DÖRDÜNCÜ BÖLÜM
V. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
5.3. Metawin Programı ile Elde Edilen Sonuçlar
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Imagem int egrant e do impresso I Sim pósio de Educação Escolar do M unicípio de São Bernardo do Cam po. São Bernardo do Cam po, julho de 1979. p. 12.
A ação da prefeitura, nesta ampliação aconteceu pela necessidade de atendimento, considerando que o crescimento desordenado da cidade acontecia nos morros e áreas de mananciais. Algumas escolas localizadas na periferia da cidade seguem esse padrão arquitetônico, aqui ilustrado.
Diante da grande demanda de atendimento educacional, a secretaria de educação estabeleceu diretrizes para Educação Infantil às crianças de 4 a 6 anos. Uma delas foi estabelecer o limite de alunos de 32 crianças por classe. O preenchimento de vagas obedecia aos seguintes critérios: primeiramente seriam atendidos todos os alunos com 6 anos de idade, em seguida os de 5 anos de idade e por último os de 4 anos de idade. Em tempo, é importante esclarecer que tal critério ainda é usado em dias atuais.
A metodologia de ensino utilizada na época era desenvolvida por unidades didáticas, organizadas de forma a englobar as várias disciplinas, voltadas para a experiência e a realidade das crianças. O trabalho era desenvolvido a partir de um plano mensal, por meio de um programa de atividades. O “papel do professor era o de ‘agente de desenvolvimento’, que tinha como atributo despertar em cada aluno seus talentos diante da realidade em que estava inserido” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1992a).
De 1983 a 1987, o Governo Municipal preocupou-se em planejar ações no campo da cultura, promovendo à população acesso ao cinema e ao teatro, com oferta de 279 espetáculos adultos e 162 espetáculos infantis. Quanto à música, a programação buscava atender a população, por meio de diferentes gêneros, considerando a diversidade cultural de uma população constituída por migrantes. A Pinacoteca Municipal contava com 354 obras e foram realizadas 121 exposições com 292 artistas, em 18 espaços. Tais promoções sociais, educativas e culturais aconteceram no governo de Aron Galante, tendo Dulce Donadelli Pinto como secretária da Educação, Cultura e Esporte.
Em 1985, em virtude do aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, buscando alternativas de renda familiar, uma vez que era grande o desemprego, uma mobilização de diretores faz a administração pública municipal retomar o atendimento às crianças em período integral.
Foi nesse contexto, que alguns “educadores começaram a expressar a necessidade de mudanças, as fazendo isoladamente, quase que secretamente” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1992b). Afirmavam que o conteúdo curricular não mais atendia às necessidades de seus alunos.
Um marco significativo se viabiliza em 1988, respondendo a anseios de grupos sociais organizados, pois através da Nova Constituição do país, é conferido o direito a educação da criança de 0 a 6 anos, em creche ou pré-escolas.
O estatuto do Magistério Municipal nesse mesmo ano torna-se lei e prevê a formação de equipe multidisciplinar para a pré-escola ampliando sua composição com as funções de pedagogo, assistente social, psicólogo, fonoaudiólogo e professor de educação física. (SÃO BERNARDO DO CAMPO – 1992a, p.22)
O Departamento de Educação, visando à formação dos educadores, incentivou a frequência dos profissionais da educação, em cursos promovidos pelo FAED (Fundo de Assistência à Educação’). O material “Recordando e Renovando” foi resultado dos encontros dos educadores. Este material sistematizava as atividades a serem trabalhadas com as crianças. Também pelo FAED criavam-se novas condições para uma assistência mais ampla aos alunos economicamente desfavorecidos. O Fundo de Assistência à Educação dispunha de recursos próprios, provenientes da cobrança de preços públicos, pelo uso de próprios municipais; receita oriunda de promoções da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes; resultados de reembolsos de bolsas de estudo concedidas pelo “Poder Público Municipal”; produto parcial da arrecadação de contribuições devidas às APMs (Associação de Pais e Mestres) das escolas da rede municipal de ensino; “como também rendimentos provenientes da ampliação de seus recursos, doações, legados, auxílios, subvenções e contribuições de diversas naturezas” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2004a, p. 50).
