• Sonuç bulunamadı

2. KURAMSAL BİLGİLER ve KAYNAK TARAMALARI

2.3. Yağ Sektörü Kaynaklı Kirleticiler ve Çevredeki Akıbetleri

2.3.2. Metal

6.1. Efeito do fluxofenim em diferentes culturas 6.1.1. Cultura do sorgo

Na Tabela 4 estão apresentadas os resultados da intoxicação visual causada pelos tratamentos químicos (safener e herbicida) nas plantas de sorgo do híbrido DKB510 aos 3, 7, 15 e 30 dias após o início da emergência (DAE). Nota-se que o tratamento de sementes com o fluxofenim aos 3 dias após o início da emergência (DAE), isolado da aplicação do herbicida S-metolachlor, causou uma fitointoxicação, que foi caracterizada por um atraso na emergência inicial das plântulas; porém, não houve influência quando comparado a testemunha sem tratamento químico. Nesta avaliação ou nas subseqüentes, as plantas que receberam o tratamento de sementes isolado não mostraram sintoma de intoxicação foliar (como redução de altura) quando comparadas as da testemunha (sem safener e sem herbicida).

Pode-se observar ainda na Tabela 4, que as parcelas que não receberam o tratamento de sementes com fluxofenim, que todas as doses de herbicida testadas foram prejudiciais à emergência de plantas e que estas mostraram sintomas visuais de intoxicação, sendo que a partir dos 3 DAE estes tratamentos apresentavam valores superiores aos da testemunha. No momento da ultima avaliação, aos 30 DAE, os níveis de injúria observados eram inaceitáveis em quaisquer das doses do herbicida testadas, evidenciando uma alta sensibilidade das plantas ao produto, sendo sempre a dose mais elevada (2.880 mL i.a. ha- 1) a mais fitotóxica. O herbicida S-metolachlor é um produto seletivo a diversas culturas (algodão, cana-de-açúcar, milho, etc), aplicado em pré-emergência e que apresenta elevada eficácia sobre gramíneas. Além de outras culturas, é registrado para a cultura do milho e sua dose máxima recomendada é de até 1.750 mL p.c. ha-1 (1.680 mL i.a. ha-1). O produto não contém registro para a cultura do sorgo devido a sua toxidez. O efeito tóxico desse grupo de herbicida pode ser observado após a germinação das plântulas, caracterizando-se pela não abertura do coleóptilo e pelo enrugamento das folhas definitivas, causado pelo menor crescimento da nervura central em relação ao crescimento do limbo foliar (Karam et al., 2003).

A interação entre o tratamento de sementes com o safener e a aplicação do herbicida S-metolachlor (1.440 mL i.a. ha-1 e 2.880 mL i.a. ha-1), em pré- emergência do sorgo DKB510, reduziu os sintomas de fitointoxicação. Nas parcelas onde as sementes foram tratadas com fluxofenim ocorreu um aumento na seletividade do produto às plântulas de sorgo. Aos 3 DAE (Tabela 4) foi quando pôde-se observar uma fitointoxicação mais elevada (refletida principalmente no atraso da emergência), mas a dose de 1.440 mL i.a. ha-1 mostrou valores semelhante aos da testemunha. Aos 15 DAE notou-se nas parcelas que receberam a dose de 1.440 mL i.a. ha-1 de S-metolachlor que os sintomas visuais de injúria não eram mais notados. Verificou-se que a testemunha (com safener e sem herbicida) e a dose de 1.440 mL i.a. ha-1 nas parcelas tratadas com fluxofenim foram semelhantes durante as avaliações de 3, 7, 15 e 30 DAE, o que demonstrou que o produto ajudou na redução da injúria causada pelo herbicida. Independente da dose do herbicida aplicada, as parcelas que receberam as sementes tratadas com o fluxofenim apresentaram injúrias menos severas.

Tabela 4. Fitotoxicidade do herbicida S-metolachlor ao sorgo DKB510, tratadas ou não com o fluxofenim, aos 3, 7, 15 e 30 dias após emergência. Uberlândia/MG, 2006.

