4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.3. Methyl Jasmonate ve Methyl Salicylate ’ın İn Vitro’da Alternaria alternata ve
4.3.4. Methyl salicylate’ın in vitro koşullarında Botrytis cinerea’nın koloni gelişim
O termo eficiência, na literatura, via de regra, é acompanhado das definições diferenciadoras e complementares de eficácia e de efetividade (GOMES, 2009). Isto é, eficiência tem se definido
(...) como o balanço entre os objetivos atingidos e os recursos utilizados para tal; por eficácia, entende-se a constatação se os objetivos foram alcançados no nível de qualidade esperado; e no caso da efetividade, avalia-se se os resultados pretendidos, em termos de efeito social ou econômico, foram atingidos, mas ‘sem’ preocupações quanto aos recursos despendidos (GOMES, 2009, p. 20).
Esta diferenciação, segundo o autor, a rigor, depende dos objetivos a serem considerados.
Se, por exemplo, a iniciativa em análise pretende ‘construir escolas’, a eficácia será avaliada pela observação do produto físico da ação: a escola. A eficiência, pelo cálculo da relação entre os recursos gastos e o produto executado. A efetividade pode ser avaliada como o efeito que essa escola trouxe para o nível de escolarização da população alvo ou para o desempenho em exames de avaliação de proficiência (GOMES, 2009, p. 20).
Diferentemente, continua o autor, por exemplo,
(...) se o objetivo passa a ser expresso como ‘aumentar o nível de escolarização da população alvo’, a eficácia passa a ser a medida de um objetivo intermediário que visa a atingir aquele resultado, a rigor, que visa a atingir a própria efetividade, sendo a construção física da escola apenas um produto intermediário. Nesse caso, uma política pública ou uma ação poderia ser considerada eficiente somente se se referisse à efetividade; no nosso exemplo, ao aumento da escolarização (GOMES, 2009, p. 20).
Isto posto, seria possível afirmar que uma ação pública foi eficiente, mas não eficaz ou efetiva? Para Gomes (2009, p. 20), não faz sentido fazer tal afirmativa, pois isso implicaria
em “(...) aceitar que a ação não alcançou os produtos objetivados (eficácia) ou os resultados
(efetividade), condição necessária para realizar o balanço com o conjunto de recursos
utilizados, com o qual então se calcula a própria eficiência”. Em outras palavras, para esse
autor, a eficiência seria o balanço entre os objetivos atingidos e os recursos utilizados.
Não obstante, seguindo o raciocínio acima, seria possível dizer que uma política foi eficaz ou efetiva, embora ineficiente. Isto é, aceitando que eficiência remete à relação custo- benefício, uma determinada ação pública pode atingir os resultados esperados, mas o excesso de dispêndios – gastos financeiros e humanos – pode torná-la pouco eficiente (se gasta muito para fazer pouco). Assim, em tese, seria mais eficiente a ação pública que promovesse os resultados esperados com menos gastos.
Nesse sentido, para Motta (1990, p. 230), por exemplo,
(...) eficiência refere-se ao cumprimento de normas e à redução de custos. Sua utilidade é verificar se um programa público foi executado de maneira mais competente e segundo a melhor relação custo-resultado. Eficácia refere-se ao alcance de resultados e à qualidade dos produtos e serviços e sua utilidade é verificar se os resultados previstos foram alcançados em termos de quantidade e qualidade. A efetividade, por sua vez, refere-se ao efeito da decisão pública e sua utilidade é verificar se o programa responde adequadamente às demandas, aos apoios e às necessidades da comunidade.
Em síntese: eficiência é saber como aconteceu; a eficácia, o que aconteceu; a efetividade, que diferença faz. Assim, a efetividade refere-se ao efeito da decisão pública, e sua utilidade é verificar se o programa responde adequadamente às demandas, aos apoios e às necessidades da comunidade. Por sua vez, a eficiência refere-se ao cumprimento de normas e à redução de custos. Sua utilidade é verificar se um programa público foi executado de maneira mais competente e segundo a melhor relação custo-resultado (ABRUCIO, 2007; MOTTA, 1990; GOMES, 2009).
No entanto, o conceito de eficiência, tradicionalmente utilizado na esfera privada, ao ser transplantado como critério de avaliação das ações do setor público, segundo Figueiredo e Figueiredo (1986, p. 114), ao lado da noção estritamente econômica de custo-benefício, deve agregar a noção de custos e benefícios políticos, porque
O conceito de eficiência na esfera pública é bidimensional. Vemos, de um lado, a eficiência instrumental, definida pela relação estrita entre custos econômicos e benefícios que são, em geral, tangíveis e divisíveis; de outro, temos a eficiência política, definida pela relação entre os ‘custos’ sociais ou políticos, e os benefícios deles derivados.