Em 1989, o Governo Municipal mantém seus objetivos de formação e capacitação dos profissionais da educação promovendo dois importantes momentos. Foi ofertada aos professores da Educação Infantil, formação continuada a partir de três projetos: Projeto de Alfabetização e Cidadania (PAC); Projeto de Alfabetização Municipal de Jovens e Adultos; e o de Educação Ambiental. Já os diretores e equipe técnica (psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais), por meio de cursos, cuja base teórica era em “Emília Ferreiro”, o resultado das discussões foram encaminhados para as escolas auxiliando na ampliação da participação comunitária nas unidades escolares a partir dos Conselhos de Escola.
Em âmbito nacional, segundo Brandão (1980), a educação era considerada uma espécie de alavanca social com capacidade de tirar populações inteiras do estado de pobreza e atraso cultural, consideradas como características do subdesenvolvimento - a fome, a doença e a ignorância. Seria então, por meio da superação da ignorância, que os outros dois males seriam sanados. Entendia-se que o atraso social era uma questão educativa. A conscientização, enquanto processo pedagógico de construção de consciência crítica era de ordem ideológica, cujos envolvidos tinham no seu ponto de partida, uma postura de seres submissos, indefesos e ingênuos que durante o processo criativo e por meio dele, se tornariam possuidores de uma consciência histórica, criadores de cultura, responsáveis por suas escolhas
e donos do próprio destino. Tal discurso teórico fundamentava os grupos como os de educação de base ou cultura popular.
Ainda segundo o autor, um dos aspectos mais difundidos do “Método Paulo Freire”, era o número recorde de horas que se empregava para alfabetizar um indivíduo.
Toda essa manobra buscava canalizar o rendimento político desse dinamismo instalado.
[...] Era preciso fortificar suas bases eleitorais, e o apoio popular às suas metas. Alfabetizar (produzir eleitores) e manter mobilizada a massa eram os dois grandes trunfos, além do ganho de aliados (conscientes ou não) da classe média. E, diante das crescentes pressões externas e da progressão dos índices da inflação, não havia muito tempo a perder, visto a necessidade de consolidar uma resistência. Todas as campanhas e movimentos eram, portanto “bem-vindos”, desde que não ultrapassassem certo grau de provocação. (BRANDÃO, 1980, p.29)
Em 1990, com orientação da Dra. Maria da Gloria Seber, profissional contratada pelo governo municipal para capacitação e orientação pedagógica, “promoveu-se a realização do projeto de pesquisa ‘Criança - Professor: Fazendo e Aprendendo’” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2004b, p. 50).
Na década de 1990, há continuidade no processo de mudança em função da nova concepção do espaço educacional. Novas contratações são feitas por meio de concurso público – “ajudante geral, merendeiras, dirigentes, psicólogos, pedagogos e assistente social, contratações que visavam o aperfeiçoamento do trabalho, com investimento na formação profissional e educacional” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1992b, p. 22).
Os educadores, já atuantes, buscavam oportunidades de aperfeiçoamento, formando grupos de estudos e discussões de experiências educacionais, promovendo a reflexão da prática pedagógica.
O que antes era transmissão de saber pronto e acabado do saber constituído recebeu uma “roupagem nova”. Era inadmissível continuar com a pura transmissão de conhecimentos acabados e prontos, sem que os próprios agentes populares participassem de sua construção.
A necessidade cada vez maior de adequar o “velho” ao “novo”, justificou a propriedade dada à formação. Assessores foram contratados para discutir os conteúdos referentes ao Projeto Pedagógico Educacional – PPE, Língua Portuguesa, Rotina, Matemática e Período Integral; a estratégia de formação adotada era a de socialização e tematização de práticas. (SÃO
BERNARDO DO CAMPO, 2004a, p. 50)
Diante dessa nova concepção, em 1992 foi publicada “uma Proposta Integrada para o trabalho em creches e EMEI´s, cuja fundamentação teórica era apoiada nas teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1992b, p. 23). Os estudos
iniciaram-se em 1993, realizados nas unidades escolares por professores, diretores sob a coordenação dos orientadores pedagógicos.