% Fitointoxicação

3 DAE 7 DAE 15 DAE 30 DAE

Dose do herbicida (g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener

0 9,00 Aa 0,00 Aa 3,33 Aa 0,00 Aa 0,00 Aa 0,00 Aa 0,00 Aa 0,00 Aa 1.440 11,67 ABa 43,33 Bb 6,67 Aa 41,67 Bb 1,67 Aa 26,67 Bb 0,00 Aa 28,33 Bb 2.880 23,33 Ba 68,33 Cb 21,67 Ba 81,67 Cb 25,00 Ba 70,00 Cb 7,67 Ba 78,33 Cb Fherb 148,71* 129,00* 160,56* 234,14* Fsaf 64,99* 232,69* 84,00* 658,28* Fsaf*herb 33,69* 84,54* 26,14* 254,84* CVtotal (%) 38,90 37,36 48,2 32,73 DMS (5%) 11,85 8,49 10,79 5,45

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

foi importante para o aumento da seletividade, sendo que a ausência deste tratamento impossibilitaria a utilização do S-metolachlor na cultura do sorgo. Diversos trabalhos de pesquisadores (Fuerst & Gronwald, 1986; Gronwald et al., 1987; Dean et al., 1990; Allá & Hassan, 1998) indicaram a viabilidade de safeners no tratamento de sementes para proteção do sorgo contra os efeitos do metolachlor, supostamente por induzir a síntese de novas enzimas GST responsáveis pela catálise e desintoxicação do herbicida. Silva & Ueda (1980) ainda relatam a viabilidade de safener no tratamento de sementes de sorgo sacarino, o qual incrementou a tolerância aos herbicidas alachlor e metolachlor, o que possibilitou o uso destes graminicidas na cultura.

Na Tabela 5 estão apresentados os resultados do peso de massa seca da parte aérea e da raiz, coletadas aos 10 dias após a emergência. A ausência do tratamento de sementes nas parcelas que receberam a aplicação do herbicida em pré- emergência proporcionou plantas com menor acúmulo de massa seca de parte aérea e de raiz. Os resultados evidenciam que a dose de 2.880 mL i.a. ha-1 de S-metolachlor proporcionou reduções de aproximadamente 60% no acúmulo de massa seca da parte aérea e 45% de raiz, sendo que a dose de 1.440 mL i.a. ha-1, mesmo tendo mostrado valores inferiores (25% a menos de parte aérea e 19% a menos de raiz), foi semelhante aos resultados da parcela sem aplicação do herbicida.

O acúmulo de massa seca, tanto na parte aérea como nas raízes, foi semelhante quando as sementes foram tratadas com o safener, independente da dose do herbicida utilizada, comparado ao da testemunha (com safener e sem herbicida) (Tabela 5). Apesar da diferença de valores observada entre os tratamentos com safener e sem safener, com maior acúmulo de massa seca de raízes para os tratamentos com safener (principalmente às parcelas submetidas a dose de 2.880 mL i.a. ha-1), os valores foram semelhantes entre as sementes tratadas ou não, independente da dose utilizada.

10 dias após a emergência. Uberlândia/MG. 2006.

Parte Aérea (g) Raiz (g) Dose do herbicida

(g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener 0 360,00 Aa 400,00 Aa 266,67 Aa 256,67 Aa 1.440 326,66 Aa 300,00 ABa 240,00 Aa 206,67 ABa 2.880 340,00 Aa 170,00 Ba 223,33 Aa 143,33 Ca Fherb 7,987* 10,760* Fsaf 1,220 4,026 Fsaf*herb 1,718 1,009 CVtotal (%) 31,72 19,51 DMS (5%) 200,346 86,83

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

Médias seguidas de mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste t (P>0,05).

Na Tabela 6, verifica-se que os resultados para o sorgo SCG340, foram semelhantes aos do DKB510. Houve um efeito benéfico do tratamento de sementes com o safener fluxofenim na redução da fitointoxicação causada pelo herbicida. Foi possível observar, aos 3 DAE, que o uso do safener isolado também resultou em uma fitointoxicação leve quando comparado a testemunha sem tratamento (safener ou herbicida) e os sintomas observados em ambos os híbridos de sorgo foram similares e momentâneos.

As notas de fitointoxicação novamente responderam ao aumento da dose do herbicida, sendo que as parcelas sem o tratamento de sementes com o safener apresentaram maiores injúrias. A aplicação da dose de 1.440 mL i.a. ha-1 aos 3 DAE já causou uma fitointoxicação de 61% e, ao final do período de avaliação apresentava, ainda, valores acima de 50% de injúria. Também, a aplicação da dose de 2.880 mL i.a. ha-1 causou injúrias acima de 85%. De uma forma geral, cabe uma ressalva sobre a maior sensibilidade deste híbrido (SCG340) comparado ao DKB 510 quanto a fitointoxicação do herbicida utilizado.