Ainda, segundo os autores, os críticos de plantão das ações governamentais tendem a
debitar “(...) nos custos de implantação dos programas ‘custos’ que não são tangíveis e
mensuráveis, tais como o tempo perdido em virtude de práticas burocráticas pouco flexíveis, os compromissos das negociações, as alterações processuais decorrentes de conflitos
políticos, e outros” (FIGUEIREDO; FIGUEIREDO, 1986, p. 113) e a afirmar de forma
preconceituosa que quase todas as ações governamentais seriam/são ineficientes quando comparadas com as da iniciativa privada. Para os autores, a origem desse preconceito estaria na falácia de que os indivíduos e instituições fora do âmbito do Estado estariam, por
definição, isentos desses outros ‘custos’.
Assim, o redimensionamento do conceito de eficiência proposto por Figueiredo e Figueiredo (1986, p. 114) se justificaria em virtude de que o “(...) governo está permanentemente exposto a demandas sociais e pressões políticas, enquanto que entidades privadas – filantrópicas ou não – estão em geral desobrigadas de dar respostas a tais demandas
e pressões”. Portanto, a admissão de que existe uma dimensão política na análise da eficiência
das ações públicas torna essa avaliação bem mais complexa.
Ademais, enquanto na administração geral caberia somente o estudo dos meios necessários para alcançar determinados fins, na gestão pública faz-se necessário e importante considerar que ela se efetiva em um ambiente político mais instável e mais complexo, devido ao ciclo político, à maior variedade de interesses e à maior permeabilidade política que, democraticamente, a organização deve garantir. Isto provoca um maior grau de complexidade da tomada de decisão em relação aos objetivos a serem perseguidos e um maior dispêndio de recursos políticos; que também pode levar a uma maior morosidade na tomada de decisão até, em casos extremos, a definição de objetivos conflitantes e concorrentes, que levariam a certa esquizofrenia organizacional, sem, no entanto, ser possível afirmar, de antemão, que tal complexidade implicaria em menos eficiência (GOMES, 2009).
Além do mais, “(...) a teoria administrativa contemporânea é farta em demonstrar que
o comportamento administrativo não só é influenciado por conjunto de fatores internos da organização pública (objetivos, estruturas, processos e incentivos), como também por fatores da ambiência externa (econômicos, sociais, políticos, culturais, etc.) e características
que na vertente gerencial, a ênfase recai principalmente nas dimensões econômico-financeira e institucional-administrativa” (PAULA, 2005, p. 40-41), isto é, a ‘gestão’ tratada como uma questão técnica. Nesse sentido, faz-se necessário considerar que
Soluções técnicas, por mais engenhosas que sejam, são social e politicamente condicionadas. A eficácia dos instrumentos de gestão é limitada pelo contexto em que se dá sua utilização — ambiente, objetivos, recursos (humanos, materiais, financeiros, políticos e organizativos). Depende de onde, para que, quem e com que os utiliza. Existem problemas de gestão, mas existem também problemas econômicos, sociais, políticos e de muitas outras naturezas que devem ser resolvidos, politicamente, no seu campo próprio, com o uso de instrumentos de administração (COSTA, 2010a, p. 244).
De todo modo, os limites potenciais ao aumento de eficiência nas organizações públicas podem decorrer de inúmeros fatores políticos, organizacionais, culturais, psicológicos, dentre outros (GOMES, 2009). O uso de critérios de eficiência para a aferição do sucesso das ações públicas, segundo Figueiredo e Figueiredo (1986, p. 114), não deve ficar restrito a sua dimensão instrumental, pois “(...) não basta que políticas públicas sejam
instrumentalmente eficientes. Elas devem ser também politicamente eficientes”.
Ao fim e ao cabo, as discussões sobre a eficiência e suas correlatas (eficácia e efetividade) são ‘conceitos-chave’ nas atuais propostas de gestão pública brasileira, principalmente a partir da emenda constitucional46 que introduziu a ‘eficiência’ como
princípio da administração juntamente com ‘legalidade’, ‘impessoalidade’, ‘moralidade’ e ‘publicidade’. São palavras que também ganham ‘força’ e ‘visibilidade’ no Programa BH
Metas e Resultados, da gestão pública municipal de Belo Horizonte.