Em 1995, foi designada uma comissão do departamento de educação, com a tarefa de promover estudos de um novo regimento comum das escolas. O regulamento foi publicado em 1996, trazendo expresso o seguinte:
A educação infantil tem por objetivo contribuir para a formação de um cidadão crítico, solidário, participativo, criativo, autônomo, dinâmico, expressivo na manifestação de suas ideias, sentimentos e afetos, que vá gradativamente se percebendo como agente no processo de construção do conhecimento e de transformação das relações entre os homens em sociedade. 42
Em 1996 foi promulgada a Lei de Diretrizes e Bases, que estabelece de forma incisiva o vínculo entre o atendimento às crianças de 0 a 6 anos e a educação. O texto apresenta referências específicas à Educação Infantil, que passa a ser considerada a primeira etapa da Educação Básica (título V, capitulo II, seção II, art. 29), tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade.
Considerando a grande distância entre o que diz o texto legal e a realidade da Educação Infantil, a LDB dispõe no titulo IX, Das Disposições Transitórias, art.89: “As creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão, no prazo de três anos, a contar da publicação desta Lei, integrar-se ao respectivo sistema de ensino.”.
Diante das novas responsabilidades delegadas ao Estado e Municípios, surgem os documentos e chamados “Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNREI, 1998)”, e no município de São Bernardo do Campo, alguns anos depois a “Proposta Curricular (2004a)”.
Apesar de críticas sobre este material, adota-se no município, o pressuposto que o Referencial Curricular é uma proposta aberta, flexível e não obrigatória, que pôde subsidiar os sistemas educacionais, na elaboração de programas e currículos condizentes com suas realidades e singularidades.
Com a publicação dos RCNEI e a distribuição para os professores da rede pública de ensino municipal, inúmeras discussões aconteceram e cursos foram oferecidos para a formação nas respectivas áreas de conhecimento – Matemática, Língua Portuguesa e formação na área de Arte, práticas do Brincar, Corpo e Movimento e Ciências. Neste ano, em 1999, ingressei na prefeitura como professora de Educação Infantil e participei de cursos dentro do horário de trabalho com a formadora Teca Alencar, autora que compôs o Referencial Curricular (RCNEI) na área de conhecimento - Música. O investimento em cursos
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SÃO BERNARDO DO CAM PO. Prefeit ura M unicipal. Not ícias do M unicípio, São Bernardo do Cam po, SP, 07 de fevereiro de 1996.
neste ano foi intenso, como também as discussões nas unidades escolares nos momentos de Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC).
No mesmo ano de 1999, a carga horária do professor da Educação Infantil sofre alteração de 22 horas para 24 horas de trabalho semanal, com o objetivo de proporcionar a formação continuada e capacitação desse profissional. É instituído o HTPC em duas horas semanais.
Em 2001, a partir dos grupos de estudos, socializações de práticas e diagnósticos levantados, muitas produções foram realizadas e as mesmas publicadas e apresentadas em uma significativa consolidação de novas possibilidades de ensino/aprendizagem. A partir deste material, o “Departamento de Ações Educacionais, lançou os Cadernos de Validação: Artes Visuais Volume I e II; Rotina na Educação Infantil; Período Integral para crianças de 0 a 6 anos” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2004a, p. 52).
A formação dos profissionais continuou sendo realizada através dos cursos em parceria e encontros de equipes de gestão das unidades escolares e Equipe Técnica. Em 2004, foram abordados temas como Avaliação, Gestão Democrática, Música, Artes, Corpo e Movimento, Inclusão e Projeto Pedagógico Educacional (PPE). Os trabalhos formativos visavam atender as necessidades das unidades escolares e as metas estabelecidas pela Secretaria de Educação e Cultura, para a melhoria da educação, destinada a 27.137 alunos.
Atendimento educacional – Educação infantil – 1964 a 2010. 43 GRÁFI CO I
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SÃO BERNARDO DO CAM PO. Secret aria de Educação e Cult ura. Propost a Curricular de São Bernardo do Campo .São Bernardo do Cam po: Ret t ec Art es Gráficas, 2004a., v. II.
0 50.000
1965 1967 1973 1977 1985 1990 1998 2004 2010