Tabela 6. Fitotoxicidade do herbicida S-metolachlor ao sorgo (SCG340) tratadas ou não com o safener fluxofenim, aos 3, 7, 15 e 30 dias após emergência. Uberlândia/MG, 2006.

% Fitointoxicação

3 DAE 7 DAE 15 DAE 30 DAE

Dose do herbicida (g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener

0 5,7 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 1.440 12,7 Aa 60,0 Bb 9,0 Ba 78,3 Bb 1,0 Aa 56,7 Bb 0,0 Aa 53,3 Bb 2.880 25,0 Ba 88,3 Cb 20,0 Ca 91,7 Cb 24,33 Ba 87,7 Cb 7,7 Ba 88,3 Cb Fherb 463,99* 309,05* 229,84* 503,74* Fsaf 173,17* 1125,65* 1481,97* 1553,89* Fsaf*herb 61,46* 315,14* 375,11* 436,96* CVtotal (%) 17,66 8,67 7,73 9,66 DMS (5%) 11,27 5,83 4,37 4,80

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

que a aplicação da dose de 1.440 mL i.a. ha-1 demonstrou maior seletividade à cultura, apresentando notas visuais de injúria ao redor de 12% aos 3 DAE e, ao final do período de avaliação, aos 30 DAE, as plantas já haviam se recuperado totalmente. A dose de 2.880 mL i.a. ha-1, pode ser considerada muito alta, pois apesar do tratamento de sementes com fluxofenim ocorreu valores elevados de intoxicação pela cultura.

Ainda na Tabela 6, pode ser observado que até aos 15 DAE os valores de fitointoxicação para a maior dose foram próximos a 25%, enquanto para a menor dose as notas foram menos de 5% de intoxicação. O não tratamento de sementes com safener em qualquer das doses testadas, novamente levou a ausência de seletividade, impossibilitando o uso deste herbicida para a cultura.

O acúmulo da massa seca da parte aérea não foi influenciado pelas doses de herbicida quando as sementes receberam o tratamento com o safener, sendo que ocorreram valores semelhantes aos da testemunha (com safener) (Tabela 7). A não utilização do safener resultou em valores decrescentes de massa seca quando do aumento da dose do herbicida. A dose de 2.880 mL i.a. ha-1 proporcionou uma redução de 60% no acúmulo de massa seca na parte aérea das plantas quando comparada com a testemunha sem tratamento químico, enquanto a dose de 1.440 mL i.a. ha-1 teve um decréscimo de 30%.

Pôde-se observar que o aumento da dose do herbicida também determinou uma redução na massa seca de raízes, independente de receber ou não o tratamento de sementes, sendo que a dose de 2.880 mL i.a. ha-1 comportou-se de forma semelhante em relação ao tratamento ou não das sementes (Tabela 7). O tratamento de sementes com o safener proporcionou uma diferença 15% de acúmulo de massa seca de raízes em relação a dose de 1.440 mL i.a. ha-1 e a testemunha (com safener), enquanto a mesma dose comparada a testemunha (sem safener) teve um decréscimo de 45%. Esses valores observados corroboram com os sintomas visuais de injúrias apresentados na Tabela 6.

10 dias após emergência. Uberlândia/MG. 2006.

Parte Aérea (g) Raiz (g) Dose do herbicida

(g i.a. ha-1) c/safener s/safener c/safener s/safener 0 280,00 Aa 296,67 Aa 463,33 Aa 393,33 Aa 1.440 260,00 Aa 203,33 Ba 393,33 ABa 176,67 Bb 2.880 280,00 Aa 120,00 Cb 236,67 Ba 186,67 Ba Fherb 9,945* 1,362* Fsaf 14,516* 11,320* Fsaf*herb 8,577* 1,317* CVtotal (%) 29,95 91,11 DMS (5%) 74,159 183,354

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

Médias seguidas de mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste t (P>0,05).

