necessário reforçar a ideia de que, os planos de animação sociocultural não devem ser elaborados para aplicar nos idosos, devem ser
45 elaborados pelos profissionais e pelos idosos tendo em conta os seus gostos, valores, opiniões e só depois devem ser colocados em prática.
Trilla (ibidem) enfatiza que a animação sociocultural assenta em três pilares: educacional, cultural e social. O mesmo autor chama a atenção para a importância da cultura no contexto da animação sociocultural, pois o desenvolvimento desta prática só faz sentido se estiver assente nos conhecimentos, costumes, valores e tradições. Se estes fatores não estiverem presentes é passível a falta de adesão no desenvolvimento das diversas atividades, uma vez que não vão ao encontro dos interesses do sujeito.
Juliano (1996, citado por Trilla, 1998) entende que é necessário distinguir três tipos de cultura, de forma a facilitar a perceção em torno da diversidade das atividades realizadas através da animação sociocultural. Neste sentido, refere a cultura oficial ou dominante, a cultura de massas e por último e possivelmente a mais relevante, a cultura popular.
A cultura oficial é normativa, descende naturalmente de contribuições de cariz filosófico, científico e acaba por ter um grande poder de decisão, dado que estabelece padrões que se encontram devidamente fundamentados. A cultura de massas está associada à estandardização ao nível da produção ou consumo e procede da cultura oficial. A cultura popular é normalmente aquela que tem mais ênfase no desenvolvimento de um plano de atividades de animação sociocultural, embora seja, muitas vezes, menosprezada. Tem uma forma de organização própria e é específica de determinados locais, sendo que os seus costumes não são do conhecimento de toda a sociedade.
Embora a animação sociocultural tenha por base conceitos como os costumes, valores, gostos e tradições, também pode ser uma forma de conhecimento de diversas culturas. Por vezes, o desenvolvimento de atividades pode ser um meio de conhecimento de novas culturas, promovidas através da socialização e da educação, tal como nos diz Juliano (1996, citado por Trilla, 1998). A educação pode ocorrer de modo formal ou informal, sendo que esta última é a mais utilizada neste âmbito. A ASC assenta numa vertente social, porque não tem como destinatário apenas o indivíduo mas sim o grupo ou comunidade, implica a dinâmica e a interação social. Tem uma vertente pedagógica pelo facto de ensinar novas culturas, tradições, novas sensações e novos saberes.
46 Fernández-Ballesteros (2009) considera que a animação sociocultural tem uma metodologia assente na participação, de forma a impulsionar os indivíduos e os grupos. Na ótica deste investigador, os idosos devem ter liberdade e autonomia para tomar decisões e gerir o seu dia-a-dia. Para que tal seja possível é necessário fomentar a iniciativa e a motivação para que eles próprios possam ser agentes ativos na definição, não só do seu quotidiano, mas também no plano de animação sociocultural.
Assim, torna-se essencial promover os conceitos de participação e tomada de decisão no desenvolvimento deste projeto. O plano de animação deve ser definido de acordo com a opinião dos utilizadores. Estes devem ser chamados a dar a sua opinião e potenciais sugestões que possam ir ao encontro dos seus interesses e deste modo enriquecer o plano.
As atividades de animação sociocultural e de ocupação dos tempos livres devem ser promovidas segundo as características das pessoas com as quais estamos a trabalhar, no que respeita às suas potencialidades e limitações, de modo a conseguirmos atingir a autonomia e o gosto pelo seu desenvolvimento. Assim, os planos de atividades devem ser planeados pelos seus promotores, nomeadamente os animadores socioculturais e pelos utilizadores, para que seja possível alcançar a satisfação pessoal e para que não seja percecionada como uma obrigação.
Jacob (2007, p.6) defende que “a animação representa um conjunto de passos com vista a facilitar o acesso a uma vida mais ativa e mais criadora, à melhoria na s relações e comunicação com os outros, para uma melhor participação na vida da comunidade de que se faz parte, desenvolvendo a personalidade do indivíduo e a sua autonomia.”
A ASC deve ser também percecionada como um estímulo à comodidade, manifestando-se ao nível físico, emocional, social. Porém, nem sempre é fácil desenvolvê-lo junto dos idosos devido à falta de motivação com a qual os animadores socioculturais se deparam, daí que seja necessário trabalhá-la. Como tal, Elizasu (1999) considera que a participação dos idosos na definição das atividades a desenvolver é muito importante, pois possibilita vivenciar momentos de prazer e realizar atividades que vão ao encontro dos seus interesses. É necessário conhecer bem os gostos dos residentes, de modo a propor ações adaptadas às capacidades, expectativas e aos gostos de cada um.
47 A falta de motivação resulta muitas vezes do pensamento desenvolvido pelos idosos, limitando as suas necessidades apenas a atividades que impliquem o seu bem- estar de cariz fisiológico, sendo que esta situação se acentua com a institucionalização. Existem autores que defendem esta teoria por considerarem que um idoso que se encontre no seu domicílio é, regra geral, mais ativo, embora se verifique um défice nas relações sociais, demarcados por situações de isolamento.
Osório citado por Pereira, Vieites e Lopes (2008, p.210) considera que “a participação é uma referência importante porque permite, entre outros aspetos, novas
relações sociais, redes de contactos (…) melhor conhecimento de si próprio e superação
da invalidez devido ao contexto da reforma, criação de compromissos.”
A ASC pode funcionar como uma ferramenta para colocar em contacto os indivíduos, nomeadamente os idosos, promovendo e estimulando as relações sociais, facilitando o contacto e o conhecimento com o outro. Visa ainda a transformação social e o desenvolvimento através da participação.
Para além dos aspetos positivos anteriormente mencionados, “a prática da animação sociocultural tem a missão de criar uma nova imagem cultural alternativa à visão negativa do envelhecimento” (Osório, 1997, p. 262). Este autor considera que a principal função da ASC é precisamente a promoção da participação, pois poderá contribuir para a criação de uma identidade coletiva, para o desenvolvimento da comunicação e das relações pessoais evitando situações de isolamento, de baixa autoestima e dum sentimento de inutilidade.
A ASC pode também ser um grande contributo quando falamos na integração da pessoa idosa numa estrutura residencial, pois promove a convivência e a participação tendo em conta diversos aspetos psicossociais e culturais. Contudo, as atividades de animação nem sempre vão encontro dos interesses dos utilizadores. Jacob (2007) chama-nos a atenção para a importância do desenvolvimento deste tipo de atividades, debatendo o facto de muitas instituições desvalorizarem e deixarem para segundo plano a promoção da ASC. O autor considera inclusivamente que “A maioria das instituições limita-se a fazer alguns passeios, duas ou três festas anuais, no entanto (…) pode contribuir, e muito, para o cuidado do idoso e para a melhoria da sua qualidade de
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2.4. Intervenção do serviço social enquanto promotor de empowerment e