Para a cultura do sorgo a ausência do tratamento das sementes com o safener pode levar a cultura a atingir níveis intoleráveis de injúria e que comprometeriam o desenvolvimento das plantas, diminuindo o acúmulo de massa seca da parte aérea e das raízes. Pôde-se observar que o safener aumentou a tolerância da cultura (independente do híbrido) ao herbicida S-metolachlor em qualquer das doses testadas, porém a seletividade foi maior na menor dose do produto (1.440 mL i.a. ha-1).

6.1.2. Cultura do trigo

A exemplo da cultura do sorgo, as avaliações de intoxicação na cultura do trigo foram realizadas quando mais de 60% das plantas da testemunha (sem herbicida e sem safener) iniciaram a emergência. Observa-se que o tratamento das sementes do híbrido Ônix com o fluxofenim não afetou a emergência inicial, nem ocasionou nenhum tipo de injúria às plantas durante o período avaliado (Tabela 8). Nas parcelas que não receberam o tratamento de sementes com o safener a aplicação do herbicida S-metolachlor nas duas doses testadas foi prejudicial ao desenvolvimento das plântulas de trigo. Já, aos 3 DAE, as doses do herbicida causavam danos visuais acima de 50% nas parcelas que não continham o tratamento de sementes. A dose de 1.440 mL

predominantemente pelo hipocótilo das gramíneas quando estas entram em contato com a camada de solo onde encontra-se o produto, sendo que os sintomas de fitointoxicação caracterizam-se pelo intumescimento dos tecidos, enrolamento do caulículo nas monocotiledôneas, necrose e morte das plantas. As plântulas que emergem apresentam folhas retorcidas, mal formadas e com coloração predominantemente verde-escuras. As folhas de gramíneas podem não emergir dos coleóptilos ou ficarem comprimidas no cartucho, não se desenrolam e nem se expandem normalmente (Weed, 1994). Tais sintomas foram comuns nos tratamentos que não tiveram a presença do safener nas sementes.

Na Tabela 8, nota-se também, que houve interação entre o tratamento de sementes com o safener e as doses de herbicida, sendo que a dose utilizada do safener nas sementes reduziu significativamente os sintomas visuais de injúria quando comparada às parcelas sem o tratamento de sementes e com aplicação do herbicida. Mesmo com a redução dos sintomas visuais de injúria nos tratamentos com a presença do safener, a utilização da dose de 1.440 mL i.a. ha-1 de S-metolachlor a partir de 7 DAE diferenciou-se da parcela testemunha, tendo atingido os valores mais elevados de injúria aos 15 DAE. Aos 30 DAE, a diminuição da fitointoxicação pode ser atribuída a um maior perfilhamento das plantas, compensando o menor número de plantas por metro.

Tabela 8. Fitotoxicidade do herbicida S-metolachlor ao trigo Ônix, tratadas ou não com o safener fluxofenim, aos 3, 7, 15 e 30 dias após emergência. Uberlândia/MG, 2006.

% Fitointoxicação

3 DAE 7 DAE 15 DAE 30 DAE

Dose do herbicida (g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener

0 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 1.440 0,0 Aa 53,3 Bb 10,3 Ba 68,3 Bb 27,7 Ba 85,0 Bb 6,0 Ba 80,0 Bb 2.880 11,67 Ba 78,3 Cb 25,0 Ca 89,3 Cb 63,3 Ca 95,0 Cb 33,3 Ca 93,3 Cb Fherb 260,23* 413,41* 609,93* 297,95* Fsaf 2592,00* 2322,22* 599,07* 1016,38* Fsaf*herb 672,00* 585,22* 187,13* 262,42* CVtotal (%) 6,98 5,58 5,69 8,39 DMS (5%) 3,329 3,59 5,14 5,94

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

Não se verificou diferença significativa quando se comparou as testemunhas sem aplicação de herbicida (com e sem safener) quanto ao acúmulo de massa seca de parte aérea.

A utilização ou não do safener no tratamento de sementes foi de fundamental importância em relação ao acúmulo de massa seca quando as plantas foram submetidas a aplicação do S-metolachlor, sendo os valores de massa seca da parte aérea e raiz mais elevados nas parcelas que receberam o tratamento de sementes. Para a dose de 1.440 mL i.a. ha-1, o tratamento de sementes proporcionou acúmulo de até 70% a mais de matéria seca da parte aérea quando comparado a parcela sem tratamento de sementes. As plantas de trigo tratadas com safener e que receberam a dose de 2.880 mL i.a. ha-1 apresentaram acúmulo de massa seca da parte aérea de aproximadamente 30% menor quando comparado ao da testemunha (com aplicação de safener) e, para as parcelas que não receberam o safener, a diferença em relação a testemunha foi um decréscimo de 65%.

Tabela 9. Valores de biomassa seca da parte aérea e raízes do híbrido de trigo Onix tratado ou não com o safener fluxofenim. Avaliação realizada em plantas aos 10 dias após a emergência. Uberlândia/MG. 2006.

Parte Aérea (g) Raiz (g) Dose do herbicida

(g i.a. ha-1) c/safener s/safener c/safener s/safener 0 0,88 Aa 0,84 Aa 1,17 1,12 1.440 0,71 ABa 0,28 Bb 0,62 0,57 2.880 0,61 Ba 0,37 Bb 0,77 0,69 Fherb 22,496* 16,573ns Fsaf 18,511* 0,158ns Fsaf*herb 4,158* 0,003ns CVtotal (%) 18,87 41,08 DMS (5%) 0,232 0,675

* significativo ao nível de 5% de probabilidade; ns não significativo ao nível de 5% de probabilidade

Médias seguidas de mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste t (P>0,05).

obteve resultados com menores valores de acúmulo de biomassa verde das plantas quando os diferentes cultivares de trigo foram submetidos à aplicação do herbicida sem utilização do safener.

Nas Tabelas 10 e 11, respectivamente, estão expressos os valores visuais de injúria e o acúmulo de massa seca na parte aérea e nas raízes do híbrido de trigo Avante quando submetidos aos diferentes tratamentos. Conforme observado para o híbrido Ônix, observa-se na Tabela 10 que o tratamento de sementes com o flluxofenim na ausência do herbicida não provocou nenhum sintoma de fitointoxicação.

As duas doses do herbicida S-metolachlor foram prejudiciais ao desenvolvimento normal do trigo Avante, sendo que o aumento da dose refletiu de maneira mais drástica nos sintomas de fitointoxicação. Os sintomas visuais de injúria observados para ambos os híbridos foram semelhantes. A presença do tratamento de sementes com o safener fez com que houvesse uma redução na intoxicação das plantas. Novamente a dose de 2.880 mL i.a./ha elevou os sintomas de fitointoxicação no híbrido Avante. Registra-se, ainda, que a presença do safener de sementes fez com que houvesse uma redução de mais de 50% de injúria dentro das doses de herbicida testadas no decorrer das avaliações.

Tabela 10. Fitotoxicidade do herbicida S-metolachlor ao trigo Avante, tratadas ou não com o safener fluxofenim, aos 3, 7, 15 e 30 dias após emergência. Uberlândia/MG, 2006.

% Fitointoxicação

3 DAE 7 DAE 15 DAE 30 DAE

Dose do herbicida (g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener

0 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 0,0 Aa 1.440 0,0 Aa 26,7 Bb 5,33 Aa 40,0 Bb 17,7 Ba 43,3 Bb 7,3 Aa 43,3 Bb 2.880 5,0 Aa 50,0 Cb 21,7 Ba 76,7 Cb 43,33 Ca 76,7 Cb 23,3 Ba 81,7 Cb Fherb 182,37* 1157,54* 293,24* 1519,37* Fsaf 294,43* 198,79* 67,52* 277,13* Fsaf*herb 88,06* 57,37* 17,74* 80,93* CVtotal (%) 21,70 18,78 16,83 15,44 DMS (5%) 5,90 8,98 10,14 8,01

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

acúmulo de massa seca da parte aérea quando comparadas à testemunha (Tabela 11), e não ocorreram diferenças em relação à dose utilizada. No entanto, a presença do safener proporcionou que o acúmulo de massa seca da parte aérea fosse semelhante ao da testemunha (com safener) independente da dose do herbicida utilizada. Mesmo sendo semelhante, a dose de 2.880 mL i.a. ha-1 resultou em 20% a menos de acúmulo quando comparada a testemunha. As parcelas testemunhas sem herbicida, com safener e sem safener apresentaram valores semelhantes, mostrando que o tratamento não prejudicou as plântulas. O acúmulo de massa seca nas raízes foi mais afetado do que o acúmulo na parte aérea, haja visto que as diferenças observadas nas parcelas tratadas com o safener gerou uma redução em torno de 10% e 50% para as doses de 1.440 e 2.880 mL i.a. ha-1 quando comparados a testemunha com o safener. As parcelas que não receberam o tratamento com o safener apresentaram redução mais acentuada, com diferenças de 70% e 62% para as mesmas doses.

Tabela 11. Valores de biomassa seca da parte aérea e raízes do híbrido de trigo Avante tratado ou não com o safener fluxofenim. Avaliação realizada em plantas aos 10 dias após a emergência. Uberlândia/MG. 2006.

Parte Aérea (g) Raiz (g) Dose do herbicida

(g i.a. ha-1) c/safener s/safener c/safener s/safener 0 0,72 Aa 0,79 Aa 1,09 Aa 1,27 Aa 1.440 0,71 Aa 0,43 Bb 0,98 ABa 0,37 Bb 2.880 0,57 Aa 0,49 Ba 0,53 Ba 0,49 Ba Fherb 8,226* 28,807* Fsaf 6,378* 1,393 Fsaf*herb 6,866* 3,201 CVtotal (%) 29,98 55,19 DMS (5%) 0,165 0,554

* significativo ao nível de 5% de probabilidade;

Médias seguidas de mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste t (P>0,05).

Os valores das notas visuais de injúria para as duas cultivares de arroz avaliadas (Bonanza e Aimoré) no estudo estão apresentados na Tabela 12. Os resultados para ambas as cultivares foram iguais desta maneira optou-se por apresentar e discutir os resultados em uma única tabela. A utilização do safener para a cultura do arroz não causou nenhum tipo de intoxicação às plantas quando comparado a testemunha sem tratamento, independente do cultivar. Porém, não trouxe nenhum benefício em relação a diminuição da sensibilidade das plantas ao herbicida S- metolachlor nas doses testadas (1.440 mL i.a. ha-1 e 2.880 mL i.a. ha-1). Todas as doses utilizadas, independente da presença ou não do tratamento de sementes com o safener, levou as plantas a mortalidade total.

Tabela 12. Fitotoxicidade do herbicida S-metolachlor aos cultivares de arroz Bonanza e Aimoré, tratadas ou não com o safener fluxofenim, aos 3, 7, 15 e 30 dias após emergência. Uberlândia/MG, 2006.

% Fitointoxicação

3DAE 7 DAE 15DAE 30DAE

Dose do herbicida (g i.a. ha-1)

c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener c/safener s/safener

0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1.440 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 2.880 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fherb - - - - CVtotal(%) - - - - DMS (5%) - - - -

6.2. Determinação da atividade de Glutationa S-transferase em plântulas de sorgo e trigo com e sem tratamento de sementes com fluxofenim.

Como explicitado anteriormente, o aumento na atividade da enzima glutationa S-transferase nas plantas é uma das responsáveis diretas pela eficiência de algumas culturas tornarem-se menos sensíveis a certos herbicidas fitotóxicos. Nos resultados já apresentados, foi demonstrado que o tratamento de sementes de sorgo e trigo com o safener levou à menor injúria das plantas causada pela baixa seletividade do herbicida S-metolachlor quando comparados às parcelas que não receberam o tratamento de sementes. Já, para a cultura do arroz, o tratamento de sementes com o safener não possibilitou aumento na tolerância ao mesmo herbicida para nenhum dos cultivares avaliados.

Nas Tabelas 13 e 14 estão representados, respectivamente, os valores correspondentes a atividade da GST em sorgo e trigo, quando as sementes receberam o tratamento com o safener e foram submetidas ou não ao tratamento com o herbicida S- metolachlor, comparados com a testemunha sem o safener e sem o herbicida.

Dentre as culturas avaliadas durante a condução do ensaio no campo, e de acordo com as notas de injúria, a cultura do sorgo foi a que respondeu de maneira mais eficiente ao tratamento de sementes com o safener fluxofenim. É possível observar na Tabela 13, apesar de não ter ocorrida diferenças significativas, que o tratamento de sementes isolado aumentou em 13% a atividade da enzima GST quando comparado a testemunha sem tratamento e, quando as plantas avaliadas receberam somente a aplicação do herbicida, a atividade da enzima reduziu em 26%. O herbicida S-metolachlor não é registrado para cultura do sorgo devido aos danos de injúria que ocasionalmente puderem ser observados. O decréscimo na atividade da GST quando não houve a proteção através do tratamento de

Benzer Belgeler